Trump pressiona republicanos por votação que pode liberar arquivos do caso Epstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (16) que os deputados republicanos devem votar pela divulgação dos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein. A fala marca uma mudança significativa no tom de Trump: na semana anterior, ele havia chamado de “fracos e tolos” os colegas de partido que defendiam essa liberação.

Segundo o presidente, a divulgação é necessária porque “não há nada a esconder”. Em publicação nas redes, Trump afirmou não se importar com o caso e disse considerar que é hora de “seguir em frente da farsa dos democratas”. Ele argumentou ainda que, se os adversários políticos tivessem informações relevantes, já teriam tornado tudo público antes da eleição.

Epstein, empresário norte-americano com forte trânsito entre personalidades influentes, foi acusado de abusar de mais de 250 meninas menores de idade e de comandar uma rede de exploração sexual. Preso em 2019, morreu cerca de um mês depois, em circunstâncias que as autoridades classificaram como suicídio. Desde então, o caso e as condições de sua morte continuam a provocar especulações e cobranças por transparência.

A pressão pela divulgação integral dos documentos aumentou após o Congresso dos EUA publicar, na semana passada, e-mails que reacenderam questionamentos sobre a relação entre Trump e Epstein. Segundo parlamentares democratas, as mensagens mostram Epstein afirmando que Trump “sabia sobre as meninas” e que teria passado horas em sua casa acompanhado por uma vítima de abuso — cuja identidade não foi revelada.

A Casa Branca reagiu acusando os democratas de “vazamento seletivo” com a intenção de prejudicar a imagem do presidente.

Entre as mensagens divulgadas, um e-mail de abril de 2011 enviado a Ghislaine Maxwell — posteriormente condenada por crimes ligados ao esquema — faz referência a Trump como “o cachorro que não latiu”, sugerindo, segundo Epstein, que ele jamais foi mencionado por uma vítima que teria passado horas com ambos na residência do empresário. Outro e-mail mostra Epstein discutindo como deveria responder à imprensa em um momento em que Trump começava a ganhar visibilidade política.

O caso se tornou fonte de desgaste para o governo, especialmente porque Trump prometeu durante a campanha divulgar uma suposta “lista” de clientes da rede de abuso. A cobrança se intensificou após o Departamento de Justiça publicar, em fevereiro, documentos que não trouxeram informações novas, alimentando ainda mais a pressão de parte do público — inclusive eleitores do próprio presidente — por transparência total.

Fonte: G1

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