Filhote de gato nasce com um olho só em Rondônia; veterinária explica caso raro de “ciclopia”

por Redação

Moradores do distrito de Nova Conquista, na zona rural de Vilhena (RO), foram surpreendidos nesta terça-feira (4) com o nascimento de um filhote de gato que possuía apenas um olho — uma condição extremamente rara conhecida como ciclopia. O caso chamou a atenção da comunidade local e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

O tutor da mãe do animal, Gilberto Almeida, relatou que nunca havia presenciado algo parecido.

“Tenho 32 anos e nunca vi isso na minha vida. Minha gata já teve várias crias, mas essa foi a primeira vez que algo assim aconteceu. Nasceram três filhotes, e só esse veio diferente”, contou.

Infelizmente, o gatinho — apelidado por vizinhos de “gato ciclope” — viveu apenas um dia, falecendo na quarta-feira (6). De acordo com Gilberto, o animal apresentava dificuldade para respirar desde o nascimento.

O que é ciclopia

Segundo a veterinária Janete Silva, a ciclopia é uma má formação congênita causada por falhas no desenvolvimento embrionário.

“Quando o embrião está se desenvolvendo, o cérebro deveria se dividir em duas partes. Na ciclopia, essa divisão não acontece, e forma-se uma estrutura única. Como os olhos se desenvolvem junto com essa separação, acabam ficando centralizados”, explicou.

A condição é extremamente rara tanto em animais quanto em humanos, e o nome tem origem na mitologia grega, em referência aos ciclopes, gigantes que possuíam apenas um olho no centro da testa.

Causas e riscos

De acordo com a especialista, a ciclopia pode ser resultado de alterações genéticas, como mutações ou anomalias cromossômicas, ou ainda de fatores externos, como a exposição da mãe a toxinas, medicamentos ou infecções durante a gestação.

“A expectativa de vida desses animais é muito baixa, pois a má formação geralmente compromete também as narinas e o sistema respiratório, o que torna a sobrevivência quase impossível”, conclui Janete Silva.

O caso, embora triste, chamou a atenção de curiosos e estudiosos da região por se tratar de uma ocorrência raríssima na natureza.

Fonte: G1

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