Em meio a tensão com governo, Motta e Alcolumbre faltam ao evento de sanção do IR no Planalto

por Redação

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceram à cerimônia de sanção da lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais, realizada nesta quarta-feira (25) no Palácio do Planalto. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de parlamentares como Arthur Lira (PP-AL) e Renan Calheiros (MDB-AL), relatores da proposta nas duas Casas.

A proposta foi enviada pelo governo em março e aprovada por unanimidade no Congresso no início de novembro. Apesar da ausência dos presidentes das duas Casas legislativas, Lula sancionou o projeto ao lado de ministros e parlamentares aliados.

De acordo com as assessorias de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, eles não compareceriam por “agenda intensa” e por compromissos com senadores, respectivamente. Nos bastidores, porém, aliados dos dois confirmam que o real motivo foi a tensão crescente entre o governo e a cúpula do Congresso.

Durante a cerimônia, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que as ausências não diminuem o papel decisivo de Motta e Alcolumbre na aprovação da matéria. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também agradeceu o empenho dos presidentes das Casas e destacou sua “diligência” para que a lei passasse a valer em 2026.

Segundo apuração da GloboNews, o Planalto havia criado um grupo de conversas para organizar a participação dos dois, com oferta de espaço para discursos. Mesmo assim, ambos decidiram não comparecer.

A ausência ocorre em meio a atritos recentes entre governo e Congresso. Na Câmara, Motta rompeu com o líder do PT, Lindbergh Farias, após críticas relacionadas ao PL Antifacção. No Senado, Alcolumbre demonstrou insatisfação com a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), apoiada publicamente por Jaques Wagner antes da decisão final de Lula. O senador defendia Rodrigo Pacheco para a vaga.

Diante da escalada de tensões, o governo busca minimizar o desgaste. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que divergências não podem comprometer votações importantes e destacou que o diálogo seguirá aberto com todas as bancadas.

Fonte: G1

Leia também