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8 DE JANEIRO

Política

Moraes concede liberdade a mais 72 réus pelos atos extremistas de 8 de janeiro

por Redação 9 de agosto de 2023

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu nesta terça-feira (8) liberdade provisória a mais 72 réus pelos atos extremistas de 8 de janeiro, que terminaram com a depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. São 25 mulheres e 47 homens. Desde esta segunda (7), foram concedidas 162 liberações (cem homens e 62 mulheres).

Atualmente, continuam presas em decorrência da manifestação 128 pessoas (115 homens e 13 mulheres), das quais 49 foram detidas nos dias 8 e 9 de janeiro, após os atos, e 79 em operações policiais realizadas nos últimos meses.

Todas foram denunciadas e respondem pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima, deterioração de patrimônio tombado, concurso de pessoas e concurso material.

Moraes considerou que o cenário fático até então vigente foi alterado em razão do encerramento da fase de instrução processual dos 228 réus presos, com a oitiva de 719 testemunhas de acusação e 386 testemunhas de defesa e a realização de todos os interrogatórios.

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Com isso, de acordo com Moraes, não mais se justificava a prisão cautelar, seja para a garantia da ordem pública, seja para a conveniência da instrução criminal. Na avaliação do ministro, não estava mais presente a possibilidade atual de reiteração do crime, e passou a ser inexistente o risco de interferência na produção de provas.

Moraes substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como:

  • proibição de ausentar-se da comarca;
  • recolhimento domiciliar no período noturno com o uso de tornozeleira eletrônica;
  • proibição de ausentar-se do país;
  • cancelamento de todos os passaportes;
  • suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo;
  • proibição de utilização de redes sociais; e
  • proibição de comunicar-se com os demais envolvidos, por qualquer meio.

Fonte: r7

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Política

Coronel Jorge Naime é encontrado desacordado em cela e é levado a hospital

por Redação 13 de julho de 2023

Preso desde 7 de fevereiro, durante a operação que investiga os atos extremistas do 8 de Janeiro, o coronel Jorge Naime, ex-chefe de operações da Polícia Militar do Distrito Federal, foi encontrado desacordado dentro da cela e com um armário sobre ele, na madrugada desta quinta-feira (13). O coronel foi levado ao Hospital de Base e liberado horas depois.

Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica (Iges-DF), responsável pela administração dos hospitais de Base e de Santa Maria, respondeu que não informa dados pessoais de pacientes.

As informações foram confirmadas pela reportagem com fontes da Polícia Militar. Ainda segundo a apuração, Naime teria recobrado a consciência após policiais terem retirado o armário de cima dele. O coronel chegou a ser encaminhado para um hospital particular, mas, por se tratar de um detento, foi reconduzido ao Base.

Ele já está de volta à prisão, que fica na Academia Militar, e é monitorado pelas equipes da detenção. Apesar do episódio, ele não sofreu nenhuma fratura.

Preso há cinco meses
Naime está preso há cinco meses e é a única autoridade investigada por omissão durante o 8 de Janeiro que continua presa. Na última sexta (7), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido de liberdade para o coronel.

Na decisão, Moraes diz que a evolução das investigações “indica a necessidade de manutenção da prisão cautelar, uma vez que, em liberdade, poderia obstar a produção probatória, em especial em face da possibilidade de destruição/ocultação de provas, bem como com eventual comunicação com outros investigados que surgiram ao longo da produção probatória realizada pela Polícia Federal”.

O coronel era o responsável pelo planejamento das operações quando manifestantes invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF. Em um depoimento que durou cerca de seis horas na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro, no fim de junho, Naime afirmou que a corporação não recebeu informações sobre a gravidade das manifestações na praça dos Três Poderes.

O policial também disse que havia um plano de operações para a manifestação. Ele afirmou que, às 10h de 8 de janeiro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tinha informações detalhadas sobre as manifestações, mas que “as providências não foram tomadas”.

“Ou as agências de informação não passaram isso para o secretário nem para o comando geral, ou passaram e eles ficaram inertes, não tomaram providências, porque eles tiveram cinco horas para tomar providência a partir do momento em que receberam a informação”, afirmou.

Naime assumiu a chefia do Departamento Operacional da Polícia Militar após 28 anos na corporação. Ele foi exonerado do cargo em 10 de janeiro, depois de o interventor Ricardo Cappelli assumir a responsabilidade de restabelecer a ordem na capital federal.

Fonte: r7

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Segurança

Financiadores pagaram R$ 600 mil para levar 4,6 mil extremistas a Brasília no 8 de Janeiro, diz relatório

por Redação 9 de julho de 2023

Financiadores dos atos extremistas pagaram R$ 599,9 mil para transportar manifestantes de 15 estados a Brasília no dia 8 de janeiro. Segundo relatório produzido pela Polícia Civil do Distrito Federal e compartilhado com a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro, 119 ônibus transportaram 4.600 pessoas à capital federal para as manifestações que culminaram nos atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes. A autorização para os ônibus entrarem em Brasília foi emitida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) entre 1º e 8 de janeiro.

O documento, com mais de cem páginas, detalha o valor pago para transportar os manifestantes, além de identificar os responsáveis pela contratação dos ônibus e os financiadores do transporte. A intenção da relatora da comissão, Eliziane Gama (PSD-MA), é usar as informações para rastrear uma parte dos financiadores dos atos extremistas.

O relatório havia sido entregue em junho à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos, da Câmara Legislativa do Distrito Federal, e compartilhado com a CPMI na semana passada. Entre os pagamentos realizados pelos financiadores, há valores que variam de R$ 100 a R$ 28 mil.

De acordo com o documento, Jorginho Cardoso de Azevedo, de 61 anos, por exemplo, foi um dos contratantes que mais gastaram com transporte a Brasília. Ele pagou R$ 28 mil por um ônibus que saiu de São Miguel do Iguaçu, no Paraná, em direção à capital federal, em 7 de janeiro, com 38 passageiros.

Azevedo aparece na lista de presos devido a ataques extremistas no inquérito do Supremo Tribunal Federal que apura denúncias de crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado. A reportagem não conseguiu contato com ele nem com sua defesa. O espaço permanece aberto para a manifestação de Azevedo.

O Sindicato Rural de Castro, no Paraná, também aparece como um dos financiadores do transporte de manifestantes. Segundo o relatório, a entidade rural pagou R$ 20 mil para transportar 67 passageiros do Paraná a Brasília. Três pessoas que estavam entre os passageiros foram presas por participação nos atos de vandalismo. O R7 procurou o sindicato, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Investigação na CPMI
O relatório da Polícia Civil vai ser usado pela CPMI para identificar uma parte dos financiadores dos atos extremistas. Na próxima terça (11), a comissão vai ouvir o tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro. O militar está preso desde 3 de maio, acusado de ter fraudado cartões de vacinação dele e de familiares e do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha dele.

O militar recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar ser dispensado do depoimento, mas a ministra Cármen Lúcia negou o pedido. A ministra determinou, no entanto, que ele tem o direito de não produzir provas contra si mesmo, e pode não responder a perguntas que venham a incriminá-lo.

Seis meses dos ataques
Os ataques criminosos às sedes dos Três Poderes, em Brasília, completam seis meses neste sábado (8), com 253 suspeitos de envolvimento neles que aguardam julgamento em presídios, sendo 186 homens e 67 mulheres. Pessoas já liberadas são monitoradas por tornozeleiras eletrônicas e se comprometeram a se apresentar à Justiça e a não deixar a área territorial de sua respectiva comarca.

A Procuradoria-Geral da República denunciou 1.390 pessoas pelos atos que culminaram com a invasão e a depredação das sedes dos Três Poderes. Destas, o Supremo já transformou em rés 1.291, ao longo de oito blocos de julgamento.

Em junho, o ministro do STF Alexandre de Moraes disse que a Corte deve julgar, em até seis meses, cerca de 250 réus suspeitos de envolvimento nos atos e que respondem por crimes mais graves.

A Advocacia-Geral da União já foi à Justiça pedir que as pessoas que participaram da invasão e da depredação sejam condenadas a ressarcir os danos causados ao patrimônio público. Até o momento os prejuízos estão estimados em R$ 26,2 milhões.

Fonte: r7

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Política

Governo do DF afirmou que 8 de Janeiro seria ‘simples manifestação de cunho pacífico’, diz PF

por Redação 2 de julho de 2023

Na véspera dos atos de 8 de janeiro, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) foram invadidos e depredados por vândalos, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal descartou a possibilidade de atos de violência e disse que o protesto daquele dia seria uma “simples manifestação de cunho pacífico”, segundo a Polícia Federal.

As informações foram apresentadas pela PF à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional que investiga os episódios do 8 de Janeiro. Segundo a corporação, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pediu uma reunião de urgência em 7 de janeiro com representantes do Governo do DF para tratar das manifestações que aconteceriam naquele fim de semana, e ouviu da administração local que o movimento não seria radical.

Rodrigues solicitou o encontro após a Diretoria de Inteligência Policial da Polícia Federal ter constatado já no dia 5 de janeiro uma “mobilização de pessoas para Brasília com propósitos de confrontar os resultados das urnas eleitorais”. De acordo com a corporação, a movimentação para um protesto na capital do país era evidente em redes sociais e, dessa forma, não era “necessário conhecimentos técnicos de inteligência para identificação do risco e da ameaça iminentes”.

Durante a reunião com o Governo do DF, Rodrigues “externou a preocupação da Polícia Federal com o deslocamento de pessoas para Brasília marcadas para o dia seguinte objetivando ocupar a Esplanada dos Ministérios e contestar o resultado das urnas”.

O diretor-geral da Polícia Federal destacou, ainda, o elevado grau de ameaça à segurança e solicitou providências visando o isolamento da Esplanada dos Ministérios “de modo a impedir a aproximação daquelas pessoas que se mostravam, pelas redes sociais, inconformadas com os resultados das eleições presidenciais”. Segundo ele, aquela movimentação “seria, em tese, por si só um ato criminoso, pois atentaria contra o Estado democrático de Direito, conforme legislação de regência”.

Apesar do posicionamento de Rodrigues, os representantes da Secretaria de Segurança Pública do DF que estiveram na reunião manifestaram um entendimento diferente, alegando que o protesto programado para o 8 de Janeiro se trataria de “uma simples manifestação de cunho pacífico”.

Governo do DF sabia de riscos e alertou para invasão
A postura da Secretaria de Segurança Pública no encontro com Rodrigues foi totalmente diferente de um alerta emitido pela Subsecretaria de Inteligência da pasta no dia anterior ao encontro com o diretor-geral da PF, apontam as investigações.

Em relatório enviado em 6 de janeiro ao então secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, o setor de inteligência alertou para a convocação de um ato intitulado “tomada de poder pelo povo” e disse que “as divulgações apresentam-se de forma alarmante, dada a afirmação de que a ‘tomada de poder’ ocorreria principalmente com a invasão ao Congresso Nacional”.

O documento da Subsecretaria de Inteligência destacava também que os manifestantes defendiam ações como “ocupar órgãos públicos que representam os Três Poderes” e “impedir o acesso de servidores aos órgãos”.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do DF disse apenas que “todos os fatos relacionados à operação do dia 8 de janeiro de 2023 estão em processo de apuração”.

Fonte: r7

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BrasilPolítica

CPMI dos atos extremistas analisará 270 pedidos de informação e de depoimentos

por Redação 9 de junho de 2023

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro tem a missão de analisar aproximadamente 270 pedidos de informações e de depoimentos na próxima reunião do colegiado, marcada para terça-feira (13). O resultado vai ditar a forma como os trabalhos serão conduzidos.

Somente da relatora da comissão, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), há 60 requerimentos incluídos nos anexos do plano de trabalho. Como há temas repetidos, cerca de 50 deverão entrar na pauta para análise. Eles se juntam com outros 220 pedidos que já estão entre os itens a ser avaliados.

A ideia, segundo o presidente da CPMI, Arthur Maia (União-BA), é analisar os documentos em blocos. Caso haja solicitação por parte dos parlamentares para retirar algum requerimento dessa forma de votação, o item será avaliado separadamente.

Pedidos de informação que estão sob segredo de Justiça não entrarão nas votações aceleradas. Maia pediu uma audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator de processos que apuram os ataques de 8 de janeiro, para poder tratar do tema.

“O ministro está realizando inquéritos e, por motivos que naturalmente ele tem, manteve em sigilo de Justiça alguns deles. Quero, antes de simplesmente solicitar dele algo que é sigiloso, ouvir, conversar com ele, entender as razões para que a gente possa fazer tudo em comum acordo”, explicou Maia, completando que o objetivo tanto do Judiciário quanto do Legislativo é “encontrar a verdade”.

Divergência
Maia incluiu na pauta de votações do colegiado seis nomes para iniciarem a rodada de depoimentos aos parlamentares. A presença do ministro da Justiça, Flávio Dino, é requisitada por um convite, solicitação em que não há obrigação de comparecimento. Enquanto a oposição sustenta que houve omissão por parte de Dino e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para evitar as invasões aos prédios públicos, a base aliada do governo pretende trazer o ministro para reverter esse viés.

Já os que são chamados por convocação são Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do DF; Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da gestão Lula; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; Saulo Moura, então diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante os ataques do 8 de Janeiro; e Eduardo Naime, coronel e ex-comandante de Operações da Polícia Militar do DF.

“O critério que eu utilizei para escolher essas seis pessoas foi a verificação daqueles que tinham mais solicitações, mais requerimentos para que fossem ouvidos. Segui um critério objetivo”, disse Maia.

A relatora da CPMI diverge da ordem proposta pelo presidente do colegiado. Pelo plano de trabalho apresentado e aprovado na última semana, Eliziane procura seguir uma linha de raciocínio diferente, focando a investigação de acontecimentos que antecederam as invasões em 8 de janeiro. “Entendemos que alguns fatos materializados em dezembro de 2022 não foram objeto de atenção devida, provavelmente em razão do contexto político extravagante que atualmente vivemos”, disse a senadora.

A relatora busca, diferentemente da sugestão do presidente, antecipar o depoimento de financiadores dos atos extremistas e investigados por participarem das tentativas da invasão da sede da Polícia Federal, em 12 de dezembro de 2022, e da explosão de uma bomba nas proximidades do aeroporto de Brasília, em 24 de dezembro de 2022.

Ainda assim, Torres e Mauro Cid estariam incluídos entre os primeiros nomes a ser ouvidos, de acordo com a sugestão de cronograma de Eliziane.

Fonte: r7

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BrasilPolítica

CPMI do 8 de Janeiro é instalada no Congresso com acordo para presidência e relatoria

por Redação 25 de maio de 2023

O Congresso instalou nesta quinta-feira (25) a comissão mista parlamentar de inquérito (CPMI) para apurar os ataques do 8 de Janeiro. A maioria fechou acordo para eleger os líderes dos trabalhos. O deputado Arthur Maia (União-BA) é o indicado para a presidência da CPMI, ficando a 1ª vice-presidência com o senador Cid Gomes (PDT-CE) e a 2ª vice-presidência com Magno Malta (PL-ES). Já a relatoria fica com a senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

Durante a sessão, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) pediu a palavra como líder, mesmo sendo vice-líder, para questionar a indicação de Eliziane, argumentando que a senadora “é amiga íntima do ministro Flávio Dino, um dos investigados pela CPMI”.

A oposição tenta enquadrar Dino e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como responsáveis pela invasão dos prédios públicos em 8 de janeiro, sustentando ter provas que mostram que a gestão federal foi omissa e não tentou impedir a entrada dos vândalos.

Já o governo quer mirar no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados como responsáveis por incitar apoiadores a questionarem o resultado das urnas e, em um ato extremo, terminarem depredando os prédios dos Três Poderes.

Fonte: r7

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BrasilPolítica

PF realiza nova fase de operação contra extremistas do 8 de Janeiro

por Redação 23 de maio de 2023

A Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta terça-feira (23) a décima segunda fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que participaram, financiaram, se omitiram ou fomentaram os atos extremistas que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro.

Ao todo, os agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal.

Segundo a PF, os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

As investigações continuam em curso, e a Operação Lesa Pátria se torna permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas.

131 denunciados
Nesta terça (23), o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar se tornará réus 131 denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por instigar os atos extremistas de 8 de janeiro, em Brasília. Essas pessoas foram presas em frente ao Quartel-General do Exército, na capital, um dia depois do vandalismo que resultou na depredação do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF. Ao término deste sexto julgamento, a Corte terá avaliado 1.176 das 1.390 denúncias, restando 214.

O julgamento dos ministros ocorre de forma virtual até a próxima segunda (29). Nessa modalidade, os magistrados votam por meio do sistema do STF. Se houver pedido de vista, a votação é suspensa. Caso ocorra um pedido de destaque, a decisão é levada ao plenário físico do tribunal.

As denúncias fazem parte de diversos inquéritos que tramitam na Corte. Em um deles, há uma investigação sobre o planejamento e a responsabilidade intelectual dos atos. Em outro, são investigados os participantes da invasão que não foram presos em flagrante.

Sexto julgamento sobre o 8 de Janeiro
Nos cinco julgamentos anteriores sobre os atos extremistas de 8 de janeiro, 1.045 denunciados foram transformados em réus. Confira abaixo o período das análises:

  • 100 denunciados (de 18 a 24 de abril);
  • 200 denunciados (de 25 de abril a 2 de maio);
  • 250 denunciados (de 3 a 8 de maio);
  • 245 denunciados (de 9 a 15 de maio);
  • 250 denunciados (de 16 a 22 de maio); e
  • 131 denunciados (de 23 a 29 de maio).
    — Total até o momento: 1.176 denunciados
    — Restam: 214 denunciados

Fonte: r7

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GuarulhosPolítica

General Dutra, ex-chefe militar do Planalto, será ouvido na CPI da Câmara Legislativa do DF na quinta

por Redação 15 de maio de 2023

O depoimento do general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto, está marcado para quinta-feira (18) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos atos do dia 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Além de Dutra, dois generais tiveram sua convocação alterada para convite pela comissão da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF): os ex-ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno e Gonçalves Dias. Na prática, isso significa que os militares não são mais obrigados a comparecer, uma vez que apenas a presença mediante convocação é obrigatória.

“Recebemos uma delegação de militares, encaminhados pelo comandante do Exército brasileiro, e ele pediu, se fosse possível, que nós transformássemos as convocações de três generais em convites, e aí ele garantiria a presença desses generais, uma vez sendo convidados”, explicou o presidente da CPI, o deputado Chico Vigilante (PT).

No dia 19 de março, o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), cancelou sua ida à Comissão, alegando ter sido orientado a não comparecer à CPI, “para não pôr mais gasolina” no assunto. O depoimento de Heleno foi remarcado para o dia 1º de junho. O ex-secretário de Segurança Pública e ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, também não compareceu à Câmara Legislativa do DF.

Depoimentos marcados:

  • 18 de maio: general Gustavo Henrique Dutra de Menezes (general Dutra), ex-chefe do Comando Militar do Planalto;
  • 1º de junho: general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • 17 de junho: general Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI;
  • 26 de junho: comandante-geral da PMDF, coronel Klepter Rosa Gonçalves.

Fonte: r7

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GuarulhosPolítica

STF forma maioria para tornar réus mais 245 denunciados por atos extremistas de 8 de janeiro

por Redação 15 de maio de 2023

O plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta segunda-feira (15) para tornar réus mais 245 envolvidos com os episódios de 8 de janeiro, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF foram invadidos e depredados por vândalos. No início do julgamento, o Supremo avaliava 250 denúncias, mas houve problemas técnicos no plenário virtual, e cinco casos foram retirados de análise.

Prevaleceu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que afirmou que a Constituição não permite a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional nem a realização de manifestações públicas visando à ruptura do Estado democrático de Direito.

As 245 pessoas que são alvo desse julgamento foram denunciadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e deterioração de patrimônio tombado.

A análise termina ainda nesta segunda (15). Quando o resultado for confirmado, o STF terá transformado em réus 795 pessoas acusadas de envolvimento nos atos extremistas, mais da metade dos 1.390 denunciados pela PGR.

Nesta terça-feira (16), a Corte vai analisar mais denúncias de envolvimento nos atos extremistas. Este será o quinto conjunto de denúncias a ser analisado.

Dessa vez, o tribunal só vai julgar casos de suspeitos de instigar os atos. Os denunciados foram presos em 9 de janeiro, em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

Operação da PF
Na última quinta-feira (11), a Polícia Federal (PF) realizou a 11ª fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que financiaram ou fomentaram os atos extremistas do 8 de Janeiro, que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Os agentes cumpriram 22 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Foi determinado o bloqueio de bens, ativos e valores dos investigados até o limite de R$ 40 milhões para a cobertura e o ressarcimento dos danos causados ao patrimônio público.

Fonte: r7

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PolíticaBrasil

PF faz operação contra financiadores dos atos extremistas do 8 de Janeiro

por Redação 11 de maio de 2023

A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta quinta-feira (11), a 11ª fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que financiaram ou fomentaram os atos extremistas do 8 de Janeiro, que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Os agentes cumprem 22 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Foi determinado o bloqueio de bens, ativos e valores dos investigados até o limite de R$ 40 milhões para cobertura e ressarcimento dos danos causados ao patrimônio público.

Segundo a PF, os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

A ação está em curso, e a Operação Lesa Pátria se torna permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos e de pessoas capturadas e foragidas.

Julgamento
Na última segunda-feira (8), o STF concluiu o julgamento e decidiu tornar réus mais 250 denunciados pela participação nos atos extremistas de 8 de janeiro, em Brasília. Prevaleceu o voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes.

Até o momento, o STF se decidiu pela abertura de ações penais contra 550 pessoas acusadas de participação nos atos extremistas.

Moraes foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Luiz Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes e pela presidente da Corte, Rosa Weber. Os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça tiveram entendimento diferente do do relator.

Fonte: r7

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