Uma advogada norte-americana denunciou ter sido estuprada por um funcionário do hotel Blue Tree Premium Paulista, em São Paulo, no dia 27 de setembro de 2023. A vítima, identificada como Sophie (nome fictício para preservar sua identidade), relatou que o crime ocorreu dentro do quarto em que estava hospedada.
Mais de um ano após o caso, Sophie ainda sofre consequências psicológicas, fazendo uso de medicação para ansiedade e depressão.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o funcionário por estupro em abril deste ano, e ele se tornou réu no processo. O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou audiência para janeiro de 2026, na 11ª Vara Criminal do Foro Central da Barra Funda.
Segundo os autos, Sophie estava hospedada no hotel a trabalho e, ao tentar pedir jantar no quarto, desceu à recepção após não conseguir se comunicar em inglês. Um funcionário do bar, de 19 anos, se ofereceu para acompanhá-la até o quarto com a garrafa de vinho solicitada.
Em depoimento, a advogada relatou que o homem a abraçou e a beijou à força, ignorando suas negativas. Em seguida, ele a empurrou para a cama e a violentou sexualmente.
Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada e saída do suspeito do quarto, permanecendo no local por cerca de nove minutos. Após o ataque, Sophie procurou ajuda, mas, segundo relatou, funcionários do hotel se recusaram a acionar a polícia.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou a presença de espermatozoides nas regiões vaginal e anal, além de lesões leves nos braços e na perna da vítima.
A defesa do acusado afirma que o ato foi consensual e que há “contradições significativas” nos depoimentos. O hotel informou que o funcionário foi desligado logo após a ocorrência e que colabora com as autoridades.
O processo tramita sob segredo de Justiça.
Fonte: G1