Indiciamento de servidor da CGU por agressões no DF leva a afastamento cautelar por 60 dias

por Redação

A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou David Cosac Junior, servidor da Controladoria-Geral da União (CGU), após ele agredir a ex-namorada e o filho dela, uma criança de quatro anos, em 7 de dezembro. O indiciamento, confirmado pela corporação nesta sexta-feira (26), ocorreu em 8 de dezembro. Ele deve responder por lesão corporal contra a mulher e maus-tratos contra a criança.

Os laudos do Instituto de Medicina Legal (IML) confirmaram as agressões, apontando lesões contusas na vítima e manchas avermelhadas no rosto da criança. Com o indiciamento, o investigado passa a ser formalmente considerado suspeito, e a investigação segue em andamento, podendo resultar no envio do caso ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia à Justiça.

Em edição extra do Diário Oficial da União desta sexta-feira (26), foi publicado o afastamento cautelar do servidor por 60 dias. A medida inclui a proibição de ingresso dele nos prédios da CGU enquanto as apurações estão em curso.

O caso ocorreu no estacionamento de um prédio em Águas Claras. Imagens do circuito de segurança mostram o servidor ao lado da ex-namorada, que segurava o filho no colo, quando ele inicia a série de agressões com tapas e socos contra a mulher e a criança. As agressões duraram cerca de 20 segundos e só cessaram após ambas caírem ao chão. Ao se levantarem, a criança ainda recebeu outro tapa na cabeça.

Após denúncia de um morador, a Polícia Civil foi ao local e ouviu o servidor. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmou ter “se desentendido” com a ex-companheira e entrado “em vias de fato”. A corporação não informou se houve prisão em flagrante.

Em nota, o ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, classificou os fatos como “gravíssimos e inaceitáveis” e determinou a abertura de investigação preliminar ética e disciplinar. Ele também destacou que o enfrentamento à violência contra mulheres e crianças é prioridade institucional e que o órgão acompanhará o caso com rigor e respeito ao devido processo legal.

Fonte: G1

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