Suspeito de matar jovem de 18 anos em hotel no Brás é preso pela polícia em São Paulo

por Redação

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (3), o homem suspeito de assassinar a jovem Eslenca Fabiana Moreira Quispe, de 18 anos, dentro de um quarto de hotel no bairro do Brás, região central de São Paulo. O crime ocorreu na noite da última quarta-feira (29) e foi registrado como feminicídio.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito foi localizado e detido por equipes da própria delegacia responsável pelo caso.

“As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do fato”, informou a pasta em nota.

A motivação do crime ainda está sendo apurada. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a vítima e o homem entram juntos no hotel, e, mais tarde, a fuga dele após o crime.

? O crime no hotel

O caso aconteceu no Ômega Hotel, localizado na Avenida Celso Garcia, no Brás. Segundo funcionários do estabelecimento, Eslenca e o homem chegaram ao local por volta das 19h. O rapaz, que usava um boné, teria pago R$ 50 via Pix por duas horas de hospedagem.

Por volta das 21h, hóspedes ouviram gritos vindos do quarto e avisaram a recepção. Um funcionário subiu para verificar e foi agredido pelo suspeito, que fugiu em seguida com as mãos ensanguentadas, segundo relatos.

“Ele desceu correndo muito, com as mãos cheias de sangue, atacou o funcionário e saiu rápido”, contou uma funcionária sob anonimato à TV Globo.

Ao entrar no quarto, os funcionários encontraram a jovem ensanguentada e com múltiplas perfurações. Ela foi socorrida por uma ambulância e levada ao Pronto-Socorro do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos.

⚖️ Investigação e provas

O hotel entregou as imagens das câmeras de segurança à Polícia Civil, que também apreendeu o celular da vítima para perícia. A falta de registro de documentos na entrada do casal é considerada uma falha grave do estabelecimento, que ainda não se pronunciou oficialmente.

O caso foi inicialmente registrado no 8º Distrito Policial (Brás), mas a investigação segue com o 12º DP (Pari), responsável por analisar o comprovante de pagamento e outros indícios que levem à identificação formal do autor.

A perícia foi acionada e trabalha para esclarecer todas as circunstâncias do crime, que chocou funcionários e moradores da região central da capital.

Fonte: G1

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