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Zelensky desafia Putin e pede encontro direto para encerrar guerra na Ucrânia

por Redação 5 de junho de 2026

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, publicou nesta quinta-feira (4) uma carta aberta dirigida ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, propondo um encontro presencial entre os dois líderes e defendendo o fim da guerra.

No documento, Zelensky criticou a atuação de Putin em relação à Ucrânia ao longo das últimas duas décadas e destacou os impactos do conflito, incluindo a morte de soldados e o aumento dos preços dentro da própria Rússia. Em um dos trechos da carta, o presidente ucraniano afirma que chegou o momento de encerrar os confrontos.

“A escolha agora é sua. Chega de guerra. A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra. Isso deve ser feito com honestidade, dignidade e com garantias de que a guerra não será reacendida”, escreveu.

Além de sugerir um encontro direto com Putin, Zelensky defendeu que a reunião aconteça fora dos territórios da Rússia e da Ucrânia. Como alternativas, ele citou países que tradicionalmente recebem negociações de paz, como Suíça, Turquia e nações do mundo árabe. O líder ucraniano também propôs um cessar-fogo total durante as negociações.

A resposta do Kremlin veio pouco depois da divulgação da carta. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que Zelensky pode viajar para Moscou quando desejar, mas informou que Putin ainda não havia lido o conteúdo da mensagem.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump avaliou positivamente a possibilidade de uma reunião entre os dois líderes. Segundo ele, seria “ótimo” que Zelensky e Putin se encontrassem. Trump também declarou acreditar que os EUA tiveram participação no avanço das conversas para a realização do encontro.

Fonte: G1

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Mundo

EUA passam a tratar PCC e CV como terroristas; decisão amplia riscos de sanções e pressiona relação com o Brasil

por Redação 5 de junho de 2026

A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos entra em vigor nesta sexta-feira (5), marcando uma mudança significativa na forma como as duas facções brasileiras serão tratadas pelas autoridades americanas.

A decisão foi anunciada pelo governo de Donald Trump em 28 de maio e, desde então, o governo brasileiro mantém conversas diplomáticas com os Estados Unidos na tentativa de reverter a medida. Com a entrada em vigor da classificação, PCC e CV passam a integrar a lista americana de Organizações Terroristas, deixando de ser tratados apenas como casos de narcotráfico e crime organizado para receberem enquadramento voltado ao combate ao terrorismo.

A legislação americana prevê punições para pessoas e empresas que forneçam qualquer tipo de apoio a organizações classificadas como terroristas. O conceito inclui recursos financeiros, serviços, logística e outras formas de assistência. Além disso, bancos e empresas brasileiras com ligação ao sistema financeiro dos EUA poderão enfrentar maior fiscalização para evitar relações diretas ou indiretas com integrantes ou empresas associadas às facções. Bens identificados em território americano ou sob alcance da legislação dos Estados Unidos também poderão ser congelados. Pessoas enquadradas pelas autoridades americanas poderão sofrer restrições migratórias e limitações para obtenção de vistos.

Apesar da mudança nos EUA, a decisão não altera a legislação brasileira. O PCC e o CV continuam sendo tratados no Brasil como organizações criminosas, sem enquadramento legal como grupos terroristas.

Especialistas alertam para possíveis impactos econômicos e diplomáticos. O diretor acadêmico do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Feliciano Guimarães, afirma que existe risco de sanções contra instituições financeiras e empresas brasileiras que possuam ativos ou operações ligadas ao mercado americano, caso investigações identifiquem movimentações relacionadas às facções. Ele também avalia que a medida pode dificultar o compartilhamento de informações entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado, especialmente se houver falta de coordenação entre as agências dos dois países. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por outro lado, não veem neste momento a possibilidade de operações militares americanas em território brasileiro.

Fonte: G1

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Tarifaço

Um levantamento apontou forte repercussão nas redes após o anúncio do tarifaço dos EUA contra o Brasil

por Redação 3 de junho de 2026

Um levantamento da consultoria Ativaweb DataLab, ao qual O GLOBO teve acesso, aponta que o anúncio do governo dos Estados Unidos sobre um novo tarifaço contra produtos brasileiros gerou uma forte onda de publicações nas redes sociais, com destaque para críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As manifestações foram impulsionadas por perfis alinhados ao governo e pela oposição, que buscaram associar o parlamentar ao contexto das tarifas, enquanto aliados atuaram para contestar essa vinculação.

Segundo a análise, foram registradas 8,6 milhões de menções ao tema entre 8h e 13h do dia seguinte ao anúncio do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que concluiu investigação comercial contra o Brasil e propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O volume expressivo de interações refletiu a rápida repercussão política da medida.

O levantamento indica predominância de publicações negativas em relação ao anúncio norte-americano, com 67,8% de teor desfavorável. As discussões sobre o tarifaço concentraram 81% de negatividade, enquanto os debates que mencionavam a família Bolsonaro registraram 69% de viés negativo. Por outro lado, a narrativa de defesa da soberania nacional apresentou maior adesão positiva, com 74,2% de sentimento favorável.

No campo político, a reação foi imediata. Parlamentares governistas como Gleisi Hoffmann (PT) e Lindbergh Farias (PT-RJ) associaram o episódio a articulações políticas envolvendo membros da família Bolsonaro e intensificaram críticas públicas ao grupo. Publicações com hashtags como “Tariflávio” e expressões como “o Pix é nosso” ganharam repercussão e circularam entre perfis alinhados ao governo.

Aliados de Flávio Bolsonaro reagiram ao movimento, negando que o senador tenha solicitado taxações ao governo dos Estados Unidos e contestando a narrativa de responsabilidade política. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que há uma tentativa de distorção das relações com a administração norte-americana e disse confiar que o governo dos EUA não adotará medidas contra a população brasileira.

Outros nomes ligados ao campo bolsonarista também se manifestaram. Jair Renan Bolsonaro atribuiu a possíveis tarifas ao governo federal, enquanto o senador Rogério Marinho criticou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que há exploração política do episódio no debate público.

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Mundo

EUA colocam Brasil em lista de países que podem sofrer nova sobretaxa por trabalho forçado

por Redação 3 de junho de 2026

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (2) uma proposta para aplicar tarifas adicionais sobre produtos importados de 60 economias, incluindo o Brasil, sob a alegação de falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A medida foi divulgada pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR) após uma investigação iniciada em março de 2026 com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O mesmo instrumento jurídico já foi utilizado para embasar a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Ainda não está claro se as novas taxas serão somadas às já anunciadas.

Segundo o relatório, os países investigados estariam criando condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores americanos ao não impedirem de forma eficaz a circulação de produtos ligados ao trabalho forçado.

O governo americano propôs dois níveis de sobretaxação. Países que possuem proibições parciais ou compromissos formais de fiscalização por meio de acordos comerciais poderão receber tarifa adicional de 10%, caso da União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador. Já as economias consideradas sem regimes eficazes de controle, incluindo Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita, poderão ser alvo de uma tarifa extra de 12,5%.

Em relação ao Brasil, o relatório afirma que o país não possui uma proibição legal efetiva capaz de impedir, na prática, a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado em seu mercado interno. Embora reconheça compromissos brasileiros contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, o documento conclui que a fiscalização e os mecanismos de bloqueio seriam insuficientes.

O USTR classificou essa conduta como “irracional” e prejudicial ao comércio dos Estados Unidos. O embaixador Jamieson Greer afirmou que a falha dos parceiros comerciais em enfrentar a importação de bens produzidos com trabalho forçado é “inaceitável” e coloca os trabalhadores americanos em desvantagem competitiva.

Além de avaliar políticas nacionais, o relatório cita estudos de caso envolvendo riscos de trabalho forçado em setores como a produção de arroz em Mianmar e de tabaco no Maláui. Também menciona países europeus, como Polônia e Espanha, como mercados que recebem exportações que competem diretamente com produtos americanos.

A proposta ainda não entrou em vigor. O governo dos EUA abriu um período de consulta pública que receberá manifestações por escrito até 6 de julho de 2026. Em 7 de julho, o USTR realizará audiências públicas para discutir as medidas antes de uma decisão final.

Fonte: G1

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Mundo

Cinco sobrevivem após uma semana presos em caverna inundada no Laos

por Redação 27 de maio de 2026

Cinco das sete pessoas que ficaram presas por uma semana em uma caverna na província de Xaysomboun, na região central do Laos, foram encontradas com vida. Outras duas continuam desaparecidas, e as buscas seguem em andamento.

O grupo entrou na gruta na quarta-feira da semana passada para procurar ouro e caçar animais selvagens, mas acabou encurralado após fortes chuvas provocarem inundações repentinas e deslizamentos de terra que bloquearam a saída. Até a localização dos sobreviventes, as autoridades ainda não sabiam se havia pessoas vivas dentro da caverna.

O resgate mobilizou equipes locais, mergulhadores e especialistas estrangeiros, incluindo 15 profissionais que participaram da operação que salvou uma equipe juvenil de futebol presa em uma caverna na Tailândia, em 2018. Mais de cem moradores também ajudaram a retirar água da gruta.

Vídeos divulgados por grupos de resgate mostram a dificuldade extrema enfrentada pelas equipes. Em alguns trechos, os socorristas precisaram rastejar por túneis estreitos e quase totalmente tomados por água barrenta. Segundo os mergulhadores, algumas passagens tinham apenas 50 a 60 centímetros de altura ou largura.

Antes da localização dos cinco sobreviventes, as autoridades trabalhavam com a hipótese de que o grupo estivesse abrigado em uma área mais profunda da caverna, acima do nível da água. A suspeita surgiu após uma pessoa conseguir escapar com vida.

Especialistas passaram dias bombeando água e instalando cordas para orientar o deslocamento dentro da gruta. As operações chegaram a ser interrompidas por causa das chuvas persistentes, que elevaram o nível da água e bloquearam passagens com sedimentos.

As equipes seguem procurando os dois desaparecidos. Até o momento, não há confirmação se o grupo atuava em mineração artesanal de ouro ou trabalhava para alguma empresa do setor.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

EUA anunciam envio de 5 mil soldados à Polônia após alerta sobre ameaça russa

por Redação 22 de maio de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (21) o envio de 5 mil soldados americanos para a Polônia. A decisão foi comunicada por meio das redes sociais e, segundo ele, está relacionada à relação entre os dois países e ao fortalecimento da cooperação militar.

O anúncio ocorre em meio a tensões envolvendo a guerra entre Rússia e Ucrânia e após declarações recentes de autoridades europeias sobre o risco de escalada do conflito. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que a ofensiva russa pode levar a uma situação em que a Otan precise “reagir com firmeza”.

Trump declarou que a medida também considera a eleição do novo presidente polonês, Karol Nawrocki, a quem disse apoiar, e reforçou a parceria estratégica com Varsóvia. Já o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, havia indicado dias antes que o envio de tropas à Polônia tinha sido adiado, o que gerou preocupação no governo local.

Após o anúncio, autoridades polonesas reforçaram o diálogo com os Estados Unidos e afirmaram que não há sinal de redução da presença militar americana no país. A Polônia tem ampliado investimentos em defesa, com previsão de destinar 4,8% do PIB ao setor neste ano — o maior percentual entre países da Otan.

Segundo um funcionário do governo dos EUA ouvido pela Reuters, a movimentação pode fazer parte de uma reorganização mais ampla das tropas americanas na Europa, incluindo uma possível redução do contingente na Alemanha, onde estão cerca de 35 mil militares dos EUA. Atualmente, há aproximadamente 85 mil soldados americanos posicionados em países europeus.

Fonte: G1

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Mundo

Fila no Everest: recorde de alpinistas provoca congestionamento perigoso rumo ao cume

por Redação 21 de maio de 2026

Um número recorde de 274 alpinistas alcançou o cume do Monte Everest nesta quarta-feira (20), mas o alto fluxo de pessoas acabou provocando um grande congestionamento na subida da montanha mais alta do planeta.

Imagens divulgadas pela agência Reuters mostram uma longa fila de montanhistas aguardando para chegar ao topo do Everest, que possui 8.849 metros de altitude e fica localizado entre o Nepal e a região tibetana da China.

O Everest pode ser escalado tanto pelo lado nepalês quanto pelo lado tibetano, mas especialistas em montanhismo vêm criticando há anos o Nepal pela quantidade de permissões concedidas para expedições na montanha.

Segundo especialistas, o excesso de alpinistas aumenta os riscos de acidentes e provoca filas perigosas principalmente na chamada “zona da morte”, região próxima ao cume onde o nível natural de oxigênio é extremamente baixo e insuficiente para a sobrevivência humana por longos períodos.

Os congestionamentos em grandes altitudes preocupam porque obrigam escaladores a permanecerem mais tempo expostos ao frio extremo, ao desgaste físico e à falta de oxigênio, fatores que elevam o risco de mortes e emergências médicas durante a escalada.

Fonte: G1

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Mundo

China aprova primeiro implante cerebral comercial e amplia disputa tecnológica com os EUA

por Redação 19 de maio de 2026

A China aprovou o primeiro implante cerebral de uso comercial do mundo, saindo na frente dos Estados Unidos na corrida global pelas interfaces cérebro-computador. A tecnologia conecta o cérebro humano a dispositivos externos e faz parte da estratégia chinesa para liderar o setor até 2030.

Segundo a revista científica Nature, o ecossistema chinês já opera em estágio avançado, com ensaios clínicos concluídos, artigos científicos em preparação e novos produtos previstos para os próximos meses.

Enquanto o debate internacional costuma se concentrar na Neuralink, empresa de Elon Musk, companhias chinesas já demonstram aplicações práticas da tecnologia em pacientes reais.

As interfaces cérebro-computador existem há anos, principalmente para pacientes com paralisia ou doenças neurodegenerativas. O avanço recente veio com a integração da inteligência artificial e de modelos de linguagem, que elevaram significativamente a capacidade de interpretar sinais cerebrais.

De acordo com Li Haifeng, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Harbin, os sistemas atuais conseguem não apenas captar impulsos elétricos do cérebro, mas interpretá-los com precisão suficiente para gerar fala, mover cursores e controlar equipamentos.

A startup chinesa NeuroXess, de Xangai, desenvolveu um modelo capaz de decodificar o mandarim em tempo real a uma velocidade de 300 caracteres por minuto — acima da média de fala de um nativo chinês, estimada em 220 caracteres por minuto.

O sistema foi testado em uma paciente de 35 anos com epilepsia.

Em outro ensaio clínico, um homem de 28 anos com lesão medular conseguiu controlar eletrodomésticos apenas com o pensamento, utilizando um cursor em um computador conectado ao implante.

O dispositivo funciona com sensores posicionados sobre o córtex cerebral e conectados a um módulo instalado no tórax do paciente, responsável por transmitir os dados.

Especialistas apontam que a China possui uma vantagem estratégica importante: acesso a um volume muito maior de dados de pacientes, favorecido pelo tamanho da população e por regras mais flexíveis sobre coleta de informações pessoais.

Segundo a pesquisadora Meicen Sun, da Universidade de Illinois, mais dados permitem treinar sistemas melhores, aumentando a eficiência da tecnologia e acelerando o desenvolvimento do setor.

Ao mesmo tempo, crescem preocupações sobre privacidade e segurança de dados cerebrais, especialmente com o uso combinado de inteligência artificial.

O governo chinês publicou diretrizes éticas em 2024 exigindo consentimento formal dos participantes de testes clínicos e aprovação por comitês de ética, mas especialistas afirmam que o debate sobre uso comercial de dados neurais ainda está longe de um consenso global.

A corrida tecnológica também envolve cooperação internacional. A empresa chinesa Maschine Robot mantém parcerias com laboratórios do MIT e da Universidade Stanford para desenvolver modelos de inteligência artificial aplicados às interfaces neurais.

O próximo produto da companhia será uma cadeira de rodas controlada por sinais cerebrais, destinada a pacientes com esclerose lateral amiotrófica. O lançamento está previsto para junho.

Fonte: epocanegocios

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Mundo

OMS convoca reunião de emergência após avanço do Ebola no Congo e casos em Uganda

por Redação 19 de maio de 2026

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizará nesta terça-feira uma reunião do Comitê de Emergência para discutir o avanço do surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). A doença já soma 513 casos e 131 mortes suspeitas no país africano.

Além disso, dois casos também foram registrados em Uganda, incluindo uma morte confirmada na capital do país.

No domingo, a OMS declarou que o surto representa uma emergência de saúde pública de importância internacional, o nível máximo de alerta da entidade para crises sanitárias globais.

A decisão chamou atenção porque, normalmente, esse status só é decretado após recomendação formal do Comitê de Emergência. Desta vez, porém, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, antecipou a medida antes da deliberação do grupo.

Segundo Tedros, a decisão foi tomada com base no Artigo 12 dos Regulamentos Internacionais de Saúde e após consulta aos ministros da Saúde da República Democrática do Congo e de Uganda.

— Fiz isso em acordo com o Artigo 12 dos Regulamentos Internacionais de Saúde, após consultar os ministros da Saúde de ambos os países, e porque estou profundamente preocupado com a amplitude e a rapidez da epidemia — afirmou o diretor-geral durante discurso na Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça.

Em comunicado oficial, a OMS informou que a reunião do Comitê ocorrerá às 12h30 no horário de Brasília. Após o encontro, o grupo deverá apresentar recomendações temporárias ao diretor-geral da organização e aos países-membros sobre medidas de enfrentamento à crise sanitária.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Putin chega à China após visita de Trump e tenta reforçar aliança com Xi Jinping

por Redação 19 de maio de 2026

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou a Pequim nesta terça-feira (19) para uma visita oficial que busca fortalecer a parceria estratégica com o presidente chinês Xi Jinping. O encontro acontece poucos dias após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela capital chinesa, ampliando o peso geopolítico da agenda entre Moscou e Pequim.

Putin e Xi devem se reunir ainda nesta terça e participar, na quarta-feira (20), das celebrações pelos 25 anos do Tratado Sino-Russo de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável.

A visita ocorre em um momento delicado para a Rússia, que segue isolada por países ocidentais devido à guerra na Ucrânia. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial russo, respondendo por mais de um terço das importações da Rússia e comprando mais de um quarto das exportações do país.

Além da parceria econômica, há suspeitas de cooperação indireta no setor militar. Uma investigação da Reuters publicada em julho de 2025 apontou que empresas chinesas teriam usado companhias de fachada para enviar motores de drones à Rússia disfarçados de equipamentos industriais. Pequim negou as acusações.

Segundo a imprensa estatal chinesa e russa, a pauta do encontro inclui temas econômicos, comerciais e questões internacionais e regionais.

Analistas avaliam que o atual cenário geopolítico fortaleceu a posição da China. Para o pesquisador Claus Soong, do Instituto Mercator para Estudos da China, tanto Estados Unidos quanto Rússia dependem de Pequim, mas por motivos diferentes: Washington enxerga a China como rival estratégico, enquanto Moscou busca um aliado político e energético.

A visita de Putin também é interpretada como uma tentativa de garantir que uma eventual aproximação entre China e Estados Unidos não prejudique os interesses russos.

Nos bastidores, cresce a percepção de que o Kremlin busca alternativas para o desgaste provocado pela guerra na Ucrânia. Sinais recentes, como ataques contínuos à infraestrutura petrolífera russa e um desfile do Dia da Vitória mais discreto, alimentam avaliações de que Moscou pode estar buscando caminhos para encerrar o conflito.

Uma reportagem do Financial Times afirmou que Xi Jinping teria dito a Donald Trump que Putin poderia se arrepender da invasão da Ucrânia.

Apesar disso, especialistas afirmam que a China não deseja um colapso do regime russo. Moscou continua sendo um parceiro estratégico importante para Pequim, especialmente pela longa fronteira compartilhada e pelo fornecimento de energia.

A Rússia respondeu por quase 18% das importações de petróleo da China em 2025, enquanto o Irã representou cerca de 13% e os países do Golfo Pérsico aproximadamente 42%. As tensões no Oriente Médio e os riscos no Estreito de Ormuz aumentaram ainda mais a importância do petróleo russo para os chineses.

Analistas apontam, porém, que a relação entre China e Rússia é marcada por interesses comuns, mas também por limites. Embora os dois países mantenham alinhamento estratégico, Pequim evita ampliar excessivamente sua dependência energética de Moscou.

O especialista Claus Soong resumiu a relação afirmando que “China e Rússia são como um casal que divide a cama, mas com sonhos diferentes”.

Fonte: G1

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