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Categoria:

Segurança

São PauloSegurança

Polícia prende em flagrante dois ladrões que roubavam agência de turismo na Vila Mariana

por Redação 29 de janeiro de 2025

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na tarde da terça-feira (28), dois acusados de roubo a uma agência de turismo na Avenida Lins Vasconcelos, bairro da Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo.

Câmeras de segurança da agência registraram o momento que os assaltantes entram na loja e fazem perguntas aos dois empregados no local para, na sequência, anunciar o assalto

Eles sacam uma pistola e exigem os celulares e pertences dos dois empregados.

Dois policiais civis que estavam no local em viatura descaracterizada entram na sequência e rendem os criminosos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os policiais já tinham avistado os dois rapazes, de 20 e 19 anos, em atitude suspeita no bairro. Um deles estava de máscara.

Os agentes notaram que eles também passaram duas vezes em frente a um comércio, observando a movimentação dentro do estabelecimento.

Os policiais, então, aguardaram a ação dos criminosos e deram voz de prisão. Com os dois ladrões foi encontrado um simulacro de arma de fogo. Além disso, o celular de um dos indiciados, uma luva e uma máscara também foram apreendidos.

Os ladrões foram conduzidos à delegacia, onde permaneceram à disposição da Justiça. O caso foi registrado como roubo no 77° Distrito Policial de Santa Cecília, no Centro da capital paulista.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Confrontos entre ambulantes e seguranças da ViaMobilidade assustam passageiros da Linha 8-Diamante em SP

por Redação 22 de janeiro de 2025

O combate ao comércio ilegal dentro dos trens da ViaMobilidade em São Paulo tem escalado para a violência e assustado os passageiros da Linha 8-Diamante.

Segundo relatos ouvidos de passageiros, os ambulantes têm andado em grupos e revezado a venda de produtos nos trens. Quando são flagrados pelos agentes da ViaMobilidade, reagem às apreensões com violência .

Um dos episódios aconteceu no dia 16 de janeiro, quando um grupo de vendedores ambulantes armados com pedaços de madeiras, vidros e pedras agrediu agentes de atendimento e segurança (AASs) na Estação Imperatriz Leopoldina.

Os agentes de segurança da ViaMobilidade foram encurralados dentro do trem e os passageiros que circulavam pelo local às 13h30 presenciaram todo o confronto.

Nesse episódio, um dos agentes da concessionária foi ferido e encaminhado ao pronto socorro. Ele passou por exames e foi liberado em seguida. A empresa registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) na Delegacia de Polícia do Metropolitano de São Paulo (Delpom).

De acordo com apuração da TV Globo, os ambulantes têm se juntado porque, quando são pegos vendendo material dentro dos trens, eles narram que têm sido tratados com truculência pelas equipes de segurança da empresa, principalmente no trecho entre as cidades de Itapevi e Osasco.

O que diz a Via Mobilidade
Por meio de nota, a ViaMobilidade “lamentou que os agentes de atendimento e segurança sejam ameaçados e agredidos enquanto exercem suas funções que visam prezar pela segurança e pelo bem-estar dos passageiros, além do bom funcionamento da operação”.

A empresa acrescentou ainda que “as campanhas de conscientização, por meio de avisos sonoros e comunicação dentro dos trens, têm também um papel importante para orientar os clientes a não comprarem os produtos oferecidos pelos ambulantes, uma vez que prejudicam a operação, conforto e segurança dos próprios passageiros”.

Fonte: G1

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Cracolândia

Ao STF, prefeito de SP diz que muro na Cracolândia não teve intenção de segregar e afirma que a demolição trará danos irreversíveis

por Redação 21 de janeiro de 2025

A Prefeitura de São Paulo respondeu nesta terça-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a construção do muro construído na Cracolândia, no Centro da cidade, não teve o objetivo de segregar as pessoas em situação de rua e que a sua demolição trará danos irreversíveis.

O muro, com 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, cerca o local onde usuários de crack se concentram na região da Santa Ifigênia, perto da estação da Luz. A construção foi revelada na semana passada pelo g1 e gerou forte repercussão. Antes, já havia tapumes de metal no local.

Parlamentares do PSOL acionaram o STF pedindo a derrubada do muro. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pediu, então, esclarecimentos ao governo municipal.

No documento, a prefeitura afirmou ainda que “a execução de ordem para destruição do muro teria efeitos e danos irreversíveis”. E acrescentou que “não procede a alegação de ‘confinamento’ de quem quer que seja” e que a obra está em “consonância com o princípio da dignidade humana”.

Na segunda-feira (20), ao ser indagado sobre o assunto, Ricardo Nunes tinha minimizado a ação dizendo achar “lamentável fazer com que um ministro do STF, com tanta ocupação,” tenha que se manifestar sobre o caso.

O prefeito disse que, quando soube da ação, achou “estranho um ministro do STF mandar uma notificação pra um prefeito para perguntar de um muro”.

Ação no STF
Na ação, os parlamentares do PSOL argumentaram que a construção isola e exclui socialmente as pessoas que vivem na Cracolândia, violando direitos fundamentais da Constituição, ferindo princípios de igualdade, liberdade e acesso a direitos essenciais.

A prefeitura, no entanto, afirmou à Suprema Corte que a ação “apresenta exclusivamente afirmações retóricas, sem a mínima demonstração documental de que estariam ocorrendo as violações a direitos que alega. Tampouco demonstra minimamente a existência de algum perigo de dano”.

A gestão municipal explicou ainda que as intervenções realizadas na região são acompanhadas de “uma série de medidas complementares, como o oferecimento de serviços de acolhimento, tratamento de saúde mental, reinserção social e acesso a programas de assistência social”.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Forma de andar e tatuagem no braço: as informações usadas para identificar PMs presos pela execução do delator do PCC

por Redação 20 de janeiro de 2025

Dois policiais militares foram presos nesta semana acusados de participação direta no assassinato de Vinicius Gritzbách. O empresário, que lavava dinheiro para o PCC, tinha feito um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, e foi morto no aeroporto de Guarulhos.

A partir da análise de imagens e dados que fazem parte da investigação, o Fantástico deste domingo (19) mostrou como a polícia chegou à identidade dos envolvidos.

Segundo a polícia, os atiradores envolvidos no assassinato de Vinicius tinham treinamento militar. O carro usado pelos executores foi abandonado 11 minutos depois do crime, a cerca de 7 quilômetros do terminal de desembarque de Guarulhos.

Em seguida, os criminosos se dispersaram pela região. Uma câmera, localizada a 200 metros do ponto onde o veículo ficou, registrou a passagem de um homem de boné branco. Na sequência, um outro de capuz. Ele carregava uma bolsa que foi deixada atrás de um quiosque. Dentro da bagagem, a polícia encontrou as armas usadas pelos assassinos.

Depois de deixarem as armas, os dois homens passaram a caminhar separadamente pela região. Nas imagens a que o Fantástico teve acesso, eles só voltaram a aparecer juntos no ponto de ônibus. A viagem terminou alguns minutos depois, em um terminal rodoviário de Guarulhos.

Segundo a investigação, a partir dali eles entraram em um carro e deram sequência à fuga. Uma denúncia anônima indicou que o homem de boné seria um policial militar.

O cruzamento de imagens com ferramentas de inteligência colocaram o cabo Denis Antônio Martins na cena do crime. Ele passou a ficar sob vigilância da corregedoria da PM. Os investigadores analisaram o tipo físico e, especialmente, a forma dele andar.

As mesmas imagens usadas para a análise biomecânica revelaram ainda a coincidência de uma tatuagem no braço esquerdo.

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Forma de andar e tatuagem no braço: as informações usadas para identificar PMs presos pela execução do delator do PCC
A partir da análise de imagens e dados que fazem parte da investigação, o Fantástico deste domingo (19) mostrou como a polícia chegou à identidade dos envolvidos pelo crime.
Por Fantástico

19/01/2025 21h08 Atualizado há 10 horas

Dois policiais militares foram presos nesta semana acusados de participação direta no assassinato de Vinicius Gritzbách. O empresário, que lavava dinheiro para o PCC, tinha feito um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, e foi morto no aeroporto de Guarulhos.

A partir da análise de imagens e dados que fazem parte da investigação, o Fantástico deste domingo (19) mostrou como a polícia chegou à identidade dos envolvidos. Veja o vídeo abaixo.

Fantástico mostra em detalhes como a polícia identificou 2 assassinos do delator do PCC

Segundo a polícia, os atiradores envolvidos no assassinato de Vinicius tinham treinamento militar. O carro usado pelos executores foi abandonado 11 minutos depois do crime, a cerca de 7 quilômetros do terminal de desembarque de Guarulhos.

“Eles tinham programado de incendiar o veículo, que tinha galão com gasolina, material incendiário. Eles não conseguiram fazer isso”, destaca Derrite, secretário da Secretária de Segurança Pública de São Paulo.
Em seguida, os criminosos se dispersaram pela região. Uma câmera, localizada a 200 metros do ponto onde o veículo ficou, registrou a passagem de um homem de boné branco. Na sequência, um outro de capuz. Ele carregava uma bolsa que foi deixada atrás de um quiosque. Dentro da bagagem, a polícia encontrou as armas usadas pelos assassinos.

Depois de deixarem as armas, os dois homens passaram a caminhar separadamente pela região. Nas imagens a que o Fantástico teve acesso, eles só voltaram a aparecer juntos no ponto de ônibus. A viagem terminou alguns minutos depois, em um terminal rodoviário de Guarulhos.

Segundo a investigação, a partir dali eles entraram em um carro e deram sequência à fuga. Uma denúncia anônima indicou que o homem de boné seria um policial militar.

O cruzamento de imagens com ferramentas de inteligência colocaram o cabo Denis Antônio Martins na cena do crime. Ele passou a ficar sob vigilância da corregedoria da PM. Os investigadores analisaram o tipo físico e, especialmente, a forma dele andar.

As mesmas imagens usadas para a análise biomecânica revelaram ainda a coincidência de uma tatuagem no braço esquerdo.

“O nosso objetivo é transformar isso numa prova oficial, essa análise biomecânica dos vídeos obtidos da fuga, no dia do assassinato, e também que foram coletados nesse período de busca, quando esse policial investigado acaba sendo colocado na cena do crime”, conta Derrite.
A perícia agora vai analisar se material genético extraído do carro abandonado bate com o DNA do PM, preso na quinta-feira.

Prisão de outros policiais
Na mesma operação que prendeu o cabo Denis, outros 14 policiais militares foram detidos. Todos envolvidos com a segurança particular de Vinicius Gritzbach. Incluindo, os quatro que seguiam para o aeroporto no dia do assassinato. E o que estava voltando de Maceió com o delator e a namorada.

No sábado (18), o Departamento de Homicídios prendeu o tenente da PM Fernando Genauro da Silva, que, segundo a polícia, teria sido o motorista do carro preto que aparece na cena do crime. Segundo a polícia, o celular dele recebeu uma ligação dois minutos antes do assassinato. Teria sido o aviso para fazer o veículo seguir até o ponto onde os atiradores desceram para fazer os disparos.

Os registros da PM mostram ainda que o tenente Fernando e o cabo Dênis, um dos supostos atiradores, já teriam trabalhado juntos quando serviam num batalhão de Osasco, na Grande São Paulo.

Também neste sábado, Danilo Lima da Silva, que fazia segurança para Gritzbach, mas não é da PM, prestou um novo depoimento sobre o caso. Segundo Danilo, o tenente Fernando Genauro e Vinicius eram amigos e que em algumas oportunidades, o oficial da PM chegou a pegar emprestado carros do empresário.

As outras quatro pessoas presas por envolvimento no caso teriam ligação com Kauê Amaral Coelho – o suspeito de ser o encarregado de informar aos matadores sobre o momento em que Vinícius Gritzbach sairia do terminal do aeroporto. Um dia depois do crime, o olheiro fugiu para o Rio de Janeiro. Segundo a polícia – uma imagem dele foi feita no fim de 2024 por um drone que sobrevoou a Vila Cruzeiro, comunidade localizada no Complexo do Alemão.

Mas alguns dias depois, eles não conseguiram mais rastrear o sinal do celular do suspeito e acreditam que ele tenha deixado a Vila Cruzeiro.

O Fantástico não conseguiu contato com a defesa de Kauê. O advogado do tenente Fernando Genauro da Silva disse que o cliente é inocente, que a prisão foi prematura e amparada em provas frágeis: uma denúncia anônima e uma imagem que mostra apenas uma pessoa de perfil.

A defesa do cabo Denis Antônio Martins afirmou que as investigações vão mostrar que o policial militar não fez os disparos de arma de fogo contra a vítima.

Fonte: Fantástico

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São PauloCracolândia

Defensoria recomenda à Prefeitura de SP a retirada de muro e gradis da Cracolândia; MP apura

por Redação 16 de janeiro de 2025

A Defensoria Pública de São Paulo emitiu um ofício na tarde desta quarta-feira (15) recomendando que a Prefeitura retire os gradis, o muro e qualquer barreira física colocada na Rua dos Protestantes, na Cracolândia, que impeça a livre circulação de pessoas em vias e espaços públicos sem qualquer justificativa legal.

O ofício foi emitido após a reportagem publicada pelo g1 sobre o muro de 40 metros de extensão que foi levantado há seis meses e cerca, em conjunto com os gradis, um triângulo entre as ruas Protestantes, Gusmões e General Couto Magalhães, na região da Santa Ifigênia.

A gestão Nunes afirma que o muro não é usado para confinamento dos frequentadores, no entanto, eles são aglomerados atrás da estrutura de concreto.

Na recomendação, é reforçado que as barreiras impedem a “livre circulação das pessoas, o acesso à água potável e banheiros e que tal estratégia já foi adotada em outras oportunidades e não há qualquer comprovação de sua eficiência para atingir os objetivos declarados de melhor atender os usuários”.

A ação da prefeitura também é classificada pelo órgão como uma arquitetura hostil, que tem como objetivo afastar a população em situação de rua do local, que passam a ser isoladas no espaço, configurando uma prática discriminatória.

Nesta quarta, o Ministério Público de São Paulo informou que a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de Capital vai apurar o caso.

A Defensoria também afirma que no dia 9 de dezembro do ano passado, questionou a gestão sobre os gradis e foi respondido que eles se faziam necessários para “segurança dos usuários e bem-estar da população local”. E requisitou uma cópia do procedimento administrativo que “culminou no ato administrativo executivo de colocação de gradis/muros na Cracolândia situada no centro histórico da Cidade de São Paulo, a fim de verificar sua legalidade e motivação.”

Além de recomendar a retirada do muro e dos gradis, a Defensoria também questiona:

se foram verificadas outras medidas menos gravosas, em relação à colocação de gradis móveis e à decorrente restrição da liberdade de locomoção e de permanência de pessoas em espaço público, para a obtenção dos objetivos declarados?
se verificado o aumento do número de abordagens e encaminhamentos realizados após a instalação dos gradis/muros?
para quais serviços são encaminhadas as pessoas que são abordadas na cena aberta de uso? Quantas pessoas foram encaminhadas para o HUB? Quantas pessoas foram encaminhadas para centros de acolhida? Quantas foram encaminhadas para CAPS AD IV? Após a abordagem e encaminhamento, qual o seguimento e acompanhamento realizado pela Prefeitura? Há um mapeamento para saber se as pessoas, efetivamente, vão para os locais para os quais foram encaminhadas e, caso necessitem, recebam tratamento de saúde? Como ele é realizado?

A Defensoria deu o prazo de 10 dias para a prefeitura responder aos questionamentos.

Em nota, a prefeitura informou que assim que receber o ofício, ele será analisado pelas áreas envolvidas e respondido (leia a íntegra mais abaixo).

Relatório

Em um relatório feito em junho, logo após a construção do muro, a Defensoria chamou a área cercada por um muro e gradis na Cracolândia, no Centro, de “curral humano” e descreveu que os usuários eram escoltados por viaturas da Guarda Civil Metropolitana e direcionados para a área cercada em grupos.

Um vídeo gravado por agentes da Defensoria mostra uma viatura seguindo um grupo, até que um homem começa a gritar que está “sendo tratado igual bicho”. Dois agentes saem da viatura e se aproximam dele. (veja acima)

O relatório ainda menciona truculência e agressão por parte dos agentes.

O muro

Os usuários ficam aglomerados atrás do muro, em uma área formada pela Rua dos Protestantes e a Rua dos Gusmões, que são cercadas pela gestão municipal com gradis.

A prefeitura argumenta que a construção, dentre outras medidas, ocorreu para melhorar o atendimento dos usuários, garantir mais segurança para as equipes de saúde e assistência social e facilitar o trânsito de veículos na região.

A administração municipal diz ainda que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve redução, na média, de 73,14% de pessoas no local.

Em junho de 2024, quando o muro de concreto já estava em pé, a prefeitura instalou gradis e delimitou ainda mais o espaço de usuários. Na época, o g1 publicou uma reportagem sobre os gradis. O uso do gradil foi decidido durante reunião entre agentes estaduais e municipais das áreas da saúde, assistência social e segurança.

Ativista fala em ‘campo de concentração de usuários’
Para um representante do coletivo Craco Resiste, no entanto, o muro fecha “um triângulo no fluxo” e cria um “campo de concentração de usuários”.

Para entrar no cerco, eles passam por revistas, que seriam para retirar coisas ilícitas, segundo ativistas.

Para Roberta Costa, da Craco Resiste, o muro foi levantado para manter os usuários no espaço e “cobrir” a visão da Cracolândia para quem passa de carro pela Rua General Couto Magalhães.

“A gente vive hoje na cidade uma cena absurda e bizarra de violência contra as pessoas que estão desprotegidas socialmente. É uma coisa que não vem de agora, já faz muitos anos que o poder público viola essas pessoas”, critica.

Na avaliação dela, a situação só piorou. “O que a gente viu acontecer no ano passado está num nível muito bizarro, que, inclusive, parece visualmente um campo de concentração”, diz.

Roberta afirma que o muro “encarcerou” os usuários, e os movimentos de direitos humanos são impedidos de entrar na área para prestar serviço a eles. Ela conta que tentaram fazer uma ação de Natal no dia 22 de dezembro com frutas, comida e arte, mas foram impedidos de se aproximar dos usuários.

De acordo com os documentos da Subprefeitura da Sé, o muro começou a ser erguido no final de maio e foi concluído no final de junho. O aceite definitivo da obra pela subprefeitura, feito após a inspeção do local, ainda não aconteceu, segundo o processo administrativo.

Usuários se espalham
Enquanto houve redução de pessoas no fluxo da Cracolândia, outras regiões da capital registraram o surgimento de aglomerações de dependentes químicos.

São os casos da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul da capital, e da Rua Doutor Avelino Chaves, na Vila Leopoldina, Zona Oeste.

Atualmente, na região central da cidade, o fluxo confinado pelo muro na Rua dos Protestantes é considerado o único ativo.

Reportagem da TV Globo mostrou que a média diária de usuários presentes no período da manhã foi de 511, em 2023, para 144, em 2024. Já à tarde e à noite, a média caiu de 467 para 149 pessoas.

Embora tenha diminuído a quantidade de pessoas nesse ponto, não houve queda no número de usuários.

Uma das maneiras de medir o uso de drogas por região é o nível de atendimento no hub de cuidados em crack e outras drogas, que é administrado pelo governo estadual.

Segundo o diretor da unidade do Centro, Quirino Cordeiro, a quantidade de dependentes, na verdade, só tem aumentado.

O que diz o contrato de construção do muro
No contrato, a obra é descrita para “a construção de muros de fechamento parcial do imóvel localizado na Rua General Couto Magalhães, esquina com a Rua dos Protestantes”. O imóvel em questão parece estar abandonado.

O contrato foi fechado em 15 de abril de 2024. A empresa beneficiada pela contratação é a Kagimasua Construções Ltda., com sede na região.

O contrato foi precedido de licitação na modalidade concorrência. A Kagimasua ofereceu o menor valor para a construção do muro.

A concorrência foi aberta em fevereiro de 2024. Diversas empresas participaram do pregão com lances acima de R$ 100 mil, mas somente a Kagimasua teve a proposta negociada, segundo dados do Portal da Transparência.

A via mencionada fica em uma das áreas mais policiadas da cidade, onde estão localizados o Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc), o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o Comando Geral da Guarda Civil Metropolitana (GCM), três batalhões da Polícia Militar, um batalhão da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e duas delegacias.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Com projétil alojado no pescoço, menino vítima de bala perdida no Ano Novo tenta se adaptar à nova rotina: ‘dói tudo’

por Redação 15 de janeiro de 2025

Atingido por uma bala perdida durante a comemoração do Ano Novo, o menino Matheus Souza Hohne, de 9 anos, recebeu alta após nove dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com um projétil alojado no pescoço.

De volta à casa da família, na Zona Leste de São Paulo, o garoto tenta se adaptar à nova rotina, sem parte do movimento do braço e da perna direita.

A avó do menino, dona Francisca, se sente aliviada com o retorno do neto para casa na semana passada, mas ainda não se recuperou emocionalmente da situação vivenciada nas primeiras horas de 2025.

“Só de ele estar aqui, já preencheu o espaço que estava faltando”, disse a avó.

O tiro atingiu a vértebra C7 de Matheus, na coluna cervical. Devido à localização sensível da bala, os médicos avaliaram que seria mais seguro não removê-la por enquanto.

Segundo o ortopedista Robert Meves, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, o quadro do menino requer acompanhamento periódico e muita reabilitação, uma vez que perda de sensibilidade e de força motora podem ocorrer.

Além do tratamento com profissionais, a família também busca estimular o garoto com coisas que ele já gostava de fazer, como jogar videogame para fortalecer o movimento e a coordenação da mão direita.

Baleado no Ano Novo
O episódio ocorreu na madrugada de 1º de janeiro, na Avenida Tenente Lauro Sodré, no bairro Jardim Santa Adelia, e foi registrado por uma câmera de segurança.

Minutos antes de ser atingido pela bala perdida, Matheus estava com a família assistindo à queima de fogos de artifício em frente a sua residência. O menino brincava com o pai na calçada, quando caiu no chão à 0h12.

No Hospital Sapopemba, o menino recebeu alguns pontos no local do ferimento e, em seguida, foi transferido para o Hospital Vila Alpina, onde foi submetido a uma tomografia. Somente após o exame a família descobriu que havia uma bala alojada na cabeça dele.

Por conta do convênio médico, Matheus foi transferido para o Hospital Santa Helena, de São Bernardo do Campo.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio no 69° Distrito Policial de Teotônio Vilela. A Polícia Civil busca identificar quem foi o responsável pelo disparo.

Próximo à casa de Matheus, há uma praça que estava lotada de pessoas comemorando o Ano Novo na quarta-feira. Uma das hipóteses da investigação é de que o tiro possa ter sido disparado de lá.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

SP fecha 2024 com 65% mais mortos pela PM do que em 2023; média é de duas vítimas por dia

por Redação 14 de janeiro de 2025

As mortes cometidas por policiais militares no estado de São Paulo aumentaram 65% em 2024, segundo ano da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), se comparado a 2023, de acordo com dados do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial, do Ministério Público.

De 1º de janeiro a 31 de dezembro do ano passado, 760 pessoas foram mortas por policiais militares, contra 460 em 2023.

Em nota enviada anteriormente, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que “todos os casos de morte decorrente de intervenção policial que ocorrem em São Paulo são rigorosamente investigados pelas forças de segurança, com acompanhamento das respectivas Corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário” (leia nota completa abaixo).

? Se considerarmos todas as forças policiais, como a Polícia Civil e as Guardas Civis, as mortes aumentaram 54% em 2024 – passaram de 542 para 835.

É o segundo ano consecutivo de aumento de mortes praticadas por policiais militares. Tanto em 2024 quanto em 2023, a Polícia Militar realizou operações na Baixada Santista. Elas foram consideradas as mais letais desde o massacre do Carandiru, com 56 mortos, no ano passado, e 28, em 2023.

Um ano antes, em 2022, sob gestão do governador Rodrigo Garcia (DEM), com a ampliação do programa Olho Vivo, das câmeras acopladas nos uniformes dos PMs, o estado de São Paulo registrou o menor número de mortes por PMs em serviço na história (veja gráfico abaixo). A redução da mortalidade de adolescentes em intervenções policiais chegou a 80,1% naquele ano.

Ao alcançar 760 mortes em 2024, o estado voltou para o patamar anterior à introdução das câmeras corporais. Se comparado com 2022, antes do governo Tarcísio, o aumento no número de mortes praticadas por policiais militares aumentou 91%.

No início de dezembro, após uma série de casos de violência policial, o governador admitiu que “tinha uma visão equivocada” sobre o uso de câmeras corporais na farda dos policiais militares e disse que estar “completamente convencido de que é um instrumento de proteção da sociedade e do policial”. Ele acrescentou também que não apenas vai manter o programa como o ampliará.

Para a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, a mudança de discurso é fruto da pressão pública frente à revelação dos casos emblemáticos de violência e o recrudescimento das estatísticas criminais. “O eleitorado não está satisfeito com esse tipo de atuação”.

Nos primeiros dias deste ano, 11 pessoas foram mortas por policiais militares, dentre elas uma adolescente de 16 anos, durante uma abordagem na Zona Leste da capital. A jovem morreu com um tiro disparado por um policial militar após ele dar uma coronhada no irmão dela.

Antes de assumir o governo, no entanto, Tarcísio já dava sinais de que não iria ampliar o programa das câmeras. Ao assumir o cargo, em 2023, confirmou que não adquiriu novas câmeras mesmo com orçamento disponível.

Em 2024, o governo de São Paulo lançou um edital para a contratação de 12 mil novas câmeras corporais para a Polícia Militar. A gravação de vídeos pelo equipamento vai ser realizada de forma intencional, ou seja, o policial será responsável pela escolha de gravar ou não uma ocorrência.

Na prática, a mudança pode dificultar investigações de atos de violência policial porque deixará a decisão sobre ligar ou não o equipamento a cargo dos agentes. Especialista ouvido pelo g1 aponta que a câmera não ser usada durante todo o turno policial pode:

aumentar o uso da força de forma indiscriminada e sem controle;
dificultar a produção de provas para investigações;
diminuir a proteção do próprio policial que possa estar numa situação de risco e/ou ter sua conduta questionada.
STF
Em 26 de dezembro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, estabeleceu exigências para o uso obrigatório de câmeras corporais pelos policiais militares de São Paulo.

A decisão chega na esteira de uma série de episódios de violência policial praticados pelos agentes paulistas nas últimas semanas.

De acordo com Barroso, os PMs deverão usar as câmeras:

em operações de “grande envergadura” para restauração da ordem pública
operações que incluam entradas em comunidades vulneráveis
em operações que sejam deflagradas para responder a ataques praticados contra policiais militares

Barroso tomou a decisão em resposta a um pedido do estado de São Paulo, que queria uma definição clara de quando o acionamento das câmeras era obrigatório.

No mesmo dia 26, o governo de São Paulo publicou nota falando sobre a decisão do STF e reconhecendo que o uso obrigatório deverá ocorrer em operações “de grande envergadura para restauração da ordem pública; em operações que incluam incursões em comunidades vulneráveis para restaurar a ordem pública; e operações deflagradas para responder a ataques praticados contra policiais militares”.

“Este uso deve ocorrer desde que estas operações ocorram em regiões em que haja disponibilidade dos equipamentos”, acrescentou o governo.

Em 9 de dezembro, o STF já havia estipulado a obrigatoriedade. O estado, em seguida, solicitou um detalhamento.

Na decisão, Barroso pondera o fato de que não há câmeras disponíveis em todo o estado. Por isso, ele determinou que os equipamentos devem ser estrategicamente distribuídas para regiões com maior índice de letalidade policial. Ele estabelece também que sejam contemplados os policiamentos ostensivo e preventivo, quando possível.

O estado possui cerca de 80 mil PMs (em todos os turnos), mas somente 10.125 equipamentos de gravação — sendo que apenas metade deles é utilizada por vez, enquanto a outra parcela passa por recargas de bateria e atualizações. O governo prevê que todas as atuais 10.125 câmeras sejam substituídas por um novo modelo, da Motorola, que não grava ininterruptamente, além de ter anunciado a compra de mais 2 mil câmeras, totalizando 12 mil.

No dia 26, o governo de São Paulo publicou nota falando sobre a decisão do STF e reconhecendo que o uso obrigatório deverá ocorrer em operações “de grande envergadura para restauração da ordem pública; em operações que incluam incursões em comunidades vulneráveis para restaurar a ordem pública; e operações deflagradas para responder a ataques praticados contra policiais militares”.

“Este uso deve ocorrer desde que estas operações ocorram em regiões em que haja disponibilidade dos equipamentos”, acrescentou o governo.

Câmeras de gravação ininterrupta
Barroso determinou ainda que sejam usadas câmeras de gravação ininterrupta. O governo Tarcísio de Freitas, no entanto, fez uma compra de câmeras que interrompem a gravação de tempos em tempos, o que o STF não quer.

O tribunal determina a “manutenção do modelo de câmeras de gravação ininterrupta até que seja comprovada, com base em evidências, a viabilidade técnica e a efetividade operacional dos métodos de acionamento das novas câmera”.

O que diz a SSP
“Todos os casos de morte decorrente de intervenção policial que ocorrem em São Paulo são rigorosamente investigados pelas forças de segurança, com acompanhamento das respectivas Corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário. Desde a formação e ao longo de toda carreira, os policiais paulistas passam por cursos de formação e atualização que contemplam disciplinas de direitos humanos, igualdade social, diversidade de gênero, ações antirracistas, entre outras. Além disso, os cursos ao efetivo são constantemente aprimorados e comissões direcionadas à análise dos procedimentos revisam e aprimoram os treinamentos, bem como as estruturas investigativas.”

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Suspeito é rendido com golpes de jiu-jitsu após assalto em joalheria, em Caraguatatuba

por Redação 13 de janeiro de 2025

Câmeras de segurança registraram o momento em que um assaltante de 27 anos foi rendido com golpes de jiu-jitsu após roubar uma joalheria na tarde de sábado (11), em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo.

O crime aconteceu por volta das 14h20 e foi registrado pelo circuito de segurança da loja, que fica na rua Altino Arantes, região central da cidade. As imagens mostram o homem rendendo a funcionária do comércio e recolhendo joias da vitrine.

Na sequência, uma outra câmera de segurança, mostra um homem no meio da ciclovia que rende o assaltante com golpes de jiu-jitsu. Primeiro ele joga o assaltante contra a calçada e depois imobiliza o braço dele.

O assaltante foi preso em flagrante. Na mochila dele, os Guardas Civis Municipais encontraram um facão, diversas joias e dois aparelhos celulares.

O bandido ainda precisou ser levado para uma Unidade de Pronto Atendimento, onde passou por atendimento e foi medicado. Na sequência, foi levado para delegacia e permaneceu preso por roubo.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

‘Ele precisa pagar pelo que fez. Não é justo minha filha pagar com a vida pelo que não fez’, diz mãe sobre prisão do PM que matou adolescente em SP

por Redação 13 de janeiro de 2025

A mãe da adolescente Victoria Manoelly dos Santos, de 16 anos, que morreu na madrugada de sexta-feira (10) durante uma abordagem policial na Zona Leste de São Paulo, comentou na madrugada deste domingo (12) sobre a prisão do policial militar que atirou contra a jovem.

O sargento Tiago Guerra teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça de SP, após a morte da adolescente. Ele já está detido.

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Muito emocionada, Vanessa Priscila dos Santos disse que espera que o PM fique “muito e muitos anos preso” e que pague pelo que fez contra a filha dela.

O corpo de Victoria Manoelly foi velado no Cemitério Público de Guaianases entre a noite deste sábado (11) e a madrugada deste domingo (12).

O enterro aconteceu às 09h da manhã deste domingo, diante de muita comoção de amigos, familiares e de outras mães que perderam seus filhos para a violência da Polícia Militar na periferia da Zona Leste de São Paulo.

Reunidas no grupo “Mães da Zona Leste”, elas foram prestar solidariedade à mãe de Victória no Cemitério do Lageado.

Durante a madrugada, Vanessa Priscila chorou ao lembrar da filha ainda viva e da saudade que sentirá da jovem.

“Era uma menina super alegre, divertida. Ainda não pensei sobre tudo isso. Não raciocinei sobre. Nem acreditar estou conseguindo. Tá difícil. Ela era muito divertida, gostava muito de brincar. Vaidosa, bastante vaidosa. Gostava bastante de maquiagem e essas coisas…”, disse.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Jovem sofre tentativa de roubo e morre após guarda civil de folga atirar em bandidos na Rodovia dos Imigrantes

por Redação 13 de janeiro de 2025

Um jovem de 21 anos que estava sendo assaltado na noite deste sábado (11), no km 18 da Rodovia dos Imigrantes, região de Diadema, na Grande São Paulo, foi morto depois que um guarda civil municipal de folga atirou contra os bandidos.

Segundo a Polícia Civil, o guarda de Diadema passava com sua motocicleta quando viu a tentativa de roubo a uma moto BMW e atirou nos bandidos, mas Carlos Eduardo Oliveira do Nascimento, de 21 anos, foi quem acabou atingido e morto. A princípio, o guarda teria pensado que Carlos também era bandido. Ele foi atingido no peito e morreu no local.

De acordo com o pai Denício, Carlos estava voltando para casa no momento do assalto. Ele disse à TV Globo que o filho único tinha dois empregos e estava terminando a faculdade.

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que houve confronto, mas um dos revólveres dos bandidos estava com munições intactas. As armas estão sendo periciadas e o caso, investigado.

Os bandidos também foram baleados, fugiram correndo pela rodovia e foram presos em seguida por policiais rodoviários.

A SSP informou que os suspeitos foram levados ao Hospital Municipal de Diadema, sendo que um deles recebeu alta e foi autuado em flagrante. O outro permaneceu internado, sob escolta policial.

O caso foi registrado no 3º DP de Diadema como homicídio culposo e receptação e roubo de veículo.

Na delegacia, o guarda José Carlos de Oliveira Celestino deu outra versão e disse que ele foi a vítima do roubo. Ele disse que estava em sua moto, quando foi surpreendido por indivíduos em outras duas motos, sendo uma com dois homens e outra com um.

Ainda segundo o guarda, ele foi para o acostamento e um dos homens sacou a arma em sua direção. Então, diante da ameaça, o guarda disse que atirou contra os suspeitos. Questionado sobre a quantidade de disparos, informou que fez cerca de seis com sua pistola 380.

O guarda não foi preso em flagrante. A Prefeitura de Diadema lamentou a morte e disse que abriu uma investigação interna para apurar o caso.

O que diz a SSP
“A Polícia Civil de Diadema apura todas as circunstâncias dos fatos. Em depoimento à autoridade policial, o guarda civil alegou que reagiu ao assalto após ouvir um estampido e o anúncio de roubo contra ele. O agente segue como investigado e teve a sua arma de fogo apreendida. Os criminosos, de 24 e 30 anos, foram presos em flagrante por tentativa de roubo e receptação de veículo. Na ocasião, o GCM seguia com a sua moto pela Rodovia dos Imigrantes quando reagiu a uma tentativa de roubo, atirando contra os assaltantes. A vítima, de 21, anos, foi atingida e faleceu no local dos fatos. A motocicleta utilizada pelos assaltantes havia sido roubada anteriormente e foi devolvida ao proprietário. O caso foi registrado como homicídio culposo, receptação de veículo, tentativa de roubo, localização/apreensão e entrega de veículo e localização/apreensão de objeto no 3° DP de Diadema.”

O que diz a Prefeitura de Diadema
“A Guarda Civil Municipal (GCM) de Diadema informa, com profundo pesar, sobre o trágico incidente ocorrido ontem, 11 de janeiro, durante uma intervenção de um de nossos guardas civis que estava em trânsito, a caminho do serviço, em resposta a um assalto presenciado no Km 20 da Rodovia dos Imigrantes, neste município.

Infelizmente, no decorrer da ação, a vítima do assalto foi atingida e veio a óbito.

A GCM de Diadema expressa suas mais sinceras condolências à família e aos amigos da vítima, neste momento de imensa dor.

A Corporação esclarece que está colaborando integralmente com as Autoridades responsáveis, visando a apuração dos fatos e que também que já iniciou uma investigação interna junto à Corregedoria para analisar as circunstâncias do ocorrido.

A GCM de Diadema reforça seu compromisso com a transparência, a ética e a segurança da população.

Por fim, a Corporação não medirá esforços para prestar o devido apoio à família da vítima e para assegurar que as medidas cabíveis sejam tomadas de maneira justa e célere.”

Raio-x das guardas
O número de horas de treinamento com armas das guardas ainda fica aquém do treinamento da Polícia Militar. O g1 fez um levantamento, com base em dados fornecidos pelos municípios e pela PM, e concluiu que a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo e a Guarda Civil Municipal das seis maiores cidades da Grande São Paulo fazem, em média, menos da metade do total de horas de treinamento com armas de fogo da Polícia Militar do estado: 46%.

Segundo nota da PM, durante as 52 semanas de treinamento inicial da corporação, os agentes passam por 326 horas na matéria de Tiro Defensivo. Já a média dos guardas-civis é de 150 horas considerando o tempo de treinamento das cidades de São Paulo, Diadema, Guarulhos, Mauá, Osasco, Santo André e São Bernardo do Campo.

De acordo com a legislação federal, as funções da GCM incluem 18 competências. Além de zelar e proteger pelo patrimônio público, cultural e ambiental, os guardas devem auxiliar na segurança de grandes eventos e proteção de autoridades, atuar na segurança escolar e interagir com a sociedade civil para discussão de soluções de problemas das comunidades.

Em Diadema, os agentes passam por 160 horas de treinamento com o armamento. A corporação preferiu não informar a quantidade de armas que possui, mas afirmou que tem 37 viaturas disponíveis.

A cidade teve sua Guarda Civil criada em 1999, conta com 307 agentes da GCM, sendo 254 homens e 53 mulheres, que representam 17,3% do efetivo.

Fonte: G1

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