Brasil Segurança no Planalto e no STF é reforçada um dia após prisão de Bolsonaro Redação5 de agosto de 2025086 visualizações A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) reforçou, nesta terça-feira, a segurança na região da Praça dos Três Poderes, em Brasília, após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do ex-mandatário na última segunda-feira por descumprimento de medidas cautelares. O efetivo de policiais está reforçado a partir da Avenida das Bandeiras, uma rua em frente ao Congresso Nacional, até a praça. O STF também aumentou a segurança em seu prédio desde a noite de segunda-feira. No Palácio do Planalto, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) voltou a cercar o local com grades de ferro. Por volta das 9h15, agentes terminaram de colocar os equipamentos. No dia 25, depois que parlamentares bolsonaristas decidiram acampar na Praça das Três Poderes, as grades já haviam sido colocadas, mas foram retiradas no dia 28. Na noite de segunda-feira, apoiadores do ex-presidente fizeram um buzinaço, saíram em carreata por avenidas de Brasília e depois se reuniram em frente ao condomínio onde o ex-presidente mora e cumpre prisão domiciliar, no bairro Jardim Botânico. Eles pretendiam descer a Esplanada dos Ministérios, mas a PM-DF realizou o bloqueio da via que dava acesso ao local, a 13 quilômetros de distância, para evitar que o grupo fosse até o Supremo. Moraes determinou a prisão de Bolsonaro por “reiterado descumprimento de medidas cautelares”. O ministro afirmou que o ex-presidente “ignorou e desrespeitou” a Corte e justificou a medida com base na participação remota de Bolsonaro por telefone na manifestação contra o STF e a favor da anistia que reuniu apoiadores em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no domingo. Uma das cautelares impostas pelo ministro em decisão anterior foi a proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. “O flagrante desrespeito às medidas cautelares foi tão óbvio que, repita-se, o próprio filho do réu, o senador Flávio Nantes Bolsonaro, decidiu remover a postagem realizada em seu perfil, com a finalidade de omitir a transgressão legal”, escreveu Moraes. Fonte: OGLOBO