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Tag:

SILVINEI VASQUES

Política

Silvinei Vasques passa mal em depoimento à PF e nega interferência nas eleições de 2022

por Redação 11 de agosto de 2023

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso nesta quarta-feira (9), passou mal duas vezes durante seu depoimento à Polícia Federal, nesta quinta-feira (10), em Brasília. Ele precisou ser atendido por brigadistas que atuam no órgão. Na oitiva, o delegado negou que tenha agido para interferir no resultado das eleições do ano

Como noticiou o R7 na manhã desta quinta-feira, a defesa de Vasques confirmou que as autoridades investigativas não ofereceram delação premiada. “Ele não aceitaria, porque quem delata é criminoso”, declarou o advogado Eduardo Simão. A fala ocorreu na saída da sede da Polícia Federal.

De acordo com a defesa, a mensagem do coodenador da PRF Adiel Alcântara a respeito de “policiamento direcionado” diz respeito a ações gerais da instituição — e não à perseguição a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Cada atividade da PRF, cada operação tem uma direção, como meio ambiente e questão de crimes eleitorais”, disse Simão.

Vasques foi preso preventivamente em casa, na região metropolitana de Florianópolis, nesta quarta-feira, por suspeita de uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral do ano passado. O pedido de prisão foi baseado, entre outras provas, em mensagens encontradas em celulares de servidores da PRF que prestaram depoimento no caso.

Além da prisão do ex-diretor-geral, 47 policiais rodoviários que participaram de uma reunião com Vasques em 19 de outubro foram ouvidos pela PF na quarta-feira. Fontes ouvidas pela Record TV avaliam que alguns depoimentos podem incriminar o ex-chefe da corporação.

No inquérito da Justiça Eleitoral do Distrito Federal que corre em paralelo, o ex-diretor-geral responsabilizou o Ministério da Justiça e Segurança Pública pelas operações da PRF no segundo turno do ano passado, diferentemente do que tinha dito à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro. Na ocasião, ele declarou aos parlamentares que não houve diferença de atuação da corporação do primeiro para o segundo turno.

A defesa de Vasques, após o depoimento à PF nesta quinta, minimizou a declaração do ex-diretor-geral sobre a pasta. “A PRF é subordinada ao Ministério da Justiça [e Segurança Pública], tem que obedecer, mas não teve nenhum pedido [de intensificar fiscalizações]. O ministério pediu para a PRF cumprir a legislação”, declarou o advogado Eduardo Simão.

‘Policiamento direcionado’
Mensagens obtidas pela PF mostram que Silvinei teria ordenado um “policiamento direcionado” contra eleitores do então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2022.

Em 29 de outubro, mensagens trocadas entre o policial rodoviário federal Adiel Pereira Alcântara, então coordenador de Análise de Inteligência da PRF, e Paulo César Botti Alves Júnior, subordinado a ele, mostram que o próprio Alcântara criticou a conduta de Vasques. Ele afirma que o ex-diretor-geral teria falado “muita m…” nas reuniões de gestão, notadamente determinando o “policiamento direcionado” das equipes da corporação nas blitze realizadas no segundo turno das eleições e “corroborando com os elementos de prova que indicam as ações policiais visando dificultar ou mesmo impedir eleitores de votar”.

Conversas de WhatsApp de 12 de outubro no celular de Alcântara com o policial rodoviário federal Luís Carlos Reischak Júnior, então diretor de Inteligência da PRF, indicam a orientação de uma ação ostensiva para o dia 30 do mesmo mês. “Chamando atenção um trecho no qual mencionam abordagens de ônibus que levam passageiros de São Paulo para o Nordeste”, diz um trecho do documento obtido pela PF.

“Perfeito, chefe. Acho que é bom e assim, acho que a gente tem que levar em consideração também essa decisão recente do [ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto] Barroso que liberou o transporte gratuito de eleitores no dia 30. Porque vai ser difícil caracterizar o transporte clandestino de eleitor, né”, respondeu Alcântara.

À Record TV, a defesa de Vasques disse, em referência ao mapeamento dos eleitores de Lula, que ele não pode ser responsabilizado por atos que tenham sido cometidos por outras pessoas.

Fonte: r7

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Política

TCU vai fazer auditoria em gastos da PRF com operações ao longo de 2022

por Redação 9 de agosto de 2023

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai inspecionar os gastos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com operações de trânsito durante o ano passado. A auditoria da corte vai apurar se houve uso indevido de recursos públicos por parte da corporação. A inspeção mira a atuação do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso nesta quarta-feira (9) por suspeita de uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral do ano passado.

Caso a auditoria do tribunal comprove a prática de crimes, os responsáveis poderão ter que devolver o dinheiro gasto nas operações.

Vasques foi preso na manhã desta quarta, em Florianópolis (SC). Segundo investigações da Polícia Federal, integrantes da PRF teriam direcionado recursos humanos e materiais com o intuito de dificultar o trânsito de eleitores no segundo turno.

Os agentes da PF cumpriram, ao todo, dez mandados de busca e apreensão, além do mandado de prisão preventiva de Vasques, nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte e no Distrito Federal. Todos os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Oitiva de 47 policiais rodoviários federais
A operação que prendeu Vasques teve o apoio da Corregedoria-Geral da PRF, que determinou ainda a oitiva de 47 policiais rodoviários federais.

Segundo a PF, os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de prevaricação e violência política, previstos no Código Penal Brasileiro, e os crimes de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio e ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no dia da eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade dos mesmos a determinado partido ou candidato, que consta no Código Eleitoral Brasileiro.

De acordo com a Polícia Federal, os crimes apurados teriam sido planejados desde o início de outubro de 2022, sendo que, no dia do segundo turno, foi realizado patrulhamento ostensivo e direcionado à região Nordeste.

Fonte: r7

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Política

Ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques é preso por suposta interferência nas eleições

por Redação 9 de agosto de 2023

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (9) o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, em Santa Catarina, por suspeita de uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral do ano passado. Segundo as investigações, integrantes da PRF teriam direcionado recursos humanos e materiais com o intuito de dificultar o trânsito de eleitores no segundo turno.

Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a PF, os crimes apurados teriam sido planejados desde o início de outubro daquele ano, sendo que, no dia do segundo turno, foi realizado patrulhamento ostensivo e direcionado à região Nordeste.

Os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Norte.

O R7 apurou que outros ex-diretores também são alvo da operação. Segundo fontes, Silvinei deve ser levado para Brasília (DF).

A operação conta com o apoio da Corregedoria Geral da PRF, que determinou ainda a oitiva de 47 policiais rodoviários federais.

Segundo a PF, os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de prevaricação e violência política, previstos no Código Penal Brasileiro, e os crimes de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio e ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no dia da eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade dos mesmos a determinado partido ou candidato, do Código Eleitoral Brasileiro.

Indícios de participação
Em julho, a CPMI do 8 de Janeiro afirmou ao STF que há indícios de que Silvinei tenha participado das ações preparatórias para os ataques extremistas. A justificativa da comissão veio depois de uma solicitação da defesa do ex-diretor da PRF para que o STF anulasse um pedido, aprovado pelo colegiado, de quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Silvinei.

A CPMI aprovou as quebras de sigilo em 11 de julho, na última sessão antes do recesso parlamentar. A defesa de Silvinei protocolou um mandado de segurança no STF e alegou que a decisão da comissão viola os “direitos à imagem e à privacidade” do ex-diretor, garantidos pela Constituição Federal.

Depoimento à CPMI
Em junho, em depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, Silvinei negou que tenha direcionado as operações da corporação à região Nordeste no dia do segundo turno das eleições.

Vasques levou um dossiê, com mais de 300 páginas, sobre a atuação da polícia e afirmou que a corporação sofreu “a maior injustiça já realizada na história”. Ele foi à CPMI acompanhado de dois advogados.

Em abril, o Ministério da Justiça divulgou que foram constatados três desvios de padrão relacionados à atuação da PRF por ocasião do segundo turno das eleições presidenciais, em 30 de outubro do ano passado.

Um deles mostra que houve uma atuação maior dos policiais rodoviários federais na região Nordeste em comparação às demais regiões. Segundo o ministério, foram fiscalizados 2.185 ônibus no Nordeste no dia 30 de outubro do ano passado. No Centro-Oeste, foram 893 ônibus; na região Sul, 632; no Sudeste, 571; e no Norte, 310.

Fonte: r7

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PolíticaBrasil

Vasques nega relação próxima com Bolsonaro e justifica foto com ex-presidente

por Redação 20 de junho de 2023

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques disse, nesta terça-feira (20), que tinha uma relação “profissional” com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que as fotos que tem com o ex-chefe do Executivo só foram possíveis porque Bolsonaro “foi o único presidente que autorizou” os registros e que ter uma foto ao lado do presidente da República “emociona” os policiais.

“Eu nunca fui em nenhuma festa dele, por exemplo, da filha dele mais nova. Não sou padrinho, não sou parente. Nunca votei nele porque meu titulo de eleitor está e sempre esteve em Florianópolis. O que a gente tinha era uma relação muito profissional”, disse.

O ex-diretor é réu em um processo que corre na Justiça do Rio de Janeiro, sob acusação de improbidade administrativa. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Federal, que alegou que Vasques fez uso indevido do cargo em benefício eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu sou um cidadão. Nunca cometi crime eleitoral. Usei o meu celular, minha rede social, no meu horário de folga”, disse.

Inclusive há muitos questionamentos, como ‘por que o senhor tem foto com o presidente na ação no RJ?’. Porque foi o único que deixou bater a foto. Nenhum outro presidente autorizou a gente a bater foto. Como eu ia ter foto com outro presidente? Qual o orgulho para um servidor público, para um policial? [O presidente da República] é o maior comandante das polícias. Qualquer presidente, o atual também é. Todos foram. É um orgulho para a gente levar uma foto do presidente, a gente se emociona. Mas, infelizmente, ele foi o único que dava essa autorização.

SILVINEI VASQUES, EX-DIRETOR-GERAL DA PRF, EM DEPOIMENTO NA CPMI DO 8 DE JANEIRO

Silvinei ressaltou que recebeu algumas ligações de Bolsonaro, mas todas para tratar de serviços públicos, principalmente quando o ex-presidente ia às ruas ou para pedir melhorias na carreira de policial rodoviário federal. “Eu não tenho nenhuma relação íntima com o [ex-] presidente da República e, quando falei com ele pessoalmente em algumas vezes, foi para pedir reestruturação [de carreiras], um orçamento maior. Foram essas as conversas, a gente não tinha nada mais do que isso.”

Depoimento de Silvinei Vasques
Vasques foi convocado a prestar esclarecimentos na CPMI sobre o suposto direcionamento da corporação na região Nordeste no dia do segundo turno das eleições. Na primeira fala ao colegiado, ele apresentou um dossiê, com mais de 300 páginas, sobre a atuação da polícia e afirmou que a corporação sofreu “a maior injustiça já realizada na história”.

“Não é verdade que as operações tenham sido direcionadas. Lembrando que as polícias trabalham com georreferenciamento e estatísticas. Então, o Nordeste tem o maior efetivo, a maior rede viária, a segunda maior frota de ônibus e vans do Brasil. No Nordeste também é onde, infelizmente, ocorreram a maior quantidade de prisões sobre crimes eleitorais nas últimas cinco eleições e a maior apreensão de armas de fogo”, disse.

Ele desmentiu um relatório do Ministério da Justiça, divulgado em abril, que constatou três desvios de padrão relacionados à atuação da PRF no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o ministério, foram fiscalizados 2.185 ônibus no Nordeste no dia 30 de outubro do ano passado; na região Centro-Oeste, foram 893 ônibus; no Sul, 632; no Sudeste, 571; e na região Norte, 310.

Segundo Silvinei, no entanto, as operações da PRF no dia do segundo turno não prejudicaram as eleições. “Não existe nenhum brasileiro que deixou de votar nas eleições por causa das abordagens dos policiais rodoviários federais, nenhum ônibus foi apreendido”, disse.

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Política

Ex-diretor-geral da PRF é o primeiro a depor na CPMI do 8 de Janeiro

por Redação 20 de junho de 2023

O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques é o primeiro a depor na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro, nesta terça-feira (20). Ele vai ter que explicar sobre as blitze ocorridas em rodovias federais em 30 de outubro de 2022 – dia do segundo turno das eleições – principalmente na região Nordeste. Vasques vai ser ouvido como testemunha, a partir de um requerimento apresentado pela relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA). O ex-diretor se aposentou no final do ano passado. Ele estava à frente da PRF desde abril de 2021.

No dia do segundo turno das eleições, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, chegou a intimar Vasques e a determinar que ele interrompesse imediatamente as operações da corporação relacionadas ao transporte público.

Na data, a PRF realizou diversas operações de abordagem em rodovias, com foco principalmente em estados do Nordeste. As ações provocaram engarrafamentos e atrasos, e a corporação foi acusada de tentar impedir o acesso dos eleitores às sessões de votação.

Em depoimento à Polícia Federal, em novembro do ano passado, Vasques negou que tenha feito uso político da PRF e disse que as operações foram realizadas para apurar possíveis ocorrências de transporte irregular de eleitores, o que é considerado crime eleitoral.

A relatora também quer ouvir de Silvinei a explicação sobre a investigação em que ele é alvo por suspeita de improbidade administrativa, por pedir votos nas redes sociais para o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Improbidade administrativa é quando um funcionário do Estado, durante o exercício da sua função pública, pratica atos ilegais ou contrários aos princípios básicos da Administração Pública: sendo esses a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência.

A ideia de Eliziane é investigar a cronologia fatos e a correlação com os ataques às sedes dos Poderes. “Tal como proposto no plano de trabalho apresentado a esta comissão, pretende-se que as nossas atividades se iniciem com a dissecação dos fatos que norteiam importantes datas,” afirma a senadora. Eliziane disse ainda que espera-se como natural desdobramento, a investigação de outros fatos no requerimento que embasaram a instauração da CPMI.

Ainda na terça-feira, o colegiado deve analisar 21 requerimentos, entre eles, a convocação do ex-ministro chefe do GSI, general Marco Edson Gonçalves Dias; do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha; e de Renato Martins Carrijo, perito da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), responsável pela elaboração do laudo sobre o exame do local onde foi encontrada uma bomba próxima ao aeroporto de Brasília, em 24 de dezembro.

Os parlamentares também devem analisar requerimentos de pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) de todos os documentos, processos e inquéritos das investigações dos atos de vandalismo. O Ministério Público Federal (MPF) também deve ser requisitado para compartlhar informações referentes aos processos.

Outros depoimentos
Na semana passada, a CPMI aprovou a convocação de 36 pessoas que podem ter ligação com os atos de vandalismo às sedes dos Três Poderes. As convocações miram, em parte, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno e o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, preso na operação da Polícia Federal que investiga suposto esquema de fraude em dados de vacinação contra a Covid-19.

Na quinta-feira (22), a CPMI deve ouvir o empresário George Washington de Oliveira Souza, condenado por ter planejado um atentado a bomba perto do Aeroporto de Brasília, em 24 de dezembro. George está preso desde dezembro e, em maio, foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado.

Natural do Pará, George veio para a capital federal para participar dos atos extremistas que contestavam o processo eleitoral e o resultado das eleições de 2022. Em depoimento à polícia, ele disse que tinha o objetivo de chamar atenção para o acampamento montado em frente ao quartel-general do Exército e chegou a dizer que o plano era “dar início ao caos”, o que levaria à “decretação do estado de sítio no país”.

Ele foi preso em um apartamento no Sudoeste, região central de Brasília, com duas espingardas, um fuzil, dois revólveres, três pistolas, cinco emulsões explosivas, munições e uniformes camuflados. George tinha licença como CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador).

Além de George, outros três acusados de ter participado da tentativa de atentado também foram convocados para falar na CPMI: Alan Diego dos Santos, Jeferson Henrique Ribeiro Silveira e Wellington Macedo de Souza. As datas dos depoimentos deles ainda não foram marcadas.

Veja a lista completa de convocados

  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
  • Mauro Cesar Barbosa Cid: tenente-coronel do Exército investigado pela Polícia Federal por supostamente fraudar dados de vacinação contra a Covid-19;
  • Jorge Eduardo Naime Barreto: coronel ex-comandante responsável pelo Departamento Operacional da PMDF;
  • Silvinei Vasques: ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal;
  • Edilson Antonio Piaia: produtor rural investigado por uso de caminhões para bloqueio de rodovias;
  • Diomar Pedrassani: empresário suspeito de financiar atos extremistas;
  • Augusto Heleno Ribeiro Pereira: ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil e ex-ministro-Chefe de Segurança Institucional;
  • Antônio Elcio Franco Filho: ex-número 2 da Saúde, investigado pela PF por tramar suposto plano de golpe de Estado;
  • Argino Bedin: empresário suspeito de financiar os atos de vandalismo;
  • Albert Alisson Gomes Mascarenhas: empresário que participou da depredação nas sedes dos Três Poderes;
  • Ailton Barros: militar da reserva que foi preso na operação da PF sobre fraudes em cartões de vacinação;
  • Marília Ferreira de Alencar: ex-subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Leandro Pedrassani: empresário suspeito de financiar os atos de vandalismo;
  • Joveci Xavier de Andrade: empresário suspeito de financiar os atos de vandalismo;
  • José Carlos Pedrassani: empresário suspeito de financiar os atos de vandalismo;
  • Jorge Teixeira de Lima: Delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF);
  • Jeferson Henrique Ribeiro Silveira: motorista acusado de participar da tentativa de atentado a bomba no Aeroporto de Brasília;
  • Gustavo Henrique Dutra de Menezes: ex-chefe do Comando Militar do Planalto (CMP);
  • George Washington de Oliveira Sousa: condenado por tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 24 de dezembro de 2022;
  • Fernando de Souza Oliveira: ex-Secretário Executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Fábio Augusto Vieira: ex-Comandante da Polícia Militar do Distrito Federal;
  • Robson Cândido: delegado-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF);
  • Roberta Bedin: empresária suspeita de financiar atos de vandalismo;
  • Marcelo Fernandes: delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF);
  • Márcio Nunes de Oliveira: ex-Delegado-Geral da Polícia Federal;
  • Milton Rodrigues Neves: delegado da Polícia Federal;
  • Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra: coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e ex-chefe interino do Departamento de Operações (DOP);
  • Leonardo de Castro: diretor de Combate à Corrupção e Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal;
  • Júlio Danilo Souza Ferreira: ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Walter Braga Netto: ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro
  • Alan Diego dos Santos: condenado por tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 24 de dezembro de 2022;
  • Ainesten Espírito Santo Mascarenhas: empresário investigado por participar da depredação nas sedes dos Três Poderes;
  • Adauto Lucio de Mesquita: empresário mencionado em relatório da PCDF suspeito de coordenar o financiamento do acampamento no QG do Exército;
  • Valdir Pires Dantas Filho: perito da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
  • Wellington Macedo de Souza: blogueiro envolvido no episódio da tentativa de ataque a bomba no Aeroporto de Brasília.

Fonte: r7

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