Quadrilhas usam fotos de idosos para fazer empréstimo no nome deles; saiba como se proteger

por Redação

Os aposentados brasileiros são vítimas de muitas fraudes. Inclusive com sistemas de identificação facial.

Quando duas pessoas que ela tinha acabado de conhecer pediram para tirar uma foto, Célia Moreno nem desconfiou.

Para receber uma cesta básica, a aposentada ainda foi convencida a mostrar os documentos, também fotografado. Foi como se ela tivesse assinado um papel em branco.

Célia caiu em um dos muitos golpes que usam fotos e dados biométricos para contratar empréstimos bancários. Ferramentas criadas para aumentar a segurança muitas vezes são usadas contra as pessoas que deveriam ser protegidas. É importante saber que a imagem do rosto de uma vítima pode ser a informação mais procurada por um golpista.

A foto precisa ter resolução suficiente para que a máquina identifique 80 pontos no rosto. A combinação de dados como a largura da boca, a distância entre as orelhas e a profundidade do globo ocular forma um conjunto único, que pode ser chamado de impressão facial.

As fotos de cadastro na portaria de um prédio, são imagens para reconhecimento facial, que exigem luminosidade e melhor definição. Por isso, as principais dicas para evitar um reconhecimento facial involuntário são:

evitar fotos muito próximas;
desconfiar de muitas tentativas para conseguir uma boa imagem;
não tirar óculos, bonés ou outro acessório que esteja usando.
As pessoas mais idosas são as vítimas mais frequentes e especialistas defendem a criação de regras mais fortes de proteção.

A Febraban afirmou que os bancos investem R$ 5 bilhões por ano em segurança cibernética e que combatem fraudes em parceria com a polícia, a Anatel e o Ministério da Justiça.

Fonte: JN

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