A Polícia Civil ouviu, nesta quinta-feira (13), o motorista de um carro que aparece ao lado da carreta que ficou atravessada no Rodoanel Mário Covas na quarta-feira (12). Ele afirmou ter sido fechado pelo veículo pouco antes do local onde a carreta parou e negou ter visto qualquer movimentação criminosa.
Segundo o relato, o caminhão trafegava acima da velocidade permitida para veículos pesados e fez uma manobra brusca que o obrigou a acelerar para evitar a colisão. O motorista reforçou que não observou suspeitos, veículos de apoio ou qualquer ação criminosa, e que a Polícia Civil o procurou por ter sido flagrado pelas câmeras passando duas vezes pelo trecho.
A carreta ficou atravessada na altura do km 45, em Itapecerica da Serra, gerando bloqueio total das pistas no sentido Dutra e interdição preventiva do sentido Perus. A concessionária SPMAR informou que o trecho ficou interditado por cerca de cinco horas, formando 40 km de congestionamento. O chamado foi registrado às 5h25, e a liberação ocorreu por volta das 10h30.
O motorista da carreta, Dener Laurito dos Santos, de 52 anos, morador de Ribeirão Pires e caminhoneiro há 17 anos, relatou ter sido vítima de assalto e sequestro por três homens. Segundo seu depoimento, a carreta travou durante o crime, e os suspeitos assumiram o volante, atravessaram o veículo na pista e colocaram um simulacro de explosivo na cabine, ordenando que ele permanecesse imóvel.
O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) confirmou posteriormente que o material encontrado não era explosivo. O motorista foi resgatado após permanecer horas imobilizado, sendo retirado da cabine por um policial especializado e encaminhado ao hospital.
A Polícia Civil registrou o caso como tentativa de roubo com restrição de liberdade, mas não descarta nenhuma linha de investigação. Três celulares — dois do motorista e um da empresa — estão sob análise, e os investigadores verificam imagens, horários, georreferenciamento e dados de quadrilhas de roubo de carga que atuam na região.
A empresa Sitrex, proprietária do caminhão, afirmou que o veículo estava vazio e retornava para São Bernardo do Campo após uma entrega. A transportadora informou que o motorista seguia todos os protocolos de segurança. O para-brisa estava quebrado, supostamente atingido por uma pedra.
Ainda não há confirmação sobre a identidade dos supostos criminosos, seus objetivos ou o motivo de terem deixado a carreta atravessada com um objeto que simulava explosivo. A polícia segue investigando.
Fonte: G1