‘Maconha de playboy’: uso do Ice avança entre jovens de classe média alta e preocupa autoridades

por Redação

Uma nova droga, mais potente, viciante e cara que a maconha, tem causado estragos em famílias de classe média e alta no Brasil. Conhecida como “Ice”, a substância, antes importada, agora também é produzida no Brasil e vendida livremente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Como é feito o Ice
O Ice é produzido a partir da flor da maconha, submetido a um processo de batimento com gelo e filtragem até atingir sua forma final. O resultado é uma droga até dez vezes mais viciante e cinquenta vezes mais cara que a maconha comum.

Venda digital e impunidade
O Ice é vendido por traficantes que entregam a droga diretamente aos usuários, como mostram imagens obtidas pela polícia. O programa Fantástico flagrou a venda do Ice em redes sociais e aplicativos de mensagens.

“Tenho dry, flor, Ice e sintético. Me passa a região certinho para combinarmos a entrega. O pagamento é na hora”, diz uma traficante em conversa com um produtor infiltrado.

Apesar da aparente impunidade, a polícia alerta: “Tudo o que se faz no mundo digital deixa rastro. Essas pessoas não ficarão impunes”, afirma o delegado Guerra.

A operação policial
A Operação On Ice, da Polícia Civil de São Paulo, desmantelou uma quadrilha que produzia a droga no Brasil. Na primeira fase, foi preso um distribuidor com acesso à alta sociedade. Na segunda, os produtores. Na terceira, a movimentação financeira da quadrilha foi desarticulada.

Além de três veículos (um com compartimento secreto para esconder drogas), foram apreendidos R$ 3.771.831,00 em espécie, uma tonelada de maconha, skunk e Ice, além de equipamentos para cultivo indoor. As drogas foram incineradas nesta semana.

Um novo perfil de traficante
Segundo a polícia, a investigação revela um novo perfil de traficante: pessoas com trânsito na classe média e alta, independentes de facções criminosas.

“Daí o perigo disso, porque isso pode se expandir muito e daí a necessidade e a importância dessa investigação de abrir nosso olhar para isso”, ressalta o delegado Guerra.

Fonte: FANTÁSTICO

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