O influenciador digital Lohan Ramires de Souza Santos, de 32 anos, foi detido nos Emirados Árabes Unidos em 1º de setembro após ter o nome incluído na lista da Interpol. Natural de Uberlândia (MG), ele acumula mais de 600 mil seguidores nas redes sociais, onde costuma ostentar carros de luxo, viagens e passeios em lanchas.
Condenado no Brasil por tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, Lohan foi alvo de investigações ligadas à Operação Má Influência, em 2022. Ele chegou a ter bens bloqueados, como uma BMW e uma Dodge Ram avaliadas em mais de R$ 400 mil cada.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os processos contra ele já transitaram em julgado, o que significa que não cabem mais recursos. Ainda de acordo com o órgão, Lohan estaria em situação de fuga internacional.
A defesa, no entanto, nega. O advogado Diego Ferreira de Matos afirma que o influenciador não é foragido, pois teria deixado o Brasil antes da confirmação das condenações. Ele sustenta ainda que a prisão nos Emirados ocorreu apenas durante a renovação do passaporte e que Lohan foi liberado após pagar fiança de R$ 2.895,80.
A trajetória de Lohan envolve várias operações policiais. Em 2021, ele foi alvo da Operação Diamante de Vidro, que investigava tráfico e lavagem de dinheiro. Em 2022, voltou a ser preso na Operação Má Influência, que apontou a venda irregular de anabolizantes com apoio de um médico. No mesmo ano, foi condenado a mais de 18 anos de prisão.
Em 2023, após habeas corpus, deixou a prisão, mas foi novamente detido na Operação Erínias, que investigava um suposto plano de atentado contra autoridades de segurança pública. Um mês depois, deixou novamente a cadeia.
Atualmente, segundo o MPMG, tramitam os procedimentos burocráticos para que ele seja extraditado ao Brasil e cumpra a pena.
Fonte: G1