Inspirado no gesto bíblico de “virar a outra face”, o “Tapa na Cara” — ou “Slap the Face” — deixou de ser apenas um ato de provocação para se transformar em uma modalidade esportiva com regras, federações e campeonatos internacionais. Criado na Rússia, o esporte já conta com eventos nos Estados Unidos, Polônia e Emirados Árabes, e agora tenta conquistar espaço no Brasil.
Um dos principais responsáveis por essa missão é o brasileiro Wagner da Conceição Martins, o Zuluzinho, ex-lutador de MMA e filho do lendário Rei Zulu. Ele foi campeão mundial em 2020, após encarar o temido russo Vasily Kamotsky — ícone da modalidade e dono de uma “mão pesada” que costuma nocautear adversários.
O formato das lutas é simples, mas intenso: cada combate tem cinco tentativas para cada lutador golpear o adversário, sem tempo determinado, com até 30 segundos para se recuperar entre um tapa e outro. A vitória pode vir por nocaute ou na soma de pontos.
Com prêmios que variam entre R$ 300 e R$ 3 mil no Brasil — bem abaixo do que é pago no exterior —, a modalidade ainda não tem um campeonato nacional oficial, mas já conta com uma federação e está nos planos de Zuluzinho realizar o primeiro “Brasileirão do Tapa na Cara”.
O maior torneio do mundo, o Power Slap, é organizado por Dana White, criador do UFC, e tem mais de seis milhões de seguidores nas redes sociais.
Para Zuluzinho, o esporte pode se consolidar por aqui:
“As portas estão se abrindo para esse grande evento, que é uma novidade e já está fazendo sucesso no Brasil. Quero trazer de volta atletas que estão competindo fora e fortalecer a modalidade”, afirmou.
Fonte: GE