Viradouro, campeã do carnaval, desfila com carro alegórico com falha de acabamento

A Unidos do Viradouro, vencedora do carnaval carioca, levou à Sapucaí o enredo “Pra Cima, Ciça!”, em homenagem ao mestre de bateria Ciça, recebendo notas máximas em quase todos os quesitos. No entanto, o 5º carro alegórico da escola, chamado Legado do Mestre Caveira, desfilou com o teto sem forro, deixando estruturas de ferro, madeira, fios e tomadas à mostra. A falha, que poderia implicar penalização segundo o Manual do Julgador da Liesa, não foi considerada pelos jurados.

A alegoria trouxe diversas caveiras, homenageando o apelido do mestre Ciça, e contou com a presença de outros mestres de bateria, como Fafá (Grande Rio) e Marcão (Tuiuti), além de intérpretes de outras escolas. No centro do carro, um esqueleto segurava a tradicional caixa de guerra do ritmista, que acabou sendo o ponto onde o acabamento falhou: o entorno da estrutura prateada ficou exposto, revelando materiais internos.

O público percebeu o defeito ao longo do Setor 1, no segundo dia de desfile do Grupo Especial, e chegou a comentar sobre a possível perda de pontos em alegorias e adereços.

Segundo o Manual do Julgador do Carnaval 2026, os jurados devem avaliar tanto concepção quanto realização das alegorias, considerando todos os detalhes visuais, inclusive traseiras e geradores. A exposição de materiais estranhos, como ferros, madeira ou tripés, deveria gerar penalização:

“Penalizar: a exposição de pedaços de fantasias, escadas, caixas, isopores ou qualquer outro tipo de objeto estranho ao significado das alegorias e/ou adereços e tripés apresentados em desfile” — normativa presente no regulamento da Liesa.

Apesar da falha, a Viradouro manteve sua performance de destaque e garantiu a vitória, mas o incidente levantou questionamentos sobre a aplicação das regras de julgamento.

Fonte: OGLOBO

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