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Irã x EUA

Irã x EUA

Irã ameaça enriquecer urânio a 90% em caso de novos ataques dos EUA, diz porta-voz do Parlamento

por Redação 12 de maio de 2026

O Parlamento do Irã avalia a possibilidade de elevar o nível de enriquecimento de urânio para até 90% caso volte a sofrer ataques dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo porta-voz da Casa Legislativa iraniana, Ebrahim Rezaei, em publicação na rede social X.

O nível de 90% de enriquecimento é considerado tecnicamente compatível com o desenvolvimento de armas nucleares.

“Uma das opções do Irã em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de 90%. Vamos analisar isso no parlamento”, escreveu Rezaei.

A declaração ocorre em meio à escalada de tensões entre Teerã e Washington e ao impasse nas negociações de paz no Oriente Médio.

Segundo reportagem do site Axios, baseada em fontes do governo norte-americano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião de emergência com sua equipe de governo para discutir os próximos passos diante da guerra com o Irã. A publicação afirma ainda que há possibilidade de retomada de ataques ao território iraniano, atualmente suspensos por um cessar-fogo que estaria “por um fio”, segundo avaliação atribuída ao próprio Trump.

As negociações entre os dois países enfrentaram novo impasse após o Irã reafirmar sua proposta de acordo no fim de semana. No domingo, Trump classificou as condições iranianas como “inaceitáveis”. Já nesta segunda-feira, Teerã manteve sua posição e afirmou que não recuará.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã descreveu sua proposta como “legítima e generosa”, incluindo exigências como o fim da guerra, suspensão de sanções, liberação de ativos congelados e garantia de segurança regional.

Entre os pontos apresentados por Teerã estão ainda a manutenção da soberania sobre o Estreito de Ormuz, suspensão temporária de sanções econômicas dos EUA e indenizações pelos danos causados durante o conflito.

Na questão nuclear, o Irã propõe a diluição de parte do urânio enriquecido e sua transferência para um terceiro país, além de exigir garantias de devolução caso o acordo fracasse. O país aceita suspender temporariamente o enriquecimento, mas rejeita o desmantelamento de suas instalações nucleares.

Os Estados Unidos, por sua vez, exigem a interrupção do programa nuclear iraniano, supervisão internacional do Estreito de Ormuz e restrições à produção de mísseis, além do fim do apoio a grupos armados na região.

O impasse ocorre após semanas de negociações e um cessar-fogo iniciado em 8 de abril, que buscava interromper os confrontos entre Irã, Israel e Estados Unidos. A incerteza renovada elevou a tensão diplomática e impactou o mercado internacional de petróleo, que voltou a subir.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Netanyahu admite erro estratégico sobre Ormuz e diz que guerra contra Irã “não acabou”

por Redação 11 de maio de 2026

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu que o governo israelense não previa a dimensão da crise envolvendo o Estreito de Ormuz no início da guerra contra o Irã. A declaração foi dada durante entrevista ao programa “60 Minutes”, da emissora americana CBS, exibida neste domingo (10).

Segundo Netanyahu, o impacto estratégico da principal rota marítima de petróleo do mundo só foi compreendido ao longo do avanço dos combates. A fala ocorre em meio ao aumento da tensão global e da pressão sobre o mercado internacional de energia.

“O problema de Ormuz foi compreendido durante a guerra”, afirmou o premiê ao comentar uma reportagem do The New York Times que apontava que integrantes do governo israelense acreditavam que o Irã estava enfraquecido demais para bloquear a passagem marítima.

Netanyahu reconheceu falhas nas projeções feitas antes do conflito. “Não afirmo ter previsão perfeita, e ninguém tinha previsão perfeita. Nem os iranianos”, declarou.

A entrevista marcou a primeira participação do premiê israelense na televisão americana desde o início da guerra, agora em sua 11ª semana. Durante a conversa, Netanyahu afirmou que o conflito “não acabou” e indicou que Israel considera necessárias novas ações contra o programa nuclear iraniano, instalações de enriquecimento de urânio e grupos aliados de Teerã no Oriente Médio.

Segundo ele, o Irã ainda mantém material nuclear enriquecido, infraestrutura ativa e capacidade de produção de mísseis balísticos. “Ainda há material nuclear que precisa ser retirado do Irã. Ainda existem instalações de enriquecimento que precisam ser desmanteladas”, disse.

Questionado sobre como esse material poderia ser removido do território iraniano, Netanyahu respondeu: “Você entra e tira”. O premiê evitou detalhar se uma eventual operação envolveria tropas israelenses ou americanas, mas afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou disposição para agir.

“Trump me disse: ‘Eu quero entrar lá’. Acho que isso pode ser feito fisicamente”, declarou, sem explicar o contexto da conversa.

O primeiro-ministro também sinalizou que o conflito pode continuar em outras frentes mesmo com um eventual acordo entre Washington e Teerã. Segundo ele, Israel pretende seguir combatendo o Hezbollah no Líbano.

Netanyahu afirmou ainda que o Irã tenta condicionar qualquer cessar-fogo no Golfo ao encerramento das operações israelenses contra o grupo libanês. Ele acredita que um eventual enfraquecimento ou queda do regime iraniano poderia provocar o colapso de aliados regionais de Teerã, incluindo Hezbollah, Hamas e Houthis.

Na área diplomática, o premiê afirmou que o conflito aproximou Israel de alguns países árabes. Segundo ele, governos da região passaram a demonstrar interesse em aprofundar alianças estratégicas envolvendo energia, tecnologia e inteligência artificial.

Outro ponto polêmico da entrevista foi a acusação feita por Netanyahu contra a China. O líder israelense afirmou que Pequim estaria fornecendo componentes usados na fabricação de mísseis iranianos, mas não apresentou provas.

Netanyahu também surpreendeu ao defender a redução gradual da ajuda financeira dos Estados Unidos a Israel. Atualmente, Washington envia cerca de US$ 3,8 bilhões anuais em assistência militar ao país.

“Quero reduzir a zero o apoio financeiro americano”, afirmou. Segundo ele, a mudança poderia acontecer ao longo da próxima década.

O premiê ainda comentou o desgaste internacional sofrido por Israel desde o início da guerra, principalmente após a ofensiva em Gaza. Ele atribuiu a piora da imagem do país às redes sociais e acusou governos de manipularem plataformas digitais contra Israel.

Apesar das operações militares, Netanyahu reconheceu que Israel ainda não conseguiu alcançar um dos principais objetivos estratégicos da guerra: desarmar o Hamas.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Trump trava acordo e guerra entre EUA e Irã volta ao impasse após novas exigências de Teerã

por Redação 11 de maio de 2026

As negociações para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã voltaram a travar após o governo iraniano defender publicamente sua proposta de paz e receber uma reação dura do presidente norte-americano Donald Trump. O republicano classificou as exigências de Teerã como “totalmente inaceitáveis”, ampliando a tensão no Oriente Médio.

A audiência diplomática ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (11), quando o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que as condições impostas pelo país são “legítimas e generosas”. Segundo ele, Teerã exige o fim da guerra, o levantamento de sanções econômicas, o desbloqueio de ativos iranianos congelados e garantias de segurança regional.

O principal ponto de atrito segue sendo o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. De acordo com a imprensa norte-americana, o Irã quer reconhecimento de sua soberania sobre o estreito e aceita apenas uma suspensão temporária e reduzida do enriquecimento de urânio, recusando desmontar suas instalações nucleares.

Os Estados Unidos, por outro lado, exigem garantias de que o Irã não volte a bloquear o Estreito de Ormuz e pressionam pela suspensão do programa nuclear iraniano por até 20 anos, além da desativação de usinas nucleares. Washington também quer limitar a produção de mísseis do Irã e interromper o financiamento a grupos armados como Hamas e Hezbollah.

Segundo o jornal “The Wall Street Journal”, a proposta iraniana prevê ainda a diluição de parte do urânio enriquecido e a transferência do restante para um terceiro país, desde que haja garantias de devolução caso os EUA abandonem o acordo futuramente.

O governo iraniano também pede compensações financeiras pelos danos causados durante a guerra e a suspensão temporária das sanções relacionadas à venda de petróleo. Teerã rejeitou as exigências norte-americanas sobre limitação de armamentos e o fim do apoio a grupos aliados na região.

No domingo (10), Trump reagiu publicamente ao documento iraniano em sua rede Truth Social. “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu o presidente.

O novo impasse ocorre mais de um mês após o cessar-fogo firmado em 8 de abril, que interrompeu temporariamente os ataques iniciados em 28 de fevereiro por Israel e Estados Unidos contra o Irã. Sem consenso entre as partes, as negociações seguem indefinidas, enquanto o mercado internacional já sente os impactos da instabilidade: o preço do petróleo voltou a subir nesta segunda-feira.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã endurece posição e envia recado direto aos EUA com exigências “inegociáveis”

por Redação 27 de abril de 2026

Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, o Irã formalizou uma lista de pontos considerados “inegociáveis” e a encaminhou aos Estados Unidos por meio do Paquistão. A informação foi divulgada pela agência estatal iraniana Fars nesta segunda-feira, indicando que os temas incluem questões nucleares e o controle do estratégico Estreito de Ormuz.

Segundo a publicação, a iniciativa não estaria diretamente ligada a negociações formais entre os dois países, mas sim a uma tentativa de “esclarecer” a posição iraniana diante do cenário regional. Ainda assim, o conteúdo reforça o endurecimento do discurso de Teerã em um momento de conflito aberto com os EUA e Israel.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, foi o responsável por transmitir a mensagem durante viagem ao Paquistão. Ele também se reuniu com mediadores em Omã antes de seguir para São Petersburgo, onde tem encontro previsto com o presidente russo Vladimir Putin. Ao chegar à Rússia, Araghchi afirmou que discutiu, durante a passagem pelo Paquistão, condições para uma eventual retomada de negociações com os americanos.

Do lado dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou que autoridades iranianas podem retomar contato “quando quiserem”, mas reiterou que o conflito pode chegar ao fim em breve. A fala ocorre após o cancelamento de uma viagem de enviados americanos ao Paquistão.

O pano de fundo é uma guerra iniciada em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado de Estados Unidos e Israel em Teerã. Desde então, o confronto já deixou mais de 1.900 civis mortos no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, além de pelo menos 13 soldados americanos mortos, conforme a Casa Branca.

A crise se ampliou com ataques iranianos a interesses dos EUA e de Israel em diversos países do Oriente Médio e com a atuação do Hezbollah no Líbano, elevando o risco de um conflito regional ainda mais amplo. Internamente, o Irã também passou por mudanças de liderança, aumentando a incerteza sobre os próximos passos do regime.

O envio da lista, ainda que sem detalhes completos, reforça o impasse diplomático e evidencia que qualquer avanço nas negociações dependerá de concessões difíceis em temas considerados sensíveis por ambas as partes.

Fonte: CNN

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Irã x EUA

Irã tenta destravar Ormuz com proposta aos EUA, mas empurra debate nuclear — e enfrenta resistência de Trump

por Redação 27 de abril de 2026

O Irã apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o atual conflito, mas decidiu adiar as negociações sobre seu programa nuclear, segundo apuração do site Axios. A estratégia busca contornar o impasse sobre concessões e acelerar um possível acordo, ainda que sem tratar imediatamente de um dos pontos mais sensíveis da relação entre os países.

De acordo com a publicação, a proposta teria sido enviada por meio de mediadores paquistaneses e inclui a possibilidade de um cessar-fogo prolongado ou até mesmo o fim permanente da guerra. Em contrapartida, as discussões sobre o programa nuclear iraniano seriam postergadas para uma fase posterior, condicionadas à reabertura do estreito e ao fim do bloqueio naval.

A resposta dos Estados Unidos, no entanto, segue incerta. O presidente Donald Trump já indicou que pretende manter a pressão sobre Teerã. Em entrevista à Fox News, afirmou que a estratégia atual é sufocar as exportações de petróleo iranianas, apostando que isso forçará o país a ceder nas próximas semanas. Há expectativa de que a cúpula da Casa Branca discuta o tema nesta segunda-feira (27).

O cenário se agrava após um fim de semana marcado por frustrações diplomáticas. Após visita do chanceler iraniano Abbas Araghchi ao Paquistão, a mídia estatal do Irã negou qualquer negociação direta com Washington, o que levou Trump a cancelar novamente o envio de uma comitiva. “Não vejo sentido em enviá-los em um voo de 18 horas na situação atual”, disse o presidente ao Axios, reforçando que os contatos podem ocorrer remotamente.

Apesar de a Casa Branca já ter recebido a proposta iraniana, ainda não há sinalização clara de que ela será analisada formalmente. O impasse mantém elevada a tensão em uma das regiões mais estratégicas para o fluxo global de petróleo, com impactos potenciais que vão além do conflito bilateral.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Guerra esgota arsenais: EUA já consumiram mais da metade de armas-chave e Irã ainda mantém poder de ataque

por Redação 23 de abril de 2026

Semanas de confronto entre Estados Unidos e Irã já provocam impactos diretos na capacidade militar das duas potências. Levantamento do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), aliado a informações de autoridades norte-americanas, aponta redução significativa nos estoques de armamentos essenciais, especialmente mísseis avançados.

Dados indicam que, embora ambos ainda consigam sustentar a guerra, há limitações crescentes. No caso dos Estados Unidos, o estudo do CSIS revela que mais da metade do estoque pré-guerra foi utilizada em quatro dos sete principais sistemas analisados, incluindo mísseis Tomahawk e defesas antiaéreas. O cenário é considerado sensível, já que os níveis já eram vistos como baixos antes mesmo do conflito, especialmente diante da possibilidade de مواجهة com potências como a China.

A reposição desses armamentos é lenta. Segundo o relatório, o ciclo completo pode ultrapassar quatro anos — cerca de 52 meses — devido à alta demanda e à limitação da indústria de defesa. Apesar disso, os EUA ainda conseguem manter operações, recorrendo a armas alternativas, embora com menor alcance e maior risco operacional. O impacto também pode atingir aliados como a Ucrânia, dependentes do fornecimento americano.

Do lado iraniano, o quadro é mais ambíguo. Enquanto declarações oficiais dos EUA apontam destruição massiva — com redução de até 90% na capacidade de mísseis e drones —, fontes ouvidas pela CBS News indicam que cerca de metade do arsenal de mísseis balísticos e lançadores permanece intacta. Parte desse material estaria escondida em bunkers ou cavernas.

Sinais recentes reforçam essa capacidade residual. O Irã exibiu mísseis como o Khorramshahr-4, com alcance de até 2.000 km, durante desfile em Teerã. Ainda assim, dados mostram queda significativa nos lançamentos e fragilidade na defesa aérea, evidenciada por sobrevoos de bombardeiros B-52 dos EUA.

Relatório da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA aponta que o país do Oriente Médio ainda representa risco relevante, com milhares de mísseis e drones capazes de atingir forças americanas e aliados. Por outro lado, limitações tecnológicas, equipamentos ultrapassados e treinamento reduzido indicam que o Irã dificilmente conseguiria vencer um adversário superior em tecnologia.

O cenário expõe um desgaste estratégico de ambos os lados, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade prolongada do conflito e seus reflexos no equilíbrio militar global.

Fonte: G1

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Irã x EUA

EUA mandam cidadãos deixarem o Irã “imediatamente” e expõem risco na região

por Redação 22 de abril de 2026

O governo dos Estados Unidos emitiu, nesta terça-feira (21), um alerta direto para que cidadãos americanos deixem o Irã “imediatamente”, em meio ao cenário de tensão envolvendo o país, Israel e os próprios EUA. A recomendação foi divulgada pelo perfil oficial de Assuntos Consulares do Departamento de Estado, o TravelGov.

Segundo o comunicado, o espaço aéreo iraniano foi parcialmente reaberto, o que pode permitir a saída por voos comerciais. Ainda assim, as autoridades orientam que os cidadãos acompanhem a mídia local e entrem em contato com companhias aéreas para verificar disponibilidade. Também foi indicada a possibilidade de deixar o país por rotas terrestres, passando por nações vizinhas como Armênia, Azerbaijão, Turquia e Turcomenistão.

O alerta reforça que americanos não devem viajar para regiões consideradas críticas, como Afeganistão, Iraque e áreas de fronteira entre Paquistão e Irã. O governo dos EUA também reconhece possíveis obstáculos para a saída do território iraniano, incluindo restrições impostas pelas autoridades locais.

De acordo com o comunicado, há risco de impedimento de saída ou até cobrança de taxas específicas. Para cidadãos com dupla nacionalidade, a orientação é deixar o país utilizando passaporte iraniano. Já aqueles que não conseguirem sair devem permanecer em locais seguros, evitando exposição, especialmente próximo a janelas.

O contexto se insere na escalada de tensões iniciada em 28 de fevereiro, com o início da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O espaço aéreo iraniano já vinha sendo afetado desde antes, com restrições a voos internacionais anunciadas em janeiro.

A orientação evidencia o agravamento da crise na região e levanta pr

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã reabre Estreito de Ormuz em meio a trégua com EUA e petróleo despenca

por Redação 17 de abril de 2026

O governo do Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo com os Estados Unidos. A decisão, considerada estratégica, remove um dos principais entraves nas negociações entre os dois países e já provocou impacto imediato no mercado internacional, com queda no preço do petróleo.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, a passagem está liberada para todos os navios até o fim da trégua, prevista para a próxima quarta-feira (22). A circulação deve ocorrer por rotas coordenadas pela Organização de Portos e Marítima do Irã. Dados da plataforma Kpler indicam que o fluxo já havia começado a ser retomado, com a saída de três petroleiros iranianos transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo — os primeiros carregamentos desde o bloqueio imposto pelos EUA no início da semana.

O gesto é visto como o primeiro sinal concreto do Irã em direção a um possível acordo mais amplo. Ainda assim, a resposta norte-americana mantém cautela. O presidente Donald Trump agradeceu publicamente pela reabertura, mas afirmou que o bloqueio naval dos Estados Unidos na saída do estreito seguirá ativo até que as negociações estejam “100% concluídas”. Ele também indicou a possibilidade de uma nova rodada de diálogos neste fim de semana, após tratativas anteriores sem avanço.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos globalmente. Desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o Irã havia fechado a passagem, ameaçando e atacando embarcações, além de instalar minas navais na região — fator que ainda gera preocupação.

Apesar da reabertura, o risco persiste. Autoridades iranianas admitem não conhecer a localização de todas as minas, enquanto a Marinha dos Estados Unidos alerta que a ameaça não está completamente mapeada e recomenda cautela aos navegantes. O episódio reforça a fragilidade da segurança na região e o impacto direto de decisões geopolíticas sobre a economia global.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã desafia pressão dos EUA e mantém programa nuclear em meio a negociações tensas

por Redação 9 de abril de 2026

O Irã voltou a endurecer o discurso contra os Estados Unidos ao afirmar que não pretende interromper o enriquecimento de urânio, uma das principais exigências de Washington para avançar nas negociações de paz. A declaração foi feita nesta quinta-feira (9) por Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Atômica do país.

Segundo Eslami, o programa nuclear iraniano não será limitado, apesar das pressões internacionais e das sanções impostas ao país. Em tom contundente, ele afirmou que “nenhuma lei ou pessoa pode nos impedir” de seguir com o enriquecimento, classificando como ineficazes as ações dos adversários, incluindo o que chamou de “guerra selvagem”.

A posição do governo iraniano reforça o impasse diplomático às vésperas da retomada das negociações entre os dois países, previstas para começar nesta sexta-feira (10), no Paquistão. As tratativas buscam encerrar de forma definitiva o conflito que também envolve Israel e ocorre sob um cessar-fogo considerado frágil.

Do lado americano, a Casa Branca mantém posição firme contra qualquer tipo de enriquecimento de urânio pelo Irã. O presidente Donald Trump declarou que não aceitará as condições propostas por Teerã e afirmou que não haverá enriquecimento, além de mencionar a remoção de material nuclear com apoio dos EUA.

O impasse evidencia a distância entre as exigências das duas potências e coloca em risco o avanço das negociações. Enquanto isso, o cessar-fogo iniciado na última terça-feira (7) já é alvo de acusações de violação por parte do Irã, aumentando a tensão no cenário internacional.

Fonte: METRÓPOLES

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Irã x EUA

Cessar-fogo EUA-Irã enfrenta impasses sobre urânio, Líbano e plano de 10 pontos

por Redação 9 de abril de 2026

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, anunciado há dois dias, segue instável e repleto de divergências. Apesar da trégua, ataques foram registrados nos dois lados, e o Estreito de Ormuz foi reaberto apenas por algumas horas.

As negociações para um acordo definitivo começam nesta sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão. Entre os principais pontos de divergência estão:

  1. Plano de 10 pontos: o Irã apresentou uma lista de dez pontos como base para o cessar-fogo. Os EUA consideraram a proposta “inaceitável” e passaram a negociar uma versão mais condensada, enquanto o Irã mantém a lista original como referência.
  2. Compromisso nuclear: o enriquecimento de urânio, previsto no plano iraniano, divide as partes. O Irã defende a manutenção do programa, enquanto os EUA afirmam que todo o material nuclear deve ser removido ou monitorado, apontando divergências nas interpretações do acordo.
  3. Inclusão do Líbano: o Irã e o Paquistão consideram que a trégua cobre ataques ao Líbano, mas Israel e EUA excluem o país do cessar-fogo, citando confrontos com o Hezbollah. Bombardeios israelenses deixaram ao menos 254 mortos e mais de 830 feridos nesta quarta-feira (8).

O cessar-fogo tem duração de duas semanas e ocorre em paralelo às negociações oficiais, que buscam um acordo de paz mais amplo.

Fonte: G1

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