Brasil UFRJ aprova cotas para pessoas trans, travestis e não binárias Redação30 de outubro de 2025020 visualizações A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou, nesta quinta-feira (30), a criação de cotas para pessoas trans, travestis e não binárias em seus cursos de graduação. A decisão foi tomada em reunião do Conselho Universitário (Consuni) e estabelece a reserva de 2% das vagas para esse público. A medida já será implementada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) a partir de janeiro de 2026. Durante a reunião, conselheiros e representantes de movimentos sociais destacaram a importância da diversidade e da inclusão no ambiente universitário. A UFRJ se junta, assim, à Universidade Federal Fluminense (UFF) e à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que também aprovaram políticas semelhantes em setembro e outubro de 2024, respectivamente. Segundo a pró-reitora de Graduação, Maria Fernanda Santos Quintela, a proposta vinha sendo debatida desde 2023. “A aprovação das cotas trans virou um objetivo desde que a deputada Dani Balbi (PCdoB) propôs a pauta, ainda na época da eleição para a reitoria”, afirmou. Presente à sessão, a deputada estadual Dani Balbi, ex-professora da UFRJ, ressaltou que a inclusão de pessoas trans no ensino superior transforma não apenas a vida dos beneficiados, mas a própria universidade. “A adoção de cotas para pessoas trans e não binárias melhora sensivelmente a vida dessas pessoas e também a qualidade da universidade. Quanto mais diversa ela é, melhor se torna o ambiente acadêmico”, disse. A mobilização pela aprovação contou com a atuação da Rede Trans UFRJ, do Coletivo Rua e de representantes de movimentos sociais, com apoio da vereadora Benny Briolly (PSOL). A cientista social Ariela Nascimento, integrante do coletivo trans da universidade, celebrou o resultado como um marco histórico. “Como jovem travesti e liderança política em formação, celebro a aprovação como um marco de responsabilidade e compromisso com a educação pública. Essa política reafirma a força das universidades como espaço de inclusão e gestão transparente”, afirmou. Pela nova regra, os 2% das vagas de cada curso serão destinados a pessoas trans, travestis e não binárias. Nos cursos com número reduzido de vagas, pelo menos uma será garantida para esse grupo, mesmo que o percentual ultrapasse os 2% previstos. Fonte: OGLOBO