A decisão do ministro André Mendonça de determinar a prisão de Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira, tem como base trocas de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro. A medida atende a um pedido de prisão preventiva formulado pela Polícia Federal.
Vorcaro integrava um grupo de WhatsApp chamado “A turma”, no qual eram planejadas ações violentas contra pessoas que ele considerava adversários, incluindo jornalistas.
Em um dos episódios, com autorização expressa de Vorcaro, pessoas contratadas pelo ex-banqueiro simulavam um assalto contra a vítima e praticavam atos de violência contra ela.
O grupo reunia perfis diversos: um ex-diretor do Banco Central, um ex-chefe de departamento da mesma instituição, um policial civil aposentado apontado como responsável por executar ações milicianas autorizadas por Vorcaro e Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro.
Zettel também foi preso nesta quarta-feira, assim como o policial aposentado Marilson Silva e Luiz Phillipi Mourão, apontado como responsável por atividades de monitoramento de “adversários” de Vorcaro.
Fonte: OGLOBO