O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, entra na faixa 3 de operação, classificada como alerta, a partir desta quarta-feira (1º). A mudança ocorre após o sistema encerrar junho com 39,87% do volume útil, abaixo do limite de 40% estabelecido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas. Com isso, a Sabesp terá de reduzir a captação máxima de água de 33 para 27 metros cúbicos por segundo.
A alteração faz parte das regras de operação criadas após a crise hídrica de 2014 e 2015 e não representa racionamento nem redução imediata no abastecimento. A medida limita apenas a quantidade de água que pode ser retirada diariamente do sistema, buscando preservar os reservatórios durante o período de estiagem.
Segundo a ANA e a SP Águas, o Cantareira registrava 40,52% do volume útil no fim de maio, índice que caiu para 39,87% ao final de junho, motivando a mudança de faixa operacional. Os órgãos acompanham diariamente os níveis dos reservatórios, as vazões e o volume armazenado para definir as condições de operação.
Para reduzir os impactos da restrição, a Sabesp poderá complementar o abastecimento com água transposta da represa da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do Rio Paraíba do Sul, dentro dos limites autorizados pelos órgãos gestores.
A ANA e a SP Águas também reforçaram a necessidade de reduzir perdas no sistema e incentivar o consumo consciente de água durante o período seco, como forma de preservar os reservatórios.
O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Grande São Paulo e também atende municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). O complexo reúne os reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com capacidade útil de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, uma interligação com a represa da UHE Jaguari reforça a segurança hídrica da região.
Até a última atualização da reportagem, a Sabesp não havia informado se a mudança terá impactos para a população.
Fonte: G1