Jovem é agredido por segurança, fica duas horas jogado em calçada e morre em Guarulhos (SP)

por Redação

O empresário Paulo Vinícius dos Santos, de 35 anos, morreu após ser agredido e abandonado inconsciente na calçada em frente a uma adega, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O caso ocorreu na madrugada de domingo (20), e o agressor, identificado como David Ferreira, de 45 anos, trabalhava como segurança do estabelecimento.

Imagens de câmeras de segurança mostram que, por volta das 2h36, Vinícius discutiu com o segurança e levou um soco no rosto, caindo de costas entre dois carros estacionados. O empresário ficou sem receber socorro por quase duas horas.

Dez minutos após a agressão, o segurança e outro homem arrastaram a vítima até um ponto mais afastado da calçada. Segundo a irmã de Vinícius, Caroline Martins dos Santos, os agressores retiraram os documentos dele, o que dificultou sua identificação e o atendimento médico.

“Eles foram ainda mais cruéis. Tiraram ele do local e jogaram em um ponto mais escondido, impedindo que alguém o socorresse. Além disso, pegaram os documentos e impediram que ele fosse identificado”, relatou Caroline ao Fantástico.

Um cliente da adega que deixava o local por volta das 4h acionou o Samu e o Corpo de Bombeiros após perceber que o homem estava ferido e sangrando na cabeça. Ainda segundo Caroline, o segurança teria reagido com irritação ao ver que o socorro havia sido chamado:

“Ele disse: ‘Se você está com dó, bota no teu carro e leva embora daqui’.”

O resgate chegou às 4h27, quase duas horas após a agressão. Sem identificação, Vinícius foi levado ao Hospital Municipal de Guarulhos como “desconhecido”. Posteriormente, familiares o localizaram e providenciaram sua transferência para um hospital particular.

O quadro clínico dele se agravou ao longo da semana, e Vinícius morreu na sexta-feira (24).

O boletim de ocorrência foi registrado apenas na quinta-feira (23), após a defesa da família obter as imagens da câmera de segurança. A polícia investiga o caso como homicídio e furto de documentos.

“Parece que o que está caído ali não é um ser humano. Parece um saco de lixo”, declarou o delegado Halisson Ideiao, responsável pelo caso.

Em nota, a Adega Imperium lamentou os fatos e informou estar colaborando com as autoridades. A empresa não detalhou se afastou ou demitiu os funcionários envolvidos.

A defesa do segurança David Ferreira não foi localizada até o momento.

Fonte: G1

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