Vereador denuncia recebimento de R$ 100 mil por compra de voto e caso vira investigação em Minas Gerais

A sessão que definiu a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Mercês, na Zona da Mata mineira, terminou em escândalo político. Durante a votação, o vereador Marcelio Estevam Teixeira, conhecido como Marcelo Moto Som (Mobiliza), afirmou ao vivo ter recebido R$ 100 mil de um empresário do município para votar no candidato indicado por ele, José Ivanio de Oliveira (PSD). A declaração, feita em plenário na terça-feira (2), resultou imediatamente na abertura de um inquérito pela Polícia Civil e em apuração pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

A gravação oficial da Câmara mostra o momento em que o parlamentar retira de uma bolsa uma grande quantia em dinheiro, que, segundo ele, seria parte do valor pago pelo empresário Calixto Domingos Neto. Minutos depois, a Polícia Militar foi acionada, apreendeu o montante e registrou a ocorrência. A Promotoria encaminhou ofício requisitando a investigação do possível crime de corrupção.

De acordo com o boletim policial, Marcelio relatou que já vinha sendo procurado havia dois meses por Calixto e outras pessoas para direcionar seu voto. Ele afirmou possuir vídeos e áudios que comprovariam a entrega do dinheiro. Conforme seu depoimento, o objetivo seria favorecer um grupo político interessado em garantir a sucessão municipal, caso o prefeito eleito, Donizete Calixto (Mobiliza), não consiga reverter no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a decisão que impede sua posse.

A eleição da Mesa Diretora tem impacto direto na chefia da Prefeitura. Isso porque, até que o TSE conclua o julgamento sobre a situação de Donizete, o presidente eleito da Câmara poderá assumir interinamente a função de prefeito. Mesmo após a denúncia, a votação ocorreu: José Elizio Ribeiro Coelho (PSD) foi escolhido presidente, e Marcelio, autor da acusação, será o vice-presidente a partir de 2026.

O empresário apontado como responsável pela suposta compra de voto não se manifestou. Já a defesa de Marcelio afirma que a denúncia foi registrada para garantir investigação adequada. O processo envolvendo o prefeito eleito está paralisado no TSE desde um pedido de vista apresentado pelo ministro André Mendonça, e a análise só deve ser retomada no próximo ano.

Fonte: G1

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