Feminicidio Testemunha diz que três policiais femininas limparam apartamento de PM morta com tiro na cabeça em SP Redação10 de março de 202603 visualizações Uma testemunha do condomínio onde a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana morreu em fevereiro afirmou à Polícia Civil que três policiais mulheres foram ao apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo, para realizar a limpeza do imóvel horas após a ocorrência. Segundo o relato, as agentes — uma soldado e duas cabos — chegaram ao prédio por volta das 17h48 do dia 18 de fevereiro, acompanhadas por uma funcionária do condomínio. O caso, inicialmente registrado como suicídio, segue sendo investigado como morte suspeita. Vizinha do casal disse ter ouvido um disparo às 7h28, cerca de meia hora antes da primeira ligação do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ao serviço de emergência, às 7h57. Depoimentos de socorristas reforçam inconsistências na versão do tenente-coronel. Segundo eles, Geraldo estava seco, sem marcas de água, mesmo afirmando que estava no banho no momento do disparo. Além disso, a conduta calma do oficial ao telefone e a ausência de sangue em suas roupas chamaram atenção da equipe de resgate. Outro ponto que levanta questionamentos é a presença do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele chegou ao prédio às 9h07, subiu ao apartamento com o tenente-coronel e reapareceu no corredor às 9h18. Onze minutos depois, Geraldo saiu do imóvel já trocado. Em nota, a defesa do tenente-coronel afirma que ele não é investigado, suspeito ou indiciado e tem colaborado com as autoridades. A defesa do desembargador disse que ele foi chamado como amigo do oficial e prestará esclarecimentos à polícia judiciária. Fonte: G1