Esquema de rifas ilegais que movimentou R$ 33,7 milhões é desmontado em Maceió; ex-PM e influenciadores são investigados

por Redação

Um esquema milionário de rifas e sorteios ilegais, que movimentou R$ 33,7 milhões, foi desmontado em Maceió (AL). O ex-policial militar Kleverton Pinheiro de Oliveira, 40 anos, conhecido como Kel Ferreti, é apontado pelo Ministério Público como chefe da quadrilha.

O líder e o estilo de vida de luxo

Expulso da Polícia Militar em 2023, Ferreti se apresentava nas redes sociais como “empreendedor digital” e chegou a faturar R$ 400 mil em apenas um mês com cursos não regulamentados sobre apostas online. Ele ostentava imóveis de luxo, carros importados e viagens internacionais.

De acordo com a investigação, ele comandava um sistema de rifas manipuladas: os números premiados eram previamente reservados pelo grupo, impossibilitando que os apostadores comuns ganhassem os prêmios anunciados.

Envolvimento de influenciadores

A influenciadora Laís Oliveira, com 5 milhões de seguidores, e o marido, Eduardo Veloso, também são apontados como beneficiários do esquema. Entre janeiro e abril de 2024, Laís teria recebido R$ 1 milhão de empresas ligadas a Ferreti; Eduardo, R$ 456 mil.

O casal chegou a ser preso em dezembro de 2024, durante a Operação Trapaça, mas foi solto dias depois. Em nota, a defesa deles nega as acusações e afirma que sua atuação se limitava à publicidade.

Prisão, condenação e benefícios

Em dezembro de 2024, Ferreti foi preso em Maceió, quando agentes apreenderam joias, celulares e R$ 20 mil em espécie. Além das acusações de fraude, ele foi denunciado por estupro contra uma das vítimas das rifas, sendo condenado a 10 anos de prisão — pena reduzida posteriormente para 8 anos.

Apesar da condenação em segunda instância, em agosto de 2025, a Justiça autorizou que Ferreti cumprisse a pena em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, devido à falta de vagas no regime semiaberto em Alagoas. Ele pode usar redes sociais, frequentar bares e restaurantes e circular livremente por Maceió, com restrição apenas de manter distância da vítima do processo de estupro.

A defesa de Kel Ferreti nega envolvimento com plataformas de apostas e afirma que ele atuava apenas em divulgação. O ex-PM recorre das acusações de estupro.

Fonte: FANTÁSTICO

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