Sete chefes do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais após megaoperação no Rio

por Redação

Sete líderes do Comando Vermelho (CV) foram transferidos de Bangu 1, no Complexo de Gericinó, para presídios federais de segurança máxima nesta quarta-feira (12). A operação, que envolveu forte esquema de segurança, é parte de uma ação articulada entre o Ministério da Justiça, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ), após os recentes ataques registrados no Grande Rio.

Os criminosos foram levados sob escolta do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) até o Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, onde embarcaram em uma aeronave da Polícia Federal rumo ao presídio federal de Catanduvas (PR). De lá, serão distribuídos para as unidades de Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).

Segundo a Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio, a transferência tem como objetivo enfraquecer a comunicação entre a cúpula do tráfico e as bases nas comunidades, evitando a coordenação de novos ataques.

A ação contou com ao menos 40 agentes do GIT, além de equipes da Polícia Federal, responsáveis pela segurança no embarque e transporte aéreo. Somadas, as penas dos sete traficantes chegam a quase 500 anos de prisão.

Quem são os presos transferidos

Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha — atua no Complexo do Alemão;

Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho — responsável pela “caixinha” do CV e liderança em Resende;

Alexander de Jesus Carlos, o Choque ou Coroa — ligado ao tráfico no Complexo do Alemão;

Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor — integrante da comissão da facção e atuante no Morro Santo Amaro;

Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho — de Volta Redonda, também membro da comissão;

Carlos Vinícius Lírio da Silva, o Cabeça — liderança da comunidade do Sabão, em Niterói;

Eliezer Miranda Joaquim, o Criam — chefe do tráfico na Baixada Fluminense.

Com a nova operação, o Rio de Janeiro passa a ser o estado com maior número de presos sob custódia federal, totalizando 66 detentos de alta periculosidade. Apenas em 2025, 19 novas inclusões foram feitas no Sistema Penitenciário Federal (SPF).

A megaoperação de transferência foi deflagrada em resposta aos ataques ocorridos após ações policiais nos Complexos do Alemão e da Penha, e visa restabelecer a segurança no estado.

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