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Segurança

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Polícia faz megaoperação contra ‘máfia da metanfetamina’ em SP

por Redação 17 de dezembro de 2024

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (17) uma megaoperação na capital contra uma máfia envolvida na produção e venda da metanfetamina, droga sintética popularmente conhecida como “cristal”.

A operação é denominada Heisenberg, em alusão ao personagem Walter White da série de TV Breaking Bad, que era um professor de química responsável pela criação de um império de metanfetamina.

O Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) é responsável pela investigação, que começou cerca de seis meses atrás.

Nesta terça. são cumpridos 60 mandados de prisão e 101 de busca e apreensão na área central da capital paulista e na Região Metropolitana de São Paulo.

Segundo as investigações, a organização criminosa é formada, principalmente, por estrangeiros residentes no Brasil. São alvo da operação 32 chineses, quatro nigerianos, quatro mexicanos, dois portugueses e um colombiano, além de 17 brasileiros.

Os envolvidos são investigados pela produção, distribuição e comercialização da droga sintética. De acordo com a Polícia Civil, a metanfetamina era fabricada fora do Brasil.

Eles vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos conexos.

Até a última atualização da reportagem, a Secretaria de Segurança Pública não havia divulgado o balanço da operação.

Fonte: G1

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Pagamento de R$ 15 mil por ano e cobrança de forma violenta por milícia no Centro de SP: veja como era feita a extorsão de ambulantes

por Redação 17 de dezembro de 2024

Trabalhar nas ruas do Brás, Centro de SP, tem um preço e quem cobra é uma milícia formada por policiais militares. Esta é a conclusão da Corregedoria das Polícias e do Ministério Público que levou à Operação Aurora na manhã desta segunda-feira (16) em São Paulo.

Nove pessoas foram presas nesta segunda, entre elas cinco policiais militares. Outro PM e uma policial civil estão foragidos. Durante a ação, os agentes encontraram R$ 145 mil na casa de um dos investigados.

Segundo a investigação, a milícia extorquia dinheiro de comerciantes autônomos há mais de um ano. As principais vítimas eram imigrantes que eram obrigados a pagar de R$ 200 a R$ 300 por semana, além de um valor anual chamado de “luva”, que chegava a R$ 15 mil.

Os investigadores fizeram outra descoberta: quem não conseguia juntar o dinheiro, era obrigado a pegar emprestado com um agiota, que fazia parte do esquema e cobrava juros de 20% ao ano. Se o pagamento atrasasse, eram os policiais militares que cobravam e de forma violenta.

“Uma vítima, de nacionalidade equatoriana, obteve dinheiro emprestado com um desses agiotas. Atrasou o pagamento, teve a sua casa invadida, foi agredido, espancado e teve a quantia de R$ 4 mil que ele tinha dentro de sua casa subtraída por um desses policiais”, relatou o coronel Fábio Sérgio.

Quem se recusasse a pagar, também era removido à força do ponto de venda. De acordo com a Corregedoria, o cabo José Renato Silva de Oliveira usava a motocicleta, a farda e a arma da PM para intimidar as vítimas.

Investigação

As investigações que levaram à operação desta segunda-feira (16) começaram em março depois que quatro vítimas denunciaram as extorsões. O medo de retaliações atrapalha, mas o Ministério Público espera conseguir outros depoimentos a partir de agora.

“Pelo menos 4 vítimas protegidas. Só que é um trabalho de apuração e esforço que continua. A gente hoje, durante o curso das buscas, identificamos uma série de planilhas de mecanismo de controle que eram utilizados pela organização criminosa para garantir que tivesse o controle efetivo de quem estava fazendo os pagamentos dos valores da extorsão, né?”, afirmou Carlos Gaya, promotor de Justiça.

E ressaltou: “E a partir de agora certamente a gente vai atrás dessas pessoas para ver se a gente consegue identificar mais algumas vítimas que estejam dispostas a depor aí depois formalmente aqui perante o Ministério Público perante a Corregedoria da Polícia Militar”.

Outras denúncias
Comerciantes do Brás já foram alvos de outros esquemas de extorsão. Em 2021, a TV Globo mostrou que criminosos anunciavam a venda de espaços públicos na região pelas redes sociais.

Os lotes eram demarcados no asfalto e o metro quadrado vendido por valores que superavam o de apartamentos em bairros nobres da cidade.

Os relatos vêm pelo menos desde 1999, quando o então presidente do sindicato dos camelôs independentes, Afonso José da Silva denunciou uma quadrilha que ficou conhecida como a máfia dos fiscais.

Policiais militares também foram presos na época. E um ano depois, Afonso José foi assassinado dentro da sede do sindicato.

Fonte: G1

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PF prende delegado e mais 3 policiais civis de São Paulo suspeitos de atuar para o PCC

por Redação 17 de dezembro de 2024

Uma operação deflagrada nesta terça-feira (17) prendeu um delegado e mais três policiais civis suspeitos de atuar para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Outras duas pessoas também foram presas, e há mais duas que ainda são procuradas, incluindo um policial civil.

Segundo as investigações, o esquema criminoso envolveria manipulação e vazamento de investigações policiais, venda de proteção a criminosos e corrupção para beneficiar um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

A ação é realizada pela Polícia Federal (PF) e promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), com apoio da Corregedoria da Polícia Civil.

A Justiça decretou a prisão temporária dos investigados, buscas e apreensões em endereços relacionados a eles, e outras medidas cautelares como bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens.

A operação é resultante do cruzamento de diversas investigações sobre o PCC, inclusive o assassinato do delator Vinícius Gritzbach, ocorrido em 8 de novembro, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

O delegado preso é Fabio Baena, que foi acusado por Gritzbach, em sua delação premiada, de extorsão. Na época, Baena comandava uma investigação em que o delator era suspeito de mandar matar dois integrantes do PCC. O g1 não havia conseguido localizar a defesa de Baena até a última atualização desta reportagem.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que a Corregedoria da Polícia Civil acompanha a operação e que não possui mais detalhes.

São 130 policiais federais e promotores com apoio da Corregedoria nas ruas. Ao todo, são 8 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão na capital de São Paulo e nas cidades de Bragança Paulista, Igaratá e Ubatuba, no interior do estado.

Os investigados, de acordo com suas condutas, vão responder pelos crimes organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais. As penas somadas podem alcançar 30 anos de reclusão.

Os policiais civis são suspeitos de colaborar com o PCC, garantindo proteção e facilitando a lavagem de dinheiro por meio da compra de imóveis através de intermediários ou empresas de fachada. Eles também são suspeitos de desviar bens que deveriam ser apreendidos.

Fonte: G1

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Cinco policiais militares são presos em operação contra extorsão de ambulantes no Centro de SP; promotores falam em ‘milícia’

por Redação 16 de dezembro de 2024

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e as corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil realizaram na manhã desta segunda-feira (16) uma operação contra policiais acusados de extorquir dinheiro de ambulantes estrangeiros da região do Brás, no Centro de São Paulo.

A Operação Aurora tinha como objetivo cumprir 15 mandados de prisão preventiva, incluindo seis PMs e um policial civil, além de 20 de busca e apreensão, atingindo cinco pessoas jurídicas diferentes.

Inicialmente, havia sido divulgada a informação de que eram 6 policiais militares preso, mas, depois, o número foi alterado.

Durante as prisões, foram encontradas grandes quantidades de dinheiros em posse dos criminosos.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), oito empresas e 21 pessoas tiveram sigilos bancário e fiscal quebrados.

Os promotores afirmam que o grupo agia como milícia, usando o cargo e viaturas oficiais da corporação para extorquir dinheiro dos comerciantes.

Início da operação
A operação é fruto de uma investigação que começou após o Gaeco receber da Corregedoria da PM ofício informando que agentes da Secretaria da Segurança Pública (SSP) vinham exigindo e recebendo pagamentos periódicos para permitir a atividade das vítimas na região, conhecida pelo comércio popular.

De acordo com a investigação dos promotores, vários vendedores são imigrantes de países da América do Sul e não possuem acesso a linhas de crédito, se vendo obrigados a procurar agiotas para obter dinheiro e repassar propina aos criminosos.

Uma das testemunhas protegidas ouvidas pelo Gaeco relatou que trabalha nas imediações da rua Tiers há seis anos e, recentemente, um grupo de pessoas passou a exigir o pagamento de luvas no valor de R$ 15 mil por ano e mais R$ 300 por semana para autorizar sua permanência dele na região.

Os promotores descobriram ainda que uma escrivã da Polícia Civil, que é ou já foi companheira de um sargento da PM, chegou a ser flagrada com outras pessoas intimidando comerciantes.

Fonte: G1

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Prisões, suspeito morto, carros de luxo e R$ 850 mil apreendidos: o balanço da megaoperação contra roubos a carros-fortes em SP

por Redação 16 de dezembro de 2024

A força-tarefa que deflagrou uma megaoperação para prender uma quadrilha especializada em roubos a carros-fortes no estado de São Paulo divulgou um balanço inicial das ações realizadas na manhã desta segunda-feira (16).

Agentes das polícias Federal, Civil e Militar, e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público (MP), participam do cumprimento de 15 mandados de prisão temporária e 48 mandados de busca e apreensão em 17 cidades do estado.

Segundo a força-tarefa, os alvos desta segunda são aqueles que possuem relação direta ou indireta com a organização criminosa que assaltou uma empresa de valores em 9 de setembro deste ano na região de Franca (SP) – veja abaixo detalhes.

Entre as ações realizadas estão as apreensões de veículos de luxo e R$ 850 mil em espécie, além de um suspeito que morreu em confronto com a polícia em Guarulhos (SP). Também foram decretados bloqueios e sequestros de outros bens, como ativos financeiros, imóveis e objetos de valor.

Veja abaixo o balanço:

11 prisões temporárias
1 suspeito morto em confronto com a polícia
48 mandados de busca domiciliar em 17 municípios do estado
8 veículos de alto valor apreendidos (Audi, Q3, Jeep Compass, Toyota Hilux, Fiat Toro)
4 armas de fogo
3 prisões em flagrante
Mais de R$ 850 mil em espécie apreendidos, sendo R$ 350 mil com um alvo de Ribeirão Preto (SP) e R$ 500 mil, com um alvo de Mogi Guaçu (SP).
1 apartamento bloqueado judicialmente
A Polícia Civil ressaltou que os valores em espécie ainda não foram contabilizados integralmente, assim como veículos, armamento, munições e celulares. Ou seja, os números podem aumentar.

Operação Carcará II
As ações desta segunda ocorrem no âmbito da segunda fase da operação “Carcará”.

Essa operação foi motivada pelo ataque a um carro-forte na Rodovia Cândido Portinari (SP-334), na região de Franca (SP), em setembro deste ano, e por uma troca de tiros, dois dias depois, que deixou o policial militar Márcio Ribeiro e três criminosos mortos na Rodovia Joaquim Ferreira (SP-338), próximo a Altinópolis (SP).

Os mandados são cumpridos em:

Ribeirão Preto
Franca
Serra Azul
São Paulo
Santo André
São Caetano do Sul
Taboão da Serra
Guarulhos
São José dos Campos
Jacareí
Mogi Mirim
Mogi Guaçu
Atibaia
Mongaguá
Cosmópolis
Santa Bárbara d’Oeste
Americana

Quem já estava preso?
Até então, só dois suspeitos estavam presos. Um deles é Roberto Marques Trovão Lafaeff, que foi preso em 10 de setembro, um dia após a tentativa de assalto ao veículo da empresa de valores Protege e ele buscar atendimento médico em uma unidade de pronto atendimento (UPA) de Valinhos (SP).

Além dele, um outro suspeito foi preso em 24 de outubro, durante a primeira fase da operação “Carcará”, deflagrada em Paraisópolis, na capital, e na Praia Grande (SP). Dias antes, ainda dentro da mesma ação, um suspeito trocou tiros com a polícia e foi morto.

O nome da operação, “Carcará”, é uma homenagem ao sargento da PM Márcio Ribeiro. Era dessa forma que colegas o chamavam.

Ataque a carro-forte e perseguição
A tentativa de assalto a um carro-forte da Protege, especializada em logística de valores, ocorreu na noite de 9 de setembro, e chamou a atenção da polícia por conta do armamento utilizado pelos criminosos.

A ação teve a participação de pelo menos 16 criminosos, que abordaram o carro-forte em posse de uma carga intensa de explosivos e fuzis capazes de “rasgar vidros blindados”, de acordo com o delegado Gabriel Fernando.

A empresa não divulgou a quantia que o veículo transportava, mas informou que os suspeitos não conseguiram levar nada, uma vez que o dinheiro pegou fogo quando eles tentaram abrir o cofre.

Os suspeitos foram perseguidos em pelo menos três rodovias que cortam a região. Houve troca de tiros e cinco pessoas ficaram feridas: três funcionários da Protege, um policial do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e um funcionário de uma usina a bordo de uma caminhonete que passava por uma estrada no mesmo momento que os criminosos.

Em 11 de setembro, uma troca de tiros durante uma perseguição deixou o policial militar Márcio Ribeiro e três criminosos mortos na Rodovia Joaquim Ferreira (SP-338), próximo ao trevo que liga Cajuru (SP) a Altinópolis (SP). A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que havia indícios que ligavam os suspeitos ao ataque ao carro-forte.

Com os criminosos, foram apreendidos quatro fuzis, coletes balísticos e munição. Um dos fugitivos mortos usava roupa camuflada, colete à prova de balas e capacete.

No fim de setembro, morreu o caminhoneiro Lenilson da Silva Pereira, baleado na cabeça durante o confronto. Ele ficou internado na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) por 20 dias.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Defensoria recomenda à SSP que PMs envolvidos em mortes sejam obrigatoriamente afastados de atividades ostensivas

por Redação 12 de dezembro de 2024

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo recomendou à Secretaria da Segurança Pública (SSP) que todos os policiais militares envolvidos em morte decorrente de intervenção policial (MDIP) sejam obrigatoriamente afastados das funções ostensivas.

Em ofício enviado nesta terça-feira (10) a Guilherme Derrite, secretário da pasta, o órgão apresentou uma série de justificativas para a medida ser adotada pelo governo paulista.

A principal delas faz referência à sentença proferida pela Corte Internacional de Direitos Humanos no Caso Castelinho, uma ação da PM no interior de São Paulo em 2002 que terminou com 12 mortes.

O documento cita, ainda, as 56 mortes ocorridas durante a Operação Verão, ocorrida no início deste ano na Baixada Santista, e o aumento da letalidade policial no estado ao longo dos últimos meses.

De forma mais específica, a Defensoria Pública recomendou o afastamento de todos os agentes envolvidos em mortes nos anos de 2023 e 2024 cuja atuação esteja em apuração pelo órgão disciplinar correspondente.

Em nota, a SSP informou que “a Polícia Militar não compactua com desvios de conduta de seus agentes, punindo exemplarmente aqueles que infringem a lei e desobedecem aos estritos protocolos estabelecidos pela instituição. Os afastamentos acontecem em casos onde há a necessidade de apuração sobre a conduta de policiais. Durante o período de afastamento, eles são deslocados para trabalhos administrativos”.

E completou: “Nos últimos 30 dias, 45 policiais foram afastados das atividades operacionais e dois tiveram a prisão decretada. Os números refletem o rigor das investigações conduzidas pelas corregedorias, que atuam de forma estruturada e independente para garantir que nenhuma irregularidade fique impune. O ofício foi recebido pela Secretaria de Segurança Pública nesta quarta-feira (11) e todas as informações serão prestadas ao órgão”.

Quarenta e cinco policiais militares foram afastados de suas funções e dois foram presos por envolvimento em casos relacionados a abuso de autoridade e letalidade policial em 30 dias no estado de São Paulo. Os episódios ganharam repercussão por terem sido flagrados por câmeras de segurança ou celulares.

Dentre os afastados, um já teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Os casos reacenderam a discussão sobre o uso de câmeras nas fardas dos PMs. Desde a campanha eleitoral em 2022, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez reiteradas críticas às câmeras corporais e defendeu que o seu uso fosse reavaliado. Ele questionou a sua eficácia e chegou a dizer que não estava preocupado com as mortes causadas por PMs e, sim, com a “letalidade dos bandidos”.

No entanto, pressionado agora pela crise na segurança pública, Tarcísio mudou o discurso e admitiu que “tinha uma visão equivocada” sobre o uso do equipamento na farda.

Ele disse estar “completamente convencido de que [câmera nos uniformes] é um instrumento de proteção da sociedade e do policial”. Ele acrescentou que não apenas vai manter o programa de inclusão dos equipamentos na farda como o ampliará. Apesar disso, afirmou que não vai mudar o comando da Secretaria da Segurança.

Os policiais afastados ficam privados do exercício da sua função policial-militar, podendo atuar administrativamente ou ficar totalmente sem trabalhar.

De acordo com o regimento disciplinar da PM em São Paulo, o prazo para apresentar a solução para os procedimentos disciplinares é de 90 dias da data da comunicação do ocorrido, podendo resultar em expulsão da corporação ou retorno às atividades.

“A expulsão será aplicada, em regra, quando a praça policial-militar, independentemente da graduação ou função que ocupe, for condenado judicialmente por crime que também constitua infração disciplinar grave e que denote incapacidade moral para a continuidade do exercício de suas funções.”

Em julho, a revista Piauí mostrou que a Secretaria da Segurança mudou as regras sobre o afastamento de policiais suspeitos de cometer crimes. O boletim interno “Rotina para o Afastamento do Serviço Operacional de PM Envolvido em Ocorrência de Gravidade” ao qual a revista teve acesso mostra que agora só quem pode afastar os policiais é o subcomandante da PM, José Augusto Coutinho, homem de confiança do secretário Guilherme Derrite. Antes, os comandantes regionais tinham autonomia para afastar.

Veja abaixo quais foram os sete casos ocorridos no último mês que levaram ao afastamento de dezenas de agentes.

Agressão contra família: 12 afastamentos
Doze policiais militares que agrediram uma mulher de 63 anos e deram um golpe de mata-leão em seu filho durante uma abordagem foram afastados de suas atividades operacionais após prestarem depoimento na Corregedoria da Polícia Militar nesta quinta-feira (5).

As agressões ocorreram na garagem da família, em Barueri, na Grande São Paulo, na noite da quarta (4). Vídeos gravados por testemunhas e obtidos pela TV Globo registraram a cena violenta (veja mais abaixo).

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que as investigações do caso prosseguem por meio de Inquérito Policial Militar (IPM) e pela Polícia Civil, com análise de imagens externas e das câmeras corporais dos agentes.

Homem jogado de ponte: uma prisão e 12 afastamentos
A Justiça Militar decretou nesta quinta (5) a prisão do policial Luan Felipe Alves Pereira, apontado como o responsável por arremessar um homem de uma ponte na Zona Sul de São Paulo, no último domingo (1°).

O soldado já estava detido na Corregedoria da Polícia Militar, onde prestou depoimento sobre a sua conduta. Segundo informações do inquérito militar, ele disse que pretendia jogar o homem no chão. As imagens gravadas por uma testemunha mostram o momento em que ele ergue e atira o homem da ponte (vídeo abaixo).

Além da prisão de Luan, outros 12 agentes que participaram da ação foram afastados pela Corregedoria da PM. O Ministério Público abriu uma investigação.

Jovem executado em mercado: um preso
Também nesta quinta (5) foi preso o policial militar Vinicius de Lima Britto, que executou pelas costas um jovem negro em frente a um mercado Oxxo na Zona Sul de São Paulo, no dia 3 de novembro. Ele só foi afastado na segunda-feira (2), após divulgação do vídeo pelo g1. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele fez os disparos (vídeo abaixo).

Gabriel Renan da Silva Soares, de 26 anos, entrou no comércio, pegou quatro pacotes de sabão e, durante a fuga, escorregou num pedaço de papelão e caiu no chão do estacionamento.

O policial, que estava à paisana, pagava pelas compras no caixa quando percebeu a ação. O agente, então, sacou a arma e atirou diversas vezes pelas costas de Gabriel. A vítima morreu no chão do estacionamento. Segundo o boletim de ocorrência, foram encontradas 11 perfurações em seu corpo.

Estudante de medicina morto: dois afastamentos
No dia 20 de novembro, dois policiais militares envolvidos no assassinato de um estudante de medicina foram afastados de suas funções até o final das investigações.

Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, que cursava medicina na Universidade Anhembi Morumbi, foi morto com um tiro à queima-roupa na escadaria de um hotel Zona Sul de São Paulo. A ação foi registrada por uma câmera de segurança (vídeo abaixo).

Os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado estavam em patrulhamento pelo bairro quando Marco Aurélio teria dado um tapa no retrovisor da viatura e fugido.

Segundo o boletim de ocorrência, o jovem correu para o interior do Hotel Flor da Vila Mariana, onde estava hospedado com uma mulher. Os policiais relataram que ele estava bastante alterado e agressivo.

Execução de delator do PCC: oito afastamentos
No dia 12 de novembro, a Secretaria da Segurança Pública afastou preventivamente oito policiais militares investigados por suspeita de envolvimento na execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Vinicius foi morto a tiros durante atentado no início de novembro, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (vídeo abaixo).

Segundo a SSP, os agentes da PM que foram afastados já eram investigados um mês antes do crime pela Corregedoria da corporação. Testemunhas tinham denunciado eles por fazerem segurança particular para Vinicius.

O fato de os agentes terem feito escolta para alguém com envolvimento com o PCC foi repudiado pela pasta.

Criança de 4 anos morta durante tiroteio: sete afastamentos
Uma criança de 4 anos morreu após ser baleada durante um confronto policial no Morro São Bento, em Santos, no litoral paulista, no dia 5 de novembro. Dois adolescentes, de 15 e 17 anos, também foram atingidos durante a troca de tiros. Segundo a polícia, a dupla era suspeita. O adolescente mais velho morreu, e o outro foi socorrido sob escolta.

O tiro que matou Ryan da Silva Andrade Santos provavelmente partiu da arma de um policial, afirmou o coronel Emerson Massera, porta-voz da PM.

No dia 6 de novembro, a SSP informou que sete policiais envolvidos na ação foram afastados das ruas.

PMs bateram viatura durante ‘racha’: quatro afastamentos
A câmara corporal de um policial militar gravou o momento em que ele pergunta a um colega de farda em outra viatura: “Apostar um racha?”. Em seguida, o soldado acelera o carro oficial da PM, bate em dois veículos que estavam estacionados e em um poste.

O acidente aconteceu em 13 de julho, na região do Cambuci, Centro da capital paulista. No entanto, o caso só foi conhecido no início de novembro, quando as imagens viralizaram nas redes sociais (vídeo abaixo).

O g1 apurou que os quatro PMs que participaram da ação foram afastados preventivamente dos patrulhamentos nas ruas por causa do processo que respondem. Atualmente, eles estão fazendo serviços administrativos.

Fonte: G1

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Segurança

Homem é morto pela polícia na frente da mãe na Baixada Santista; PM diz que houve confronto

por Redação 11 de dezembro de 2024

Um homem de 20 anos foi morto a tiros pela Polícia Militar de São Paulo em uma comunidade de São Vicente, no litoral paulista. Um vídeo que circula nas redes sociais e foi obtido pelo g1 mostra o momento em que tiros são disparados dentro de uma casa onde estavam os PMs. Do lado de fora, a mãe do rapaz pedia para entrar, desesperada.

O caso ocorreu no domingo (8), e as imagens vieram à tona agora. A Secretaria de Segurança Pública diz que investiga as circunstâncias da morte.

Na gravação, a mãe de Vinicius Fidelis dos Santos grita em frente à casa, que fica ao lado da sua residência: “Pelo amor de Deus, deixa eu entrar, eu sou a mãe dele. Vocês mataram meu filho? O que é isso? Vocês vão matar meu filho”. Um PM impede que ela entre. Há barulhos de tiros e uma explosão na sequência.

No registro da ocorrência, a PM afirma que houve confronto. Nas imagens que circulam nas redes, não é possível ver se os policiais foram atacados. A mãe de Vinicius contesta essa versão.

Conflito de versões
A morte aconteceu na comunidade Sambaiatuba. Os PMs afirmam que patrulhavam a entrada de uma viela quando encontraram cinco suspeitos, sendo que três deles estavam armados.

De acordo com o BO, os suspeitos atiraram contra os policiais e correram para o interior da comunidade, abandonando pelo caminho uma sacola com drogas (não especificadas), uma arma falsa, um caderno e um rádio transmissor.

Consta no boletim que, durante as buscas pela comunidade, os agentes foram surpreendidos por Vinicius Fidelis, que atirou duas vezes antes de entrar em uma residência.

Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, a mãe do jovem negou a versão da PM. Ela contou que o filho estava a caminho de casa quando foi abordado pelos policiais. Vinicius, então, entrou na casa da vizinha, que a procurou para contar que o jovem havia sido acuado pelos agentes dentro do imóvel.

Na sequência, segundo ela, aconteceu o que foi registrado no vídeo gravado por uma testemunha. Não há informações sobre policiais feridos durante a ação.

Morte confirmada
Segundo a Prefeitura de São Vicente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou procedimentos de ressuscitação em Vinicius, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Pronto-Socorro Central.

Revolta de moradores
De acordo com o BO, moradores da comunidade se revoltaram e jogaram pedras e garrafas na direção dos policiais, que usaram “munição química” – também não especificada – para dispersar a multidão.

Segundo o registro policial, o local do confronto ficou prejudicado para a realização de exames periciais, uma vez que não oferecia condições de segurança para os policiais. Na delegacia, os agentes passaram por exame residuográfico na delegacia para identificar resíduos produzidos por disparo de arma de fogo.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga todas as circunstâncias da morte. Ainda segundo a pasta, foram apreendidas uma arma e porções de drogas, além das armas dos policiais.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Polícia descobre ‘bunker’ com mais de 150 armas em fundo falso de guarda-roupa em SP

por Redação 10 de dezembro de 2024

A Polícia Civil descobriu um “bunker” com 152 armas escondido atrás de um guarda-roupa em uma residência localizada em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, nesta segunda-feira (9). (Veja imagens acima.)

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o proprietário da casa tem registro como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e foi preso em flagrante por porte irregular de arma de fogo de uso restrito.

Policiais da 4ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) cumpriam mandados de busca e apreensão no imóvel quando descobriram o arsenal.

Como mostram as imagens disponibilizadas pela polícia, o acesso ao “bunker” subterrâneo — usado como esconderijo das armas — era realizado por meio de um compartimento secreto de um guarda-roupa com fundo falso.

Das 152 armas apreendidas, 87 delas não estavam legalizadas. Munições e acessórios relacionados também foram recolhidos e encaminhados à perícia.

Fonte: G1

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O que se sabe e o que falta saber sobre o caso da dona de casa agredida com soco por PM em SP

por Redação 10 de dezembro de 2024

Três agentes da Polícia Militar de Campinas (SP) foram identificados e afastados das funções por participar de uma abordagem em que uma dona de casa foi agredida com o soco no rosto.

Um vídeo enviado à EPTV, afiliada à TV Globo, nesta segunda-feira (9) flagrou o momento da agressão. Nas imagens, é possível ver quando os três policiais cercaram a mulher e um deles desferiu um soco da vítima que caiu no chão.

A Corregedoria instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o caso e afirmou que “não compactua com desvios de conduta dos seus agentes”.

O g1 preparou um material com as principais informações sobre o caso. Veja o que se sabe e o que falta esclarecer:

  1. O que aconteceu?
    O caso aconteceu no dia 21 outubro no bairro Jardim Santa Amália, mas o vídeo foi divulgado pela EPTV nesta segunda (5). Segundo a vítima, os policiais foram acionados pela filha após uma discussão entre as duas.
  2. Como foi a abordagem?
    A mulher contou que no momento da abordagem, o policial militar segurava algemas quando desferiu o soco na boca. As imagens da câmera de segurança mostram que o homem levou a mão ao cinto e pegou um objeto antes de agredir a vítima.
  3. Violência e ameaças
    A mulher contou que os policiais não deixaram os vizinhos chamarem o Samu para prestar auxílio e a colocaram algemada em uma viatura. Os agentes a levaram para um pronto-socorro que tirou um raio-x da cabeça, mas ela não soube do resultado e foi levada para a delegacia em seguida.

A mulher afirmou ter dito ao policial que não denunciaria a agressão por medo, mas que “Deus ia cobrar”. “Ele falou ‘você pode denunciar na Corregedoria, onde você quiser, porque eu sei onde você mora’. E isso me deixou com mais medo ainda”, lembrou.

  1. BO feito pelos policiais
    A vítima inicialmente não registrou Boletim de Ocorrência (BO) contra os policiais, mas os policiais relataram no BO que a mulher se negou a ir à delegacia, “além de ter dito que os policiais eram de merda e lixo”.

Também foi relatado que a moradora “tentou desferir um soco no rosto do policial, o qual revidou com um golpe contundente, com o uso moderado da força, para conter a resistência e algemá-la”.

  1. Quem é a vítima?
    Por medo das ameaças recebidas, a mulher preferiu não se identificar. No entanto, a advogada da vítima informou que vai fazer a denúncia do caso na Corregedoria da Polícia Militar e também registrar um novo BO com a versão da mulher agredida.
  2. Onde estão os policiais?
    A corporação informou que afastou os três policiais das ruas, os remanejando para funções administrativas.
  3. O que disseram as autoridades?
    Na manhã desta segunda-feira (9), a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) havia informado que não tinha recebido as imagens do soco e que, à época, o caso foi registrado como lesão corporal, resistência e violência doméstica.
  4. O caso está sendo investigado?
    Foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) pela Corregedoria para investigar o caso, que afirmou que “não compactua com desvios de conduta dos seus agentes”. Eles foram ouvidos ainda nesta segunda-feira.

O coronel Adriano Augusto Leão, comandante do Comando de Policiamento do Interior 2 (CPI-2), explicou que além dos depoimentos dos policiais e de outras pessoas como vizinhos, foi requisitada a íntegra das imagens para serem analisadas.

Em nota, o Comando de Policiamento do Interior 2 (CPI-2) disse que a corporação “irá adotar providências imediatas para a rigorosa apuração dos fatos para responsabilização dos envolvidos. Identificados os policiais serão remanejados das atividades operacionais para a apuração”.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Segundo suspeito de envolvimento na execução de delator do PCC é detido em SP

por Redação 10 de dezembro de 2024

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (9) o segundo suspeito de participar do assassinato do delator do PCC Vinicius Gritzbach, executado em 8 de novembro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Matheus Augusto de Castro Mota foi encontrado em um apartamento em Praia Grande, no litoral paulista, e está sendo encaminhado para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação. Ele é acusado de emprestar os dois carros usados na fuga: um para o olheiro Kaue do Amaral e outro para os atiradores.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) publicou nas redes sociais que “policiais do DEIC acabam de prender Matheus Augusto de Castro Mota, que teve mandado de prisão temporária expedido após trabalho de inteligência da força-tarefa que investiga o assassinato de Vinícius Gritzbach. Suspeito de facilitar a fuga dos atiradores, Matheus foi encontrado em Praia Grande e já está sendo conduzido para o DHPP”.

Em nota, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) informou que “policiais do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) prenderam hoje (dia 09) Matheus Augusto de Castro Mota, procurado por envolvimento na morte de Vinicius Gritzbach, crime ocorrido em 08 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos”.

Ainda segundo a nota, “Matheus foi identificado pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) como um dos envolvidos no crime. Ele foi encontrado pelos policiais do DEIC escondido em um apartamento no Bairro Canto do Forte, no município de Praia Grande, litoral Paulista. Será apresentado na sede do DHPP, na Rua Brigadeiro Tobias, 527”.

Na madrugada de sábado (7), Matheus Soares Brito foi preso. Segundo a polícia, ele é o principal alvo das investigações, suspeito de ter auxiliado o olheiro Kauê do Amaral Coelho a fugir de São Paulo, após a execução de Gritzbach e de ter ficado com o celular dele.

Kauê foi apontado pelas autoridades como o “olheiro” que avisou os atiradores sobre a chegada do empresário no aeroporto. Ele também foi o primeiro suspeito identificado pela força-tarefa.

Em depoimento, Matheus confirmou que conhece Kaue e que foi até a casa dele pegar objetos pessoais e roupas, mas negou ter viajado com o olheiro.

Ele teve a prisão temporária, de 30 dias, decretada.

Outros dois homens, suspeitos de participarem do crime, foram presos em flagrante por porte ilegal de munições de uso restrito na sexta-feira (6). Eles são Marcos Henrique Soares Brito (irmão de Matheus) e o motorista Allan Pereira Soares (tio de Matheus e Marcos).

Na audiência de custódia neste sábado (7), a Justiça considerou as prisões ilegais. Allan Soares e Marcos Henrique Soares tiveram prisão em flagrante relaxada “por ilegalidade, com pedido neste sentido da representante do Ministério Público”, afirmou o Tribunal de Justiça.

Fonte: G1

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