A chegada da seleção de Senegal aos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo chamou atenção por um motivo fora dos gramados. Jogadores e integrantes da delegação foram submetidos a uma revista de segurança ainda na pista do aeroporto, antes mesmo de deixarem a área de desembarque.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram agentes utilizando detectores de metal e realizando inspeções individuais nos membros da equipe. Segundo relatos, até os sapatos dos integrantes da delegação teriam sido verificados durante o procedimento.
O episódio ocorre em meio a relatos de maior rigor na entrada de estrangeiros nos Estados Unidos às vésperas do torneio. Dias antes, um árbitro da Somália, considerado um dos mais importantes da África, teria sido impedido de entrar no país mesmo possuindo visto válido.
O tratamento mais rígido não estaria restrito aos torcedores. De acordo com informações divulgadas, a seleção do Uzbequistão também passou por uma revista semelhante ao desembarcar nos Estados Unidos para um amistoso contra a Holanda.
A jornalista da TV Globo Karine Alves relatou ter enfrentado situação parecida durante sua entrada no país. Segundo ela, agentes solicitaram que levantasse o cabelo durante a inspeção de segurança. A profissional afirmou que o pedido foi feito de forma ríspida, embora tenha compreendido posteriormente o procedimento. Karine também destacou que mulheres negras frequentemente relatam experiências semelhantes em aeroportos americanos.
A repercussão das imagens e dos relatos alimentou críticas nas redes sociais sobre a recepção oferecida a delegações, jornalistas e profissionais envolvidos na Copa do Mundo. Com o início do torneio se aproximando, os procedimentos de segurança adotados nos aeroportos dos Estados Unidos passaram a ser alvo de questionamentos e debates sobre a forma como visitantes estão sendo recebidos no país.
Fonte: G1