Golpe “Te fazem uma lavagem cerebral”: aposentada perde R$ 255 mil em golpe do falso advogado no RS Redação28 de outubro de 2025021 visualizações Uma aposentada de Parobé (RS) perdeu R$ 255 mil após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passavam por advogados. O golpe começou com uma simples mensagem de celular: do outro lado da tela, uma pessoa dizia ser sua advogada e afirmava que o processo de pensão por morte do marido estava prestes a ser concluído. Para liberar o valor, bastaria fazer um depósito. “Eles te fazem uma lavagem cerebral”, relatou a vítima, que preferiu não se identificar. O que parecia ser o fim de uma longa espera se transformou em um prejuízo de todas as economias de uma vida. A aposentada contou que foi convencida por mensagens que aparentavam legitimidade. Os golpistas enviavam comprovantes, documentos com timbres oficiais e até simulações de conversas judiciais. “Eles falavam com autoridade, mandavam documentos da Justiça. Eu cheguei a acreditar que era mesmo a minha advogada”, relembrou. Durante semanas, a mulher manteve contato com uma pessoa que se apresentou como Leandra, nome de uma advogada real que teve sua identidade usada pelos criminosos, e com um suposto assistente chamado Guilherme. Ao todo, a vítima fez nove depósitos bancários, acreditando que faltavam apenas “taxas finais” para liberar um pagamento de R$ 452 mil. Quando percebeu o golpe, o dinheiro já havia sido transferido para contas falsas. “Eu perdi R$ 255 mil. Era uma reserva guardada com muito sacrifício”, lamentou. A verdadeira advogada, Leandra Wichmann, confirmou que teve sua identidade usada pelos criminosos. “Eles foram no processo da Justiça Federal, pegaram documentos, prints da procuração, e criaram comprovantes falsos com meu nome e uma conta bancária que não é minha”, afirmou. Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso atua em diversos estados e utiliza informações reais de advogados e processos para enganar vítimas que aguardam benefícios judiciais. Especialistas alertam que pagamentos de processos judiciais nunca são feitos por PIX ou transferência direta. Os valores são depositados em conta judicial, e o beneficiário só recebe o dinheiro por alvará expedido pela Justiça. Fonte: FANTÁSTICO