Olimpíadas Rebeca Andrade admite pensar no recorde de medalhas do Brasil: “Preciso fazer a minha parte” Redação2 de agosto de 20240128 visualizações Rebeca Andrade pode ser tornar a maior medalhista olímpica brasileira de todos os tempos nas Olimpíadas de Paris 2024. Com quatro medalhas conquistadas em Tóquio 2020 e em Paris 2024, a ginasta está a um pódio de empatar com os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, cada um com cinco, o que já pode acontecer no sábado, quando defende seu título na final do salto. E pode ainda ultrapassá-los, chegando a seis ou mesmo sete medalhas na segunda-feira, dia 5, quando disputa as decisões da trave e do solo. A ginasta confessou que o recorde está na mira, mas mostrou que está com os dois pés no chão. Eu penso, não vou mentir, que eu quero estar no pódio, né? – disse a ginasta logo depois do a cerimônia de premiação das medalhas – Com certeza vai ser muito importante para a carreira se acontecer, mas o resultado é consequência. Para eu ser a maior brasileira da história olímpica, eu preciso fazer a minha parte. Meu foco está nas minhas apresentações, no meu trabalho. E depois a gente pensa no pódio. Mas se acontecer vou ficar bem feliz. Em Paris, Rebeca já se isolou como a maior medalhista olímpica entre as mulheres do Brasil. Ela repetiu a prata de Tóquio no individual geral e liderou a seleção feminina na conquista do bronze por equipes. Somando ao ouro no salto, conquistado nos Jogos de 2020, chegou a quatro medalhas. No sábado, a ginasta faz a final do salto, aparelho no qual é a atual campeã olímpica e mundial. Deve saltar novamente com um Cheng, de valor de dificuldade 5.600, e um Amanar, de 5.400. A ginasta chegou a inscrever o inédito TTY, um Yurchenko com tripla pirueta de grau 6.000, mas dificilmente fará o salto. Simone Biles deve saltar com um Cheng e com o Biles II, um salto de dificuldade 6.400. Se realizá-lo sem quedas, é favorita para o ouro. Mas Rebeca pode subir ao lugar mais alto do pódio por entregar uma execução perfeita. E mesmo que não suba, é favorita à prata, que já lhe garantiria uma quinta medalha olímpica, empatando com Scheidt e Grael. Na segunda-feira, a ginasta fará as finais de solo e trave, aparelhos nos quais também é aposta para medalhas. Tem, portanto, três chances reais de pódio, podendo chegar a sete medalhas olímpicas. Veja a seguir quais são as medalhas de Rebeca até o momento e confira as de Scheidt e Torben: Rebeca Andrade (ginástica artística) – 4 medalhas até o momento Ouro no salto em Tóquio 2020 ?Prata no individual geral em Tóquio 2020?Prata no individual geral em Paris 2024 ?Bronze por equipes em Paris 2024 ?Robert Scheidt (vela) – 5 medalhas Ouro na classe Laser em Atlanta 1996 ?Ouro na classe Laser em Atenas 2004 ?Prata na classe Laser em Sydney 2000 ?Prata na classe Star em Pequim 2008 ?Bronze na classe Star em Londres 2012 ?Torben Grael – 5 medalhas Ouro na classe Star em Atlanta 1996 ?Ouro na classe Star em Atenas 2004 ?Prata na classe Soling em Los Angeles 1984 ?Bronze na classe Star em Seul 1988 ?Bronze na classe Star em Sydney 2000 ?Quando são as outras finais de Rebeca? ?️Final do salto: sábado (3), às 11h20;Final da trave: segunda-feira (5), às 7h30 – Julia Soares também participa;Final do solo: segunda-feira (5), às 9h20. Fonte: GE