Marília Mendonça tem mais 20 anos de músicas para serem lançadas, diz empresário

por Redação

Marília Mendonça deixou uma marca inesquecível na música brasileira e, mesmo após sua morte, segue batendo recordes. A música “Leão”, lançada em dezembro de 2022, tornou-se a mais ouvida pelos brasileiros nas plataformas digitais, consolidando o impacto da artista.

O acervo de Marília é administrado por três frentes: a família, incluindo a mãe Ruth Dias e o cantor Murilo Huff, pai do filho Léo; a gravadora Som Livre, detentora dos direitos de exploração comercial desde 2019; e a Workshow, empresa do empresário Wander Oliveira, responsável pela carreira da cantora.

O quinto episódio do podcast Marília – O outro lado da sofrência revela os desafios e tensões nas negociações de lançamentos póstumos e no gerenciamento das músicas inéditas. Entre os arquivos, destaca-se um pen drive com cerca de 100 a 110 gravações caseiras e ideias musicais de Marília, compiladas pelo parceiro de composição Juliano Soares (Tchula).

Wander Oliveira afirma ter doado sua parte dos direitos sobre o dispositivo ao espólio que será gerido pelo filho Léo, mas a família da cantora, via Som Livre, está envolvida em negociações sobre a utilização das músicas. Robson Cunha, advogado da família, ressalta que todo o material produzido em vida pertence à gravadora e que qualquer lançamento futuro será decidido em conjunto com os representantes da família.

Entre os registros inéditos, há gravações de lives da pandemia, que deram origem ao disco póstumo Decretos Reais, e músicas caseiras gravadas pelo celular da artista. Apesar do acordo entre as partes, tratativas sobre o pen drive e outros arquivos continuam suspensas.

A Som Livre reiterou que todos os projetos futuros serão realizados com o respeito à memória e ao legado de Marília Mendonça, em colaboração com a família e a Workshow.

Fonte: G1

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