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Segurança

Segurança

PM apreende mais de mil objetos perfurantes no Centro de SP

por Redação 5 de março de 2024

Uma operação da Polícia Militar apreendeu mais de mil objetos cortantes com usuários no Centro de São Paulo, nesta segunda-feira (4). Foram apreendidos estiletes, facas e tesouras entre o material.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a ação ocorre desde janeiro e tenta combater os roubos e furtos na região. Ao todo, foram recolhidos: 534 facas, 68 estiletes, 54 serras/serrotes, 315 tesouras, 102 alicates, 104 chaves de fenda, 87 martelos/marretas, 21 simulacros de armas, 12 garfos e 2 socos inglês.

A cena dos objetos apreendidos, colocados e expostos no chão pela PM chamou a atenção das pessoas que passavam pelo local.

As apreensões foram feitas pela equipe do 7° Batalhão de Polícia Militar Metropolitana (BPM/M), da 2° companhia, e encaminhadas ao 3° Distrito Policial (Campos Elíseos) para registro da ocorrência.

Segundo a pasta, na semana de 19 a 25 de fevereiro deste ano foram 55 roubos, 80% menor em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram 285 boletins de ocorrência.

Em relação aos furtos, a redução foi de 69%. Entre os dias 19 a 25 de fevereiro foram 161 delitos. No mesmo período analisado no ano passado, a polícia registrou 525 crimes. O levantamento foi realizado nas áreas do 3º Distrito Policial (Campos Elíseos) e 77º (Santa Cecília).

Objetos apreendidos no Centro de São Paulo — Foto: SSP/Reprodução

Fonte: G1

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Segurança

Mortes cometidas por PMs sobem 94% no 1º bimestre de 2024, 2º ano do governo Tarcísio

por Redação 4 de março de 2024

O número de mortes cometidas por policiais militares no estado de São Paulo cresceu 94% no primeiro bimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2023, primeiro ano de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do governo de São Paulo.

Houve um salto de 69 para 134 mortes no período. É o que aponta um levantamento feito pela GloboNews e pelo g1 com base nos números divulgados pelo Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), do Ministério Público Estadual.

Na avalição do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os dados são alarmantes.

“Chama atenção também o número de mortos na Baixada Santista, que mostra um dos efeitos deletérios da Operação Verão e como ela tem se convertido na prática, numa espécie de ‘operação vingança’ por causa do assassinato do soldado Cosmo.”

Em nota ao g1, a Secretaria da Segurança Pública do governo, gerida por Guilherme Derrite, afirmou que “não comenta pesquisas cuja metodologia desconhece” e que a “opção pelo confronto é sempre do suspeito, que coloca em risco a vida do policial e da população” (leia a íntegra no fim da reportagem).

Esses números incluem mortes cometidas por PMs de serviço e de folga em todo território paulista. De acordo com os dados do Gaesp, a alta foi puxada pelas mortes cometidas por PMs em serviço, que saltaram 129% (de 49 para 112) entre os primeiros bimestres de 2023 e 2024.

Já as mortes cometidas por PMs de folga cresceram 10% (de 20 para 22) no mesmo comparativo.

Letalidade maior em fevereiro
Os números do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp) apontam um mês de fevereiro com uma letalidade policial mais alta do que a registrada em janeiro deste ano.

Segundo o Gaesp, em fevereiro deste ano, 79 pessoas foram mortas pela PM no estado de São Paulo, o que representa uma alta de 174% em relação às 32 mortes contabilizadas em fevereiro de 2023.

Em janeiro deste ano, a PM matou 55 pessoas no estado, 49% a mais dos que as 37 registradas em janeiro do ano passado, segundo números do Gaesp.

Mortes de PMs e de civis na Baixada Santista
Foi em fevereiro deste ano que a Secretaria da Segurança Pública deflagrou uma nova fase da Operação Verão, com reforço do policiamento na Baixada Santista. A ação ocorreu como resposta ao assassinato do soldado Samuel Wesley Cosmo, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), no dia 2. O governo chegou a transferir o gabinete da Segurança Pública para a região.

Mortes por PMs no 1º bimestre em SP:

Estado: 134
Baixada Santista: 63
Capital: 29
Ao todo, 43 pessoas foram mortas só na região da Baixada entre os dias 3 e 29 do mês passado. A Baixada Santista já havia registrado o dobro de mortos do que a capital São Paulo (20 a 10) nas mortes registradas em janeiro, fato inédito desde 2017 — ainda de acordo com o MP.

O aumento das mortes em intervenções da PM ocorre em meio a operações de combate ao crime organizado, segundo o governo, e em resposta aos assassinatos de policiais militares na região. Três PMs foram assassinados na região no início deste ano.

Em 12 dias, morreram:

26 de janeiro: Marcelo Augusto da Silva morreu, vítima de disparos, ao voltar do serviço na Rodovia Anchieta, em Cubatão. Ele atuava no 38ºBatalhão (Fazenda da Juta, Zona Leste de São Paulo);
2 de fevereiro: Samuel Wesley Cosmo foi assassinato com um tiro no rosto ao patrulhar uma viela em Santos. Ele integrava a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). A câmera corporal no uniforme do PM registrou o momento em que ele foi baleado (veja acima);
7 de fevereiro: José Silveira dos Santos morreu baleado também em patrulhamento, já em ações decorrentes da morte de Cosmo.
Em visita à Baixada Santista no domingo (3), a Ouvidoria das Polícias de São Paulo afirmou que vê “intimidação” da PM após 39 mortes dentro da Operação Verão. O ouvidor, Cláudio Aparecido da Silva, citou ter obtido provas de coação.

O g1 apurou que o Ministério Público de São Paulo criou um grupo com quatro promotores para acompanhar as operações policiais na Baixada Santista. Os trabalhos têm duração de seis meses, que podem ser prorrogados, para investigar todas as mortes da Operação Verão a partir do assassinato do PM Cosmo, em 2 de fevereiro.

Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, também acompanha os trabalhos. Neste domingo (3), ela esteve com as familiares de pessoas mortas durante a Operação na Baixada Santista.

O grupo, composto por representantes de órgãos públicos e organizações da sociedade civil, ouviu familiares de oito pessoas mortas por PMs ao longo do mês passado.

O que diz o governo
“A SSP não comenta pesquisas cuja metodologia desconhece e ressalta que os dados oficiais sobre as mortes decorrentes de intervenção policial serão publicados de acordo com o cronograma previsto. Em janeiro, foram registradas 46 ocorrências desta natureza no Estado, o que representa 0,2% do total de 16.811 presos/apreendidos no período.

As MDIP são consequência direta da reação violenta de criminosos à ação da polícia. A opção pelo confronto é sempre do suspeito, que coloca em risco a vida do policial e da população. Todas as ocorrências são rigorosamente investigadas pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento do Ministério Público e Poder Judiciário.

A pasta investe permanentemente na capacitação dos policiais, aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo, e em políticas públicas para reduzir a letalidade policial. Os cursos ao efetivo são constantemente aprimorados e comissões direcionadas à análise dos procedimentos revisam e aprimoram os treinamentos, bem como as estruturas investigativas.”

Fonte: G1

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Segurança

Polícia procura trio acusado de matar PM e a filha dele, de 19 anos, na Vila Medeiros, Zona Norte

por Redação 26 de fevereiro de 2024

A Polícia Civil identificou os três criminosos que mataram um policial militar e a filha dele, 19 anos, na Vila Medeiros, Zona Norte da capital paulista. A Justiça decretou a prisão a prisão temporária do trio. Eles são procurados e ainda não foram presos.

O crime aconteceu na madrugada de sábado (24), quando o cabo Anderson de Oliveira e a filha, Alycia Peroni Valentim, aguardavam a mãe na frente de uma farmácia.

Na tarde deste sábado (24), os investigadores já tinham anunciado a localização do carro usado pelos três suspeitos na fuga do local do crime.

Segundo os policiais, o veículo estava na comunidade São Rafael, em Guarulhos. O local fica cerca de 3 km do local do duplo assassinato.

No carro, os policiais recolheram material biológico e também impressões digitais que ajudaram na identificação dos acusados.

Anderson de Oliveira e a filha foram sepultados na manhã deste domingo (25) no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, Zona Leste de São Paulo.

A Polícia Civil fez um levantamento por câmeras de segurança de comércios vizinhos à drogaria para ajudar nas investigações.

A esposa do policial e o funcionário da farmácia – que testemunharam o crime – foram ouvidos pelos investigadores do DHPP no sábado (24).

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SS), exames periciais foram solicitados e o caso registrado como roubo a estabelecimento comercial e violência resulta morte (latrocínio) no 73º Distrito Policial, do Jaçanã.

Quem são as vítimas
Anderson de Oliveira Valentim era cabo da 39º Companhia do 7° Batalhão de Polícia Militar. A filha dele, Alycia Perroni Valentim era estudante de Direito.

Anderson tinha com a esposa um terreiro de Umbanda na Zona Norte da capital. O PM compartilhava a rotina no terreiro pela internet e era engajado em causas sociais. A administração do terreiro lamentou a morte do PM.

“Comunico com profunda tristeza o falecimento de Alycia Perroni Valentim e Anderson Valentim. Este é um momento extremamente delicado, e peço a compreensão e o respeito de todos. Neste momento de luto, buscamos preservar nosso espaço e privacidade. Assim que tivermos mais informações sobre o velório, compartilharemos através das redes sociais”, afirmou o terreiro.

A Polícia Militar também lamentou a morte de Anderson.

“A família policial-militar lamenta, com profundo pesar, a perda de nosso companheiro, após tentativa de assalto. O Policial fazia parte do efetivo da 39 Cia do 7° BPM/M e sempre atuou com dedicação e amor à causa pública, não medindo esforços para preservar vidas fazendo cumprir o juramento de proteger a sociedade”.

O crime
Anderson de Oliveira Valentim estava de folga. O caso aconteceu na Vila Medeiros, por volta de 5h15. Uma câmera de segurança registrou o crime.

O cabo estava sentado no banco do motorista e a filha dele no banco traseiro. Eles aguardavam a esposa de Anderson sair da farmácia quando três suspeitos se aproximam do veículo.

Ao ver os três homens, que vestiam moletom e máscara cirúrgica, o policial apontou a arma de dentro do carro, no que aparentava ser um sinal de alerta.

Em seguida, um dos homens fez um “joinha” com a mão e passou pela frente do carro na companhia de outros dois companheiros, que tinham os braços levantados.

O criminoso que vestia moletom preto indicou que iria entrar na farmácia, que estava com a porta trancada. No entanto, ele acabou virando para seguir os outros dois, que caminhavam para longe do estabelecimento.

O PM saiu do carro com a arma apontada e foi em direção à parte de trás do veículo. Ao perceber o movimento, o homem de preto sacou uma arma e os dois dispararam. Um dos tiros acertou o cabo e outro a filha que estava no carro.

O socorro chegou a ser acionado, mas eles não resistiram.

Fuga e investigação
Os criminosos deixaram o local em um carro cinza. Não há informações se algum deles foi ferido.

Em nota, a RD-RaiaDrogasil disse que “lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares das vítimas”. Afirmou ainda que está colaborando com as investigações policiais.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) lamentou a morte do PM e afirmou que a ocorrência será registrada no 39º Distrito Policial – Vila Gustavo.

Fonte: G1

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Segurança

Homem de moto morre após ser atingido por ponta de fuzil de policial em SP

por Redação 26 de fevereiro de 2024

Um jovem de 21 anos morreu após ser atingido pela ponta do fuzil de um policial militar na manhã deste domingo (25) na Vila Penteado, na Zona Norte de São Paulo. Um vídeo que circula em redes sociais mostra o momento do choque, capturado por uma câmera de segurança.

O caso ocorreu após um baile funk na região, durante operação para apreensão de veículos. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que a motocicleta com dois ocupantes sem capacete avançou em alta velocidade na direção de policiais, e que o condutor desobedeceu uma ordem de parada, colidindo contra um PM.

No vídeo, é possível ver esse policial se deslocando para a frente da moto em movimento e erguendo o fuzil antes da colisão. Com o choque, o PM teve o rosto ferido, de acordo com a secretaria. Ele passou por atendimento médico e teve a arma apreendida.

Outro vídeo compartilhado em redes sociais mostra populares diante dos policiais em volta do corpo do motociclista, responsabilizando um deles pela morte.

A secretaria informou ainda que o outro ocupante da moto fugiu, e que a motocicleta não foi localizada. O caso foi registrado como morte suspeita (morte acidental) e será investigado pelo 45º DP e por inquérito aberto na Polícia Militar.

Veja a íntegra da nota abaixo:

Um homem, de 21 anos, morreu após desobedecer a ordem de parada de policiais militares e se chocar contra um dos policiais, na manhã deste domingo (25), na Rua Cláudio Ghirelli, zona norte da Capital. Na ocasião, PMs realizavam operação para apreensão de veículos quando uma motocicleta com dois ocupantes sem capacete, em alta velocidade, avançou em direção aos policiais. Um dos PMs ordenou sua parada, mas o condutor desobedeceu e colidiu lateralmente contra ele, causando uma lesão no rosto do policial. Durante o incidente, a ponta do fuzil do policial atingiu o motociclista, que conseguiu escapar, mas foi localizado posteriormente caído no chão, ferido. Ele foi socorrido, mas não resistiu devido a uma lesão no pescoço, que será investigada. O outro ocupante fugiu e a motocicleta que utilizavam não foi localizada. Durante a ocorrência, uma outra moto, produto de roubo, foi recuperada. O policial ferido passou por atendimento médico e sua arma foi apreendida. Exames periciais foram solicitados ao IC e IML e o caso, registrado como morte suspeita (morte acidental), desobediência, localização e apreensão de objeto, bem como localização, apreensão e entrega de veículo no 72º DP (Vila Penteado). Os fatos serão investigados pelo 45º DP, área dos fatos, e a Polícia Militar também apura a ocorrência por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM).

Fonte: G1

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Segurança

O que se sabe e o que falta saber sobre incêndio causado por artefato em apartamento de coronel em Campinas

por Redação 26 de fevereiro de 2024

A Polícia Civil investiga o incêndio em um apartamento em Campinas (SP), causado pela explosão de um artefato, na noite deste sábado (24). O local tinha cerca de 60 armas de fogo – entre rifles, fuzis e espingardas – e 3 mil munições, além de uma granada.

A perícia concluiu, neste domingo (25), que o fogo começou após um artefato explodir dentro de um cofre. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o dono do imóvel não foi localizado após a ocorrência está sendo procurado para prestar esclarecimentos.

O apartamento é do coronel reformado Vigílio Parra Dias e fica no primeiro andar do condomínio Fênix, na Rua Hércules Florence. Veja abaixo o que se sabe e o que falta saber sobre o caso.

Como começou o fogo?
Quantas pessoas ficaram feridas?
Quem é o dono do apartamento?
Quantas armas e munições foram encontradas?
O local está interditado?
É crime ter tantas armas de fogo em casa?
O que falta saber

Como começou o fogo?
O fogo começou em um apartamento que fica no 1º andar do edifício. A perícia concluiu, no domingo (25), que o incêndio começou após um artefato explodir dentro do cofre do imóvel.

Quantas pessoas ficaram feridas?
Ao todo, 44 pessoas que estavam em andares superiores foram retiradas do prédio, parte delas por meio de cordas, em uma manobra semelhante à técnica de descida em rapel.

Trinta e quatro pessoas que inalaram fumaça precisaram de atendimento médico e foram encaminhadas para o Hospital Casa de Saúde e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São José — nenhuma em estado grave.

Além das pessoas retiradas do prédio, um cão que estava no apartamento do coronel foi resgatado pelos bombeiros.

Quem é o dono do apartamento?
O apartamento é do coronel reformado Vigílio Parra Dias, que deixou o prédio durante a evacuação e não foi mais encontrado. A Polícia Civil informou que procura por ele, para que preste esclarecimentos sobre o ocorrido.

O Comando Militar do Sudeste do Exército (CMSE) informou que o militar possui certificado de registro válido como atirador, caçador e colecionador.

Quantas armas e munições foram encontradas?
O local tinha cerca de 60 armas de fogo – entre rifles, fuzis e espingardas – e 3 mil munições, além de uma granada – que foi levada para detonação em um local seguro.

Por conta de todo o arsenal, durante o incêndio foram ouvidas dezenas de explosões. Vídeos gravados por vizinhos do prédio registraram o barulho.

O local está interditado?
De acordo com o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidney Furtado, o apartamento foi interditado principalmente porque há materiais inflamáveis nos escombros.

“Existe um trabalho ainda muito intenso do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Gate, porque que ainda tem muito material ainda no meio dos escombros. Então enquanto isso não for retirado, não dá para ser liberado o local”, explicou.

Segundo ele, por conta das armas e munições, nos escombros há pólvora e isso impossibilita a liberação imediata do local.

É crime ter tantas armas de fogo em casa?

A fiscalização do Exército sobre as armas de militares é feita por meio da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC). Em 2023, uma portaria estabeleceu que os militares do Exército podem adquirir até seis armas de fogo, das quais cinco poderão ser de uso restrito.

No entanto, existem duas exceções determinadas pelo DFPC:

Poderá ser autorizada a aquisição de armas em quantidade superior, em caráter excepcional, pelo Comando Logístico (COLOG) desde que caracterizados os fatos e as circunstâncias que justifiquem a aquisição;
Os militares que já possuíam, antes da publicação da portaria, armas de fogo em quantidade superior ao definido na nova norma terão a propriedade dessas armas assegurada.
Ou seja, mesmo com a determinação do DFPC, o militar não é obrigado a devolver os armamentos que excedem os novos limites caso o arsenal tenha sido adquirido em anos anteriores à portaria.

O que falta saber
A polícia tenta localizar o militar dono do apartamento para que preste esclarecimentos. Ele deve ter de explicar o motivo de ter tantas armas e apresentar as documentações para provar a legalidade do arsenal.

Nesta segunda-feira (26), a perícia da Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil devem voltar ao prédio para avaliar a liberação.

Fonte: G1

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Segurança

De uma só vez, Tarcísio movimenta 34 coronéis da PM de SP, incluindo integrantes do alto comando

por Redação 22 de fevereiro de 2024

Um ato do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (21), movimentou, de uma só vez, 34 coronéis da Polícia Militar de São Paulo, entre eles integrantes do alto comando.

As substituições atingiram três postos estratégicos: o subcomando, o Centro de Inteligência e o comando do CPChoq, unidade a que a Rota está subordinada. Por isso, as mudanças não foram bem recebidas pelos coronéis.

Militares ouvidos pela TV Globo consideram que o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, se “intromete constantemente” em decisões da PM que tendem a evitar confrontos e ações letais, o que provocou um desgaste na relação de Derrite com o comando da PM.

O secretário vinha estudando essas alterações há meses, de acordo com apuração da TV Globo, por entender que parte do comando da PM resistia às ordens dadas por ele. O objetivo é passar um recado de que, de agora em diante, a polícia deve cumprir as diretrizes da SSP.

Três pontos estão no centro das divergências entre os coronéis e o secretário, segundo apurou a TV Globo:

O que os militares consideram “constantes intromissões” de Derrite nas decisões da PM;
A contrariedade dos coronéis em relação ao antagonismo do secretário em relação às câmeras (os coronéis entendem que as câmeras são importantes para a lisura do policiamento);
Os coronéis são contrários às operações no litoral nos moldes atuais. Entendem que é preciso dar uma resposta, mas a reação não pode causar tantas mortes.
O antigo subcomandante, coronel Freixo, homem de confiança do comandante-geral, era um defensor das câmeras corporais e se opôs, recentemente, à deflagração de mais uma fase da Operação Escudo, após a morte do PM da Rota na Baixada Santista. A operação foi rebatizada como “Operação Verão”.

Já o novo chefe da Inteligência, coronel Pedro Luís, é homem de confiança de Derrite. O militar estava lotado na secretaria.

O novo comandante do CPChoq, coronel Racorte, é declaradamente contrário ao uso de câmeras corporais.

A troca de cargos abriu uma crise na PM. Grande parte dos coronéis substituídos não foi comunicada com antecedência, o que contraria a prática dentro da corporação. O mais delicado, contudo, é que muitos coronéis mais antigos ficaram subordinados a coronéis mais jovens, o que quebra a tradição dentro de instituições militares.

Além das movimentações, houve a promoção de três tenentes-coronéis para o posto de coronel.

Em nota, a SSP informou que “a atual gestão da Secretaria da Segurança Pública reconhece e valoriza o trabalho dos policiais paulistas e informa que desde o início do ano, uma série de promoções por mérito e movimentações de rotina foi efetivada junto às polícias Civil, Militar e Técnico-Científica do Estado. Tais medidas são planejadas e executadas a partir de critérios estritamente técnicos com o objetivo de aprimorar constantemente a atuação policial e reforçar a segurança de toda a população”.

Fonte: G1

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Segurança

Marcelinho Carioca: polícia de SP prende quinto acusado de sequestrar ex-jogador e amiga; outros dois são procurados

por Redação 7 de fevereiro de 2024

A Polícia Civil prendeu na semana passada o quinto acusado de participar do sequestro do ex-jogador Marcelinho Carioca e da amiga dele, Taís Alcântara de Oliveira, em 17 de dezembro de 2023 em Itaquaquecetuba, Grande São Paulo. A informação foi apurada pelo g1 e confirmada nesta terça-feira (6) pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Caio Pereira da Silva foi detido na última sexta-feira (2), quando se apresentou à Divisão Antissequestro (DAS), na capital paulista. Ele estava na companhia de um advogado.

O homem passou a ser procurado pela polícia depois que a Justiça decretou a prisão preventiva dele, em janeiro deste ano. De acordo com a DAS, Caio alugou a residência em Itaquaquecetuba usada pela quadrilha como o cativeiro de Marcelinho e Taís.

Em interrogatório, ele negou a acusação e afirmou ser inocente. O g1 não conseguiu encontrar a defesa dele para comentar o assunto. Segundo a SAP, Caio ficará detido preventivamente no Centro de Detenção Penitenciária (CDP) de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo.

Marcelinho e Taís foram libertados pela Polícia Militar (PM) em 18 de dezembro. Quatro suspeitos (dois homens e duas mulheres) de envolvimento no caso já haviam sido presos em flagrante: Jones Santos Ferreira, Wadson Fernandes Santos, Eliane de Amorim e Thauannata dos Santos. Eles continuam detidos preventivamente por decisão judicial. Deles, Eliane está em prisão domiciliar.

Além de Caio, outros dois acusados (um homem e uma mulher) de participação no sequestro continuam sendo procurados pela DAS: Matheus Eduardo Candido Costa e Camily Novais da Silva. Eles também tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça a pedido da investigação e do Ministério Público (MP).

No mês passado, os sete acusados se tornaram réus no processo. O MP acusa o grupo de associação criminosa, receptação, roubo, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro. Caberá à Justiça ouvi-los e possivelmente julgá-los depois pelos crimes. Ainda não há data marcada para isso.

Mais três pessoas são investigadas pela DAS por suspeita de participação no sequestro do ídolo do futebol do Corinthians e da amiga dele. Para a investigação, dez criminosos, no total, estão envolvidos diretamente no caso.

Como foi o sequestro

Segundo a DAS o sequestro de Marcelinho e Taís não foi planejado e aconteceu por acaso quando ele foi a uma comunidade em Itaquaquecetuba levar ingressos de um show para a amiga. De acordo com a investigação, o carro de luxo do ex-atleta chamou a atenção dos criminosos, que decidiram abordá-los. Dois dos bandidos estavam armados.

O automóvel foi abandonado depois pela quadrilha, que levou as vítimas para uma casa e passou a exigir dinheiro de Marcelinho, que era constantemente ameaçado de morte. Ele também foi agredido com coronhadas na cabeça. Amigos e familiares do ex-jogador foram procurados pelos criminosos e chegaram a transferir dinheiro para os sequestradores.

Com a confirmação do sequestro de Marcelinho e Taís, a divulgação do caso na imprensa, e a busca da polícia pelos reféns, a quadrilha obrigou as vítimas a gravar um vídeo falso. Eles disseram que eram amantes e haviam sido pegos pelo marido da mulher. Tanto o ex-jogador quanto a amiga negaram depois à polícia, e em entrevista ao g1 e ao “Fantástico”, ter um relacionamento. O ex-companheiro da mulher também foi ouvido pela DAS e pelo g1 e afirmou não ter nenhum envolvimento com o caso.

O vídeo falso foi divulgado nas redes sociais pelos bandidos. Segundo a DAS, o intuito era o de atrapalhar a investigação para dificultar os trabalhos da polícia na localização de Marcelinho e Taís.

A Polícia Militar encontrou os dois após receber denúncias anônimas do local do cativeiro em Itaquaquecetuba. Um vídeo, obtido pelo g1 e pelo “Fantástico”, mostra o momento em que policiais militares veem Marcelinho e a amiga na residência. O ex-jogador estava com uma toalha cobrindo a cabeça, chorou quando viu os agentes e abraçou um deles.

Taís estava deitada na cama, olhando para a parede. Ela é funcionária da Secretaria de Esportes de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, onde o ex-atleta foi secretário até janeiro deste ano.

Jones Santos Ferreira, de 37 anos. O acusado confessou que já participou de outros casos de estelionato e que buscava contas para receber valores de golpes. Ele afirmou que foi procurado por um criminoso, e essa pessoa pediu para receber valores em sua conta bancária. Jones falou que acredita que seria para um golpe, não um sequestro, e fez contatos com Wadson e Eliane para fornecer as contas para as movimentações bancárias. Foi indiciado por associação criminosa, receptação, lavagem de dinheiro e extorsão mediante sequestro.
Wadson Fernandes Santos, de 29 anos, disse à investigação que conhece Jones, e que ele lhe perguntou se tinha conta bancária para receber dinheiro. Wadson disse que não quis oferecer a conta. Acabou indiciado por associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro.
Eliane de Amorim, de 30 anos, é acusada de emprestar sua conta bancária para Jones. Ela disse à polícia que não recebeu nenhum dinheiro por isso. Foi indiciada por associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro. No dia 16 de janeiro de 2024, a Justiça atendeu pedido de sua defesa e determinou que ela ficasse em prisão domiciliar. A mulher tem dois filhos menores de 12 anos e não possuía ficha criminal anterior.
Thauannata dos Santos, de 18 anos, tomava conta das vítimas, segundo a polícia. No interrogatório, ela alegou que não tinha a intenção de participar de algo errado, mas queria estar ao lado de um dos suspeitos do caso que não foi preso: Caio. Negou que receberia dinheiro pelo sequestro. Foi indiciada por associação criminosa e extorsão mediante sequestro.
Caio Pereira da Silva era inquilino do imóvel usado no cativeiro. De acordo com a polícia, está envolvido no sequestro, crime pelo qual foi indiciado.

Matheus Eduardo Candido Costa também tem participação no caso, segundo a DAS. E estaria envolvido na abordagem ao ex-jogador. Segue sendo procurado pela polícia.
Camily Novais da Silva alegou que é inocente da acusação de ter participado do crime, segundo sua defesa informou na Justiça. Ela ainda não se entregou na delegacia e é procurada.

Procurado pelo g1, a defesa de Jones reconheceu que ele conseguiu as contas bancárias de outras pessoas para movimentação do dinheiro no caso, mas que desconhecia que seria um sequestro.

“A Eliane é amiga de Jones. Ela simplesmente emprestou a conta para sacar os valores. Eles não participaram do sequestro”, afirmou.

A defesa de Thauannata, feita pelo advogado Victor Nicollas Santos Nascimento, informou que ela “é presumidamente inocente até que se prove sua culpa além de qualquer dúvida razoável”.

Victor afirmou também que “é imperativo entendermos que as alegações são apenas a perspectiva inicial apresentada pela acusação. Estamos empenhados em apresentar uma narrativa completa e justa, demonstrando todos os fatos relevantes à medida que o caso se desenrola”.

O advogado Henrique Batista Leite, que defende Wadson, afirmou que não pode passar informações sobre a defesa.

O g1 não conseguiu localizar as defesas de Caio, Matheus e Camily para comentarem o assunto.

Fonte: G1

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Segurança

Justiça de SP torna réus sete acusados de sequestrar Marcelinho Carioca e amiga

por Redação 6 de fevereiro de 2024

A Justiça tornou rés, no mês passado, sete pessoas acusadas de participar do sequestro do ex-jogador Marcelinho Carioca e da amiga dele, Taís Alcântara de Oliveira, em 17 de dezembro em Itaquaquecetuba, Grande São Paulo. Eles estavam num cativeiro na mesma cidade e foram soltos um dia depois pela Polícia Militar (PM).

Dos sete acusados de envolvimento no crime, quatro (dois homens e duas mulheres) foram presos em flagrante e continuam detidos: Jones Santos Ferreira, Wadson Fernandes Santos, Eliane de Amorim e Thauannata dos Santos. Outros três acusados (dois homens e uma mulher) são procurados pela polícia: Matheus Eduardo Candido Costa, Caio Pereira da Silva e Camily Novais da Silva.

Todos eles tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça. Prisões preventivas são aquelas nas quais quem é acusado de um crime fica detido até seu eventual julgamento. Ainda não há data marcada para isso. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por diversos crimes, como associação criminosa, receptação, roubo, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.

O caso é investigado pela Divisão Antissequestro (DAS) da Polícia Civil. Segundo a investigação, ao menos dez pessoas participaram do sequestro de Marcelinho, um dos maiores ídolos do futebol do Corinthians, e da amiga dele. A Justiça determinou que a DAS apresente mais provas do envolvimento dessas outras três pessoas investigadas. Por este motivo, não decretou as prisões delas.

As impressões digitais dos três suspeitos também foram encontradas no carro do ex-jogador. Segundo os policiais, o veículo chamou a atenção dos criminosos, que decidiram abordar Marcelinho quando ele visitava Taís em Itaquaquecetuba. Ele tinha ido levar ingressos de um show para ela.

Dois dos bandidos estavam armados. O automóvel foi abandonado depois pela quadrilha, que levou as vítimas para uma casa e passou a exigir dinheiro do ex-jogador, que era ameaçado de morte. Ele também foi agredido. Amigos e familiares de Marcelinho foram procurados pelos criminosos e chegaram a transferir dinheiro para os sequestradores.

Com a confirmação do sequestro de Marcelinho e Taís, a divulgação do caso na imprensa, e a busca da polícia pelos reféns, a quadrilha os obrigou a gravar um vídeo falso. Eles foram obrigados a dizer que eram amantes e haviam sido pegos pelo marido da mulher. Tanto Marcelinho quanto Taís negaram ter um relacionamento. O ex-companheiro dela foi ouvido depois pela investigação e afirmou não ter nenhum envolvimento com o caso.

O vídeo falso foi divulgado nas redes sociais pelos bandidos. Segundo a DAS, o intuito era o de atrapalhar a investigação para dificultar os trabalhos da polícia na localização de Marcelinho e Taís.

A Polícia Militar encontrou os dois após receber denúncias anônimas do local do cativeiro em Itaquaquecetuba. Um vídeo, obtido pelo g1 e pelo Fantástico, mostra o momento em que policiais militares veem Marcelinho e a amiga na residência. O ex-jogador estava com uma toalha cobrindo a cabeça, chorou quando viu os agentes e abraçou um deles.

Taís estava deitada na cama, olhando para a parede. Ela é funcionária da Secretaria de Esportes de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, onde o ex-atleta foi secretário até janeiro deste ano.

Uma mulher que tomava conta deles foi presa. Outra colega dela e mais dois homens foram detidos em seguida. Durante as investigações, a DAS identificou mais seis suspeitos pelo crime. A polícia chegou a pedir as prisões do sexteto, mas a Justiça determinou que somente três deles fossem procurados e presos. Até a última atualização desta reportagem, nenhum suspeito havia sido detido.

Quem são os quatro presos:

Jones Santos Ferreira, de 37 anos. O acusado confessou que já participou de outros casos de estelionato e que buscava contas para receber valores de golpes. Ele afirmou que foi procurado por um criminoso, e essa pessoa pediu para receber valores em sua conta bancária. Jones falou que acredita que seria para um golpe, não um sequestro, e fez contatos com Wadson e Eliane para fornecer as contas para as movimentações bancárias. Foi indiciado por associação criminosa, receptação, lavagem de dinheiro e extorsão mediante sequestro.
Wadson Fernandes Santos, de 29 anos, disse à investigação que conhece Jones, e que ele lhe perguntou se tinha conta bancária para receber dinheiro. Wadson disse que não quis oferecer a conta. Acabou indiciado por associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro.
Eliane de Amorim, de 30 anos, é acusada de emprestar sua conta bancária para Jones. Ela disse à polícia que não recebeu nenhum dinheiro por isso. Foi indiciada por associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro. No dia 16 de janeiro de 2024, a Justiça atendeu pedido de sua defesa e determinou que ela ficasse em prisão domiciliar. A mulher tem dois filhos menores de 12 anos e não possuía ficha criminal anterior.
Thauannata dos Santos, de 18 anos, tomava conta das vítimas, segundo a polícia. No interrogatório, ela alegou que não tinha a intenção de participar de algo errado, mas queria estar ao lado de um dos suspeitos do caso que não foi preso: Caio. Negou que receberia dinheiro pelo sequestro. Foi indiciada por associação criminosa e extorsão mediante sequestro.
Quem são os três procurados:

Caio Pereira da Silva era inquilino do imóvel usado no cativeiro. De acordo com a polícia, está envolvido no sequestro.
Matheus Eduardo Candido Costa também tem participação no caso, segundo a DAS. E estaria envolvido na abordagem ao ex-jogador.
Camily Novais da Silva alegou que é inocente da acusação de ter participado do crime, segundo sua defesa informou na Justiça. Ela ainda não se entregou e é procurada.

Procurado pelo g1, a defesa de Jones reconheceu que ele conseguiu as contas bancárias de outras pessoas para movimentação do dinheiro no caso, mas que desconhecia que seria um sequestro.

“Ele, de fato, entende ali que havia uma origem ilícita, mas que era um estelionato”, disse o advogado Anderson Caio, que também defende Eliane.

“A Eliane ela é amiga de Jones. Ela simplesmente emprestou a conta para sacar os valores. Eles não participaram do sequestro”, afirmou.

A defesa de Thauannata, feita pelo advogado Victor Nicollas Santos Nascimento, informou que ela “é presumidamente inocente até que se prove sua culpa além de qualquer dúvida razoável”.

Victor afirmou também que “reconhece a seriedade das acusações apresentadas, especialmente considerando a natureza delicada do caso envolvendo o ex-jogador Marcelinho Carioca. No entanto, é imperativo entendermos que as alegações são apenas a perspectiva inicial apresentada pela acusação. Estamos empenhados em apresentar uma narrativa completa e justa, demonstrando todos os fatos relevantes à medida que o caso se desenrola”.

“Ao longo da investigação, surgiram diversos elementos que merecem uma análise mais aprofundada. Nossa equipe está trabalhando diligentemente para reunir evidências, entrevistar testemunhas e garantir que todos os aspectos relevantes sejam considerados de maneira equitativa”, completou.

O advogado Henrique Batista Leite, que defende Wadson, afirmou que não pode passar informações sobre a defesa.

O g1 não conseguiu localizar as defesas de Caio, Matheus e Camily para comentarem o assunto.

Fonte: G1

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Segurança

Cidade de SP teve mais de 103 mil celulares roubados no ano de 2023, segundo dados da SSP

por Redação 30 de janeiro de 2024

A cidade de São Paulo teve 103.493 celulares roubados no ano de 2023, segundo um levantamento feito pela GloboNews com base em dados do Portal da Transparência da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).

O número representa uma queda de 34% em relação ao ano anterior, 2022, quando 155.843 celulares foram subtraídos na capital paulista. O levantamento inclui apenas casos de roubos, que é quando há uso de violência ou ameaça para coagir a vítima a entregar o bem, o que exclui os furtos.

Bairro em alta
Na contramão dos números gerais em queda na cidade, bairros como Moema e Itaim Bibi, na Zona Sul, e Perdizes, na Zona Oeste, tiveram alta nesse tipo de crime.

Em Moema, o crescimento foi de 6%. Em 2023, foram 724 celulares roubados no bairro. Em 2022, 682 aparelhos subtraídos na região.

A GloboNews teve acesso a vídeos de câmeras de segurança que mostram assaltos que aconteceram no bairro de Moema. Os vídeos são de dois casos em janeiro deste ano, e três casos em novembro do ano passado.

Todos mostram a mesma dinâmica: um ou mais criminosos que estão em cima de motos se aproximam de vítimas que estão caminhando na calçada e obrigam que as pessoas entreguem o celular delas, apontando armas.

Em alguns casos, é possível inclusive ver que eles solicitam o desbloqueio de tela.

O que diz a SSP
Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública de SP (SSP), disse que “está intensificando seus esforços no combate aos roubos de celulares, adotando investigações mais rigorosas para desmantelar quadrilhas, além de aumentar a presença policial ostensiva, especialmente na Capital”.

“Como resultado, a capital apresentou queda de 17,2% nos casos de roubo de celulares em 2023, comparando ao mesmo período de 2022. Em Moema, apesar do aumento registrado no ano, a modalidade criminosa apresentou quedas seguidas em novembro (20%) e dezembro (10%) de 2023. Quanto aos vídeos apresentados pela reportagem, as imagens foram encaminhadas ao 27º Distrito Policial (Campo Belo) para análise”, declarou a nota.

“Na capital, a SSP conta com a “Operação Mobile”, realizada regularmente para combater crimes do tipo. Como resultado, já foram apreendidos 5.245 celulares, 2.211 deles foram devolvidos às vítimas, e 574 criminosos foram presos, representando um aumento de 54,7% em comparação com 2022″, completou.

Quantidade de celulares subtraídos por roubo
Cidade de São Paulo

2023: 103.493 724 celulares roubados
2022: 155.843 724 celulares roubados
Queda de 34% em 12 meses
Fonte: SSP

Moema – Zona Sul

2023: 724 celulares roubados
2022: 682 celulares roubados
Alta de 6% em 12 meses
Fonte: SSP
Itaim Bibi – Zona Sul

2023: 1.880 celulares roubados
2022: 1.735 celulares roubados
Alta de 8,3% em 12 meses
Fonte: SSP
Perdizes – Zona Oeste

2023: 618 celulares roubados
2022: 577 celulares roubados
Alta de 7,1% em 12 meses
Fonte: SSP

Fonte: G1

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Segurança

Motorista por aplicativo é agredido e sequestrado por ladrões em Osasco: ‘Não sei como estou vivo’, diz vítima

por Redação 29 de janeiro de 2024

Um motorista por aplicativo, de 39 anos, foi agredido e sequestrado por três ladrões, na noite deste domingo (28), em Osasco. A vítima chegou a ficar pendurada no carro por quilômetros após tentar pular do veículo em movimento. Um suspeito de 34 anos foi preso.

Em entrevista à TV Globo, o motorista contou que estava parado com o carro em um semáforo, quando dois homens abriram a porta traseira e o agrediram na cabeça. Em seguida, um terceiro criminoso entrou e assumiu a direção.

“Os dois já abriram a porta e entraram muito violentos dando murro na minha cabeça. Quando o sangue jorrava, outro [ladrão] entrou e tomou a direção [do carro]. O caminho todo foi com uma faca na minha cintura e sendo ameaçado”.

Durante o sequestro, o motorista tentou pular do veículo em movimento, mas chegou a ficar pendurado para fora do carro por quilômetros.

“Quando eu vi que eu conseguia abrir a porta no trânsito, comecei a gritar socorro. O carro estava tão em alta velocidade, que quando pulei eu fui tipo voando. Foi uma luta com os dois. Eu mordi um, ele me mordia também para voltar para dentro do carro, mas graças a Deus eu não consegui e eles não conseguiam me por de volta para dentro. Foi onde eles preferiram me jogar mesmo. Aí ele pisou no acelerador para jogar com mais gosto”.

Prisão e resgate
A Guarda Civil Municipal foi informada de que havia sequestro em andamento e conseguiu localizar o carro.

“A gente tinha informação de populares de um possível sequestro e com base nessas informações as viaturas em policiamento conseguiram localizar esse veículo. O veículo, ao avistar a viatura, saiu em alta velocidade e foi acompanhado pela guarnição”, informou o inspetor Magela Lima.

“A viatura fez esse acompanhamento e, em um dado momento, quando esse carro entrou numa comunidade, bateu num paredão e os indivíduos tentaram fuga a pé, sendo acompanhados. Um dos indivíduos foi capturado”;

O veículo da vítima e os pertences que tinham no carro foram recuperados. Já o motorista foi socorrido e levado para um hospital com fratura no braço e escoriações espalhadas pelo corpo.

O caso foi registrado no 5º Distrito Policial de Osasco. Os outros dois bandidos que conseguiram fugir estão sendo procurados.

Fonte: G1

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