São Paulo Professora de estética é indiciada por matar namorado com 72 tesouradas e enterrar corpo no quintal de casa Redação6 de novembro de 2025022 visualizações A professora de estética Jussara Luzia Fernandes, de 62 anos, foi indiciada pela Polícia Civil pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver pela morte do namorado Alex Sandro da Silva Rocha, de 21 anos, em Bebedouro (SP). O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferecerá denúncia à Justiça. Segundo o delegado João Vitor Silvério, o crime ocorreu no dia 22 de outubro, na casa onde o casal morava. A vítima foi morta com 72 tesouradas e enterrada no quintal do imóvel. Jussara está presa preventivamente e confessou o assassinato, alegando ter agido em legítima defesa, o que ainda é contestado pela investigação. Reconstituição do crime Na quarta-feira (5), a Polícia Civil realizou a reconstituição do crime, com a participação da suspeita. Durante a reprodução, Jussara manteve a versão de que foi agredida por Alex Sandro e reagiu. Ela também afirmou que recebeu ajuda do filho para enterrar o corpo, mas imagens de câmeras de segurança não registraram a presença do rapaz no local. “A dúvida maior é sobre a insistência dela em dizer que o filho participou. As imagens analisadas não mostram essa pessoa na casa em nenhum momento”, afirmou o delegado. Um homem que cavou a vala no quintal também participou da reconstituição. Ele confirmou que recebeu R$ 50 para abrir o buraco, acreditando que seria para enterrar um cachorro de grande porte. Suspeita de dopagem A polícia aguarda o laudo toxicológico do corpo da vítima e a análise de celulares apreendidos. Há suspeita de que Alex tenha sido drogado antes de ser morto. A mãe do jovem, Ivonete Ribeiro da Silva, contesta a tese de legítima defesa. Ela afirma que o filho, de porte físico forte, foi atacado de forma “desproporcional e cruel”. “Setenta e duas tesouradas não são legítima defesa. Ela vigiava e controlava o tempo todo o meu filho”, disse Ivonete. A advogada da família, Isabella Felloni, reforçou que testemunhas relataram que o relacionamento era abusivo por parte da professora, e não do rapaz. “As provas não sustentam a versão dela. O que se observa é uma relação dominadora e possessiva da parte dela”, declarou. Outro caso sob investigação A polícia também investiga a morte do marido de Jussara, Walter Gilmar de Pádua Carneiro, de 65 anos, encontrado morto na piscina da casa em janeiro deste ano. O caso foi registrado como afogamento, mas, após o homicídio de Alex, passou a ser tratado como morte suspeita. A professora se recusou a participar da reconstituição da morte do marido. A filha dele, Bruna Carneiro, contou que Walter se queixava de mal-estar e pretendia se separar da companheira. A Polícia Civil pediu a exumação do corpo, e o pedido aguarda decisão judicial. O caso segue em investigação. Fonte: G1