Um dos suspeitos presos por envolvimento na tentativa de sequestro de uma criança em Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, admitiu participação no crime e afirmou que estava escondido por medo de ser morto. A confissão foi registrada por uma câmera corporal de um policial militar durante a abordagem.
O homem foi localizado na sexta-feira (19), durante patrulhamento no Centro da capital. Ele foi abordado na Rua Apa, na região de Santa Cecília, após ser reconhecido pelos agentes. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele não resistiu à prisão.
Em depoimento aos policiais, o suspeito afirmou que sabia que seria encontrado e disse ter se escondido após a repercussão do caso nas redes sociais. Ele alegou ainda que temia ser linchado por moradores.
“Eu estava escondido porque a população tentou me matar. Fiquei um dia, quase dois dias dentro de um córrego… consegui sair ontem à noite”, disse o homem na gravação.
De acordo com a SSP, ele foi indiciado por tentativa de subtração de incapaz. Um inquérito foi instaurado pela 1ª Delegacia de Proteção à Pessoa do DHPP, responsável pela investigação.
O crime ocorreu na última terça-feira (16), quando câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens chegaram a um táxi e se dirigiram até uma criança que andava de bicicleta em Guaianases. Um dos suspeitos teria segurado o menino e tentado colocá-lo à força dentro do veículo.
A ação foi interrompida por um pedestre que percebeu a situação e interveio. Após a tentativa frustrada, os suspeitos tentaram fugir no táxi, mas o motorista desligou o carro. Os dois foram retirados do veículo e agredidos por moradores da região.
Na sexta-feira (19), dois corpos foram encontrados na Rua Hidekichi Hattori, no bairro Colônia, também na Zona Leste. A polícia investiga se as vítimas têm ligação com o caso e se seriam os mesmos envolvidos na tentativa de sequestro. Segundo informações preliminares, um dos corpos pode ser do homem que se passou por pai da criança durante a ação, mas a identificação ainda não foi confirmada oficialmente.
O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) apura o caso e trabalha com a hipótese de conexão entre os episódios.
Fonte: G1