As manifestações realizadas neste domingo (21) em todas as capitais contra a PEC da Blindagem e a anistia a Jair Bolsonaro (PL) ampliaram a pressão sobre a Câmara dos Deputados e evidenciaram o desgaste político da Casa.
As duas pautas foram colocadas em votação na última semana pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após acordo com o Centrão e os bolsonaristas — movimento articulado por Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara.
O Centrão aposta na blindagem como forma de travar investigações contra parlamentares, principalmente sobre o uso de emendas parlamentares. Mais de 80 deputados estão na mira do Supremo Tribunal Federal (STF). Já os bolsonaristas buscam aprovar a anistia para beneficiar Bolsonaro.
A repercussão negativa, no entanto, praticamente inviabilizou a tramitação da PEC no Senado. Senadores que antes não tinham posição definida agora indicam que votarão contra a proposta.
Dentro da própria base bolsonarista, a avaliação é de que a estratégia de atrelar a blindagem à anistia foi um “tiro no pé”, pois colocou em risco as duas propostas e deixou como herança a marca de que a direita patrocinou medidas vistas como instrumentos de impunidade.
Fonte: G1