A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou as orientações para prevenção de acidentes com escorpiões diante do aumento dos casos registrados em diversas regiões do Brasil. O órgão alerta que qualquer pessoa picada deve procurar atendimento médico imediatamente, mesmo quando o animal não for identificado.
Segundo a Secretaria, os escorpiões se adaptaram ao ambiente urbano e costumam se esconder em locais escuros e úmidos, como entulhos, ralos, caixas de gordura, tubulações, pilhas de madeira, materiais de construção e terrenos com acúmulo de lixo. Eles também podem acessar casas e apartamentos por frestas, calhas e encanamentos.
Como evitar o aparecimento de escorpiões
A principal medida de prevenção é manter os ambientes limpos, eliminando possíveis esconderijos e fontes de alimento, principalmente baratas.
A Secretaria da Saúde recomenda:
- Manter quintais e jardins limpos, sem lixo, entulho ou folhas secas;
- Acondicionar corretamente o lixo doméstico;
- Vedar ralos, frestas, portas e caixas de passagem;
- Instalar telas em janelas;
- Evitar que plantas e arbustos encostem em muros e paredes;
- Não deixar roupas, calçados ou toalhas no chão;
- Sacudir roupas e sapatos antes de utilizá-los;
- Manter móveis e camas afastados das paredes.
O órgão também destaca que não há comprovação científica de que plantas como citronela, arruda, lavanda ou alecrim sejam capazes de afastar escorpiões.
O que fazer ao encontrar um escorpião
Caso encontre um escorpião, a recomendação é não tentar capturá-lo sem equipamentos de proteção adequados. Se houver condições seguras, a captura deve ser feita utilizando recipientes plásticos resistentes e ferramentas de cabo longo, mantendo distância do animal.
Outra orientação é comunicar o aparecimento do escorpião à prefeitura do município.
A Secretaria alerta ainda que não é recomendado utilizar inseticidas, água sanitária, vinagre ou outros produtos químicos, pois essas substâncias podem dispersar os animais e aumentar o risco de acidentes.
Como agir em caso de picada
Em caso de picada, a orientação é:
- Lavar o local com água e sabão;
- Fazer compressa morna para aliviar a dor;
- Procurar atendimento médico imediatamente;
- Não fazer torniquete;
- Não espremer ou tentar sugar o veneno;
- Não utilizar medicamentos sem orientação médica.
Se possível, a Secretaria orienta fotografar ou levar o escorpião para facilitar a identificação da espécie.
Sintomas mais comuns
Os acidentes podem provocar:
- Dor intensa no local da picada;
- Vermelhidão e inchaço;
- Suor excessivo;
- Náuseas e vômitos;
- Aumento dos batimentos cardíacos;
- Sonolência, tremores e dificuldade para respirar nos casos mais graves.
Crianças, idosos e pessoas com comorbidades merecem atenção especial, pois podem apresentar complicações de forma mais rápida.
Espécies mais comuns em São Paulo
As espécies que mais causam acidentes no estado são:
- Escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), considerado o mais perigoso;
- Escorpião-marrom (Tityus bahiensis);
- Escorpião-amarelo-do-Nordeste (Tityus stigmurus), também conhecido pelo veneno de alta toxicidade.
A Secretaria da Saúde reforça que a prevenção é a principal forma de reduzir acidentes e orienta a população a buscar assistência médica imediatamente em caso de picada.