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OMS convoca reunião de emergência após avanço do Ebola no Congo e casos em Uganda

por Redação 19 de maio de 2026

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizará nesta terça-feira uma reunião do Comitê de Emergência para discutir o avanço do surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). A doença já soma 513 casos e 131 mortes suspeitas no país africano.

Além disso, dois casos também foram registrados em Uganda, incluindo uma morte confirmada na capital do país.

No domingo, a OMS declarou que o surto representa uma emergência de saúde pública de importância internacional, o nível máximo de alerta da entidade para crises sanitárias globais.

A decisão chamou atenção porque, normalmente, esse status só é decretado após recomendação formal do Comitê de Emergência. Desta vez, porém, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, antecipou a medida antes da deliberação do grupo.

Segundo Tedros, a decisão foi tomada com base no Artigo 12 dos Regulamentos Internacionais de Saúde e após consulta aos ministros da Saúde da República Democrática do Congo e de Uganda.

— Fiz isso em acordo com o Artigo 12 dos Regulamentos Internacionais de Saúde, após consultar os ministros da Saúde de ambos os países, e porque estou profundamente preocupado com a amplitude e a rapidez da epidemia — afirmou o diretor-geral durante discurso na Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça.

Em comunicado oficial, a OMS informou que a reunião do Comitê ocorrerá às 12h30 no horário de Brasília. Após o encontro, o grupo deverá apresentar recomendações temporárias ao diretor-geral da organização e aos países-membros sobre medidas de enfrentamento à crise sanitária.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Putin chega à China após visita de Trump e tenta reforçar aliança com Xi Jinping

por Redação 19 de maio de 2026

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou a Pequim nesta terça-feira (19) para uma visita oficial que busca fortalecer a parceria estratégica com o presidente chinês Xi Jinping. O encontro acontece poucos dias após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela capital chinesa, ampliando o peso geopolítico da agenda entre Moscou e Pequim.

Putin e Xi devem se reunir ainda nesta terça e participar, na quarta-feira (20), das celebrações pelos 25 anos do Tratado Sino-Russo de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável.

A visita ocorre em um momento delicado para a Rússia, que segue isolada por países ocidentais devido à guerra na Ucrânia. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial russo, respondendo por mais de um terço das importações da Rússia e comprando mais de um quarto das exportações do país.

Além da parceria econômica, há suspeitas de cooperação indireta no setor militar. Uma investigação da Reuters publicada em julho de 2025 apontou que empresas chinesas teriam usado companhias de fachada para enviar motores de drones à Rússia disfarçados de equipamentos industriais. Pequim negou as acusações.

Segundo a imprensa estatal chinesa e russa, a pauta do encontro inclui temas econômicos, comerciais e questões internacionais e regionais.

Analistas avaliam que o atual cenário geopolítico fortaleceu a posição da China. Para o pesquisador Claus Soong, do Instituto Mercator para Estudos da China, tanto Estados Unidos quanto Rússia dependem de Pequim, mas por motivos diferentes: Washington enxerga a China como rival estratégico, enquanto Moscou busca um aliado político e energético.

A visita de Putin também é interpretada como uma tentativa de garantir que uma eventual aproximação entre China e Estados Unidos não prejudique os interesses russos.

Nos bastidores, cresce a percepção de que o Kremlin busca alternativas para o desgaste provocado pela guerra na Ucrânia. Sinais recentes, como ataques contínuos à infraestrutura petrolífera russa e um desfile do Dia da Vitória mais discreto, alimentam avaliações de que Moscou pode estar buscando caminhos para encerrar o conflito.

Uma reportagem do Financial Times afirmou que Xi Jinping teria dito a Donald Trump que Putin poderia se arrepender da invasão da Ucrânia.

Apesar disso, especialistas afirmam que a China não deseja um colapso do regime russo. Moscou continua sendo um parceiro estratégico importante para Pequim, especialmente pela longa fronteira compartilhada e pelo fornecimento de energia.

A Rússia respondeu por quase 18% das importações de petróleo da China em 2025, enquanto o Irã representou cerca de 13% e os países do Golfo Pérsico aproximadamente 42%. As tensões no Oriente Médio e os riscos no Estreito de Ormuz aumentaram ainda mais a importância do petróleo russo para os chineses.

Analistas apontam, porém, que a relação entre China e Rússia é marcada por interesses comuns, mas também por limites. Embora os dois países mantenham alinhamento estratégico, Pequim evita ampliar excessivamente sua dependência energética de Moscou.

O especialista Claus Soong resumiu a relação afirmando que “China e Rússia são como um casal que divide a cama, mas com sonhos diferentes”.

Fonte: G1

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Mundo

Homem encontra R$ 151 mil em banheiro e recebe ligação inesperada da polícia

por Redação 18 de maio de 2026

O morador da Flórida Luis Salazar encontrou uma pochete com US$ 30.023, cerca de R$ 151 mil, pendurada no corrimão do banheiro de uma loja de conveniência Wawa, em Riviera Beach, no último dia 3 de maio. O caso ganhou repercussão após a atitude do homem ao tentar devolver toda a quantia ao verdadeiro dono.

Segundo Salazar, ele entrou no banheiro do estabelecimento e encontrou a bolsa por acaso. Ao perceber que não havia ninguém procurando o objeto no local, decidiu abrir a pochete em busca de alguma identificação e se deparou com o dinheiro. O morador afirmou que chegou a sentir o corpo “dormente” ao ver a grande quantia.

Mesmo diante do valor elevado, Salazar disse que nunca pensou em ficar com o dinheiro. “Não é meu dinheiro para pegar. Não fui criado assim”, afirmou.

O proprietário da bolsa registrou o desaparecimento na polícia de Riviera Beach, que iniciou uma investigação usando imagens de câmeras de segurança para rastrear o paradeiro da pochete.

Dias depois, em 7 de maio, Salazar recebeu uma ligação das autoridades informando que o verdadeiro dono do dinheiro estava aguardando na delegacia. Ele compareceu ao local para entregar a bolsa.

Imagens registradas pela emissora WPBF mostraram o momento em que o proprietário abriu a pochete e confirmou que todo o dinheiro permanecia intacto.

A devolução emocionou os envolvidos. Segundo Salazar, o homem estava chorando ao recuperar os pertences. O dono da quantia, que preferiu não se identificar, disse ter ficado surpreso com a honestidade. “Fiquei bastante surpreso que alguém pudesse ter feito isso”, declarou.

O episódio chamou atenção nas redes sociais e reacendeu debates sobre honestidade em situações envolvendo grandes quantias de dinheiro.

Fonte: METRÓPOLES

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Mundo

Xi e Trump se reúnem em Pequim, alertam para risco de conflito entre EUA e China e falam em cooperação global

por Redação 14 de maio de 2026

Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, participaram nesta quinta-feira (14) de uma reunião histórica em Pequim marcada por alertas sobre o risco de conflito entre as duas maiores potências do mundo e promessas de ampliar a cooperação econômica e diplomática.

O encontro, realizado no Grande Salão do Povo, durou mais de duas horas. Trump foi recebido com honras oficiais, incluindo desfile militar e apresentações de crianças chinesas carregando bandeiras dos dois países e flores.

Logo no início da reunião, Xi Jinping adotou um discurso conciliador ao afirmar que China e Estados Unidos possuem mais interesses em comum do que divergências.

“Devemos ser parceiros, não rivais. Devemos ajudar uns aos outros a ter sucesso, prosperar juntos e encontrar a forma adequada para que grandes países convivam na nova era”, declarou o líder chinês.

Donald Trump também demonstrou otimismo sobre a relação bilateral e afirmou que os dois países terão um “futuro fantástico”.

“Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez”, disse Trump a Xi. “Você é um grande líder. Digo isso a todo mundo. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas digo mesmo assim porque é verdade. Eu só digo a verdade.”

Apesar do clima cordial na abertura, o tom da reunião mudou durante o encontro reservado entre as delegações. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi alertou Trump para o risco de confronto caso a questão de Taiwan não seja conduzida de maneira adequada.

O presidente chinês afirmou que Taiwan é o tema mais sensível na relação entre os dois países e advertiu que erros na condução do assunto poderiam levar as relações bilaterais a uma situação “muito perigosa”.

Taiwan segue como um dos principais focos de tensão entre Washington e Pequim. A China considera a ilha parte de seu território, enquanto os Estados Unidos mantêm apoio político e militar ao governo taiwanês. Nos últimos anos, os americanos ampliaram o fornecimento de armas para Taiwan, provocando reações do governo chinês, que intensificou exercícios militares próximos à ilha.

Enquanto a reunião ocorria em Pequim, um porta-voz do governo de Taiwan agradeceu publicamente o apoio dos Estados Unidos.

Após o encontro, Trump limitou-se a dizer que a reunião foi “ótima”, sem detalhar o conteúdo das conversas. O presidente americano retornou ao hotel onde está hospedado sem falar com jornalistas.

Durante a reunião, Xi Jinping também mencionou a chamada “armadilha de Tucídides”, conceito usado para descrever o risco de guerra quando uma potência emergente desafia uma potência dominante.

“China e Estados Unidos conseguem superar a armadilha de Tucídides e criar um novo modelo de relações entre grandes potências? Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo?”, questionou Xi.

O conceito ganhou popularidade em análises geopolíticas modernas sobre a rivalidade entre Estados Unidos e China, inspirado na Guerra do Peloponeso descrita pelo historiador grego Tucídides.

Apesar das advertências sobre possíveis conflitos, Xi também sinalizou interesse em aprofundar a cooperação entre os dois países. Segundo a emissora estatal CCTV, o presidente chinês afirmou que China e Estados Unidos trabalharão para estabelecer uma relação “construtiva, estratégica e estável” nos próximos anos.

Xi disse ainda que os dois países pretendem ampliar parcerias em áreas como comércio, agricultura, saúde, turismo e segurança pública.

Na área econômica, o líder chinês afirmou que a China continuará ampliando sua abertura ao mercado internacional e garantiu que empresas americanas terão espaço importante nas reformas econômicas chinesas.

“Não há vencedores em uma guerra comercial”, declarou Xi ao comentar as negociações econômicas recentes entre os dois países.

Fonte: G1

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Mundo

Alasca entra em período de 84 dias sem anoitecer e fenômeno inspira hit de Zara Larsson

por Redação 12 de maio de 2026

A cidade de Utqiagvik, no Alasca, iniciou nesta terça-feira o chamado “sol da meia-noite”, fenômeno natural em que o Sol permanece visível durante 24 horas por dia. Localizada mais de 500 quilômetros ao norte do Círculo Polar Ártico, a região passará cerca de 84 dias sem registrar anoitecer oficialmente.

O último pôr do sol foi visto na segunda-feira (11), e o astro só deverá desaparecer novamente no início de agosto.

O fenômeno acontece durante o verão do hemisfério norte devido à inclinação de aproximadamente 23,5° do eixo da Terra em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol. Isso faz com que, em áreas próximas ao Polo Norte, a claridade permaneça acima da linha do horizonte mesmo durante a madrugada.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos divulgou um vídeo em timelapse mostrando o último pôr do sol antes do início do período contínuo de luminosidade. Nas imagens, o Sol praticamente toca a linha do horizonte antes de voltar a subir.

Além do Alasca, o fenômeno também ocorre em países nórdicos como Suécia, Noruega e Finlândia, além de regiões do Canadá, Groenlândia e Rússia localizadas acima do Círculo Polar Ártico.

O “sol da meia-noite” ganhou destaque recente após inspirar a cantora sueca Zara Larsson na criação da música “Midnight Sun”, lançada em 2025. A faixa dá nome ao álbum mais recente da artista.

Segundo Zara, o projeto foi desenvolvido a partir das experiências dos verões escandinavos, conhecidos pelas noites claras e pela sensação de que o verão “nunca termina”.

O fenômeno tem um oposto igualmente extremo. Durante o inverno nessas mesmas regiões ocorre a chamada noite polar, período em que o Sol permanece abaixo da linha do horizonte por semanas ou até meses seguidos.

Fonte: G1

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Mundo

eBay rejeita proposta bilionária da GameStop e coloca compra em xeque

por Redação 12 de maio de 2026

A gigante do comércio eletrônico eBay rejeitou nesta terça-feira (12) uma proposta de compra de US$ 56 bilhões apresentada pela GameStop, rede varejista conhecida pelo mercado de videogames. Segundo informações divulgadas pela Reuters, a empresa afirmou ter dúvidas sobre a capacidade financeira da operação.

A proposta previa pagamento em dinheiro e ações e surpreendeu o mercado pelo tamanho da negociação. O valor de mercado da eBay atualmente é quase quatro vezes maior que o da GameStop, cenário considerado incomum em aquisições corporativas desse porte.

Em comunicado, o presidente do conselho da eBay, Paul Pressler, afirmou que a oferta não foi considerada viável.

“Concluímos que sua proposta não é nem credível nem atraente”, declarou. Segundo ele, o conselho acredita que a companhia está bem posicionada para continuar crescendo sob a atual administração.

Apesar da negativa, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, sinalizou que ainda pode tentar levar a proposta diretamente aos acionistas da eBay, movimento que abriria caminho para uma tentativa de aquisição hostil.

A reação do mercado, porém, tem sido marcada por forte ceticismo. As ações da eBay seguem sendo negociadas abaixo do valor oferecido pela GameStop, o que indica dúvidas dos investidores sobre a possibilidade real de concretização do negócio.

A estratégia também gerou críticas dentro da própria base de investidores da GameStop. Michael Burry, investidor conhecido por prever a crise financeira retratada no filme “The Big Short”, vendeu toda sua participação na empresa após o anúncio da proposta.

Segundo informações do mercado, Burry demonstrou preocupação com possíveis riscos de aumento da dívida da companhia e diluição dos acionistas caso a operação avançasse.

A oferta bilionária foi apresentada no início deste mês. Antes disso, a GameStop já vinha ampliando sua participação na eBay e acumulou quase 5% das ações da companhia, incluindo derivativos.

Ryan Cohen afirmou ao Wall Street Journal que acredita ser possível transformar a eBay em uma empresa avaliada em “centenas de bilhões de dólares” e competir diretamente com a Amazon.

O plano da GameStop inclui um corte estimado de US$ 2 bilhões em custos anuais já no primeiro ano após a aquisição. A empresa também pretende usar cerca de 1.600 lojas físicas da GameStop nos Estados Unidos como pontos de retirada, envio e autenticação de produtos da eBay, integrando operações online e físicas.

Para financiar a compra, a GameStop informou que poderia levantar até US$ 20 bilhões em dívidas com apoio do TD Securities, além da emissão de novas ações.

Fonte: G1

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Mundo

Rússia conclui teste do míssil “Satanás” e Putin promete colocá-lo em operação ainda este ano

por Redação 12 de maio de 2026

A Rússia anunciou nesta terça-feira (12) a conclusão do teste final do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat, armamento com capacidade nuclear e alcance estimado em até 35 mil quilômetros. Após o anúncio, o presidente Vladimir Putin afirmou que pretende colocar o sistema em operação até o fim deste ano.

O comunicado foi feito pelo comandante das Forças de Mísseis Estratégicos russas, Sergei Karakayev, que classificou o teste como bem-sucedido e afirmou que a etapa representa a fase final antes da utilização oficial do armamento pelas forças nucleares do país.

O RS-28 Sarmat ficou conhecido internacionalmente pelo apelido de “Satanás”, dado pela Otan devido ao seu alcance, velocidade e capacidade de driblar sistemas de defesa antiaérea e radares. Segundo autoridades russas, o míssil pode atingir alvos na Europa em menos de dez minutos e tem capacidade para viajar pelos polos Norte e Sul, dificultando sua interceptação.

Apresentado inicialmente por Vladimir Putin em 2018 como parte de uma nova geração de armamentos “invisíveis”, o Sarmat é tratado pelo Kremlin como peça central da estratégia nuclear russa.

De acordo com um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, o míssil pode transportar dez ou mais ogivas nucleares simultaneamente, ampliando seu potencial destrutivo.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o Sarmat é atualmente “o míssil mais poderoso com o maior alcance de destruição de alvos do mundo” e declarou que o equipamento deve fortalecer significativamente o poder de combate das forças nucleares estratégicas russas.

Este foi o segundo teste oficial do RS-28 Sarmat divulgado pela Rússia. O primeiro ocorreu em 2018 e outro lançamento experimental foi realizado em 2022.

O anúncio acontece em meio ao aumento das tensões militares internacionais e reforça o discurso de Moscou de modernização de seu arsenal nuclear em meio aos conflitos geopolíticos envolvendo a Otan e países ocidentais.

Fonte: G1

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Mundo

Golfinhos suicidas? Entenda a história dos animais militares que o Irã comprou da antiga União Soviética

por Redação 12 de maio de 2026

Uma pergunta inusitada chamou atenção durante uma entrevista coletiva do Pentágono no último dia 5 de maio, em meio às discussões sobre a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã: o Irã estaria usando “golfinhos suicidas” no conflito?

O questionamento foi feito por um jornalista do The Daily Wire ao secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Em tom irônico, ele respondeu que não poderia “confirmar nem desmentir” a existência dos próprios golfinhos suicidas americanos, mas afirmou que o Irã “não tem nenhum”. O general Dan Kaine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, também ironizou o tema, comparando a história a “tubarões com raios laser”.

Apesar do tom de deboche, o assunto tem origem em um histórico real de uso militar de mamíferos marinhos por diferentes países. Dias antes, o jornal The Wall Street Journal publicou que autoridades iranianas mencionaram a possibilidade de usar “golfinhos equipados com minas” para atacar navios americanos em meio às tensões no estreito de Ormuz.

O uso militar de golfinhos existe há décadas e remonta à Guerra Fria. Em 1999, a BBC revelou que o Irã havia comprado golfinhos treinados por militares da antiga União Soviética através da Ucrânia. Segundo a reportagem, os animais eram parte de programas secretos soviéticos desenvolvidos para atacar mergulhadores inimigos, localizar minas e até executar missões suicidas contra embarcações.

Os mamíferos aquáticos foram treinados pelo especialista Boris Zhurid, ex-oficial de submarinos soviéticos que depois atuou em programas militares e civis com animais marinhos. Após o colapso da União Soviética e a falta de recursos para manter os projetos, Zhurid afirmou que vendeu os animais ao Irã para evitar que morressem de fome.

Na época, cerca de 27 animais foram levados da Crimeia para o Golfo Pérsico em um avião cargueiro. Entre eles estavam golfinhos, focas, leões-marinhos, botos e até uma baleia beluga.

Segundo relatos da época, os golfinhos eram treinados para carregar minas presas ao corpo e atingir embarcações inimigas em ataques suicidas. Também podiam usar arpões contra mergulhadores ou arrastá-los até a superfície para captura. Havia ainda alegações de que os animais conseguiam distinguir submarinos soviéticos de estrangeiros pelo som das hélices.

O tema voltou a ganhar atenção após relatos recentes de que a Rússia intensificou o uso de golfinhos militares para proteger sua frota naval em Sebastopol, no mar Negro, durante a guerra na Ucrânia.

Além da Rússia, os Estados Unidos mantêm há décadas um programa oficial de mamíferos marinhos militares em San Diego, na Califórnia. Imagens de satélite também levantaram suspeitas sobre possíveis programas semelhantes na Coreia do Norte.

O ex-presidente iraniano Akbar Hashemi Rafsanjani chegou a citar em suas memórias uma visita aos animais importados da Ucrânia em 1990. Ele negou qualquer finalidade militar e afirmou que os mamíferos eram usados apenas como atração e pesquisa.

Mesmo assim, a história dos chamados “golfinhos suicidas” segue cercada de mistério, espionagem e relatos que misturam guerra, tecnologia militar e treinamento animal secreto.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã ameaça enriquecer urânio a 90% em caso de novos ataques dos EUA, diz porta-voz do Parlamento

por Redação 12 de maio de 2026

O Parlamento do Irã avalia a possibilidade de elevar o nível de enriquecimento de urânio para até 90% caso volte a sofrer ataques dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo porta-voz da Casa Legislativa iraniana, Ebrahim Rezaei, em publicação na rede social X.

O nível de 90% de enriquecimento é considerado tecnicamente compatível com o desenvolvimento de armas nucleares.

“Uma das opções do Irã em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de 90%. Vamos analisar isso no parlamento”, escreveu Rezaei.

A declaração ocorre em meio à escalada de tensões entre Teerã e Washington e ao impasse nas negociações de paz no Oriente Médio.

Segundo reportagem do site Axios, baseada em fontes do governo norte-americano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião de emergência com sua equipe de governo para discutir os próximos passos diante da guerra com o Irã. A publicação afirma ainda que há possibilidade de retomada de ataques ao território iraniano, atualmente suspensos por um cessar-fogo que estaria “por um fio”, segundo avaliação atribuída ao próprio Trump.

As negociações entre os dois países enfrentaram novo impasse após o Irã reafirmar sua proposta de acordo no fim de semana. No domingo, Trump classificou as condições iranianas como “inaceitáveis”. Já nesta segunda-feira, Teerã manteve sua posição e afirmou que não recuará.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã descreveu sua proposta como “legítima e generosa”, incluindo exigências como o fim da guerra, suspensão de sanções, liberação de ativos congelados e garantia de segurança regional.

Entre os pontos apresentados por Teerã estão ainda a manutenção da soberania sobre o Estreito de Ormuz, suspensão temporária de sanções econômicas dos EUA e indenizações pelos danos causados durante o conflito.

Na questão nuclear, o Irã propõe a diluição de parte do urânio enriquecido e sua transferência para um terceiro país, além de exigir garantias de devolução caso o acordo fracasse. O país aceita suspender temporariamente o enriquecimento, mas rejeita o desmantelamento de suas instalações nucleares.

Os Estados Unidos, por sua vez, exigem a interrupção do programa nuclear iraniano, supervisão internacional do Estreito de Ormuz e restrições à produção de mísseis, além do fim do apoio a grupos armados na região.

O impasse ocorre após semanas de negociações e um cessar-fogo iniciado em 8 de abril, que buscava interromper os confrontos entre Irã, Israel e Estados Unidos. A incerteza renovada elevou a tensão diplomática e impactou o mercado internacional de petróleo, que voltou a subir.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Netanyahu admite erro estratégico sobre Ormuz e diz que guerra contra Irã “não acabou”

por Redação 11 de maio de 2026

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu que o governo israelense não previa a dimensão da crise envolvendo o Estreito de Ormuz no início da guerra contra o Irã. A declaração foi dada durante entrevista ao programa “60 Minutes”, da emissora americana CBS, exibida neste domingo (10).

Segundo Netanyahu, o impacto estratégico da principal rota marítima de petróleo do mundo só foi compreendido ao longo do avanço dos combates. A fala ocorre em meio ao aumento da tensão global e da pressão sobre o mercado internacional de energia.

“O problema de Ormuz foi compreendido durante a guerra”, afirmou o premiê ao comentar uma reportagem do The New York Times que apontava que integrantes do governo israelense acreditavam que o Irã estava enfraquecido demais para bloquear a passagem marítima.

Netanyahu reconheceu falhas nas projeções feitas antes do conflito. “Não afirmo ter previsão perfeita, e ninguém tinha previsão perfeita. Nem os iranianos”, declarou.

A entrevista marcou a primeira participação do premiê israelense na televisão americana desde o início da guerra, agora em sua 11ª semana. Durante a conversa, Netanyahu afirmou que o conflito “não acabou” e indicou que Israel considera necessárias novas ações contra o programa nuclear iraniano, instalações de enriquecimento de urânio e grupos aliados de Teerã no Oriente Médio.

Segundo ele, o Irã ainda mantém material nuclear enriquecido, infraestrutura ativa e capacidade de produção de mísseis balísticos. “Ainda há material nuclear que precisa ser retirado do Irã. Ainda existem instalações de enriquecimento que precisam ser desmanteladas”, disse.

Questionado sobre como esse material poderia ser removido do território iraniano, Netanyahu respondeu: “Você entra e tira”. O premiê evitou detalhar se uma eventual operação envolveria tropas israelenses ou americanas, mas afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou disposição para agir.

“Trump me disse: ‘Eu quero entrar lá’. Acho que isso pode ser feito fisicamente”, declarou, sem explicar o contexto da conversa.

O primeiro-ministro também sinalizou que o conflito pode continuar em outras frentes mesmo com um eventual acordo entre Washington e Teerã. Segundo ele, Israel pretende seguir combatendo o Hezbollah no Líbano.

Netanyahu afirmou ainda que o Irã tenta condicionar qualquer cessar-fogo no Golfo ao encerramento das operações israelenses contra o grupo libanês. Ele acredita que um eventual enfraquecimento ou queda do regime iraniano poderia provocar o colapso de aliados regionais de Teerã, incluindo Hezbollah, Hamas e Houthis.

Na área diplomática, o premiê afirmou que o conflito aproximou Israel de alguns países árabes. Segundo ele, governos da região passaram a demonstrar interesse em aprofundar alianças estratégicas envolvendo energia, tecnologia e inteligência artificial.

Outro ponto polêmico da entrevista foi a acusação feita por Netanyahu contra a China. O líder israelense afirmou que Pequim estaria fornecendo componentes usados na fabricação de mísseis iranianos, mas não apresentou provas.

Netanyahu também surpreendeu ao defender a redução gradual da ajuda financeira dos Estados Unidos a Israel. Atualmente, Washington envia cerca de US$ 3,8 bilhões anuais em assistência militar ao país.

“Quero reduzir a zero o apoio financeiro americano”, afirmou. Segundo ele, a mudança poderia acontecer ao longo da próxima década.

O premiê ainda comentou o desgaste internacional sofrido por Israel desde o início da guerra, principalmente após a ofensiva em Gaza. Ele atribuiu a piora da imagem do país às redes sociais e acusou governos de manipularem plataformas digitais contra Israel.

Apesar das operações militares, Netanyahu reconheceu que Israel ainda não conseguiu alcançar um dos principais objetivos estratégicos da guerra: desarmar o Hamas.

Fonte: G1

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