Um caso raro e chocante mobilizou profissionais de saúde no Acre: um bebê, que havia sido declarado morto e estava sendo velado, apresentou sinais vitais cerca de 12 horas após ser colocado em um saco funerário. O nascimento ocorreu na última sexta-feira (24), e, segundo o laudo médico inicial, a causa da morte teria sido hipóxia intrauterina, condição em que o feto não recebe oxigênio suficiente durante a gestação.
A família, natural de Pauini (AM), havia se deslocado para o Acre na quinta-feira (23) devido a um quadro de sangramento materno, o que levou à indução do parto. A neonatologista Mariana Collodetti, que atendeu o caso no sábado, afirmou que o bebê apresentava grave prematuridade.
A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) divulgou nota explicando que os protocolos de reanimação foram seguidos e que uma apuração interna foi instaurada, além de a investigação ser acompanhada pelo Ministério Público (MP-AC) e pela Polícia Civil.
Segundo a nota da maternidade, o bebê faleceu às 23h15 de domingo (26), em decorrência de choque séptico e sepse neonatal. A equipe responsável pelo atendimento inicial foi afastada para garantir a lisura da investigação.
A Sesacre reforçou que todos os esforços foram realizados para oferecer cuidado humanizado, e que o caso será rigorosamente apurado para aprimorar protocolos e atendimento a recém-nascidos em situação de prematuridade extrema.
Fonte: G1