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CPI

Brasil

Atos extremistas do 8 de Janeiro completam um ano; relembre fatos marcantes

por Redação 8 de janeiro de 2024

Os atos extremistas que depredaram as sedes dos Três Poderes completam um ano nesta segunda-feira (8). Desde então, 66 das mais de 2 mil pessoas inicialmente detidas seguem presas. Dessas, 8 já foram condenadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), 33 são rés denunciadas como executoras dos atos, e 25 seguem presas a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), por suspeita de financiarem ou incitarem os crimes.

No total, 30 pessoas já foram condenadas pelo STF a penas que variam de 3 anos de detenção em regime aberto a 17 anos de prisão em regime inicialmente fechado.

Os prejuízos materiais causados passam dos R$ 22 milhões, segundo o governo federal. Os vândalos picharam paredes, quebraram vidros, incendiaram carpetes, danificaram obras de arte e furtaram objetos em exposição. Algumas esculturas e móveis históricos não foram recuperados e não podem ser repostos.

Resposta aos atos
As ações de resposta aos atos começaram no mesmo dia. Ainda na madrugada de 9 de janeiro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o afastamento do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Na decisão, Moraes disse que Ibaneis teve “conduta dolosamente omissiva” e “conivência”. A vice-governadora Celina Leão (PP) assumiu o Executivo distrital até março, quando Ibaneis voltou ao cargo.

Horas antes de ser afastado, Ibaneis publicou a exoneração do então secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres. Ele estava viajando de férias para os Estados Unidos e não estava em Brasília durante os atos. Moraes decretou a prisão Torres no dia 10.

Os extremistas que estavam nos acampamentos foram detidos e presos. A Polícia Federal iniciou a Operação Lesa Pátria para identificar participantes, financiadores e fomentadores dos atos.

Comissões Parlamentares de Inquérito
Duas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) foram instaladas para investigar os atos: uma no Congresso Nacional e outra na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Os deputados distritais inauguraram a CPI ainda em janeiro, e 31 pessoas foram ouvidas, entre elas autoridades da Segurança Pública, da Polícia Militar do DF, do Exército e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência).

O relatório final foi aprovado em novembro com a sugestão de indiciamento de 135 pessoas. O general Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI de Lula, foi o único nome retirado da versão.

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Congresso foi instalada em maio, composta por senadores e deputados federais. Depois de 21 depoimentos colhidos, o relatório final foi aprovado em outubro, com a proposta de indiciamento de 61 pessoas. O ex-presidente Bolsonaro foi um dos nomes, além de oito generais, entre eles quatro ex-ministros do governo.

Cúpula da PM presa
A Polícia Federal realizou, em agosto, uma operação que resultou na prisão da cúpula da Polícia Militar do DF por suspeita de omissão nos atos. O comandante-geral da PM, o ex-comandante-geral, três coronéis, um major e um tenente foram alvo.

A PGR apresentou um relatório com trocas de mensagens entre os policiais classificadas como “golpistas” e com “profunda contaminação ideológica”.

Primeiros condenados
Os primeiros julgamentos de ações penais de réus envolvidos nos ataques de 8 de janeiro começaram em setembro. Os quatro réus responderam pela prática de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima, além de deterioração de patrimônio tombado. Eles foram condenados a penas que variam de 14 a 17 anos de prisão.

Os julgamentos foram marcados por conflitos. Durante a sustentação oral, uma das advogadas, Larissa Claudia Lopes de Araujo, afirmou que “o sonho dela” era ser ministra, mas que atualmente tinha vergonha da Corte, e chegou a chorar. Já o advogado Hery Kattwinkel confundiu a obra O Príncipe, do italiano Nicolau Maquiavel, com o livro infantojuvenil O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Saint-Exupéry.

Em determinado momento, os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça discutiram. Mendonça questionou o fato de a Força Nacional não ter sido acionada durante os atos, e Moraes afirmou que investigações apontavam que comandantes da PM orquestraram a facilitação da invasão.

“Vossa Excelência vem no plenário do STF que foi destruído para dizer que houve uma conspiração do governo contra o próprio governo? Tenha dó”, disse Moraes. Instantes após a discussão, os dois pediram desculpas um ao outro, e a sessão prosseguiu.

Fonte: r7

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Brasilia

CPI do DF ouve major suspeito de ensinar práticas militares a manifestantes

por Redação 19 de outubro de 2023

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal ouve nesta quinta-feira (19) o depoimento do major da Polícia Militar suspeito de ensinar práticas de guerrilha aos manifestantes do 8 de Janeiro. Claudio Mendes dos Santos é policial da reserva da PM e ex-membro do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

O major chegou a passar vários dias no acampamento em frente ao quartel-general do Exército e fazia discursos a favor de uma intervenção militar no país. Dias antes da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, o major convocou a população para as manifestações e pediu auxílio de policiais na tarefa.

Santos foi preso em março durante a nona fase da Operação Lesa Pátria. Ele foi citado durante depoimento de Alan Diego dos Santos, condenado por planejar um atentado a bomba no Aeroporto Internacional de Brasília na véspera do Natal. Segundo Alan Diego, ele nunca viu o major dando aulas de técnicas militares, mas todos o reconheciam como um “orientador”.

Próximos depoimentos
Para a próxima quinta-feira (26) estava marcado o depoimento do coronel da PM Reginaldo de Souza Leitão. Ele é suspeito de ter integrado um grupo de mensagens que trocava informações sobre o dia 8 de janeiro. No entanto, na última semana o coronel apresentou um atestado médico, válido até o dia 30 deste mês, e não comparecerá à CPI. No lugar dele vai depor o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Saulo Moura da Cunha.

Fonte: r7

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Política

Lira diz que não vai prorrogar CPIs; decisão abre espaço para investigar casos como a situação da 123milhas

por Redação 8 de setembro de 2023

As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) atualmente ativas na Câmara dos Deputados — Apostas Esportivas, Americanas, MST e Pirâmides Financeiras — têm prazo de funcionamento até setembro e não serão prorrogadas. Isso porque o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), avisou aos líderes partidários que não pretende estender os trabalhos. O objetivo é abrir espaço para investigar outros temas, como a situação da agência de viagens 123milhas.

Também funciona na Câmara a comissão mista para apurar as invasões extremistas que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. A CPMI do 8 de Janeiro não terminará em setembro

Após o encerramento, a expectativa é de abertura de novas investigações. Já há sinalização positiva de Lira para apurar a situação da 123milhas. “O presidente foi muito receptivo com a demanda, destacou a importância dessa investigação por se tratar de um assunto quente que atingiu milhares de consumidores e a necessidade do Legislativo dar uma resposta”, destacou o deputado Duarte Jr. (PSB – MA).

O parlamentar é autor do requerimento para abrir a CPI da 123milhas. Já há, no momento, 172 assinaturas ao pedido de instalação do colegiado, número suficiente para garantir a leitura pelo presidente da Câmara. O foco é examinar ainda supostas irregularidades em outras empresas do setor de viagens.

A intenção de abrir a CPI é:

  • resguardar os direitos dos consumidores;
  • prevenir abusos e fraudes;
  • assegurar transparência e responsabilidade por parte das empresas;
  • reduzir prejuízos financeiros para consumidores e parceiros comerciais;
  • identificar falhas sistêmicas que possam afetar múltiplas empresas no setor; e
  • propor aprimoramentos na legislação e regulamentação.

123milhas
A situação da 123milhas tem sido alvo de investigação da CPI das Pirâmides Financeiras. Na análise do presidente do colegiado, deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), há indícios de que a empresa realizou um esquema ilegal de pirâmide financeira.

O parlamentar citou a “promessa de retorno exorbitante” a partir de vendas de passagens aéreas muito abaixo do valor praticado no mercado, “necessidade de recrutamento contínuo” e publicidade intensa para viabilizar esse chamamento, além da falta do produto real. No entanto, a ideia é aprofundar as investigações com uma CPI própria.

Em 18 de agosto, a empresa suspendeu pacotes e passagens promocionais que seriam utilizados entre setembro e dezembro pelos clientes da empresa. Dias depois, entrou com pedido de recuperação judicial.

Em depoimento à CPI das Pirâmides, o sócio e administrador da 123milhas, Ramiro Madureira, pediu desculpa aos consumidores e prometeu ressarcir os clientes prejudicados a partir de uma solução junto aos órgãos públicos e à Justiça. Ele também negou ilicitude da empresa.

Sobre a linha promocional suspensa, Madureira explicou que havia estudos consistentes que indicavam a sustentabilidade do modelo. “Acreditávamos que o custo diminuiria com o tempo, à medida que ganhávamos eficiência na tecnologia de operação e que o mercado de aviação fosse se recuperando dos efeitos da pandemia”, disse.

No entanto, ele declarou que o efeito foi oposto e que o mercado “tem se comportado permanentemente como se estivesse em alta temporada, e isso abalou os fundamentos”.

Situação das CPIs
Na CPI das Americanas, o relatório final é acompanhado de quatro projetos de lei para combater a corrupção nas empresas e melhorar a governança. Não há, no entanto, indiciamento a possíveis responsáveis pela fraude das Americanas.

“Entendi que seria inconsequente neste momento acusar uma ou outra pessoa em especial. Então, esse trabalho fica para o Ministério Público Federal, fica para a Polícia Federal, e com o surgimento diário de novos fatos, logo teremos aí os responsáveis sendo incriminados”, afirmou o relator, deputado Carlos Chiodini (MDB-SC).

A sugestão de propostas também deve fazer parte dos relatórios das CPIs das Apostas e das Pirâmides Financeiras. No caso das pirâmides, a ideia é propor a necessidade de separar recursos de clientes do patrimônio empresarial e responsabilizar figuras públicas que promovam esquemas fraudulentos.

No caso da CPI do MST, o relatório final tem data para ser apresentado em 14 de setembro. O presidente da comissão, deputado Zucco (Republicanos-RS), ordenou o encerramento das atividades até lá.

Na última semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso suspendeu os depoimentos de dois servidores do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) agendados para a CPI do MST.

Fonte: r7

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Brasil

Após duas tentativas frustradas, CPI deve ouvir sócios e diretores da 123milhas nesta quarta

por Redação 6 de setembro de 2023

Sócios, diretores e ex-diretores da 123milhas devem depor nesta quarta-feira (6) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga pirâmides financeiras com criptomoedas na Câmara dos Deputados. Como já houve duas tentativas frustradas de ouvir os responsáveis pela empresa, o presidente do colegiado, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), solicitou na semana passada a condução coercitiva dos irmãos Ramiro Soares Madureira e Augusto Julio Soares Madureira, no caso de faltarem novamente à sessão.

Além dos irmãos, são esperados na comissão:

  • Tânia Madureira — sócia da empresa HotMilhas, do mesmo grupo da 123milhas;
  • Marcos Brandão — ex-vice-presidente de governança e gestão da 123milhas;
  • Roger Duarte Costa — gerente de prevenção a fraudes da 123milhas; e
  • Matheus Divino — gerente de planejamento, orçamento e controle da 123milhas.

Eles devem explicar a suspensão da emissão de passagens aéreas já compradas pelos consumidores, anunciada pela companhia no último dia 18 de agosto. A interrupção afeta viagens já contratadas com embarques previstos para o período de setembro a dezembro deste ano. A 123milhas anunciou que vai devolver integralmente os valores pagos pelos clientes com correção monetária, mas por meio de vouchers.

Quebra de sigilo
Nesta terça (5), a ministra Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia manteve a decisão de quebrar o sigilo fiscal e bancário dos donos da 123milhas, aprovada pela CPI.

A ministra também determinou que o colegiado deve resguardar o sigilo dos documentos da quebra, sendo que quem eventualmente divulgá-los, possibilitar ou facilitar a divulgação será responsabilizado judicialmente.

Fonte: r7

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Política

Ex-número 2 do GSI diz que 8/1 não teria acontecido se G. Dias tivesse compartilhado informações

por Redação 4 de setembro de 2023

Ex-número 2 do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Carlos José Assumpção Penteado afirmou que a retenção de relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) pelo general Gonçalves Dias — então ministro-chefe do GSI — impediu a avaliação real da situação dos atos de 8 de janeiro. A declaração foi feita em depoimento, nesta segunda-feira (4), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Ex-secretário-executivo do GSI, Penteado disse que todas as ações conduzidas pela pasta estariam “diretamente relacionadas à retenção [dos alertas da Abin] pelo ministro Gonçalves Dias” e que os relatórios “não foram disponibilizados oportunamente para que fosse acionado o Plano Escudo” antes da invasão dos prédios dos Três Poderes.

“As ações previstas pelos planos públicos teriam impedido a invasão do Palácio do Planalto. Os alertas da Abin não chegaram ao meu conhecimento e tampouco ao nível responsável pela execução da segurança do Planalto e ao secretário de segurança e coordenação presidencial”, ressaltou.

Segundo ele, por não receber essas informações, a criticidade de risco era laranja. “No dia 8, estavámos com o Palácio totalmente vazio. Exceto pelo pessoal de segurança, a tropa permanente que vai ao Palácio do Planalto e os agentes de segurança de instalação”, afirmou. O ex-secretário-executivo também acrescentou que o prédio dos Três Poderes é vulnerável. “Não tem nenhuma barreira imposta ou natural que possa barrar as manifestações”, avaliou Penteado, que afirmou que não houve facilitação de acesso. “Os militares que atuaram eram os mesmos da posse [do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 1° de janeiro]”, acrescentou.

Entenda
O general Penteado foi convidado à CPI após o depoimento do general Gonçalves Dias, que era ministro do GSI durante os atos de 8 de janeiro. O ex-ministro afirmou, em depoimento à CPMI do Congresso Nacional, que o então secretário-executivo não informou a ele a real situação das manifestações e teria dito que a situação estava “normal e tranquila”, o que teria influenciado as decisões do ministro.

Mensagens obtidas pelo R7 revelam que, ao longo dos dias que antecederam o 8 de Janeiro, a cúpula da Abin não acreditava no potencial dos ataques às sedes dos Três Poderes, mesmo tendo acesso a informações do planejamento dos extremistas, feito em redes sociais e no acampamento no quartel-general do Exército, em Brasília. Dois dias antes da invasão dos prédios dos Três Poderes, o risco de uma ação violenta chegou a ser apontado como “bravata” pela Abin.

As mensagens foram trocadas entre o general Gonçalves Dias, o diretor-adjunto da Abin, Saulo Moura Cunha, e o secretário de Planejamento e Gestão da agência, Leonardo Singer. G. Dias recebeu cerca de 20 relatos de Cunha nos dias anteriores à ação dos extremistas dando conta do baixo risco de uma ação violenta, mas foi só na manhã do dia 8 que ele reconheceu: “Vamos ter problemas”.

As mensagens também revelam como dirigentes da cúpula da Abin chegaram a discutir um plano para se blindarem (“de todas as formas, mas sem relar no G. Dias”) que envolveria até “conseguir um espaço” com alguém próximo ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Próximos passos
Na quinta-feira (14), a CPI vai ouvir o testemunho do hacker Walter Delgatti Neto. Ele ficou conhecido pelo envolvimento na organização criminosa que vazou conversas de autoridades, chamada de Operação Vaza Jato. Em depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, Delgatti Neto acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de lhe prometer indulto caso assumisse um suposto grampo feito por agentes estrangeiros ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Depois de Neto, a CPI ainda vai ouvir o depoimento de:

  • coronel Paulo José Ferreira de Souza Bezerra, em 21 de setembro;
  • Ana Priscila Azevedo, em 28 de setembro;
  • major Cláudio Mendes dos Santos, em 5 de outubro;
  • capitão José Eduardo Natale de Paula Pereira, em 9 de outubro;
  • Saulo Moura da Cunha, em 19 de outubro; e
  • coronel Reginaldo Leitão, em 26 de outubro.

Prorrogação
Pelo prazo inicial de 180 dias de duração, a CPI dos Atos Antidemocráticos deveria se encerrar nesta quarta-feira (6), mas os sete membros da comissão pediram uma prorrogação de 90 dias. Com a extensão, os trabalhos continuam até 5 de dezembro.

Resultados da CPI
Na quinta-feira (31), a CPI ouviu outras duas pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos: o líder indígena José Acácio Serere Xavante e o comerciante suspeito de financiar as práticas Armando Valentim Settin Lopes de Andrade. No fim dos depoimentos, o presidente da CPI, Chico Vigilante (PT), afirmou que os dois mentiram. Por isso, o colegiado aprovou a quebra de sigilo bancário e telefônico de Serere Xavante, assim como um pedido de inquérito sobre o depoimento de Andrade à Polícia Civil, uma vez que o comerciante teria negado o próprio testemunho prestado à polícia do DF.

Fonte: r7

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BrasilEconomia

Lira vai instalar CPI para investigar esquema de pirâmide financeiras com criptomoedas

por Redação 4 de junho de 2023

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), vai instalar na terça-feira (6) a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das criptomoedas. O objetivo é investigar 11 empresas que teriam realizado operações fraudulentas com pirâmides financeiras. A CPI terá prazo de funcionamento de 120 dias, prorrogável por até 60 dias, e será formada por 32 titulares e 32 suplentes, que serão indicados pelas lideranças partidárias.

As empresas alvo da comissão foram identificadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), acusadas de se utilizar de divulgação de informações falsas sobre projetos e promessa de rentabilidade alta ou garantida para atrair as vítimas e sustentar um esquema de pirâmide financeira. Os investigados têm os nomes relacionados com os esquemas da Atlas Quantum, Zero10 Club (Genbit) e TraderGroup.

A Atlas Quantum é uma empresa que atua no mercado financeiro oferecendo soluções em investimentos. A plataforma é voltada para o Bitcoin e tem como missão fornecer saques para os que possuem moedas digitais. Em 2019, a empresa parou de pagar investidores, deixando um prejuízo estimado de US$ 7 bilhões a 200 mil pessoas. O negócio foi processado pela CVM e é alvo de investigação da Polícia Federal.

No caso da Zero10 Club, que depois mudou o nome para Genbit, eram oferecidos investimentos em cotas empresariais com ganhos de 5% a 15% ao mês. Em 2019, o Ministério Público entrou com ação contra a empresa contra prejuízo de R$ 1 bilhão a cerca de 45 mil pessoas.

Já o Trader Group foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 2019, acusada de pirâmide financeira. Após isso, a CVM multou o grupo em R$ 14,6 milhões, por oferecer tokens de valor mobiliário de forma irregular.

As comissões parlamentares de inquérito têm poderes de investigação semelhantes às autoridades judiciais. Podem convocar autoridades, requisitar documentos e quebrar sigilos pelo voto da maioria dos integrantes.

A comissão vai funcionar na Câmara ao mesmo tempo que outras três CPIs: a do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a das Americanas e a das apostas esportivas. Além dessas, também está em atividade a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de janeiro, que apura os atos de vandalismo na Esplanada.

Fonte: r7

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GuarulhosPolítica

General Dutra, ex-chefe militar do Planalto, será ouvido na CPI da Câmara Legislativa do DF na quinta

por Redação 15 de maio de 2023

O depoimento do general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto, está marcado para quinta-feira (18) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos atos do dia 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Além de Dutra, dois generais tiveram sua convocação alterada para convite pela comissão da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF): os ex-ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno e Gonçalves Dias. Na prática, isso significa que os militares não são mais obrigados a comparecer, uma vez que apenas a presença mediante convocação é obrigatória.

“Recebemos uma delegação de militares, encaminhados pelo comandante do Exército brasileiro, e ele pediu, se fosse possível, que nós transformássemos as convocações de três generais em convites, e aí ele garantiria a presença desses generais, uma vez sendo convidados”, explicou o presidente da CPI, o deputado Chico Vigilante (PT).

No dia 19 de março, o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), cancelou sua ida à Comissão, alegando ter sido orientado a não comparecer à CPI, “para não pôr mais gasolina” no assunto. O depoimento de Heleno foi remarcado para o dia 1º de junho. O ex-secretário de Segurança Pública e ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, também não compareceu à Câmara Legislativa do DF.

Depoimentos marcados:

  • 18 de maio: general Gustavo Henrique Dutra de Menezes (general Dutra), ex-chefe do Comando Militar do Planalto;
  • 1º de junho: general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • 17 de junho: general Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI;
  • 26 de junho: comandante-geral da PMDF, coronel Klepter Rosa Gonçalves.

Fonte: r7

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BrasilEsporte

CPI das apostas de manipulação de resultados de jogos de futebol deve ser instalada até quarta-feira

por Redação 12 de maio de 2023

Deputados vão escolher na próxima terça-feira (16) os nomes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das apostas de manipulação de resultados no futebol.

A previsão é que a CPI seja instalada até quarta-feira (17), ao mesmo tempo que duas outras: a do MST e a da Americanas. Os parlamentares devem escolher quem ficará com a relatoria e a presidência e, ainda, indicar os deputados que vão compor o colegiado.

Eduardo Bandeira de Mello, deputado federal (PSB-RJ) e ex-presidente do Flamengo, é um dos nomes que devem estar na lista dos integrantes. Eduardo foi convidado por Felipe Carreras (PSB-PE) pela ligação que tem com o esporte. Carreras é o autor da proposta da CPI e o principal nome para ocupar a presidência da comissão.

Entre as motivações para a apresentação do requerimento pelo deputado Felipe Carreras estão as suspeitas sobre o esquema de apostas em Goiás, que ficou conhecido como “penalidade máxima”. Dezenove jogadores que disputaram a primeira e a segunda divisão em 2022 já foram denunciados, além de dezenas de outros que tiveram o nome citado em conversas dos apostadores apreendidas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).

Na quarta (10), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou à Polícia Federal que investigue manipulações nos jogos das séries A e B do Campeonato Brasileiro e de torneios estaduais entre 2022 e 2023.

Fonte: r7

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