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Três pessoas são detidas e diversos materiais apreendidos em operação contra ameaças do PCC a autoridades em São Paulo

Três pessoas foram detidas e veículos, computadores, notebooks, celulares, pendrives e documentos apreendidos na manhã desta sexta-feira (24) durante a Operação Recon, deflagrada para impedir um plano de assassinato contra o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios Roberto Medina, ambos alvos de ameaças do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação foi coordenada pelas forças de segurança do Estado de São Paulo — entre elas Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Ministério Público — e cumpriu 25 mandados de busca em sete cidades do interior: Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1).

Durante as buscas, foram apreendidos carros, motos, celulares, computadores, pendrives e documentos. Três suspeitos foram presos por tráfico de drogas, com a apreensão de aproximadamente três quilos de crack e pasta-base de cocaína.

Segundo o delegado Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, diversos equipamentos eletrônicos estavam escondidos e podem conter informações relevantes para o avanço das investigações. “São materiais que guardam dados de interesse e que podem ajudar a investigação a avançar”, explicou.

As apurações indicam que o grupo criminoso agia de forma hierarquizada e disciplinada, coletando informações sobre a rotina de autoridades e seus familiares com o objetivo de planejar atentados. Cada integrante possuía uma função específica e não conhecia o plano completo, o que dificultava a detecção das ações pela polícia.

O promotor Lincoln Gakiya, que integra o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, vive sob escolta policial há mais de uma década, devido às constantes ameaças de morte do PCC desde 2005.

A operação foi considerada bem-sucedida pelas autoridades, que destacaram o papel da integração entre os órgãos de segurança na interrupção do plano antes da execução. As provas recolhidas serão analisadas pela perícia e devem subsidiar as próximas etapas da investigação.

Fonte: G1

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