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Categoria:

Segurança

PCC

Depoimentos inéditos revelam como o PCC ameaçava empresários para lavar dinheiro do crime

por Redação 29 de setembro de 2025

O Fantástico exibiu depoimentos de empresários que foram ameaçados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e obrigados a participar de esquemas de lavagem de dinheiro. Segundo a investigação do Ministério Público e da Receita Federal, a organização criminosa utilizava motéis, postos de combustíveis e jogos de azar para movimentar bilhões de reais de forma ilícita.

Os relatos revelam intimidações, fraudes e violência. Empresários disseram que foram obrigados a vender negócios sob ameaças de morte. Em alguns casos, tiveram assinaturas falsificadas e acabaram responsabilizados legalmente por crimes cometidos pela quadrilha.

Um dos depoentes contou que, após tentar desfazer o contrato de venda de seu posto de combustível, passou a ser ameaçado com frases como: “Se mata muito fácil por causa de dinheiro”. Outro empresário afirmou ter ouvido: “Você vai vender o posto por bem ou por mal”.

De acordo com os promotores, o grupo controlava centenas de negócios no estado de São Paulo — entre eles, 267 postos de combustível e 60 motéis. Em quatro anos, essas empresas movimentaram cerca de R$ 6 bilhões.

As investigações apontam ainda o uso de fintechs, como a BK Bank, para centralizar e disfarçar o dinheiro ilícito, que depois era convertido em bens de luxo. A defesa da instituição financeira nega envolvimento e afirma que ela é regulada pelo Banco Central.

As vítimas, que tiveram seus nomes preservados, relatam que ainda enfrentam dificuldades financeiras e jurídicas após terem sido usadas pelo esquema.

Fonte: FANTÁSTICO

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PCC

PCC lavou R$ 450 milhões em rede de motéis operada por laranjas, dizem Receita e MP-SP

por Redação 25 de setembro de 2025

A Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) identificaram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) utiliza uma rede com cerca de 60 motéis registrados em nome de laranjas para lavar dinheiro do crime organizado.

As investigações, no âmbito da Operação Spare, apontam que esses estabelecimentos movimentaram R$ 450 milhões entre 2020 e 2024, com distribuição de R$ 45 milhões em lucros e dividendos. Em alguns casos, os valores declarados superaram 60% da receita bruta oficial. Restaurantes com CNPJs próprios, instalados dentro dos motéis, também integravam o esquema.

Segundo a Receita, os recursos serviram para aquisições de imóveis e bens de luxo, como helicópteros, um iate de 23 metros e carros esportivos — entre eles uma Lamborghini Urus. Apenas os terrenos onde funcionam alguns motéis foram avaliados em mais de R$ 20 milhões.

A operação é um desdobramento da Carbono Oculto, que revelou negócios do PCC em fintechs ligadas ao mercado financeiro da Faria Lima. Ao todo, 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (25) em São Paulo, Santo André, Barueri, Osasco, Bertioga e Campos do Jordão.

De acordo com a Receita, as empresas ligadas ao grupo movimentaram cerca de R$ 1 bilhão no período, mas emitiram apenas R$ 550 milhões em notas fiscais e recolheram R$ 25 milhões em tributos — 2,5% do total.

Entre os principais alvos está o empresário Flávio Silvério Siqueira, o “Flavinho”, apontado como articulador do esquema também nos setores de combustíveis e jogos de azar. A Receita afirma que ele controla mais de 260 postos de combustíveis que, juntos, movimentaram R$ 4,5 bilhões em quatro anos, mas pagaram apenas R$ 4,5 milhões em tributos.

Fonte: G1

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Segurança

Criminosos invadem casas no Morumbi, fazem reféns e trocam tiros com a polícia

por Redação 19 de setembro de 2025

A madrugada desta sexta-feira (19) foi marcada por momentos de pânico na região do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Um grupo de criminosos tentou invadir casas em um condomínio e acabou fazendo moradores reféns ao fugir e trocar tiros com a Polícia Militar.

De acordo com a PM, a ação começou quando os assaltantes utilizaram o corredor externo do CEI Sonho de Infância, na divisa com a Vila Sônia, para acessar as residências. Vizinhos perceberam a movimentação e acionaram a polícia.

Na fuga, os criminosos pularam de telhado em telhado, invadiram casas e renderam moradores. Em uma das residências, o sequestro terminou apenas por volta das 7h, com a prisão de um dos assaltantes. No total, dois suspeitos foram presos em flagrante, enquanto um terceiro — apontado como um dos principais ladrões de casas da capital — foi capturado posteriormente, embora a polícia ainda investigue sua ligação com o caso.

Durante a perseguição, houve troca de tiros, o que aumentou a tensão entre os moradores. Uma das vítimas relatou que precisou se identificar para os policiais, deitados na garagem, para provar que não eram criminosos.

O caso, inicialmente registrado no 89º Distrito Policial, foi encaminhado ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), já que os envolvidos seriam integrantes de uma quadrilha especializada em assaltos a residências em São Paulo.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como tentativa de roubo a residência e que as investigações continuam para identificar os demais envolvidos. A Secretaria Municipal de Educação confirmou que não houve danos à creche municipal utilizada pelos criminosos e que as aulas já estavam suspensas nesta sexta devido a uma reunião de pais, que acabou cancelada por causa do episódio.

Fonte: G1

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Segurança

Polícia de SP procura três suspeitos por envolvimento na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes no litoral

por Redação 19 de setembro de 2025

A Polícia Civil de São Paulo busca três suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido na última segunda-feira (15), em Praia Grande, litoral paulista. Uma mulher já foi presa.

Dahesly Oliveira Pires foi detida na quinta-feira (18), acusada de buscar um dos fuzis usados no crime. Segundo as investigações, ela teria recebido pagamento por Pix para o serviço. O valor teria saído de uma conta vinculada ao filho de 10 anos de Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, também investigado, que teria ordenado a ação. O armamento ainda não foi localizado.

Além de Miranda, o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também procura Felipe Avelino da Silva, conhecido como “Masquerano”, e Flávio Henrique Ferreira de Souza. Todos são apontados como participantes da execução de Ruy, morto com disparos de fuzil efetuados por ao menos seis homens encapuzados.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou não haver dúvidas sobre a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no caso. Ele disse que as investigações buscam esclarecer se a motivação foi a atuação histórica de Ruy contra o crime organizado ou sua função mais recente como secretário de Administração de Praia Grande.

Ruy, de 64 anos, foi um dos pioneiros no enfrentamento ao PCC e responsável pela prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

As identificações dos suspeitos foram possíveis por meio de denúncias anônimas, provas periciais e material genético encontrado em veículos abandonados pelos criminosos após o crime. A polícia também apura possível participação de Fernando Gonçalves dos Santos, o “Azul”, liderança do PCC recém-libertada da Penitenciária Federal de Mossoró.

Fonte: G1

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Segurança

Polícia identifica suspeito da execução do delegado Ruy e pede prisão temporária, diz Derrite

por Redação 16 de setembro de 2025

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou nesta terça-feira (16) que a Polícia Civil já identificou um suspeito pela execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes e vai solicitar a prisão temporária dele.

A declaração foi feita durante o velório de Ruy, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo. O delegado, de 64 anos, foi morto a tiros na tarde de segunda-feira (15), em Praia Grande, no litoral paulista.

Segundo Derrite, os criminosos não conseguiram incendiar um dos veículos usados na fuga, o que permitiu à Polícia Técnico-Científica coletar provas importantes.

“Todos que participaram desse atentado terrorista, porque é isso que aconteceu contra o doutor Ruy, serão punidos severamente”, disse o secretário.

Câmeras de segurança registraram o ataque, que ocorreu quando o carro de Ruy foi perseguido e atingido por criminosos. Após a colisão contra um ônibus, o delegado foi executado a tiros.

A polícia trabalha com duas principais linhas de investigação:

Vingança por sua atuação histórica contra o PCC, incluindo a prisão de líderes como Marcola;

Reação à sua atuação na Secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande, cargo que ocupava atualmente.

O governador Tarcísio de Freitas determinou a mobilização total das forças de segurança e classificou o crime como “uma ação muito planejada” e de “grande ousadia”.

Ruy foi delegado por mais de 40 anos, tendo comandado a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022. Ele teve papel central no enfrentamento ao PCC desde o início dos anos 2000, participando de prisões, investigações e indiciamentos da cúpula da facção criminosa.

Fonte: G1

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PCC

Família ligada ao PCC é acusada de cobrar até R$ 100 mil de moradores da Favela do Moinho

por Redação 16 de setembro de 2025

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investiga denúncias de extorsão praticadas por familiares de Leonardo Moja, o “Léo do Moinho”, apontado como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Favela do Moinho, no Centro da capital paulista.

Segundo uma das vítimas, moradores eram obrigados a pagar valores que chegavam a R$ 100 mil para garantir a permanência no programa habitacional de reassentamento. Em um dos áudios entregues ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a denunciante relata que famílias que se recusavam a pagar eram ameaçadas ou expulsas dos imóveis.

A operação do Gaeco, realizada na semana passada, resultou na prisão de dez pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema, incluindo Alessandra Moja Cunha, irmã de Léo do Moinho. De acordo com os promotores, ela coordenava a cobrança das propinas e era responsável por organizar manifestações que dificultavam ações policiais na comunidade.

A Favela do Moinho, surgida nos anos 1970 sob o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, chegou a ter cerca de 800 imóveis e atualmente conta com aproximadamente 270 barracos. O MP afirma que a comunidade funcionava como um “quartel-general” da facção, que se aproveitava do processo de reassentamento habitacional para obter lucros ilícitos.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que segue realizando operações contra o tráfico de drogas na região.

Fonte: G1

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PCC

MP de SP aponta uso de ferros-velhos e carroças de reciclagem pelo PCC para transportar drogas da Favela do Moinho à Cracolândia

por Redação 9 de setembro de 2025

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelou, em relatório divulgado nesta segunda-feira (8), que o Primeiro Comando da Capital (PCC) utiliza ferros-velhos e veículos de reciclagem como fachada para esconder e transportar drogas da Favela do Moinho até a Cracolândia, no centro da capital.

A denúncia embasou a Operação Sharpe, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio da Polícia Militar. Até a última atualização, oito pessoas foram presas — sete delas eram alvos de mandados de prisão preventiva e uma foi detida em flagrante. Três investigados continuam foragidos.

Entre os detidos estão integrantes da família Moja, apontada como liderança do esquema. Alessandra Moja Cunha, irmã de Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”, e sua filha, Yasmin Moja Flores, foram presas. Segundo as investigações, mesmo após a prisão de Léo no ano passado, seus parentes continuaram coordenando o tráfico de entorpecentes na região central.

Também foram presos Jorge de Santana, dono de um bar usado como depósito de drogas e armas, José Carlos da Silva, substituto de Léo no comando, além de Leandra Maria, Paulo Rogério e Cláudio Celestino, conhecido como MC Xocolate.

Esquema do PCC

De acordo com a investigação, os ferros-velhos da Favela do Moinho eram utilizados como depósitos para drogas, armas e até “tribunais do crime” da facção. As drogas eram transportadas por carroceiros, escondidas entre fios e materiais elétricos, muitos deles furtados.

O MP afirma que o esquema também envolvia lavagem de dinheiro por meio de notas fiscais fraudulentas e movimentações financeiras atípicas. Além disso, os investigados cobravam moradores que aceitavam deixar a comunidade para habitar imóveis oferecidos pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

A Operação Sharpe cumpriu ainda 21 mandados de busca e apreensão, com a apreensão de celulares e documentos. O Ministério Público defende a suspensão das atividades irregulares de ferros-velhos e centros de reciclagem como forma de enfraquecer a atuação da facção na região.

Fonte: G1

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PCC

PCC usava Favela do Moinho como ‘quartel-general’ no Centro de São Paulo, aponta investigação

por Redação 8 de setembro de 2025

Uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Polícia Militar, deflagrada nesta segunda-feira (8), revelou que a Favela do Moinho, no Centro de São Paulo, funcionava como um verdadeiro quartel-general do PCC.

Segundo o Ministério Público, o local era utilizado para tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e extorsão de moradores. O esquema, liderado por Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho, preso desde 2023, também abastecia a Cracolândia.

? A Justiça expediu 10 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão. Até agora, sete pessoas foram presas, além de outras duas em flagrante.

As investigações apontam que o grupo extorquia moradores, cobrando até R$ 100 mil em propina para liberar cadastros e documentação de famílias que participavam do processo de reassentamento habitacional feito pela CDHU.

Além do tráfico, a facção também usava a comunidade para guardar armas, manter “casas-bomba”, esconder drogas em bueiros e utilizar carroceiros como transportadores disfarçados de catadores de recicláveis.

Outro braço do esquema envolvia ferros-velhos e uma rede de hotéis no Centro, usados tanto para lavagem de dinheiro quanto para tráfico, prostituição e exploração sexual.

A operação faz parte de um processo maior de desmonte do domínio do PCC no Centro de São Paulo.

Fonte: G1

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PCC

Posto no Bixiga, em SP, recebeu metanol desviado pelo PCC e já foi interditado 4 vezes

por Redação 4 de setembro de 2025

O Auto Posto Bixiga Ltda., localizado na esquina da Rua Manoel Dutra com a Rua João Passalacqua, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, foi identificado pela Justiça como destino de carregamentos de metanol desviado pelo grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) para adulteração de combustíveis.

A descoberta faz parte da Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto, que investiga a infiltração do PCC no setor de combustíveis e um esquema de fraude e lavagem de dinheiro envolvendo postos, distribuidores e fundos de investimento na cidade de São Paulo. Segundo a investigação, o grupo movimentou mais de 10 milhões de litros de metanol, importados legalmente, mas desviados antes de chegar ao destino formal em empresas químicas no Mato Grosso.

Em alguns postos ligados ao esquema, incluindo o Auto Posto Bixiga, o percentual de metanol na gasolina chegava a 50%, bem acima do limite de 0,5% permitido pela ANP. A adulteração resultou em danos a veículos, como no caso de um motorista que precisou realizar reparos na bomba de combustível, injeção eletrônica e velas de seu carro após abastecer no posto.

O Auto Posto Bixiga já foi interditado pela ANP ao menos quatro vezes, mas atualmente não possui interdições pendentes. A agência destacou que a medida é cautelar e voltada à proteção do consumidor, sendo suspensa quando os problemas são solucionados.

A operação identificou ainda outros 18 postos vinculados ao PCC em São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, alguns controlados por integrantes da facção e outros por laranjas usados para lavar dinheiro. Entre eles estão postos em Campinas, Praia Grande, Arujá, Guarulhos, Piracicaba e Catanduva.

O g1 tentou contato com os responsáveis pelos estabelecimentos citados, incluindo o dono do Auto Posto Bixiga, Celso Abugao Silveira, e com as defesas legais de todos os citados, sem sucesso até a última atualização da reportagem.

Fonte: G1

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PCC

Bomba “burra”: golpe em postos do PCC faz pagar mais abastecendo menos

por Redação 3 de setembro de 2025

A Polícia Federal desarticulou um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) que revelou a presença da facção em diferentes etapas do setor de combustíveis — de postos a distribuidoras, passando por usinas de etanol, transportadoras e até fintechs na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Entre os mecanismos de fraude identificados, um dos mais lucrativos e menos perceptíveis é a chamada “fraude volumétrica”, popularmente conhecida como golpe da “bomba burra”. O método consiste em manipular bombas de abastecimento para que o volume indicado no mostrador não corresponda à quantidade real de combustível entregue ao motorista.

Segundo Carlo Faccio, diretor executivo do Instituto Combustível Legal (ICL), já foram encontradas irregularidades de até 31% no volume abastecido. “O consumidor paga por um valor que não corresponde ao que realmente entra no tanque”, afirma.

O golpe foi identificado a partir de testes com “clientes misteriosos”, veículos usados pelo ICL em fiscalizações anônimas. Somente em 2025, o instituto realizou mais de 2 mil visitas a postos, que resultaram em 700 denúncias de adulteração e fraude.

As bombas utilizadas podem ser controladas por software e até mesmo por aplicativos de celular, permitindo que funcionários desliguem o sistema fraudulento quando percebem a aproximação da fiscalização.

Esse modelo de golpe fez parte da engrenagem que movimentou cerca de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, segundo as investigações. O esquema não é exclusivo do PCC: postos ligados ao Comando Vermelho e a milícias também já foram identificados operando com a mesma prática.

Como o consumidor pode se proteger

O ICL recomenda que o motorista conheça a capacidade do tanque de seu veículo e prefira pedir combustível em litros, e não por valor. “Em vez de solicitar R$ 150 de gasolina, peça 20 litros. Esse é o procedimento utilizado também pela fiscalização”, explica Faccio.

Apesar da dificuldade em identificar pequenas diferenças, essa prática ajuda a reduzir o risco de ser vítima do golpe, que, além do prejuízo financeiro, pode envolver combustível adulterado e causar danos ao motor.

Fonte: autoesporte

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