Golpe Quadrilhas compram dados pessoais e ampliam golpes telefônicos em todo o país Redação2 de dezembro de 2025029 visualizações A Polícia Civil de São Paulo investiga quadrilhas especializadas em adquirir e comercializar dados pessoais para aplicar golpes por telefone, utilizando técnicas cada vez mais sofisticadas para enganar vítimas. A prática envolve a venda ilegal de informações completas de cidadãos — como nome, endereço, CPF e telefone — que são usadas para simular atendimentos bancários e transações financeiras fraudulentas. No Centro de São Paulo, equipes de reportagem identificaram intermediários que indicam vendedores de grandes bancos de dados. Um dos contatos ofereceu listas com até 90 gigabytes de informações, abrangendo pessoas físicas e jurídicas de todo o Brasil. Segundo ele, o material permite filtragens por operadora, gênero, CPF, CNPJ e outros detalhes. Além de dados cadastrais, há listas que incluem informações sensíveis relacionadas a benefícios e empréstimos consignados. Em alguns grupos de redes sociais, basta fornecer um número de telefone para que golpistas obtenham CPF e, a partir dele, acessem relatórios completos com renda, profissão, endereços e vínculos familiares da vítima. De acordo com a Polícia Civil, essas quadrilhas contam com suporte de redes criminosas que fornecem tecnologia para clonar números de agências bancárias, induzindo o cliente a acreditar que fala com funcionários oficiais. Uma das vítimas identificadas recebeu uma ligação cujo número era idêntico ao da sua agência. Os golpistas possuíam todos os seus dados bancários e pessoais, além de informações sobre sua rotina. Após ser convencido a acessar um link falso, o empresário teve seus dados capturados e sofreu 35 transferências indevidas, somando mais de R$ 500 mil. O delegado Adair Marques Corrêa Junior, especializado nesse tipo de crime, alerta que a principal defesa é desconfiar de qualquer ligação inesperada, mesmo quando o número exibido parece legítimo. Ele reforça que esses criminosos utilizam sistemas que mascaram a origem da chamada. A recomendação é encerrar o contato imediatamente e procurar o banco por um canal oficial antes de fornecer qualquer informação. Segundo o delegado, a disseminação de dados obtidos por vazamentos torna fundamental redobrar a cautela. Fonte: JN