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Categoria:

Segurança

São PauloSegurança

Modelo, fotógrafo e filha do casal são sequestrados por criminosos e mantidos reféns por 12 horas após jantarem em restaurante em SP

por Redação 29 de novembro de 2024

A modelo Luciana Curtis, o marido dela, o fotógrafo Henrique Gendre, e a filha caçula do casal foram sequestrados por criminosos armados e mantidos reféns por 12 horas após jantarem num restaurante na Zona Oeste de São Paulo, na noite desta quarta-feira (27). Os bandidos também roubaram o carro da família.

As vítimas foram abordadas no Alto da Lapa e acabaram soltas pela quadrilha na manhã desta quinta (28) na Brasilândia, na Zona Norte, onde fica o local usado como cativeiro (veja imagens abaixo).

Criminosos armados abordaram as três vítimas, que foram levadas no automóvel da família para a Brasilândia, onde ficaram num barraco de madeira com colchão, privada e uma pia. Os sequestradores transferiram dinheiro do casal para contas de integrantes do grupo criminoso, segundo policiais ouvidos pelo g1.

Na manhã desta quinta, a filha mais velha da modelo e do fotógrafo, uma adolescente, notou na que a mãe, o pai e a irmã mais nova, de 11 anos, não estavam em casa e entrou em contato com um tio. Ele procurou a polícia, que acionou a DAS.

Nesse intervalo, os criminosos liberaram as três vítimas numa comunidade na região de Parada de Taipas, também na Zona Norte. A família pediu ajuda a funcionários públicos que estavam num caminhão. Eles levaram a modelo, o marido e a filha a uma delegacia da região.

Em nota, a assessoria da modelo confirmou o sequestro e informou que “a família foi libertada e encontra-se bem”. Luciana Curtis tem 53 anos, e a filha caçula, 11.

O caso é investigado pela Divisão Antissequestro (DAS) da Polícia Civil. Os agentes analisam câmeras de segurança do restaurante, que fica na Avenida Pio XI, para tentar tentar identificar os criminosos.

DAS investiga o caso

Policiais da Divisão Antissequestro foram até ao distrito policial e conversaram com as vítimas. Depois, localizaram o local do cativeiro, onde não havia mais ninguém.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “a Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) está empenhada na identificação e prisão dos envolvidos no sequestro de uma família ocorrido na noite de quarta-feira (27), na Rua Pio XI, na zona oeste de São Paulo”.

“Os criminosos, armados, abordaram as vítimas na saída de um restaurante e as levaram para um cativeiro. Durante as buscas das equipes da delegacia especializada, o bando abandonou a família no local e fugiu nesta quinta-feira (29). A ocorrência foi registrada na 3ª Delegacia de Repressão à Extorsão com Restrição de Liberdade da Vítima, que investiga os fatos. Outros detalhes serão preservados para garantir a autonomia dos trabalhos policiais.”

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Servidor do MP de SP é preso em operação que investiga vazamento de dados sigilosos de processos na Justiça para membros do PCC

por Redação 28 de novembro de 2024

Um servidor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) foi preso nesta quinta-feira (28) numa operação do órgão que investiga o vazamento de dados sigilosos de processos na Justiça para membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além do funcionário do Ministério Público, outra pessoa, que não teve a identidade revelada e é alvo de outro mandando de prisão, também é investigada por suspeita de envolvimento no vazamento de informações processuais que envolviam integrantes da facção criminosa.

A Justiça determinou também o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em locais relacionados aos alvos da ação.

A Polícia Militar (PM) participa da operação dando apoio ao MP na capital paulista, e em outras duas cidades, uma na Grande São Paulo e outra no interior do estado. Os nomes dos demais municípios não foram divulgados.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, criminosos e advogados usaram a senha de um servidor para acessar dados processuais no sistema do Tribunal da Justiça (TJ) paulista.

Mais de cem acessos a partir da mesma senha do servidor foram identificados e os promotores apuram quais processos de fato foram vazados.

Entre os crimes apurados estão os de obstrução da Justiça, violação de sigilo e corrupção. A investigação mostrou por exemplo que as informações de um dos processos foram vendidas para um advogado e repassadas para o crime organizado.

Além de acessar ilegalmente os dados sigilosos, criminosos e advogados usavam as informações vazadas para obstruir e prejudicar investigações do Ministério Público e da Polícia Civil.

Procurada pela reportagem para comentar o assunto, o Tribunal de Justiça informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “não se manifesta sobre investigação em curso nem sobre questões jurisdicionais.”

Fonte: G1

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Segurança

Pastor Silas Malafaia sofre tentativa de assalto, e seguranças trocam tiros com bandidos

por Redação 27 de novembro de 2024

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, sofreu uma tentativa de assalto na tarde desta terça-feira (26) em Olaria, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Homens que faziam sua escolta reagiram e trocaram tiros com os criminosos (veja vídeo acima).

Malafaia estava a caminho da sede de sua igreja, na Penha, e não chegou a ser atingido pelos disparos nem sofreu qualquer ferimento. Os criminosos fugiram sem levar nada. Horas depois, um dos suspeitos foi preso, após ser internado em um hospital.

Uma câmera instalada na rua onde o crime ocorreu mostra a ação dos criminosos. No vídeo, é possível ver que eles estavam em um carro que aparece em frente ao BMW onde Malafaia estava. Ao menos três homens, que aparentam estar com os rostos cobertos, correm em direção ao veículo. Dois deles tentam abrir a porta e batem no vidro.

As imagens também mostram que, neste momento, pedestres em volta começam a correr pela rua. Os seguranças, que estavam logo atrás, descem de outro carro, um Corolla, e um deles aponta a arma em direção aos criminosos, que já não aparecem mais no vídeo. É possível ver a fumaça dos disparos.

O carro dos criminosos, então, avança, seguido pelo BMW, que chega a encostar no Corolla ao dar ré para arrancar.

O g1 e a TV Globo tentaram contato com Silas Malafaia, mas não obtiveram resposta até a última atualização desta reportagem.

A tentativa de assalto ocorreu na Rua Professor Plínio Bastos, por volta das 18h. Os criminosos abordaram o BMW onde Silas estava e exigiram que o pastor abaixasse o vidro. Ele não obedeceu — o veículo é blindado.

Os seguranças do pastor intervieram assim que perceberam a abordagem. Um deles estava com uma arma de grosso calibre. Houve confronto.

Em nota, a Polícia Militar informou que foi acionada após o crime e que as vítimas da tentativa de assalto eram três policiais militares de folga. Eles contaram que reagiram e que os ladrões fugiram.

Mais tarde, um dos suspeitos foi encontrado internado em um hospital particular, onde foi preso. Um veículo roubado foi recuperado.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Mulher que estava com estudante no hotel em que ele foi morto diz ter medo de sofrer retaliação e cita ‘falta de preparo’ de PMs

por Redação 22 de novembro de 2024

A mulher que acompanhava o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, morto com um tiro à queima-roupa por um policial na quarta-feira (20) disse, em entrevista à TV Globo, que a ação da PM demonstrou “falta de preparo” dos agentes: “Foi totalmente desqualificado”. Ela afirmou ter medo de sofrer retaliações, por isso não será identificada nesta reportagem.

A morte foi registrada por uma câmera de segurança do estabelecimento. Os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, envolvidos na ocorrência, foram afastados de suas funções até o final das investigações. O policial que fez o disparo foi indiciado por homicídio. As imagens das câmeras corporais usadas pelos PMs serão analisadas.

A mulher mantinha um relacionamento com Marco Aurélio havia dois anos: “Ele fazia parte da minha vida. Todo dia ele estava comigo”. Ela contou que ficou escondida em um cômodo do hotel após ter discutido com o estudante e que “cada um ia para sua casa e amanhã a gente ia se ver de novo”.

Mas o desfecho foi bem diferente. Marco Aurélio havia saído do hotel e retornou rápido. “Foi questão de um minuto para ele voltar com os policiais em cima dele. Encurralam ele ali. Eu não vi 100%, mas eu ouvi 100% de tudo”, relatou.

E complementou: “Eles têm instrumentos de choque, eles têm algema, eles têm muitos meios sabe? Então, para mim, ele [policial que atirou] foi totalmente desqualificado”.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em sua primeira manifestação pública após ser cobrado pela família do estudante de medicina morto por um policial militar, disse que “abusos nunca vão ser tolerados e serão severamente punidos”.

O crime
Em depoimento à Polícia Civil, a jovem contou que conheceu o estudante há dois anos, que desenvolveram uma “relação de afinidade” e que Marco devia cerca de R$ 20 mil a ela.

Na quarta, Marco Aurélio alugou, por cerca de uma hora, um quarto no Hotel Flor da Vila Mariana, localizado na Rua Cubatão. Para cobrar a dívida, a jovem conta que aceitou ir ao local, onde recebeu R$ 250.

Conforme o depoimento, eles começaram a discutir e, em determinado momento, o estudante de medicina teria a agredido na cabeça. Em seguida, o recepcionista do hotel ligou para perguntar o que havia acontecido.

Segundo a mulher, Marco Aurélio atendeu e disse que estava tudo bem, mas ela respondeu que não estava nada bem e queria sair dali. O recepcionista, então, ligou para a Polícia Militar, e a jovem fugiu do quarto.

Ela se escondeu em outro cômodo do hotel e conseguiu ouvir parte da interação entre o estudante de medicina e os policiais militares — que questionaram o motivo pelo qual ele bateu na viatura. Posteriormente, ela ainda ouviu o barulho de um tiro.

Após ser baleado, a mulher acompanhou Marco Aurélio até o Hospital Ipiranga. Ele teve duas paradas cardiorrespiratórias e passou por uma cirurgia. Contudo, ele não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 6h40.

Câmera de segurança
Uma câmera de segurança do hotel registrou o momento que o estudante é assassinado às 2h49 (veja acima). Um dos agentes tentou puxar Marco Aurélio pelo braço, enquanto o outro o chutou. Em seguida, o estudante segurou a perna do policial, que caiu no chão.

Durante a confusão, o PM Guilherme atirou na altura do peito do estudante. No boletim de ocorrência, os policiais alegaram que o jovem teria tentado pegar a arma de Bruno.

O caso foi registrado no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) como morte decorrente de intervenção policial e resistência.

Claudio Silva, ouvidor das Polícias de São Paulo, afirmou que a ação é “mais um reflexo da lógica que está instalada no estado de São Paulo, de polícia que mata. Polícia que não respeita a vida”.

Quem era o estudante?
O jovem estava no quinto ano do curso de medicina na Universidade Anhembi Morumbi. Ele era o filho caçula de um casal de médicos peruanos naturalizados brasileiros que se mudou para cá há mais de duas décadas. Segundo a mãe, a intensivista Silvia Mônica, o rapaz nasceu prematuramente e, da mesma forma, concluiu o ensino médio com apenas 15 anos.

A família conta que ele chegou a ser aprovado no vestibular para cursar direito, mas escolheu seguir o mesmo caminho dos pais e do irmão Frank, na medicina.

Marco era atleta do time de futebol do curso de medicina. Nas redes sociais, a faculdade publicou mensagem de condolências.

“Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com seus familiares, companheiros de time e colegas, que perderam não apenas um companheiro de jornada, mas também um amigo. Que sua memória seja sempre lembrada com carinho e que sua trajetória inspire todos nós.”

O que diz a SSP
“As polícias Civil e Militar apuram as circunstâncias da morte de um homem de 22 anos, ocorrida na madrugada desta quarta-feira (20), na Vila Mariana, na capital paulista. Os policiais envolvidos na ocorrência prestaram depoimento, foram indiciados em inquérito e permanecerão afastados das atividades operacionais até a conclusão das apurações.

Na ocasião, o jovem golpeou a viatura policial e tentou fugir. Ao ser abordado, ele investiu contra os policiais, sendo ferido. O rapaz foi prontamente socorrido ao hospital Ipiranga, mas não resistiu ao ferimento. A arma do policial responsável pelo disparo foi apreendida e encaminhada à perícia. As imagens registradas pelas câmeras corporais (COPs) serão anexadas aos inquéritos conduzidos pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).”

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Mortes pela PM de SP aumentam 46% em 2024, segundo ano da gestão Tarcísio

por Redação 22 de novembro de 2024

As mortes cometidas por policiais militares no estado de São Paulo aumentaram 46% até 17 de novembro deste ano, se comparado a 2023, segundo dados do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial, do Ministério Público.

De janeiro a 17 de novembro deste ano, 673 pessoas foram mortas por policiais militares, contra 460 nos 12 meses do ano passado.

Dessas 673 mortes, 577 foram praticadas por policiais em serviço, ou seja, trabalhando, e 96, de folga.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que “todos os casos de morte decorrente de intervenção policial que ocorrem em São Paulo são rigorosamente investigados pelas forças de segurança, com acompanhamento das respectivas Corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário” (leia nota completa abaixo).

É o segundo ano consecutivo de aumento de mortes praticadas por policiais militares. Tanto neste ano quanto no ano passado, a Polícia Militar realizou operações na Baixada Santista consideradas as mais letais desde o massacre do Carandiru, com 56 mortos, em 2024, e 28, em 2023.

Um ano antes, em 2022, sob gestão do governador Rodrigo Garcia (DEM), com a ampliação do programa Olho Vivo, das câmeras acopladas nos uniformes dos PMs, o estado de São Paulo registrou o menor número de mortes por PMs em serviço na história. A redução da mortalidade de adolescentes em intervenções policiais chegou a 80,1% naquele ano.

Desde antes de assumir o governo do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos) já dava sinais de que não iria ampliar o programa das câmeras. Ao assumir o cargo, em 2023, confirmou que não adquiriu novas câmeras mesmo com orçamento disponível.

Neste ano, o governo de São Paulo lançou um edital para a contratação de 12 mil novas câmeras corporais para a Polícia Militar. A gravação de vídeos pelo equipamento vai ser realizada de forma intencional, ou seja, o policial será responsável pela escolha de gravar ou não uma ocorrência.

Na prática, a mudança pode dificultar investigações de atos de violência policial porque deixará a decisão sobre ligar ou não o equipamento a cargo dos agentes. Especialista ouvido pelo g1 aponta que a câmera não ser usada durante todo o turno policial pode:

aumentar o uso da força de forma indiscriminada e sem controle;
dificultar a produção de provas para investigações;
diminuir a proteção do próprio policial que possa estar numa situação de risco e/ou ter sua conduta questionada.
Nesta semana, um estudante de medicina foi morto por policiais militares na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, foi morto com um tiro à queima-roupa na madrugada de quarta-feira (20).

Os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, envolvidos na ocorrência, foram afastados de suas funções até o final das investigações.

O estudante foi assassinado às 2h49. Um dos agentes tentou puxar Marco Aurélio pelo braço, enquanto o outro o chutou. Em seguida, o estudante segurou a perna do policial, que caiu no chão. Durante a confusão, o PM Guilherme atirou na altura do peito do estudante. No boletim de ocorrência, os policiais alegaram que o jovem teria tentado pegar a arma de Bruno.

Inicialmente, eles disseram no boletim de ocorrência que as câmeras não estavam ligadas. Depois, foi confirmado que elas estavam gravando. Os policiais envolvidos estavam usando o modelo de câmera adotado no governo anterior. O novo modelo deve começar a ser utilizado em 17 de dezembro.

Nesta quinta-feira (21), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, determinou que o governo de São Paulo preste esclarecimentos sobre o uso das novas câmeras corporais adquiridas pelo estado. A gestão tem prazo de cinco dias para responder.

O que diz a SSP
“Todos os casos de morte decorrente de intervenção policial que ocorrem em São Paulo são rigorosamente investigados pelas forças de segurança, com acompanhamento das respectivas Corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário. Desde a formação e ao longo de toda carreira, os policiais paulistas passam por cursos de formação e atualização que contemplam disciplinas de direitos humanos, igualdade social, diversidade de gênero, ações antirracistas, entre outras. Além disso, os cursos ao efetivo são constantemente aprimorados e comissões direcionadas à análise dos procedimentos revisam e aprimoram os treinamentos, bem como as estruturas investigativas.”

Fonte: G1

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Pai de estudante de medicina de 22 anos morto pela PM em SP conta que viu o filho vivo no hospital: ‘Me ajuda, dizia ele’

por Redação 21 de novembro de 2024

O pai do estudante de medicina assassinado pela Polícia Militar durante uma abordagem na quarta-feira (20) foi o primeiro da família a chegar à Vila Mariana, na Zona Sul da capital paulista, onde o filho havia sido morto. De lá, foi ao Hospital Ipiranga, para onde Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, foi encaminhado.

“Nós o amamos muito”, destacou.

Médico, ele conta que viu o filho na ala de emergência “em choque, sem pulso, branco”. “Aí eu falei: ‘Vamos levar ao centro cirúrgico, coloque soro aberto”, conta.

Segundo ele, ao chegar ao local do crime, nenhum dos cerca de 15 agentes o atendeu. “Fui lá, tinha 15 policiais, quatro viaturas. Ninguém me dava explicação, ninguém queria me levar ao hospital, todo mundo escondendo, cabo por aí, sargento por aí, tive que correr ao hospital, tive que correr ao Centro de Emergência e lá apareceram mais policiais.”

A mãe do estudante acredita que tenha havido xenofobia na ação policial e diz que “qualquer mãe vai se revoltar” ao ver o filho “caído, com suas mãos tentando se defender, e o policial dando um tiro na barriga”.

“Estou indignada. Nunca pensei chorar assim, mas estou com raiva e sinto uma tristeza tão grande…”

Silvia e o marido são peruanos naturalizados brasileiros. O filho nasceu no Brasil, mas tinha traços estrangeiros.

“Um tiro que meus colegas médicos disseram que foi dado para matar, porque foi direto na [veia] ilíaca. Meu filho chegou sangrando, não tinha como salvar, e os policiais sabem onde disparar. Poderiam ter disparado no braço, na perna, de lado, para romper um fígado, um baço, mas não. Ele disparou no meio porque ele queria matar o meu filho”, afirma a mãe, que é médica, assim como o esposo.

“E eles conseguiram matar, sim. Mataram minha família, meu esposo, mataram meus filhos. Que confiança eu vou ter agora? Daqui para frente? O que nós, como cidadãos decentes, fizemos para a polícia para fazerem isso? O que justifica disparar?”

Silvia chegou depois ao hospital e conta que não autorizaram que ela visse o filho. “Eu falei que queria ver antes de ele morrer. Eu sou intensivista. Eu sei o que significa um tiro na [veia] ilíaca. Eu supliquei: ‘Me deixa entrar, sou médica’. Eu sei que não é um benefício, mas eu sei entrar na sala de emergência. Ninguém me deixou entrar.”

O crime

Os policiais militares envolvidos no assassinato do estudante de medicina na madrugada desta quarta-feira (20) foram afastados de suas funções até o final das investigações. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A pasta ainda divulgou que os PMs prestaram depoimento e foram indiciados em inquérito (leia mais abaixo).

Marco Aurélio cursava medicina na Universidade Anhembi Morumbi. Ele foi morto com um tiro à queima-roupa, na escadaria de um hotel na Rua Cubatão, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. A ação foi registrada por uma câmera de segurança, por volta das 2h50.

Os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado estavam em patrulhamento pelo bairro quando Marco Aurélio teria dado um tapa no retrovisor da viatura e fugido.

Segundo o boletim de ocorrência, o jovem correu para o interior do Hotel Flor da Vila Mariana, onde estava hospedado com uma mulher. Os policiais relataram que ele estava bastante alterado e agressivo.

Nas imagens, é possível ver que o jovem entrou no saguão do hotel sem camisa e foi perseguido pelos policiais.

Um dos agentes tentou puxar Marco Aurélio pelo braço, enquanto o outro o chutou. Em seguida, o estudante segurou a perna do policial, que caiu no chão.

Durante a confusão, o PM Guilherme atirou na altura do peito do estudante. No boletim de ocorrência, os policiais alegaram que o jovem teria tentado pegar a arma de Bruno.

Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Ipiranga, onde teve duas paradas cardiorrespiratórias e passou por uma cirurgia. Contudo, ele não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 6h40.

Claudio Silva, ouvidor das Polícias de São Paulo, afirmou que a ação é “mais um reflexo da lógica que está instalada no estado de São Paulo, de polícia que mata. Polícia que não respeita a vida”.

Segundo ele, é possível ver, pelas imagens da câmera de segurança, que “os policiais estão numericamente superiores à pessoa abordada, e o abordado, sem camisa, então, desarmado. E os policiais não fazem o uso progressivo da força, como está determinado por normas internas da própria Polícia Militar, então o uso excessivo da força foi feito. Isso culminou com a morte daquele jovem abordado”.

O caso foi registrado no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) como morte decorrente de intervenção policial e resistência.

Durante a abordagem, os policiais estavam com as câmeras corporais acopladas ao uniforme. Entretanto, no BO, é informado que os agentes não usaram o equipamento.

Procurado pelo g1, o hotel preferiu não comentar o caso.

O que diz a SSP
“As polícias Civil e Militar apuram as circunstâncias da morte de um homem de 22 anos, ocorrida na madrugada desta quarta-feira (20), na Vila Mariana, na capital paulista. Os policiais envolvidos na ocorrência prestaram depoimento, foram indiciados em inquérito e permanecerão afastados das atividades operacionais até a conclusão das apurações.

Na ocasião, o jovem golpeou a viatura policial e tentou fugir. Ao ser abordado, ele investiu contra os policiais, sendo ferido. O rapaz foi prontamente socorrido ao hospital Ipiranga, mas não resistiu ao ferimento. A arma do policial responsável pelo disparo foi apreendida e encaminhada à perícia. As imagens registradas pelas câmeras corporais (COPs) serão anexadas aos inquéritos conduzidos pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).”

Fonte: G1

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São PauloSegurança

PMs de escolta ilegal de delator do PCC são investigados por organização criminosa

por Redação 18 de novembro de 2024

Após dez dias de investigação, a forca-tarefa que apura o assassinato do delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) Antônio Vinícius Lopes Gritzbach tem suspeitos do crime como alvo, mas até agora não prendeu ninguém.

A investigação desdobra-se em frentes diferentes, com objetivos distintos: o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, tenta identificar e prender quem matou o delator. As corregedorias das polícias Civil e Militar, por sua vez, investigam o envolvimento de seus homens com o delator, executado no último dia 8 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Na avaliação de um membro da força-tarefa, é “impensável esse padrão de proximidade” dos policiais com alguém que tinha delatado membros do PCC e era réu por ser, em tese, mandante de um duplo assassinato, um deles sendo de um narcotraficante influente no crime organizado como Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta.

Já a Corregedoria da Polícia Civil identificou uma rede de empresas ligadas a pelo menos dois policiais civis com capital, em teoria, incompatível com a renda deles. Um delegado foi citado pelo delator, oito dias antes de ser assassinado, como parte do grupo que o extorquia.

Todos os policiais negam envolvimento em crimes relacionados ou relatados por Gritzbach antes do seu assassinato.

O que se sabe até agora, no âmbito das investigações que têm policiais como alvo, é que os corregedores apuram se policiais de diferentes hierarquias estão envolvidos em crimes graves.

Fonte: G1

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Segurança

Em áudio, PCC oferece R$ 3 milhões a policial para matar delator da facção

por Redação 14 de novembro de 2024

Em um áudio, o Primeiro Comando da Capital (PCC) ofereceu R$ 3 milhões para quem matasse Vinicius Gritzbach, delator da facção criminosa, segundo informou a defesa do empresário no acordo de deleção premiada feito com o Ministério Público (MP) de São Paulo.

De acordo com a sua defesa, Vinicius gravou uma conversa telefônica por viva-voz entre um investigador do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) e um advogado ligado ao Primeiro Comando da Capital e que lavaria dinheiro para a facção. A gravação teria sido feita na frente do policial sem o conhecimento dele e do advogado.

Vinicius foi executado na última sexta-feira (8) em frente ao desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana. Câmeras de monitoramento gravaram dois homens encapuzados e com fuzis atirando no empresário do ramo imobiliário. Os bandidos fugiram.

Além dele, um motorista de aplicativo foi atingido e morreu. Outras três pessoas que passavam pelo local ficaram feridas. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) criou uma força-tarefa para investigar quem mandou matar Vinicius e quem executou o crime.

Entre a hipóteses investigadas para esclarecer o que ocorreu estão o envolvimento de criminosos do PCC, policiais civis, policiais militares e devedores de Vinicius. O caso é apurado como homicídio e lesão corporal.

Diálogo indica preço por morte, diz defesa

No diálogo, sempre segundo o que a defesa de Vinicius informou ao Ministério Público, o advogado do PCC pergunta ao policial se ele aceitaria matar o empresário por R$ 300 mil.

Advogado – 300?
Policial – 300… Tá bom. 300 , Tá bom.
Depois de uma provocação entre eles, o advogado aumenta o valor da recompensa pelo assassinato de Vinicius para R$ 3 milhões, de acordo com a sua defesa.

Advogado – Mas você acha que 3 dá?
Policial – É… pensa nos 3. Vai pensando, me fala depois…
Após desligar o telefone, o policial e outra pessoa conversam com Vinicius e perguntam se ele entendeu o tom da conversa com o advogado. Em seguida, eles tentam animar o empresário, que demonstra preocupação com a situação.

Policial – Vou dar um abraço em você. Você não sabe o quanto eu te amo…
Outra pessoa – A gente gosta de você, Vinicius. Relaxa esse coração seu…
Vinicius – Mas vai relaxar como? O cara falando um negócio desse…
O áudio com a conversa integra a delegação premiada de Vinicius que a Justiça homologou. Ele era réu em processos de homicídio contra dois membros do PCC e por fazer lavagem de dinheiro para a facção. Ele respondia aos crimes em liberdade.

A delação permitiria que o empresário tivesse uma redução das penas no caso de condenações. Em troca, ele delatou membros do PCC que faziam lavagem de dinheiro e agentes de segurança envolvidos em corrupção.

Oito dias antes de ser assassinado, Vinicius havia denunciado cinco policiais civis e um agente penitenciário por extorsão na Corregedoria da Polícia Civil.

Ele falou que agentes do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cobraram R$ 40 milhões para deixar de investigá-lo como suspeito de ser o mandante dos assassinatos de dois membros da facção criminosa. Vinicius não pagou a propina.

Uma força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) investiga quem mandou matar e quem executou Vinicius na sexta passada. Câmeras de monitoramento gravaram o crime cometido por dois atiradores encapuzados e armados com fuzis. Eles fugiram após a execução.

Entre as hipóteses apuradas para esclarecer o crime estão a possibilidade da participação de policiais civis, policiais militares, um homem que estava devendo dinheiro a ele ou de membros do PCC. O caso é investigado como o “homicídio, lesão corporal e localização e apreensão de objeto”.

Policiais afastados

A pasta da Segurança informou nesta quarta-feira (13) que os policiais civis denunciados por Vinicius foram afastados preventivamente de suas funções.

Além deles, a SSP havia afastado antes oito agentes da Polícia Militar (PM) que faziam a escolta pessoal do empresário. O bico de segurança particular é proibido na corporação.

Depois que passou a ser investigado pela polícia pelos assassinatos de dois integrantes do PCC, Vinicius foi ameaçado de morte pela facção, segundo fontes da força-tarefa. Além disso, ele devia dinheiro para os criminosos.

Até a última atualização desta reportagem, nenhum dos assassinos havia sido identificado ou preso..

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Deolane Bezerra diz que carro da mãe foi furtado na Zona Leste de SP e mobiliza seguidores nas redes sociais

por Redação 8 de novembro de 2024

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra publicou em suas redes sociais, na madrugada desta sexta-feira (8), que sua mãe, Solange Bezerra, teve o carro furtado na Zona Leste de São Paulo. A família estava reunida no apartamento do Giliard Santos, filho da influencer, quando o crime ocorreu, segundo Deolane.

“Nós subimos pro apartamento e, quando descemos, o carro não estava mais no local. Aí, sabe quando a gente procura pra ver se deixou em outro lugar? Não tava em nenhum lugar”, relatou na postagem.

Numa tentativa de encontrar o veículo, que foi um presente dado à mãe, Deolane pediu ajuda aos seguidores.

“Atenção, meu povo do Tatuapé, Anália Franco, Vila Diva e região. Acabaram de roubar o carro da minha mãe aqui na frente do prédio do Giliard […] Eu vou deixar aqui a foto do carro, é uma Hilux, SW4. Tá aqui a placa, se vocês virem por aí, dá um ‘salve’ em nóis”, disse Deolane.

Em um dos vídeos, a mãe da influenciadora chegou a dizer “devolve meu carro, gente. Só tenho isso, o resto tá preso”, em referência aos bens que teve apreendidos pela Polícia Federal na “Operação Integration” — que investiga Solange e Deolane por esquema de lavagem de dinheiro. (Leia mais abaixo)

Na manhã desta sexta, a matriarca relatou em suas redes sociais que, apesar da mobilização dos seguidores da família, o carro ainda não tinha sido encontrado. Ela ainda falou sobre o estresse que passou com a situação.

“Não gosto de tomar esse aqui [mostrando um frasco que aparentava ser de remédio], mas tive que tomar umas gotinhas, senão não teria dormido. Mas é isso. É uma maré difícil que a gente tá passando, mas em nenhum momento eu duvido do amor de Deus com a gente. Poderia ser pior, a gente poderia estar no carro”.

O g1 questionou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) sobre o caso, mas não obteve um retorno até a última atualização desta reportagem.

Investigação
A Operação Integration, do Ministério Público de Pernambuco, apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo casas de apostas online (as “bets”). As investigações começaram abril de 2023.

Além de Deolane e Solange, o cantor Gusttavo Lima e o dono da casa de apostas Esportes da Sorte, Darwin Henrique da Silva Filho, são investigados pelo MP.

Em setembro, a advogada e a mãe chegaram a ficar 15 dias presas em Pernambuco, mas foram soltas após o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) aceitar um habeas corpus que beneficiou 18 investigados nessa operação.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Polícia encontra 80 bananas de dinamite em táxi perto do Fórum da Barra Funda; Grupo de Operações Especiais é acionado

por Redação 30 de outubro de 2024

A polícia encontrou 80 bananas de dinamite em um táxi na tarde desta terça-feira (29), na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. A suspeita é a de que o material seria usado em assaltos a caixas eletrônicos.

A polícia já monitorava uma quadrilha que fazia assaltos à mão armada, na região central da capital. Nesta terça, um dos suspeitos, de 30 anos, pegou um táxi perto do Fórum da Barra Funda e a polícia fez a abordagem.

As 80 bananas de dinamite estavam em uma mala no porta-malas do táxi, sendo dez já preparadas para uso, segundo a polícia.

O grupo de operações especiais foi chamado para desarmar os explosivos. Dois policiais com proteção especial fizeram o trabalho.

O suspeito também transportava uma máscara, um alicate, pé de cabra, e outras ferramentas usadas em roubos a caixas eletrônicos.

De acordo com a delegada, a dinamite tem um código de rastreio e a polícia vai investigar de onde ela saiu. O suspeito foi preso e está sendo interrogado. Ele já tem passagem por roubo, receptação e associação criminosa.

Fonte: G1

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