Mundo Visitante come banana de obra de arte avaliada em US$ 6 milhões em museu na França Redação23 de julho de 20250107 visualizações Um visitante comeu uma banana que fazia parte de uma obra de arte avaliada em US$ 6,2 milhões que estava exposta no museu Pompidou, em Metz, na França. O caso aconteceu no sábado (12) e foi divulgado na última sexta-feira (19) pelo museu. A banana presa com uma fita na parede é uma obra do artista italiano Maurizio Cattelan, chamada de “Comedian” (Comediante, em inglês). Ela foi comprada, em 2024, por US$ 6,2 milhões em Nova York (EUA). Segundo o museu, depois do ataque do visitante faminto, “a equipe de segurança interveio rápida e calmamente” e a obra foi “reinstalada em minutos”. Ao saber do incidente, Cattelan disse que ficou decepcionado porque a pessoa não comeu também a casca e a fita. Segundo ele, a pessoa “confundiu a fruta com a obra de arte”. “Em vez de comer a banana com casca e fita adesiva, o visitante simplesmente consumiu a fruta”, disse. Obra é polêmica desde a estreia e já foi ‘comida’ outras vezes A criação comestível de Cattelan gerou polêmica desde sua estreia na exposição Art Basel de 2019, em Miami, nos Estados Unidos. Segundo o artista, ela é uma crítica ao mercado da arte, que é especulativo e não ajuda os artistas. Inicialmente, “Comedian” foi colocada à venda por US$ 120.000, o que o New York Post considerou uma prova de que o mercado estava “à flor da pele” e que o mundo da arte estava “louco”. Também em 2019, quando valia US$ 1 milhão, “Comedian” foi comida pelo artista performático David Datuna. Ele disse que ficou com “fome” ao inspecioná-la no show de Miami. A obra também já foi saboreada por Justin Sun, empresário e fundador da plataforma de criptomoedas Tron. Ele comeu a banana em frente às câmeras, em 2024, depois de comprar a obra por US$ 6,2 milhões (ou R$ 35,8 milhões). Veja na foto acima. Além de seu trabalho com bananas, Cattelan também é conhecido por produzir um vaso sanitário de ouro de 18 quilates totalmente funcional chamado “América”. A obra foi oferecida a Donald Trump durante seu primeiro mandato na Casa Branca. Em março deste ano, dois homens foram presos por roubarem a obra em 2020. Na época, ela fazia parte de uma exposição inglesa do Palácio de Blenheim, onde nasceu Winston Churchill. A obra foi dividida em partes e nenhum ouro foi recuperado. Fonte: G1