O governo de São Paulo emitiu um alerta para a redução imediata do consumo de água em meio à onda de calor e à estiagem que atingem o estado. O pedido inclui orientações para banhos rápidos, uso consciente nas atividades domésticas e restrição do uso para fins não essenciais, como lavar calçadas, carros ou encher piscinas. A recomendação ocorre no dia em que a capital registrou a maior temperatura de dezembro e a mais alta de 2025, com 35,9 °C no Mirante de Santana.
Segundo o governo, o calor intenso provocou um aumento de até 60% no consumo de água em algumas regiões, de acordo com dados da Sabesp, pressionando os mananciais que abastecem a Grande São Paulo. O cenário é agravado por um dos menores índices de chuva dos últimos anos, resultando em estiagem prolongada e impacto nas represas da Região Metropolitana.
A administração estadual informou que monitora os sistemas de abastecimento junto à Sabesp, que realiza manobras operacionais para preservar a distribuição, incluindo reforço com caminhões-pipa em áreas específicas. Entre agosto e setembro, medidas de redução da pressão noturna da rede já vinham sendo adotadas para economizar água e preservar os reservatórios.
As ações de gestão hídrica implementadas desde então garantem economia diária equivalente a mais de 1,2 milhão de caixas-d’água de 500 litros, segundo o governo. O uso da água deve ser priorizado para alimentação e higiene pessoal, e a colaboração da população é considerada essencial para evitar riscos ao abastecimento.
Entre as principais orientações para economizar estão a redução do tempo de banho, checagem de vazamentos, uso da torneira apenas no enxágue da louça, acionamento de máquinas de lavar apenas quando cheias e reaproveitamento da água descartada em outras atividades domésticas. Também é recomendado substituir mangueiras por vassouras e, quando necessário lavar o carro, optar pelo uso de balde.
O alerta reforça a urgência do consumo consciente durante a onda de calor e a estiagem, destacando a importância de medidas preventivas para evitar agravamento da situação hídrica no estado.
Fonte: OGLOBO