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Segurança

Segurança

2 em cada 3 adolescentes que morreram de forma violenta em SP estavam fora da escola; polícia é responsável por 35% das mortes, acima da média nacional

por Redação 3 de setembro de 2024

Um estudo publicado nesta terça-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apontou que, entre 2018 e 2020, 1.309 adolescentes foram mortos de forma violenta no estado de São Paulo.

Desse total, 699 vítimas estavam cadastradas na base de dados da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Dentre elas, 66% tinham evadido da escola sem ter concluído o Ensino Médio quando morreram.

“A violência letal, com frequência, é o último estágio de uma série de violações de direitos a que crianças e adolescentes estão submetidos. Não podemos de fato afirmar qual seria a ordem dos fatos nessa relação de educação x violência, o que sabemos é que o acesso e a permanência na escola são fatores fundamentais para proteger a vida de crianças e adolescentes”, diz Adriana Alvarenga, chefe do escritório do Unicef em São Paulo

A escola representa não somente um espaço de proteção, mas também um fator de desenvolvimento para essa criança e esse adolescente que terão mais oportunidades positivas ao longo da vida, ficando menos expostos aos riscos de morte prematura causada pela violência letal.

Além disso, o relatório também aponta que, entre 2015 e 2022, 3.947 pessoas de até 19 anos morreram de forma violenta, sendo que 2.539 foram vítimas de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, e 1.408 (35,6%) foram mortas em contextos de intervenção policial (leia mais abaixo).

O número revela que o estado de São Paulo fica acima da média do país quando o assunto é morte decorrente de intervenção policial (MDIP) entre adolescentes: as polícias brasileiras foram responsáveis por 16,5% das mortes violentas intencionais de adolescentes no Brasil nos últimos três anos.

A pesquisa ‘O impacto das múltiplas violações de direitos contra crianças e adolescentes – Uma análise intersetorial sobre as mortes violentas de crianças e adolescentes no estado de São Paulo de 2015 a 2022’ foi feita em parceria com o Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania.

O que diz o governo
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as mortes em decorrência de intervenção policial “são resultado da reação de suspeitos à ação da polícia.”

No texto, a pasta ainda alega que todos os casos que ocorrem em São Paulo “são rigorosamente investigados pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das respectivas corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário.”

“Para reduzir a letalidade, a SSP-SP investe continuamente na capacitação do efetivo, aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo e em políticas públicas. Além disso, os cursos ao efetivo são constantemente aprimorados e comissões direcionadas à análise dos procedimentos revisam e aprimoram os treinamentos, bem como as estruturas investigativas”.

Evasão escolar
Em relação aos adolescentes evadidos da escola que morreram, mais da metade (51%) abandonou o ensino entre o 9º ano do Ensino Fundamental e o 2º ano do Ensino Médio.

Segundo o estudo, o 1º ano do Ensino Médio tende a ser o ano crítico de abandono, já que cerca de 33% desses adolescentes abandonaram a escola nesse período.

Os dados também apontam que, em 70% dos casos, a morte ocorreu entre 1 e 2 anos depois da evasão escolar.

De acordo com os dados da Seduc, 70% dos adolescentes que morreram de forma violenta tinham tido alguma reprovação no histórico escolar: mais da metade estava 2 ou mais anos atrasado.

Média baixa no IDEB
Em 2019, as escolas frequentadas pelos adolescentes que morreram de forma violenta tinham média no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) nos anos finais do Ensino Fundamental de 5,1, enquanto a média do estado de São Paulo era 5,5.

Para as escolas de Ensino Médio frequentadas pelos adolescentes identificados, a média do IDEB em 2019 era 4,1, enquanto a média do estado era 4,6

Mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP)
Dados preliminares mostram que, em 2023, foram registradas 501 mortes decorrentes de intervenção policial, sendo que 84 vítimas tinham até 19 anos (17% dos casos). Em comparação a 2022, isso representa um aumento de 19% para todas as faixas etárias e 23% para pessoas até 19 anos.

Entre 2015 e 2022, foram registradas 1.408 mortes de pessoas de até 19 anos em decorrência de intervenções policiais:

1401 era meninos, e 7 eram meninas;
68% dos meninos eram negros;
57,2% das meninas eram negras.
No total, foram registradas 6.161 ocorrências desse tipo entre 2015 e 2022 em todas as faixas etárias. Nesse contexto, houve redução de quase 50% entre os anos de 2020 e 2022.

Mortes violentas e Fundação CASA
De acordo com o estuado, metade dos adolescentes vítimas de violência letal e egressos da Fundação Casa morre em menos de um ano após cumprimento de medida socioeducativa em meio fechado

Do total de mortes de crianças e adolescentes de até 19 anos por homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal ou em decorrência de intervenção policial entre 2015 e 2020, 29% dos adolescentes identificados tinham cumprido medida de internação na Fundação CASA.

Em relação ao critério racial, considerando adolescentes que morreram de forma violenta: 26% dos brancos tinham passado pela Fundação Casa; entre os pardos eram 31%, e entre os pretos chegavam a 34%.

A análise dos dados da Fundação CASA apontou também que, em média, os adolescentes que morreram cumpriram 180 dias de medida de internação, e que, em média, eles entraram na instituição aos 16 anos e saíram com 17 anos.

Fonte: G1

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Segurança

Adolescentes morrem após serem atropelados por homem embriagado na Zona Norte de SP; motorista foi solto pela Justiça

por Redação 3 de setembro de 2024

Dois adolescentes morreram após serem atropelados por um motorista embriagado na Avenida João Paulo Primeiro, na Brasilândia, Zona Norte, na manhã de sábado (31).

Segundo informações da Secretariaria de Segurança Pública (SSP) e de familiares, Heros Alcondas Abreu, de 15 anos, e Kaique Peres Santana, de 16 anos, não resistiram aos ferimentos e morreram nos hospitais para onde tinham sido socorridos.

Os dois jovens seguiam para um jogo de futebol na manhã de sábado (31) quando foram atropelados na calçada pelo motorista Sérgio Roberto de Paula, de 53 anos.

Sérgio de Paulo foi preso em fragrante por dirigir embriagado, após ter sido submetido ao exame de bafômetro.

Segundo o Tribunal de Justiça de SP, ele foi solto após audiência de custódia no domingo (9). O juiz concedeu liberdade provisória ao agressor e suspendeu a habilitação dele.
Sergio de Paula deve cumprir medidas cautelares como comparecimento mensal ao juízo por ao menos 12 meses, proibição de dirigir também pelo prazo de 12 meses e ausentar-se da cidade.

Na delegacia, o motorista contou aos policiais que esteve até o início madrugada de sábado (31) bebendo em uma festa na quadra de uma escola de samba da Freguesia do Ó, na Zona Norte, com a namorada.

Ao sair do local foi para casa porque precisava trabalhar e trocar de roupa. Ao sair para o trabalho dirigindo o carro da namorada, cochilou ao volante e perdeu o controle do veículo, acordando apenas após o acidente.

Héros Alcondas Abreu foi socorrido em estado grave na Santa Casa de São Paulo pelo SAMU, enquanto Kaique Peres Santana foi removido pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, no Hospital das Clínicas de São Paulo.

O pai de um dos meninos, Lucas Gomes de Abreu, narrou aos policiais na delegacia que conhece o homem que atropelou os dois meninos. E que ele mora no mesmo bairro das vítimas e não raro é visto em bares ingerindo bebida alcoólica, dirigindo normalmente mesmo estando bêbado.

Nas redes sociais, a Escola Estadual Professora Elizabeth Aparecida Simões Mesquita lamentou a morte de Kaique e disse que ele era medalhista da Olimpíada de Matemática do Estado de SP (OMASP).

Fonte: G1

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Segurança

Justiça de SP condena a 94 anos de prisão trio acusado de matar e carbonizar empresário em ‘golpe do amor’

por Redação 3 de setembro de 2024

A Justiça de São Paulo condenou em primeira instância a 94 anos de prisão, em penas somadas, três homens acusados de envolvimento na morte de um empresário em 19 de setembro de 2023 com o “golpe do Tinder”, na Zona Norte em São Paulo.

Leandro Matos (32 anos de detenção), Vinicius Souza (31 anos e quatro meses) e Paulo Felipe Alves da Silva (31 anos e quatro meses) foram apontados como culpados por associação criminosa e latrocínio, quando há o roubo seguido de morte. O g1 não localizou a defesa do trio até a última atualização desta reportagem.

Segundo a sentença de 23 de agosto deste ano, na noite do crime, por volta das 20h20, no bairro da Brasilândia, na Zona Norte, os criminosos armados roubaram o carro da vítima e a mantiveram em cárcere antes de matá-la com um tiro.

Os três, e outros comparsas não identificados, usaram um perfil falso para aplicar o crime que é conhecido como “golpe do amor”, que é quando a vítima é atraída para um falso encontro. Neste caso, a foto usada era de uma pessoa dos Estados Unidos com rede social aberta, apontou a polícia.

O g1 apurou que a Polícia Civil concluiu que os criminosos criaram no Tinder um perfil em nome de Jonnas e marcaram com a vítima o encontro se passando por um homem.

O empresário, segundo a sentença, foi agredido, ameaçado e colocado no banco de trás, enquanto os assaltantes assumiram a direção do veículo.

A vítima teria sido baleada em uma zona de mata da Brasilândia. Na sequência, os acusados compraram gasolina em um posto de combustíveis e isqueiro em uma adega para atear fogo no veículo com o corpo. Tudo foi registrado por câmeras.

Durante as investigações, também foram recolhidas imagens da vítima saindo de casa, do suposto local do encontro amoroso e do trajeto dos condenados. Pelos registros, segundo a apuração da polícia, a vítima saiu de casa por volta das 19h45 e foi para a região da Brasilândia.

As prisões foram cumpridas em 28 de setembro e em 19 de outubro de 2023 e em 7 de fevereiro deste ano. O corpo foi identificado por meio da arcada dentária.

A investigação analisou celulares apreendidos do grupo e verificou conteúdos relacionados ao golpe do amor, com mais de 100 números bloqueados. Ao menos 13 vítimas do grupo conseguiram formalizar boletins de ocorrência e narraram a violência do bando.

O Ministério Público, pelo promotor Cláudio Henrique Giannini, tentar reverter a absolvição dos acusados pelo crime de destruição de cadáver.

Fonte: G1

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Segurança

Imagem mostra golpe em vítima morta a pauladas no litoral de SP

por Redação 2 de setembro de 2024

O g1 teve acesso ao vídeo das agressões que resultaram na morte de um homem de 32 anos. A vítima estava em frente de casa, no bairro Bom Retiro, em Santos (SP), quando levou uma paulada na cabeça. Ela tentou reagir, mas caiu no chão e foi golpeada mais vezes. O agressor, de 35, foi identificado pela polícia e é considerado foragido por outros crimes.

As imagens gravadas por câmera de monitoramento mostram a vítima na calçada, na noite de 4 de agosto. Ela parece conversar com alguém, que não aparece no vídeo, enquanto mexia no celular. Logo em seguida, o agressor passa ao lado empurrando uma bicicleta.

O criminoso encostou a bicicleta adiante, caminhou para a rua, pegou um pedaço de madeira e na sequência deu o primeiro golpe na cabeça da vítima. Ela tentou reagir, mas caiu no meio da via e levou mais pauladas na cabeça.

O agressor só parou com os golpes quando casal saiu da casa da vítima. A mulher que tenta socorrer o homem golpeado chega a desmaiar durante o socorro — naquele momento criminoso fugiu com a bicicleta.

A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos devido à gravidade das lesões.

Investigação

Após o assassinato, os policiais do 5° Distrito Policial (DP) iniciaram as investigações com auxílio das imagens captadas pelas câmeras de monitoramento. Além disso, testemunhas foram ouvidas e auxiliaram na identificação do suspeito.

De acordo com a Polícia Civil, o agressor tem passagens criminais e é foragido da Justiça com mandado de prisão por fuga do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Valparaíso (SP). Ele teve a prisão temporária representada pelo delegado. Diligências seguem em andamento.

Fonte: G1

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Segurança

Como o PCC atua para garantir que a Cracolândia não acabe nunca

por Redação 26 de agosto de 2024

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) mostrou que agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) atuavam com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para transferir usuários da Cracolândia sob pedido de propina.

Segundo as informações do MP, os GCMs espalhavam os usuários de droga para uma região de comércio, em seguida, extorquiam os lojistas a pagarem cerca de 50 mil reais por mês para retirá-los do local e migrarem, mais uma vez, para outra área de comércio.

O Fantástico deste domingo (25) teve acesso, com exclusividade, aos detalhes dessa investigação, que mostram como o PCC se organizou e dominou toda a região central de São Paulo. São depoimentos em áudio e vídeo de testemunhas protegidas.

O grupo criminoso também atuava em outras frentes para garantir a lucratividade da Cracolândia. Uma das testemunhas diz que integrantes da GCM – Guarda Civil Metropolitana – e um policial avisavam os traficantes das operações com antecedência.

Outra ação acontece por meio da exploração da mão de obra dos dependentes químicos em ferros-velhos clandestinos.

Testemunha: Esses ferros velhos são depósitos de esconderijo de drogas.
Promotor: Você sabe se o crime, os criminosos aí, integrantes do PCC, foram comprando esses hotéis e prédios velhos aí na região?
Testemunha: Sim, sim, sim.
Os hotéis, por sua vez, funcionam como um “QG do crime” para armazenar as drogas. Uma região central para a milícia é a Favela do Moinho, que se tornou uma base do PCC e também serve como depósito de armas e drogas.

O que dizem as partes envolvidas
O guarda Antônio Carlos Oliveira nega, de forma veemente, as acusações.

A defesa do GCM Elisson de Assis também alega inocência e diz que o agente “tem uma empresa de monitoramento. Essa empresa totalmente legal. Várias testemunhas confirmam que são clientes da empresa dele e que nunca foram coagidas a contratar a empresa”.

Já o advogado da agente Renata Scorsafava diz que “ela sempre trabalhou no serivço administrativo” e “nunca teve envolvimento direto e indireto com essa questão de milícia”.

A Prefeitura de São Paulo disse que “desconhece a atuação de milícias na cidade” e que “repudia qualquer tentativa de uso do episódio para comprometer a credibilidade da corporação” e que apura “eventual enriquecimento ilícito por parte dos agentes públicos municipais”.

Fonte: fantástico

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Cracolândia

MP denuncia à Justiça GCMs e ex-agentes de SP suspeitos de formação de milícia na Cracolândia

por Redação 15 de agosto de 2024

O Ministério Público de São Paulo denunciou nesta quinta-feira (15) dois guardas-civis metropolitanos da cidade de São Paulo e outros dois ex-agentes por suspeita de participação em milícia que atuava na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo.

O ex-agentes e ex- agentes são acusados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/Núcleo Capital) de formação de “milícia particular para a prática de crimes de concussão contra comerciantes da região central da cidade”.

Outros três agentes e um ex-agente foram denunciados por comércio ilegal de armas.

Foram apresentadas denúncias contra:

Elisson de Assis – ex-GCM – denunciado por atuação em milícia
Tiago Moreira da Silva – GCM – denunciado por atuação em milícia
Antônio Carlos Amorim Oliveira – GCM denunciado por atuação em milícia
Renata Oliva de Freitas Scorsafava – GCM – denunciado por atuação em milícia
Rubens Alexandre Bezerra – ex-GCM, denunciado por comércio ilegal de armas
Edno Souza da Silva – GCM – denunciado por comércio ilegal de arma
Ednaldo de Almeida passos – GCM denunciado por comércio ilegal de arma
Odair José Gonçalves Rodrigues – ex-GCM – denunciado por comércio ilegal de arma
Rubens Bezerra, Elisson de Assis, Antônio Carlos e Renata Scorsafava estão presos.

Segundo a denúncia, eles “exigiram, para si, direta ou indiretamente, em razão da função de guardas-civis metropolitanos, vantagem indevida consistente em ‘taxa de proteção’ ou ‘segurança privada’ de comerciantes da região central da cidade”.

Através das investigações, os promotores descobriram que os guardas recebiam dinheiro dos comerciantes através de depósito na própria conta ou nas de parentes e terceiros.

“A tese acusatória se respalda nos dados referentes ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) nº 107933.7.212.13047, produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que apontou diversas operações financeiras atípicas, as quais, somadas aos elementos de informação produzidos no presente procedimento, constituem indícios suficientes do crime de lavagem de bens, direitos e valores de origem ilícita, notadamente as atividades ilícitas de constituição de milícia e concussões”, disse o documento do Gaeco.

O g1 procurou o Comando da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a Prefeitura de São Paulo, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Operação Salus et Dignitas

Os quatro guardas municipais tinham sido alvo, em 06 de agosto, de uma megaoperação do Gaeco que desmantelou uma rede de crimes na região Central, incluindo ação de guardas e criminosos associação à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Operação Salus et Dignitas cumpriu 117 mandados de busca e apreensão na capital paulista em endereços ligados aos investigados.

Na época, a Justiça também havia expedido 46 mandados de sequestro e bloqueio de bens e de suspensão de atividade econômica de 44 prédios comerciais.

Mais de R$ 155 mil em espécie foram apreendidos na ação, 122 celulares, 23 computadores, 78 veículos e 96 HDs, USBs e pendrives.

No mesmo dia da operação, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que a gestão municipal “desconhece milícia” na capital após a operação que prendeu guardas-civis municipais suspeitos de serem milicianos na Cracolândia.

Como funcionava o esquema

Em um ano de investigação, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e policiais identificaram que a quadrilha se dividia em cinco grupos de atuação na Cracolândia:

Ferros-velhos: empresários são suspeitos de explorar mão de obra de dependentes químicos. Os usuários furtavam fios de energia da rede pública, deixando semáforos e postes sem luz, e trocavam o cobre presente neles por drogas. Nesses locais foram encontradas crianças e adolescentes participando desse comércio irregular.
Milícia de GCMs: GCMs, policiais militares e policiais civis são suspeitos de se articularem numa milícia para extorquir dinheiro de comerciantes em troca de proteção. De acordo com a investigação, o grupo chegou a conseguir cerca de R$ 6 milhões em propina no período de quase um ano.
Receptação de celulares: comerciantes libaneses são suspeitos de montarem um esquema de receptação de celulares roubados e furtados e depois revender as peças. Os celulares eram levados a eles por grupos criminosos como as ‘gangues da bicicleta’ (que usam as bikes para fugir depois de roubar e furtar telefones de pedestres).
Hotéis e hospedarias: rede de hotéis e hospedarias mantida pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) que servem para armazenar drogas e abrigam até “tribunais do crime” (julgamentos internos da facção criminosa feitos por seus membros). Dentro desses locais, segundo a investigação, ocorre a exploração sexual de mulheres que são obrigadas a se prostituir para comprar drogas. Há denúncias da presença de menores de 18 anos de idade sendo exploradas. Um dos imóveis é conhecido como ‘prédio do sexo’, onde ocorre a exploração da prostituição. Não é crime pessoas maiores de idade se prostituírem, mas explorar a prostituição é. Outros prédios já eram conhecidos da polícia por abrigarem celulares roubados e furtados. Os imóveis chegaram a ser chamados de ‘ninhos de celulares’.
Favela do Moinho: a comunidade erguida ao lado da linha da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se tornou uma base do PCC. Dali saem as ordens para a tráfico de drogas na Cracolândia. A favela também serve como depósito de armas e drogas. Segundo a investigação, criminosos usavam um detector de radiofrequência para ouvir as conversas operacionais da PM e, desse modo, se anteciparem às operações. Para terem controle da comunidade realizavam “tribunais do crime”, nos quais membros da facção e até moradores que descumprissem regras internas poderiam ser punidos.

Fonte: G1

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Segurança

Operação na Cracolândia mira GCMs suspeitos de participação em milícia e traficantes investigados por venda de armas

por Redação 6 de agosto de 2024

Forças de segurança e autoridades iniciaram nesta terça-feira (6) uma operação na Cracolândia, região conhecida pela venda e pelo consumo de drogas no Centro de São Paulo.

A ação tem como alvo prender três guardas-civis metropolitanos e um ex-agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) suspeitos de integrarem uma milícia, deter dois traficantes de drogas investigados por venda de armas. Um funcionário de uma empresa de comunicação também é procurado para ser preso.

Até a última atualização desta reportagem, cinco dos sete alvos foram presos (saiba mais abaixo quem são).

A investigação apura se a milícia da qual os agentes e o ex-agente da GCM são suspeitos de fazer parte de um grupo criminoso que tem extorquido dinheiro de comerciantes da região. Investiga ainda se o casal de traficantes está praticando também venda ilegal de armas. E apura a denúncia de que o funcionário da empresa de comunicação vendia aparelhos que reproduziam as conversas de policiais, alertando assim os criminosos (leia mais abaixo).

A Operação Salus et Dignitas, iniciada por volta das 9h, é realizada em conjunto por Ministério Público (MP), Receita Federal, Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Ministério do Trabalho e Emprego.

5 presos
Cinco dos sete alvos da operação foram presos pela força-tarefa até às 12h desta terça. São eles:

Leonardo Moja, o “Léo do Moinho”: apontado como um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na Favela do Moinho, na região da Cracolândia. Em 2021 ele já havia sido preso pela polícia em Praia Grande, litoral paulista, por suspeita de homicídios, mas foi solto depois.
Janaína da Conceição Cerqueira Xavier: suspeita de traficar drogas.
Antonio Carlos Amorim Oliveira: GCM suspeito de participar de esquema de extorsão de comerciantes.
Renata Oliva de Freitas Scorsafava: GCM suspeito de participar de esquema de extorsão de comerciantes.
Valdecy Messias de Souza: funcionário de uma empresa de comunicação suspeito de vender aos criminosos aparelho que dava acesso à frequência de rádio das polícias.
A reportagem tenta entrar em contato com as defesas dos investigados. Além desses presos, outras cinco pessoas foram detidas na operação desta terça: três delas por flagrantes de crimes e dois por averiguação por suspeitas criminais.

A operação pretende cumprir 117 mandados de busca e apreensão na capital paulista em endereços ligados aos investigados. A Justiça também expediu 46 mandados de sequestro e bloqueio de bens e de suspensão de atividade econômica de 44 prédios comerciais.

“Além da perda da licença, os imóveis serão lacrados pelas autoridades municipais para garantir que a atividade ilícita não volte a acontecer no local”, informa nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Como funcionava o esquema

Em um ano de investigação, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e policiais identificaram que a quadrilha se dividia em cinco grupos de atuação na Cracolândia:

Ferros-velhos: empresários são suspeitos de explorar mão de obra de dependentes químicos. Os usuários furtavam fios de energia da rede pública, deixando semáforos e postes sem luz, e trocavam o cobre presente neles por drogas. Nesses locais foram encontradas crianças e adolescentes participando desse comércio irregular.
Milícia de GCMs: GCMs, policiais militares e policiais civis são suspeitos de se articularem numa milícia para extorquir dinheiro de comerciantes em troca de proteção. De acordo com a investigação, o grupo chegou a conseguir cerca de R$ 6 milhões em propina no período de quase um ano.
Receptação de celulares: comerciantes libaneses são suspeitos de montarem um esquema de receptação de celulares roubados e furtados e depois revender as peças. Os celulares eram levados a eles por grupos criminosos como as ‘gangues da bicicleta’ (que usam as bikes para fugir depois de roubar e furtar telefones de pedestres).
Hotéis e hospedarias: rede de hotéis e hospedarias mantida pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) que servem para armazenar drogas e abrigam até “tribunais do crime” (julgamentos internos da facção criminosa feitos por seus membros). Dentro desses locais, segundo a investigação, ocorre a exploração sexual de mulheres que são obrigadas a se prostituir para comprar drogas. Há denúncias da presença de menores de 18 anos de idade sendo exploradas. Um dos imóveis é conhecido como ‘prédio do sexo’, onde ocorre a exploração da prostituição. Não é crime pessoas maiores de idade se prostituírem, mas explorar a prostituição é. Outros prédios já eram conhecidos da polícia por abrigarem celulares roubados e furtados. Os imóveis chegaram a ser chamados de ‘ninhos de celulares’.
Favela do Moinho: a comunidade erguida ao lado da linha da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se tornou uma base do PCC. Dali saem as ordens para a tráfico de drogas na Cracolândia. A favela também serve como depósito de armas e drogas. Segundo a investigação, criminosos usavam um detector de radiofrequência para ouvir as conversas operacionais da PM e, desse modo, se anteciparem às operações. Para terem controle da comunidade realizavam “tribunais do crime”, nos quais membros da facção e até moradores que descumprissem regras internas poderiam ser punidos.
O que dizem governador e prefeito

Em postagem nas redes sociais, o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que acompanhou a ação de dentro de um dos helicópteros da PM, escreveu que o objetivo da operação é “devolver o centro às pessoas”.

Tarcísio não comentou sobre o envolvimento de servidores públicos que atuam como milicianos, têm relação com crime organizado e são os principais alvos da operação.

O prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), não se manifestou na sua rede social até a última atualização desta reportagem.

‘Ecossistema’ de crimes

Os investigadores apontaram que foi possível “qualificar a região central de São Paulo como um ecossistema de atividades econômicas ilícitas, no qual as organizações criminosas concorreriam para que o Primeiro Comando da Capital (PCC) exerça poder de influência e controle sobre a ocupação e exploração do território.”

O objetivo da operação é desarticular esses esquemas criminosos, que, na visão dos promotores, contribuem para perpetuar o fluxo (grupo de dependentes químicos que usam crack nas ruas).

A decisão do juiz Leonardo Valente Barreiros, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, estabelece um habeas corpus coletivo (salvo conduto) em favor dos dependentes químicos durante a operação. Quem portar até 20 pedras de crack ou estiver em situação de miséria não poderá ser preso em flagrante. O juiz afirma que isso visa proteger a dignidade humana.

Fonte: G1

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Segurança

Ataques de artista plástica a atendentes de mercado em SP; suspeita também agrediu PM no rosto

por Redação 5 de agosto de 2024

Um vídeo registrou ataques de uma artista plástica, de 52 anos, contra atendentes de um mercado em Perdizes, Zona Oeste de São Paulo. Na noite de quarta-feira (31), Rita Aparecida Longhini foi abordada pela Polícia Militar e presa em flagrante por desacato e injúria racial, na rua Caiubí, depois de dar um tapa no rosto do PM (assista mais abaixo).

O caso foi filmado quando a confusão começou ainda na unidade da Oxxo e no momento da prisão da suspeita. O registro no mercado foi obtido pelo g1 neste domingo (4).

Policiais militares foram chamados depois que duas vítimas, funcionárias de um mercado Oxxo, contaram que a suspeita entrou no local e passou a ofendê-las, inclusive com ofensas raciais.

O vídeo mostrou quando ela chamou as mulheres de “vagabundas” e uma delas de “traficante”. Segurando um cachorro pela guia, Rita ainda atirou produtos contra as vítimas, jogou bebida no chão e derrubou equipamentos do local. Uma das vítimas estava em ligação falando com a polícia.

À polícia, uma das trabalhadoras contou que a cliente entrou no estabelecimento e passou a xingar a colega. Segundo o depoimento, Rita teria a chamado também de “macaca”.

“Essa traficante, ela não vai mais viver no meu bairro. Você vai ser a segunda, ou terceira”, disse Rita às mulheres.

Policial agredido

Em seguida, a mulher passou a xingar também os policiais e resistiu à abordagem, ainda segundo a SSP. Um deles foi agredido.

Um vídeo mostrou quando o PM tentou conversar com a suspeita e fez perguntas. Com falas desconexas, ela comentou que “tem uma traficante que trabalha ali”, apontou, e citou que “tinha provas no telefone”.

Na sequência, o PM perguntou se ela ia escutar o que ele tinha a dizer, e ela respondeu que “não ia escutar nada”. “O senhor vai passar muito bem e tomar no meio do seu c*”, falou.

Ao ser informada que seria levada à delegacia, a agressora atingiu o policial no rosto e foi derrubada.

O caso foi registrado como injúria racial, injúria, resistência e desacato no 91° DP (Ceasa). Rita Aparecida Longhini teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no dia 1.

À Justiça, segundo apurado pelo g1, a defesa dela tentou a liberdade, alegando que ela é dependente de álcool e de entorpecentes, além de possuir transtorno de borderline.

Um relatório do médico que diz que ela é acompanhada desde maio deste ano por dependência de álcool, cocaína e borderline —transtorno caracterizado principalmente pela instabilidade e alterações extremas de humor e impulsividade, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

Ao g1, a rede Oxxo encaminhou uma nota sobre o caso:

“A rede OXXO confirma a ocorrência no último dia 31 de julho na loja localizada na Rua Caiubi, 1387. A companhia informa que acionou imediatamente as autoridades competentes e que está prestando todo o suporte aos colaboradores envolvidos.”

A defesa da suspeita não respondeu aos questionamentos até a última atualização.

Fonte: G1

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Segurança

SP teve 101 denúncias de tráfico humano no 1º semestre, aponta relatório do Ministério da Justiça; em todo o ano de 2023, foram 180

por Redação 1 de agosto de 2024

No primeiro semestre deste ano, foram feitas 101 denúncias de tráfico humano no estado de São Paulo, segundo informações apuradas pela TV Globo com dados do Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2023, foram 180 durante todo o ano, e, em 2022, 80.

Ainda segundo os dados, São Paulo também aparece como um dos estados com mais denúncias de pessoas estrangeiras trabalhando em situações análogas à escravidão no cultivo da mandioca. A maior parte das vítimas é do Paraguai.

Entre 2021 e 2023, foram resgatados 355 trabalhadores não nacionais, sendo paraguaia a principal nacionalidade envolvida em contextos de exploração laboral, seguida pela venezuelana e, em terceiro lugar, a boliviana.

Vítimas resgatadas na Grande SP
Neste mês, indígenas trazidos do Norte do Brasil foram regatados pela Polícia Federal em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, e na Freguesia do Ó, na Zona Norte da capital.

De acordo com a PF, a Operação Tauéma foi deflagrada para combater uma rede de aliciamento de pessoas para fins de exploração sexual na capital paulista. As investigações tiveram início após o Ministério dos Povos Indígenas encaminhar informações à PF sobre a atuação do grupo.

Segundo Leonardo Henrique Rodrigues, delegado responsável pela investigação, as vítimas são mantidas no local com o argumento de que devem dinheiro para os criminosos.

Vhera Xunu, que mora em uma aldeia Guarani Mbya no Rio Grande do Sul, diz que as vítimas da região são atraídas com falsas promessas de emprego.

De acordo com o relatório, o tráfico de indígenas é subnotificado. Os Guarani Mbya, povo que vive em São Paulo e em estados do Sul do país, são alvos deste crime, mas as denúncias nem sempre chagam até as autoridades.

Vhera reforça que vítimas não denunciam por medo. “Eles sabem tudo das vítimas, tiram da aldeia e oferecem algumas coisas. Eles sabem a família e aí ameaçam a vítima. A vítima não fala por medo de ser assassinada.”

Denúncias pelo país
O relatório considera como tráfico de pessoas denúncias de:

pessoas traficadas para remoção de órgãos;
trabalho escravo;
servidão;
adoção ilegal;
exploração sexual.
Perfil das vítimas de acordo com o meio utilizado para fazer a denúncia:

Defensoria Pública da União, com 86 vítimas brasileiras e 23 vítimas estrangeiros;
Ministério do Trabalho e Emprego, com 8.415 vítimas de trabalho escravo, sendo 84% deles homens;
Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), com 1.473 vítimas, sendo 36% (523) mulheres e 64% homens (950);
Disque 100 e Disque 180, do Ministério dos Direitos Humanos, com 573 vítimas, sendo 59% mulheres (316), 17% homens (89). Eles também compilaram 132 crianças, sendo 99 meninas e 33 meninos.
Ainda segundo o Ministério da Justiça, responsável pela elaboração do relatório, existe subnotificação de dados e há a possibilidade de a mesma denúncia ter sido feita em órgãos diferentes. Por isso, não é recomendado somar as denúncias.

Trabalho escravo

O Ministério do Trabalho é o único que compila denúncias apenas de trabalho escravo, os outros órgãos recebem denúncias de todo tipo de tráfico humano. Ao todo, foram 8.415 vítimas resgatadas, sendo 84% homens, 13% mulheres e 2% meninos de até 18 anos. Segundo o material, 80% das vítimas resgatadas são negras.

Adoção ilegal
O relatório também destacou dados de pessoas traficadas para adoção ilegal como um crime em ascensão. Segundo dados da Polícia Federal, entre 2021 e 2023, foram abertos oito inquéritos policiais para investigar acusados de terem praticado o crime.

Fonte: G1

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Segurança

Justiça decide manter preso motorista de Porsche amarelo que atropelou e matou motociclista em SP

por Redação 30 de julho de 2024

A Justiça decidiu manter nesta terça-feira (30) a prisão do motorista do Porsche amarelo que seguiu, atropelou e matou um motociclista um dia antes após uma discussão de trânsito na Zona Sul de São Paulo. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, sem prazo para sair.

O empresário Igor Ferreira Sauceda, de 27 anos, passou por audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Civil na segunda-feira (29) acusado de assumir o risco de matar Pedro Kaique Ventura Figueiredo, de 21.

Igor acabou indiciado por homicídio doloso por dolo eventual por motivo fútil. O caso é investigado pelo 48º Distrito Policial (DP), Cidade Dutra.

A vítima tinha 21 anos e quebrou o retrovisor do Porsche, segundo o dono do carro de luxo contou na delegacia. De acordo com a Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência, Igor não fugiu do local da batida e não estava embriagado.

Mas câmeras de segurança que gravaram o atropelamento na Avenida Interlagos, em Cidade Dutra, e mostram o Porsche avançando em direção à motocicleta (veja vídeo acima). Outros vídeos que circulam nas redes sociais mostram testemunhas acusando Igor de derrubar o motociclista de propósito.

Em depoimento à polícia, Igor negou ter tido intenção de atropelar Pedro. O motorista do Porsche alegou que o motociclista mudou de faixa de forma abrupta e cruzou na frente do veículo. Após atingir a moto, os veículos bateram num poste e em árvores.

A namorada de Igor, que estava no banco do passageiro, sofreu ferimentos leves e foi levada a um pronto-socorro.

Pedro voltava para casa após visitar a irmã. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O motociclista deixou a esposa e um filho de três anos.

Família acusa motorista de perseguição

Uma semana antes de ser preso pela polícia por atropelar e matar o motociclista, Igor já havia sido acusado de usar o mesmo Porsche amarelo para perseguir e ameaçar uma família de empresários com quem dividia a sociedade de um bar.

O g1 e a TV Globo tiveram acesso a vídeos feitos por uma das vítimas, de dentro do carro delas, no último dia 20 de julho, na Avenida das Nações Unidas, no sentido da Avenida Interlagos (veja acima). Em 2021, Igor foi acusado de agredir um rapaz da família de empresários com um soco no rosto.

Esses casos são investigados pelo 15º Distrito Policial, Itaim Bibi. O g1 tenta contato com a defesa de Igor e de seus parentes para comentarem o assunto.

Fonte: G1

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