Hamas confirma entrega de apenas quatro corpos de reféns; famílias acusam grupo de violar acordo

por Redação

O Hamas confirmou nesta segunda-feira (13) que vai liberar apenas os corpos de quatro reféns mortos durante a guerra em Gaza. As vítimas foram identificadas como Guy Iluz, Yossi Sharabi, Bevin Joshi e Daniel Peres.

De acordo com a Cruz Vermelha, dois corpos já foram entregues e os outros dois devem ser transferidos em breve.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, criticou a entrega parcial e afirmou que o grupo palestino não está cumprindo os compromissos firmados. A mesma posição foi adotada pelo Fórum das Famílias dos Reféns em Gaza, que divulgou nota de repúdio nas redes sociais.

“Isso representa uma violação flagrante do acordo pelo Hamas. Esperamos que o governo israelense e os mediadores tomem medidas imediatas para corrigir essa grave injustiça”, diz o comunicado.
“As famílias dos reféns falecidos estão passando por dias especialmente difíceis, cheios de profunda tristeza. Não abandonaremos nenhum refém”, acrescenta o texto.

O fórum também pediu a suspensão imediata do cessar-fogo até que todos os 28 corpos dos reféns mortos sejam devolvidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao lado do presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, que o Hamas ainda busca localizar os corpos.

“Eles estão procurando os corpos. É uma tarefa terrível (…). As equipes de busca estão trabalhando em colaboração com Israel”, disse Trump.

Os 20 reféns sobreviventes fazem parte do grupo de 251 pessoas sequestradas pelo Hamas em 7 de outubro de 2023.

Pelo acordo de cessar-fogo, o governo israelense deve libertar quase 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua, em troca da devolução dos reféns — vivos e mortos.

O governo de Israel montou uma estrutura emergencial para receber os libertados, com apoio médico e psicológico, distribuindo-os por hospitais de acordo com o estado de saúde.

Enquanto isso, organizações humanitárias intensificam o envio de alimentos e suprimentos à Faixa de Gaza, onde 75% das edificações foram danificadas e a população enfrenta fome generalizada. Mesmo com o cessar-fogo, o Exército israelense ainda ocupa mais da metade do território.

Fonte: CBN

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