Presidente da CBF, Samir Xaud sugere tentar trazer final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo para o Brasil

por Redação

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, sugeriu nesta quinta-feira (31) a possibilidade de tentar trazer para o Brasil a final da Copa Libertadores da América, que será disputada entre Palmeiras e Flamengo. A decisão está marcada para o dia 29 de novembro, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, país que enfrenta uma onda de violência e instabilidade social.

Após acompanhar a classificação do Palmeiras sobre a LDU, no Allianz Parque, Xaud declarou que a CBF poderia atuar como intermediária junto à Conmebol, caso os clubes manifestem interesse em realizar a final em território brasileiro.

“Por enquanto é Lima. É uma competição organizada pela Conmebol. Com essa final brasileira agora, nós podemos ver a possibilidade de vir para o Brasil — isso se os clubes tiverem interesse. A CBF pode ajudar nessa interlocução com a Conmebol. Mas deixando claro que a competição é organizada pela Conmebol, então ela que define”, afirmou o dirigente.

Segundo Xaud, Belém e Brasília foram as cidades que já se ofereceram para sediar a partida:

“Foram as duas cidades que se manifestaram. Mas precisamos aguardar os clubes se posicionarem. Se houver esse desejo, a CBF, como instituição máxima do futebol brasileiro, vai encabeçar o diálogo”, completou.

Apesar da sinalização da CBF, a Conmebol não pretende alterar o local da final. De acordo com informações do blog do jornalista Diogo Dantas, a entidade já observou a situação política no Peru, mas assegura que o jogo seguirá em Lima, onde as pré-inscrições para compra de ingressos já foram abertas nesta semana.

O Peru vive um estado de emergência após a destituição da presidente Dina Boluarte pelo Congresso, sob a acusação de “incapacidade moral”. O presidente interino, José Jerí, decretou a medida por 30 dias em Lima e na província de Callao, autorizando a presença das Forças Armadas nas ruas. A situação intensifica a crise política que já levou o país a ter oito presidentes em uma década.

Fonte: OGLOBO

Leia também