O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a prisão preventiva decretada neste sábado (22) pela Polícia Federal. Em nota, o prefeito afirmou que considera “frágil” o argumento de tentativa de fuga, já que a casa de Bolsonaro era monitorada pela PF 24 horas por dia.
A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a PF relatar violação da tornozeleira eletrônica e risco de que uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comprometesse a eficácia da prisão domiciliar. Bolsonaro foi levado de casa por volta das 6h para a Superintendência da PF em Brasília.
Nunes afirmou que Bolsonaro enfrenta a situação com “saúde debilitada” e cumpre suas obrigações, inclusive judiciais. Após publicar a nota, o prefeito cancelou a agenda pública que teria neste sábado.
Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também criticou a prisão e chamou a medida de “irresponsável”, afirmando que o ex-presidente é inocente e que seguirá ao lado dele.
A prisão preventiva não está relacionada à condenação de 27 anos pela tentativa de golpe de Estado. Segundo a decisão que embasou a detenção, a convocação de apoiadores para uma vigília e a violação do equipamento eletrônico criaram risco à ordem pública e à efetividade das medidas cautelares.
Moraes apontou ainda que a residência de Bolsonaro fica a cerca de 13 quilômetros da embaixada dos Estados Unidos e relembrou que, durante as investigações que resultaram na condenação, o ex-presidente chegou a planejar fuga para a embaixada da Argentina em busca de asilo político.
Fonte: G1