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São Paulo

São Paulo

ONG resgata patos e gansos que ficaram azuis e encontra peixes mortos após derramamento de corante em córrego de Jundiaí

por Redação 14 de maio de 2025

A Associação Mata Ciliar resgatou três gansos e um pato que ficaram azuis após derramamento de corante em um córrego, na região do Parque Botânico Tulipas, em Jundiaí (SP), nesta terça-feira (13). Além do resgate, a ONG também encontrou peixes mortos.

O produto químico atingiu as ruas e o córrego do bairro Jardim Tulipas após a carreta que transportava o corante bater em um poste e derramar a substância, por volta de meio-dia de terça-feira. Conforme apurado pela TV TEM, o parque da região tem aproximadamente 25 mil metros quadrados e abriga diversas espécies.

Entre os animais afetados estão patos, gansos, capivaras e peixes. Três gansos e um pato já foram removidos do local e, segundo a Mata Ciliar, as buscas continuam para localizar e resgatar capivaras que costumam ficar na área.

A Cetesb informou que fez ações emergenciais e que o processo de descontaminação do córrego afetado foi iniciado.

A Defesa Civil municipal disse que vai reavaliar nesta quarta-feira (14) o local e traçar ações para retirada do produto.

A CPFL Piratininga informou que técnicos foram ao local para ajudar a retirar a carreta e trocar o poste danificado. Apesar dos estragos, não houve falta de energia para os moradores, mas o fornecimento precisará ser interrompido durante as obras.

Fonte: G1 

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Cracolândia

Vice-prefeito de SP e Derrite comemoram diminuição do ‘fluxo’ da Cracolândia e parabenizam forças de segurança

por Redação 14 de maio de 2025

O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, fez uma série de publicações no Instagram nesta terça-feira (13), nas quais parabeniza a atuação de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e demais forças de segurança na Cracolândia e comemora a diminuição do “fluxo” de usuários de drogas na região próxima à estação da Luz, no Centro da cidade.

Nas publicações, o vice-prefeito chega a dizer que “a imprensa está inconformada porque não há dependentes químicos”. Em posts publicados nos últimos dias, o vice-prefeito mostrou abordagens que fez a usuários de drogas.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, também foi às redes sociais para comemorar. Em uma publicação, ele disse que “desmascarou pensões e hotéis que serviram de pontos de distribuição de entorpecentes”.

“A droga parou de chegar, fazendo com que o centro de São Paulo deixasse de ser um ponto interessante para a criminalidade”, escreveu. Na mesma publicação, Derrite afirmou ainda que “não acredita se tratar de uma migração” dos usuários para outras regiões da cidade. “Esses usuários [em outras localidades] são de cada bairro”, respondeu em um comentário da postagem.

Já o prefeito Ricardo Nunes (MDB) se disse surpreso com a ausência de usuários na Cracolândia. Ele afirmou que ainda está tentando entender o que aconteceu.

O chamado “fluxo”, que chegou a reunir centenas de usuários, diminuiu nos últimos dias na região que abrange as ruas dos Gusmões, Andradas, Aurora, Santa Ifigênia, General Osório e Vitória. A prefeitura não informou para onde os usuários foram.

A ONG Craco Resiste, que atua na região, afirmou que houve truculência durante as abordagens e os usuários foram espalhados e estão sendo impedidos, pela GCM, de retornar ao espaço na Rua dos Protestantes.

“Os relatos colhidos pela A Craco Resiste no projeto de extensão universitária em parceria com grupos de pesquisa da USP e da Unifesp, indicam que houve uma orientação para que a Guarda Civil Metropolitana aumentasse a violência das abordagens. As pessoas ouvidas afirmam categoricamente que os guardas passaram a bater mais no rosto e na cabeça das pessoas, para além das outras agressões já cotidianas na região, com uso de spray de pimenta e apropriação de pertences pessoais, como roupas e dinheiro.”

Na região próxima à estação da Luz não havia mais ninguém por lá nesta terça-feira (13), em contraste com a situação encontrada em janeiro.

A prefeitura construiu até um muro de 40 metros para cercar a área onde ficavam concentrados os usuários, no que a Defensoria de São Paulo chamou de “curral humano”. A construção foi revelada pelo g1 em janeiro e gerou forte repercussão. Antes, já havia tapumes de metal no local.

O PSOL acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a demolição do muro, mas a ação foi rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Durante a madrugada desta terça, havia um pequeno grupo na calçada e outro caminhando na rua na Rua Helvétia, um dos pontos da Cracolândia. Já na Alameda Glete, próximo ao Terminal Princesa Isabel, mais usuários de droga, mas nada próximo do tão conhecido “fluxo”.

Ao circular pelo Bom Retiro, que também costuma ter bastante usuário vagando pelas ruas, a reportagem viu apenas alguns usuários na esquina da Rua Solon com a David Bigio.

Fonte: G1 

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São Paulo

Famílias que serão removidas do Jardim Pantanal, na Zona Leste, afirmam não saber onde serão realocadas

por Redação 14 de maio de 2025

Moradores do Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo, afirmam que foram surpreendidos com o anúncio da Prefeitura de São Paulo sobre a remoção de mais de 4.300 casas na região até 2029.

As primeiras demolições, previstas para julho, devem atingir cerca de mil imóveis. Segundo os relatos, a maioria das famílias não foi avisada com antecedência e ainda não sabe para onde será realocada.

O plano de remoção foi anunciado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) em 7 de maio. A região é conhecida por sofrer com alagamentos e enchentes em épocas de chuvas há mais de 30 anos. O anúncio foi feito após reunião com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o CEO da Sabesp, Carlos Piani, e secretários.

A medida faz parte de um projeto para tentar conter os impactos das inundações na área, que fica na várzea do Rio Tietê. A proposta da prefeitura é construir uma barreira de 1 metro de altura e quase 4 km de extensão ao longo de seis comunidades do bairro. O custo estimado da obra é de R$ 32 milhões.

A maior parte das remoções acontecerá na região do Jardim São Martinho, onde estão previstas 2.600 demolições. Muitas casas abrigam várias famílias ao mesmo tempo.

“Na minha casa moram oito famílias. Meu genro, minha filha, minhas netas, meus filhos, meu esposo”, disse Jordânia Marques da Silva, moradora da região.

Ela só soube que sua residência está no mapa das remoções um dia antes de a reportagem ser gravada.

Lideranças comunitárias e organizações que atuam na área afirmam que não foram chamadas para discutir o plano e que a prefeitura não deixou claro se haverá realocação com moradias definitivas ou apenas auxílio-aluguel.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que “é descabida a afirmação de desconhecimento sobre a proposta”, e que o prefeito já havia mencionado a possibilidade de remoções em fevereiro deste ano.

A gestão prometeu ainda realizar audiências públicas com lideranças e moradores para discutir o plano e receber sugestões da comunidade.

Projeto de remoção

Segundo o prefeito, a operação está prevista para começar em julho e deve seguir até o final de 2029. A primeira fase prevê a retirada de mil imóveis localizados à beira do Rio Tietê, em uma faixa que chega a dois metros de altura e é considerada de risco extremo para enchentes e deslizamentos.

Esse gabião — uma estrutura de contenção com pedras e telas metálicas — será instalado ao longo de 4.200 metros margeando o Jardim Pantanal e bairros vizinhos, servindo como uma barreira física para impedir novas ocupações e construções irregulares.

Além disso, viaturas da Guarda Civil Metropolitana Ambiental, da Polícia Militar Ambiental e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vão reforçar a fiscalização no local para coibir reocupações e o descarte irregular de entulho na região.

O projeto de remoção está dividido em três fases:

Fase 1 (julho de 2025 a outubro de 2026): remoção de mil imóveis e construção do gabião.
Fase 2 (novembro de 2026 a junho de 2028): retirada de mais mil imóveis.
Fase 3 (julho de 2028 a dezembro de 2029): remoção de 2.344 imóveis restantes.
No total, serão 4.344 imóveis desocupados ao longo dos próximos quatro anos.

Fonte: G1 

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São Paulo

Moradores da Favela do Moinho fazem novo protesto contra demolição de casas da comunidade e paralisam Linha 8-Diamante

por Redação 13 de maio de 2025

A presença da Polícia Militar na Favela da Moinho, na região central de São Paulo, gerou um novo protesto no início da tarde desta terça-feira (13) que paralisou a Linha 8-Diamante, da ViaMobilidade, pelo segundo dia consecutivo.

Segundo a empresa, manifestantes contrários à demolição de casas desocupadas da comunidade voltaram a protestar nas linhas de trem, colocando fogo em madeiras e pneus que paralisam temporariamente a circulação das locomotivas.

Por meio de nota, a ViaMobilidade informou que a circulação está interrompida entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, “em razão de ações externas nas proximidades da Estação Júlio Prestes, relacionadas à Comunidade do Moinho”.

Avisos sonoros chegaram a ser emitidos, orientando os passageiros a utilizarem as linhas 3-Vermelha, 7-Rubi e 4-Amarela para acesso às estações Palmeiras-Barra Funda e Luz.

Segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), a presença da PM na favela é necessária para garantir a segurança dos funcionários do órgão que trabalham para demolir as casas já desocupadas pelas famílias que deixaram a comunidade.

As demolições começaram nesta segunda-feira (12), também diante de protesto dos moradores que permanecem na favela e são contrários as desocupações.

O protesto desta segunda (12) teve fogo e pneus e madeiras que paralisaram as operações das linhas 8-Diamante, 7-Rubi e 10-Turquesa e 13- Jade, da CPTM e da ViaMobilidade, por volta das 17h.

Segundo a CDHU, que está encaminhando as famílias do Moinho para programa de moradia e auxílio-aluguel, 168 famílias já deixaram o Moinho desde o mês passado.

A ideia, de acordo com a companhia, é que todas essas casas abandonadas sejam demolidas.

O órgão afirmou que a presença da PM no local é necessária para resguardar a segurança dos funcionários, que foram ameaçados, levaram pedrada, paulada e inclusive foram mantidos em cárcere privado durante o protesto desta segunda (12).

Nos cálculos da CDHU, seis casas já foram demolidas e a ideia é que, conforme outras famílias deixem a favela, as casas também sejam destruídas e o terreno retomado ao Poder Público, que pretende transformar o lugar em um parque.

Autorização do governo federal
A área pertence à União que, em ofício enviado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Governo do Estado de São Paulo, garantiu a legalidade das demolições.

A Secretaria do Patrimônio da União, ligada ao Ministério da Gestão e da Inovação, afirmou que “considera indispensável a descaracterização das moradias vazias” para que o Poder Público possa retomar a área.

“Não vemos óbice a que o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura do Município de São Paulo exerçam suas respectivas competências quanto à ordem pública, segurança e saúde coletivas, procedendo à descaracterização das moradias de famílias que optaram voluntariamente por aceitar a alternativa habitacional proposta pela SDUH e CDHU”, declarou.

O governo federal recomendou à CDHU que “a descaracterização das moradias vazias seja feita de forma cuidadosa, para evitar o impacto na estrutura das casas vizinhas e minimizar a interferência nas atividades cotidianas da comunidade”.

“A cessão da área para a implantação do Parque do Moinho deve atender aos objetivos de desenvolvimento urbano da região, bem como do direito à moradia no Centro, reafirmamos nosso compromisso com a melhoria das condições de moradia das famílias que há muito habitam no local e enviamos nossas saudações”, afirmou o documento.

Fonte: G1 

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Cracolândia

‘Fluxo’ da Cracolândia diminui, mas Prefeitura de SP não informa para onde usuários de drogas foram

por Redação 13 de maio de 2025

O “fluxo” de usuários de drogas na Cracolândia, que chegou a ter centenas de usuários no Centro da capital paulista, diminuiu nos últimos dias, mas a Prefeitura de São Paulo não informou para onde eles foram.

No trecho da região perto da estação da Luz, que abrange as ruas dos Gusmões, Andradas, Aurora, Santa Ifigênia, General Osório e Vitória, não havia mais ninguém por lá nesta terça-feira (13), situação muito diferente da encontrada em janeiro.

A prefeitura construiu até um muro de 40 metros para cercar a área onde ficavam concentrados os usuários, no que a Defensoria de São Paulo chamou de “curral humano”. A construção foi revelada pelo g1 em janeiro e gerou forte repercussão. Antes, já havia tapumes de metal no local.

O PSOL acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a demolição do muro, mas a ação foi rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Durante a madrugada desta terça, havia um pequeno grupo na calçada e outro caminhando na rua na Rua Helvétia, um dos pontos da Cracolândia. Já na Alameda Glete, próximo ao Terminal Princesa Isabel, mais usuários de droga, mas nada próximo do tão conhecido “fluxo”.

Ao circular pelo Bom Retiro, que também costuma ter bastante usuário vagando pelas ruas, a reportagem viu apenas alguns usuários na esquina da Rua Solon com a David Bigio.

O que diz a Prefeitura de SP

A prefeitura informou que atua na Cracolândia, agora chamada pela gestão Ricardo Nunes (MDB) de cena aberta de uso, com ações integradas voltadas à saúde, assistência social, trabalho, zeladoria e segurança pública, e que o resultado foi a redução de pessoas nessa área.

Segundo a prefeitura, entre janeiro e março de 2025, foram registradas mais de 29 mil abordagens de agentes e 7.500 encaminhamentos para serviços e equipamentos municipais.

Problema crônico na cidade, a Cracolândia é um dos grandes dramas sociais que envolvem questões de saúde, segurança pública e assistência social. Ao longo dos anos, diversas tentativas do poder público de ajudar os usuários e de combater o crime, mas nenhuma de fato resolveu a situação.

Fonte: G1 

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São Paulo

Polícia faz ação para devolver alianças a vítimas roubadas e furtadas em SP; veja como funciona processo

por Redação 13 de maio de 2025

A Polícia Civil de São Paulo está em busca das vítimas de ladrões de alianças em São Paulo para fazer a devolução dos bens aos proprietários.

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) está com 12 joias apreendidas durante a Operação Ouro Reverso para reconhecimento de possíveis vítimas de furto ou roubo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o processo é essencial para a polícia comprovar a origem ilícita dos objetos e dar andamento às investigações.

Como é o processo de devolução:

A vítima deve ir até à delegacia para apontar o bem subtraído;
Serão solicitados detalhes que comprovem o bem material, como fotos, documentos ou o boletim de ocorrência do crime;
Após o reconhecimento, o material passará por perícia;
Se comprovado, a aliança será devolvida ao proprietário.

A sede do Deic fica na Avenida Zaki Narchi, 152 – Carandiru, na Zona Norte da capital.

SP tem 22 alianças roubados ou furtados por dia no 1° bi
O estado de São Paulo teve 22 alianças e anéis roubados ou furtados por dia no 1° bimestre de 2025 em comparação com o mesmo período no ano passado. Os dados são do portal da transparência da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Em março, o preço do ouro atingiu, pela primeira vez na história, a marca de US$ 3.000 (R$ 17.000) por onça (31 gramas), à medida que a demanda pelo metal precioso aumenta em meio à incerteza econômica sobre o impacto de uma guerra comercial global.

Procurada, a SSP informou que a “Polícia Civil conduz investigações voltadas para desmantelar as redes criminosas que operam no mercado clandestino desses objetos e realiza ações de inteligência”. (Leia íntegra abaixo.)

Segundo o levantamento do g1, entre janeiro e fevereiro deste ano, pelo menos 1.333 alianças e anéis foram levados por assaltantes — contra 851 no 1° bimestre de 2024. Isto é, uma alta de 56%.

Somente a capital paulista concentra 57% dos casos, conquistando a liderança no ranking de cidades mais perigosas para esse tipo de crime.

Entre os dez municípios com mais ocorrências, sete estão localizados na Região Metropolitana de São Paulo. São eles: Santo André, Osasco, Taboão da Serra, Embu das Artes, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Diadema.

O levantamento também aponta que nove em cada dez casos ocorreram em via pública, totalizando 1.198 ocorrências. Na sequência, vem as residências (59) e os estacionamentos (13).

O horário também tem influência: a manhã é o período mais perigoso, com 462 ocorrências, seguida pela tarde (409), noite (315) e madrugada (108).

Fonte: G1 

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Metrô

Metrô de SP teve pelo menos 15 acidentes como o que matou passageiro nesta semana

por Redação 12 de maio de 2025

Documentos obtidos com exclusividade pela TV Globo mostram que, nos últimos quatro anos, ao menos 15 pessoas ficaram presas entre o trem e a porta de segurança em estações de metrô de São Paulo. Os registros fazem parte de um alerta enviado pela ViaMobilidade ao Metrô da capital paulista.

O caso mais recente ocorreu na Estação Campo Limpo, da Linha 5-Lilás. Lourivaldo Ferreira Nepomuceno, de 35 anos, morreu após ser arrastado por um trem ao tentar embarcar. Ele ficou preso entre a composição e a porta de segurança. Lourivaldo era estudante de Educação Física e pai de três filhos.

Acidentes se repetem em diferentes linhas
Além da morte de Lourivaldo, documentos revelam ocorrências semelhantes em outras linhas de São Paulo.

Em setembro de 2024, Florindo Neres, de 69 anos, morreu atropelado após ser arrastado para os trilhos na Estação Palmeiras-Barra Funda, da Linha 3-Vermelha.

Mais recentemente, em março de 2025, uma mulher ficou presa na porta de segurança da Estação Vila Prudente, na Linha 2-Verde. Ela foi resgatada sem ferimentos.

Tecnologia poderia ter evitado tragédias
Especialistas apontam que sensores de presença, comuns em metrôs de países como França, Inglaterra, Singapura e Coreia do Sul, poderiam ter evitado os acidentes. Esses sensores impedem que o trem parta caso detectem algo entre as portas.

Na Linha 5-Lilás, o vão entre a porta de segurança e o trem é maior do que o padrão internacional, o que aumenta o risco de acidentes. Fotos internas da ViaMobilidade mostram funcionários dentro desse espaço.

Soluções travadas pela burocracia
Em outubro de 2024, a ViaMobilidade apresentou ao Metrô uma proposta de instalação de barras de borracha com sensores, que impediriam o fechamento das portas caso detectassem a presença de passageiros. Documentos oficiais mostram que a burocracia impediu a implementação das medidas.

O Metrô apresentou uma proposta semelhante apenas dois meses depois, com previsão de início da instalação apenas em outubro de 2025.

Em entrevista ao Fantástico, o presidente do Metrô prometeu que as barras de proteção serão instaladas em 90 dias e reconheceu a demora do órgão na tomada de decisões:

“Temos parcela de responsabilidade. São dias duros para nós, mas não se comparam à dor da família. O que eu posso dizer que a gente tá muito triste mas ciente de que a gente tem uma missão de tornar a nossa a nossa atuação melhor do que foi”, afirma Júlio Castiglioni.

Investigação e responsabilização
O Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar a segurança na Linha 5-Lilás. Especialistas defendem que é preciso identificar os responsáveis para que os erros não se repitam.

Fonte: FANTÁSTICO 

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São Paulo

Após 1 mês, cratera reabre no mesmo local na Marginal Tietê e interdita trecho da via em São Paulo

por Redação 12 de maio de 2025

Após um mês, uma cratera apareceu na madrugada deste domingo (11) na Marginal Tietê, em São Paulo, no mesmo local em que já havia sido aberta em 10 de abril (saiba mais abaixo). Não há informações sobre acidentes envolvendo veículos devido ao buraco. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o que aconteceu (veja acima).

Desde então, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interdita totalmente o trecho da via da Marginal Tietê antes da Ponte Atílio Fontana, no acesso da pista local para a central na altura da saída da Rodovia dos Bandeirantes. Não há previsão sobre quanto tempo deve durar o bloqueio. Agentes da companhia estão na região orientando os motoristas para rotas alternativas, seguindo pelas pistas local e expressa da própria Marginal Tietê.

Assim como no incidente de abril, a Sabesp se responsabilizou pelo buraco. Por meio de nota, a empresa responsável pela distribuição e abastecimento de água na cidade informou que foi ao local do solapamento para “análise detalhada da estrutura para dimensionar a extensão da ocorrência e definir, com segurança, as intervenções necessárias para o início das obras de reparo”.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) esteve no local na noite do domingo, acompanhado de assessores, incluindo secretários e o presidente da CET. Eles se encontrarão com representantes da Sabesp para entender melhor por quanto tempo o trecho ficará interditado. Previsões iniciais indicam que o bloqueio pode durar até 30 dias.

Quando a cratera se abriu pela primeira vez, no mês passado, a Sabesp havia informado que o buraco tinha como causa uma fissura na tampa de um poço da empresa na região da Marginal Tietê, que gerou a erosão do solo e da pista. A reparação da tubulação de esgoto estava a 18 metros de profundidade.

Em nota, a CET informou que “os agentes da companhia auxiliam na fluidez do trânsito desde a Ponte Aricanduva, mas a CET recomenda que, se possível, os condutores evitem a Marginal Tietê nesse trecho, enquanto durarem as obras”.

A companhia afirma que motoristas com destino à Rodovia Castelo Branco e Marginal Pinheiros podem utilizar a região da Lapa, seguindo pela Ponte da Freguesia do Ó, Av. Ermano Marchetti, Rua Nossa Senhora da Lapa, Rua Pio XI, Av. Cerro Corá, Av. Queiroz Filho e Ponte do Jaguaré.

Questionada, a Sabesp não respondeu desta vez se a reabertura da cratera neste domingo (veja foto abaixo) ocorreu pelo mesmo problema detectado em abril.

Ainda em 10 de abril, quando a cratera surgiu pela primeira vez, a CET bloqueou o trecho por cinco dias para que a Sabesp reparasse o dano.

Em 22 de abril, 12 dias depois, ocorreu o rebaixamento da pista no mesmo local, o que levou a companhia a interditar o trânsito no local por quase 9 horas.

Fonte: G1 

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Segurança

Apontada como mandante do crime, ex-mulher de professora morta é presa após se entregar à polícia

por Redação 9 de maio de 2025

Apontada como mandante do crime, a ex-mulher da professora Fernanda Bonin, que foi encontrada morta no mês passado na Zona Sul de São Paulo, se entregou à polícia nesta sexta-feira (9). Segundo a investigação, o crime foi motivado por ciúmes.

A veterinária Fernanda Fazio foi presa por uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa no escritório do advogado dela, em Perdizes, Zona Oeste da cidade. A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa dela.

A prisão preventiva da veterinária tinha sido decretada pela Justiça nesta sexta mais cedo.

Os investigadores também pediram a prisão de outras duas pessoas, consideradas executoras do crime, mas ainda não há decisão da Justiça.

Um homem suspeito de ter abandonado o carro da vítima já tinha sido preso na noite de quarta (7).

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública confirmou a prisão da ex-companheira da vítima, apontada como mandante do crime, e informou que as “diligências prosseguem para concluir o caso”.

Carro abandonado

Segundo a TV Globo apurou, o homem preso na quarta confirmou em depoimento ter deixado o veículo no local, mas negou participação no assassinato.

Uma câmera de segurança registrou o momento em que um casal abandona o carro da professora nas proximidades do autódromo em 27 de abril, mesmo dia em que ela desapareceu. Ela foi encontrada morta no dia seguinte.

Nas imagens, é possível ver que a dupla sai do carro, fica alguns segundos parada, olha para os lados e começa a se distanciar.

Outra câmera mostra os dois passando por uma viela estreita até sair do campo de visão do equipamento.

Segundo a investigação, eles passaram pela estação Autódromo, da Linha 9-Esmeralda, e seguiram para o outro lado do bairro sem pegar o trem.

No início desta semana, a Polícia Civil apreendeu uma faca e um celular que estavam no carro de Fernanda. Segundo a investigação, a faca pode ter sido usada no crime. O objeto iria passar por perícia.

Já o celular pode ser do filho da vítima. O aparelho estava sem chip e tinha diversos aplicativos de jogos instalados.

Como foi o crime
Câmeras de segurança mostram que a professora saiu sozinha de carro do prédio onde morava na Zona Oeste.

As imagens das câmeras do prédio onde Fernanda residia mostram ela no elevador por volta das 18h50. Em seguida, o carro dela, um Hyundai Tucson prata, aparece deixando a garagem e saindo do condomínio. Depois disso, não foi mais vista.

O corpo foi encontrado com uma corda no pescoço. Peritos da Polícia Técnico-Científica trabalham com a hipótese de que ela pode ter sido asfixiada.

Fonte: G1 

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Segurança

Estudantes de medicina são sequestrados ao chegar para plantão no Hospital Ouro Verde, em Campinas

por Redação 8 de maio de 2025

Dois estudantes de medicina do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) foram vítimas de sequestro-relâmpago na manhã desta quarta-feira (7), em um estacionamento público próximo ao Hospital Ouro Verde, em Campinas (SP), onde fazem estágio. Ninguém foi preso.

De acordo com o boletim de ocorrência, as vítimas – um homem e uma mulher – estavam chegando para o plantão quando foram abordadas por dois indivíduos armados.

Um dos criminosos obrigou os estudantes a retornarem ao carro, assumiu a direção do veículo e manteve ambos sob ameaça durante todo o trajeto.

Ainda de acordo com o relato dos estudantes à Polícia Civil, enquanto dirigiam, os assaltantes exigiram os celulares das vítimas e o desbloqueio de aplicativos bancários.

Prejuízo de R$ 5,4 mil
Os estudantes, então, foram levados até uma área deserta próxima à linha do trem, onde foram separados. Um dos criminosos ficou com os jovens, enquanto o outro saiu com os celulares e retornou diversas vezes para exigir senhas e efetuar transferências.

Depois de finalizarem as transferências, os criminosos devolveram as vítimas ao ponto onde elas foram abordadas. Ao todo, o prejuízo sofrido pelas vítimas chegou a R$ 5.495,98.

O caso foi registrado como extorsão no 9º Distrito Policial da metrópole.

Em nota, a UniFAJ informou que tomou “as medidas necessárias para amparar juridicamente e suportar emocionalmente os envolvidos, que felizmente não sofreram violência física”. Disse também que enviou ofício às autoridades competentes, que estão cuidando do caso “inclusive com aumento do patrulhamento no local”.

Fonte: G1 

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